Notas do tema

Palavras-chave principais e transversais 🌟

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Conforto de leitura

EMF 203.10 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

VĂłs, orando ao Pai, nĂŁo estais recorrendo a um amigo da terra, e sim, ao Amigo Perfeito, que Ă© o Pai do CĂ©u. Por isso, Eu vos digo: “Pedi, e vos serĂĄ dado; procurai, e encontrareis; batei, e se vos abrirĂĄ.” De fato, a quem pede, Ă© dado, quem procura, acaba por encontrar, e a quem bate, a porta se abre.

Palavras-chave

EMF 203.12 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Rezai com humildade para que Deus impeça as tentaçÔes. Oh! A humildade! Conhecer-se pelo que se Ă©. Sem aviltar-se, mas procurando conhecer-se. Dizer: “Eu poderia ceder, mesmo que nĂŁo me pareça poder fazĂȘ-lo, porque eu sou um juiz imperfeito de mim mesmo. Portanto, Pai meu, se for possĂ­vel, liberta-me das tentaçÔes conservando-me perto de Ti, para nĂŁo permitir ao Maligno fazer-me mal.” Porque, recordai-vos disso, nĂŁo Ă© Deus que tenta para o Mal, mas Ă© o Mal que tenta. Rezai ao Pai para que Ele ajude a vossa fraqueza, a tal ponto, que ela nĂŁo possa ser induzida em tentação pelo Maligno.

Palavras-chave

EMF 204

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Título do capítulo : A fé e a alma explicadas aos pagãos pela paråbola dos templos.

Data da visĂŁo: Sexta-feira 29 de junho de 1945

CalendĂĄrio: SĂĄbado 1 de abril 28 (19 Nissan 3788)

Local (mapa) : BetĂąnia

Ciclo :

SumĂĄrio: x

ConteĂșdo do capĂ­tulo: x

Edição anterior : Tomo 3, capítulo 65

Palavras-chave

EMF 204.1-3 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Na paz do sĂĄbado, Jesus estĂĄ descansando perto de um campo de linho todo em flor, pertencente a LĂĄzaro. Ele estĂĄ mais do que perto, eu diria que Ele estĂĄ submerso no meio do linho e, sentado Ă  beira de um sulco, absorto em seus pensamentos. Junto dele sĂł se vĂȘ alguma silenciosa borboleta, ou alguma lagartixa rastejando e que olha para Ele com seus olhinhos de azeviche, levantando a cabecinha triangular para cima da garganta clara e palpitante. E nada mais. Nesta hora jĂĄ adiantada do meio-dia, cala-se atĂ© o menor sopro de vento por entre as altas hastes.

De longe, talvez lĂĄ do jardim de LĂĄzaro, estĂĄ fazendo-se ouvir o canto de uma mulher e, junto com ele, os gritos festivos de um menino, que estĂĄ brincando com algum outro. Depois, uma, duas, trĂȘs vozes exclamam: “Mestre!” “Jesus!”

Jesus volta a si e se levanta. E, por mais que o linho, em seu completo crescimento, jĂĄ esteja bem alto, Jesus emerge bem por cima deste mar verde e azul.

– Lá está Ele, João –grita Zelotes.

E JoĂŁo, por sua vez, chama:

– Mãe, o Mestre está aqui, no meio do linho.

E, enquanto Jesus vai-se aproximando do caminho que vai para as casas, eis que Maria chega perto dele.

– Que queres, mãe?

– Meu filho, chegaram pagĂŁos com umas mulheres. Dizem que ficaram sabendo por Joana que estavas aqui. Dizem tambĂ©m que Te ficaram esperando durante todos estes dias, perto da fortaleza AntĂŽnia


– Ah! Compreendi! Eu já vou. Onde estão eles?

– Na casa de LĂĄzaro, em seu jardim. Ele Ă© amado pelos romanos e nĂŁo tem repugnĂąncia por eles, como nĂłs temos. Ele os fez entrar, com os seus carros, no amplo jardim, para nĂŁo escandalizar a ninguĂ©m.

– Está bem, mãe.

204.2

SĂŁo soldados e damas romanas. Eu sei.

– E que quererão de Ti?

– Aquilo que muitos de Israel não querem: Luz.

– Mas, que pensarĂŁo sobre como Ă©s e quem Ă©s? Deus, talvez?

– Deus, do modo deles, sim. Para eles Ă© fĂĄcil acolher a ideia de uma encarnação de um deus em carne mortal, mais do que para nĂłs.

– EntĂŁo, conseguiram crer na tua fé 

– Ainda nĂŁo, minha mĂŁe. Primeiro Ă© preciso destruir a deles. Por enquanto, Eu sou para eles um sĂĄbio, um filĂłsofo, como eles dizem. Mas, ou por este desejo veemente de conhecer doutrinas filosĂłficas, ou porque essa tendĂȘncia deles para crer que Ă© possĂ­vel a encarnação de um deus, Eu sou muito ajudado a levĂĄ-los Ă  verdadeira FĂ©. Podes crer, eles sĂŁo mais ingĂȘnuos, em seus pensamentos, do que muitos em Israel.

– Mas, serão eles sinceros? Dizem que o Batista


– NĂŁo. Se dependesse deles, JoĂŁo estaria livre e em segurança. Quem nĂŁo Ă© rebelde, Ă© deixado sossegado. Antes, te digo, para eles o ser profeta — eles os chamam de filĂłsofos, porque toda elevação da sabedoria para deles Ă© sempre filosofia — Ă© uma garantia para serem respeitados. NĂŁo fiques preocupada, minha mĂŁe. Dali nĂŁo me virĂĄ mal


– Mas os fariseus
 se souberem, que irĂŁo dizer, atĂ© de LĂĄzaro? Tu
 Ă©s Tu, e deves levar a palavra ao mundo. Mas LĂĄzaro!
 JĂĄ Ă© tĂŁo ofendido por eles


– Mas ele Ă© intocĂĄvel. Eles sabem que ele Ă© protegido por Roma.

– Eu Te deixo, meu Filho. AĂ­ vem Maximino, para levar-te aos pagĂŁos –e Maria, que havia caminhado ao lado de Jesus durante todo aquele tempo, se retira ligeira, indo para a casa de Zelotes, enquanto Jesus entra por um portĂŁozinho de ferro, aberto no muro do jardim, em uma parte mais afastada dele, lĂĄ onde o jardim se transforma em pomar, isto Ă©, perto do lugar onde, mais tarde, haveria de ser sepultado LĂĄzaro.

Lå estå também Låzaro e ninguém mais:

– Mestre, tomei a liberdade de hospedá-los


– Fizeste bem. Onde estão?

– LĂĄ naquela sombra de buxos e loureiros. Como vĂȘs, estĂŁo afastados pelo menos uns quinhentos metros da casa.

– Está bem, está bem.

204.3

Que a luz venha a todos vĂłs!

Palavras-chave

EMF 204.3-9 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

«Que a luz venha a todos vós!

– Salve, Mestre! –assim o saĂșda Quintiliano, vestido como civil.

As mulheres se levantam para saudå-lo. São Plautina, Valéria e Lídia, e mais uma, jå idosa, que não sei quem seja, se é da mesma condição, ou de condição inferior. Todas estão vestidas de modo muito simples e nada as distingue.

– Nós quisemos ouvir-te. Tu não vieste mais. Eu estava
 de guarda à tua chegada. Mas não consegui Te ver.

– Eu tambĂ©m nĂŁo vi mais um soldado, que me tratou amigavelmente na Porta dos Peixes. Chamava-se Alexandre


– Alexandre? NĂŁo tenho certeza se Ă© aquele. Mas sei que, tempos atrĂĄs, tivemos que remover, para acalmar os judeus, um soldado culpado de
 ter falado contigo. Agora ele estĂĄ em Antioquia. Mas talvez volte. Puxa! Como sĂŁo aborrecidos os
 os que querem dar ordens, logo agora que nos estĂŁo submetidos! É preciso, entĂŁo, agir com muita habilidade, antes que as coisas piorem
 Eles nos tornam a vida difĂ­cil, podes crer
 Mas Tu Ă©s bom e sĂĄbio. Vais falar para nĂłs? Talvez daqui a pouco eu tenha que deixar a Palestina. Gostaria de ter alguma coisa de Ti como lembrança.

– Eu vos falarei. Nunca decepcionei. Que quereis saber?

Quintiliano olha para as mulheres, como quem pergunta


– O que quiseres, Mestre –diz ValĂ©ria.

204.4

Plautina se levanta de novo, e diz:

– Estive pensando muito
 teria que conhecer tantas coisas
 tudo, para julgar. Mas, se me for permitido fazer uma pergunta, eu gostaria de saber como Ă© que se constrĂłi uma fĂ©, a tua, por exemplo, sobre um terreno que Tu disseste que estĂĄ destituĂ­do da verdadeira fĂ©. Disseste que as nossas crenças sĂŁo vazias. EntĂŁo, ficamos sem nada. Como chegar a ter fĂ©?

– Vou tomar como exemplo uma coisa que vĂłs tendes. Os templos. Os vossos edifĂ­cios sagrados, verdadeiramente belos e cuja Ășnica imperfeição Ă© a de serem dedicados ao nada, eles vos podem ensinar como Ă© que se pode chegar a ter uma fĂ© e onde colocar a fĂ©. Vede bem. Onde sĂŁo eles construĂ­dos? Que lugar Ă© possivelmente escolhido para eles? Como sĂŁo construĂ­dos? Geralmente estĂŁo em ĂĄreas espaçosas, livres e elevadas. E, se nĂŁo for espaçosa e livre, entĂŁo se faz que fique sendo, faz-se a demolição de tudo o que a estorva ou que lhe cria obstĂĄculos. Se o lugar nĂŁo Ă© elevado, entĂŁo se faz que fique mais alto, construindo pedestais mais altos que os de costume, de trĂȘs degraus, que sĂŁo usados para os templos jĂĄ colocados sobre alguma elevação natural. Fechados em um recinto sagrado, quase sempre formado por colunatas e pĂłrticos, dentro dos quais estĂŁo encerradas as ĂĄrvores consagradas aos deuses, fontes e altares, as estĂĄtuas e estelas sĂŁo precedidas somente pelo propileu, depois do qual estĂĄ o altar, onde sĂŁo feitas as preces ao nume. Diante deste, hĂĄ um lugar para o sacrifĂ­cio, porque o sacrifĂ­cio vem antes da oração. Muitas vezes, e especialmente nos mais grandiosos, o peristilo os circunda de uma grinalda de mĂĄrmores preciosos. Na parte interna, hĂĄ um vestĂ­bulo anterior, externo ou interno em relação ao peristilo, a cela do nume e o vestĂ­bulo posterior. MĂĄrmores, estĂĄtuas, frontĂ”es, acrotĂ©rios e tĂ­mpanos, todos limpos, preciosos, decorados, que fazem do templo um edifĂ­cio muito nobre atĂ© para as vistas mais incultas. NĂŁo Ă© assim?

– Assim Ă©, Mestre. Tu os viste e estudaste muito bem –confirma e elogia Plautina.

– Mas, pelo que consta, nunca saíste da Palestina –exclama Quintiliano.

– NĂŁo saĂ­ nunca para ir a Roma nem a Atenas. Mas nĂŁo ignoro a arquitetura da GrĂ©cia nem a de Roma, nem o gĂȘnio do homem que decorou o Partenon. Eu estava presente, porque Eu estou em toda parte, onde hĂĄ vida e manifestação de vida. LĂĄ, onde um sĂĄbio estiver pensando, um escultor esculpindo, um poeta compondo, uma mĂŁe cantando sobre um berço, um homem se cansando sobre os sulcos, um mĂ©dico lutando contra as doenças, um vivente respirando, um animal vivendo, uma ĂĄrvore vegetando, lĂĄ estou Eu junto com Aquele do qual Eu venho. No estrondo do terremoto ou no fragor dos raios, na luz das estrelas ou no fluxo das marĂ©s, no vĂŽo da ĂĄguia ou no zumbido do mosquito, Eu estou com o Criador AltĂ­ssimo.

– De forma que
 Tu
 Tu sabes tudo? E o pensamento e as obras dos homens? –pergunta Quintiliano.

– Eu sei.

Os romanos olham um para o outro, assombrados.

204.5

Um longo silĂȘncio, e depois, timidamente, ValĂ©ria faz este pedido:

– Desenvolve o teu pensamento, Mestre, para que saibamos o que fazer.

– Sim. A fĂ© se constrĂłi, como se constrĂłem os templos, dos quais tanto vos orgulhais. Faz-se espaço para o templo e liberdade ao redor dele. E se procura uma elevação para ele.

– Mas, onde Ă© que estĂĄ o templo, para que nele se coloque a fĂ©, esta verdadeira deidade? –pergunta Plautina.

– NĂŁo Ă© uma deidade a fĂ©, Plautina. É uma virtude. NĂŁo existem deidades na verdadeira fĂ©. Mas sĂł hĂĄ um Ășnico e verdadeiro Deus.

– EntĂŁo, Ele fica lĂĄ em cima sozinho no seu Olimpo? E que Ă© que Ele faz, se estĂĄ sozinho?

– Ele se basta a Si mesmo, e se ocupa com todas as coisas que existem na criação. Eu te disse antes: atĂ© no zumbido do mosquito Deus estĂĄ presente. NĂŁo duvides, Ele nĂŁo se aborrece. Ele nĂŁo Ă© um pobre homem, dono de um imenso impĂ©rio, mas que se sente odiado e no qual vive tremendo. Ele Ă© o Amor, e vive amando. Sua vida Ă© um contĂ­nuo Amor. Ele se basta a Si mesmo, porque Ă© infinito e poderosĂ­ssimo, Ă© a Perfeição. Mas, tantas sĂŁo as coisas criadas que vivem por sua contĂ­nua vontade, que Ele nĂŁo tem tempo para aborrecer-se. O aborrecimento Ă© o fruto do Ăłcio e do vĂ­cio. No CĂ©u do verdadeiro Deus nĂŁo hĂĄ Ăłcio, nem vĂ­cio. Mas, dentro de pouco tempo, Ele terĂĄ, alĂ©m dos Anjos, que agora o servem, um povo de justos, que se alegram nele e esse povo sempre se irĂĄ tornando mais numeroso, com os que crerem no verdadeiro Deus, nos tempos futuros.

– Os Anjos seriam os gĂȘnios? –pergunta LĂ­dia.

– NĂŁo. SĂŁo seres espirituais, como Ă© Deus que os criou.

– E os gĂȘnios, entĂŁo, que Ă© que sĂŁo?

– Do modo que vĂłs os imaginais, sĂŁo mentira. Eles nĂŁo existem, do modo que os imaginais. Mas, por essa necessidade instintiva do homem de procurar a verdade, — e isto por um estĂ­mulo da alma, que estĂĄ viva e presente atĂ© nos pagĂŁos e que neles estĂĄ sofrendo, porque estĂĄ decepcionada em seus desejos, porque estĂĄ esfomeada em sua saudade do Deus Verdadeiro, de quem sĂł ela se recorda, no corpo em que ela mora e que Ă© guiado por uma mente pagĂŁ, — vĂłs tambĂ©m percebestes que o homem nĂŁo Ă© somente carne, mas que ao seu corpo perecĂ­vel estĂĄ unida alguma coisa imortal. TambĂ©m o perceberam as cidades e as naçÔes. Por isso Ă© que credes, e sentis a necessidade de crer nos “gĂȘnios.” E dais a vĂłs mesmos um gĂȘnio individual, o da famĂ­lia, o da cidade, o das naçÔes. VĂłs tendes o “gĂȘnio de Roma.” Tendes o “gĂȘnio do imperador.” E os adorais como a divindades menores. Entrai na verdadeira fĂ©. Tereis o conhecimento e a amizade do vosso anjo, ao qual deveis veneração, mas nĂŁo adoração. SĂł Deus deve ser adorado.

204.6

– Tu disseste: “EstĂ­mulo da alma que estĂĄ viva e presente, atĂ© nos pagĂŁos, e sofrendo neles, porque decepcionada.” Mas a alma, de quem vem? –pergunta PĂșblio Quintiliano.

– Vem de Deus. Ele Ă© o Criador.

– Mas, nĂŁo nascemos nĂłs da mulher que se uniu a um homem? TambĂ©m os nossos deuses foram gerados assim.

– Os vossos deuses nĂŁo existem. Eles sĂŁo os fantasmas produzidos pelo vosso pensamento, que sente a necessidade de crer. Porque esta necessidade Ă© mais imperiosa do que a de respirar. AtĂ© mesmo quem diz que nĂŁo crĂȘ, ainda crĂȘ. Em alguma coisa ele crĂȘ. O simples fato de dizer: “Eu nĂŁo creio em Deus” pressupĂ”e alguma outra fĂ©. Em si mesmo, talvez, em sua prĂłpria mente soberba. Mas, crer, se crĂȘ sempre. É como o pensamento. Se vĂłs dizeis: “Eu nĂŁo quero pensar”, ou entĂŁo: “Eu nĂŁo creio em Deus”, sĂł por estas duas frases que dizeis, jĂĄ estais mostrando que pensais que nĂŁo quereis crer n’Aquele que pensais que existe, e no qual nĂŁo quereis pensar. Quanto ao homem, para serdes exatos em exprimir o conceito, deveis dizer assim: “O homem Ă© gerado, como todos os animais, pela uniĂŁo entre macho e fĂȘmea. Mas a alma, isto Ă©, aquela coisa que faz a diferença entre o animal-homem e o animal bruto, essa vem de Deus. Ele a cria, cada vez que um homem Ă© gerado, ou melhor, Ă© concebido em um seio, e a une a esta carne que, se assim nĂŁo fosse, seria simplesmente a carne de um animal.”

– E nós a temos? Nós, pagãos? Pelo que dizem os teus conterrñneos, não pareceria
 –diz, irînico, Quintiliano.

– Todos os nascidos de mulher a tĂȘm.

– Mas, Tu disseste que o pecado a mata. Como pode, então, estar ela viva em nós pecadores? –pergunta Plautina.

– VĂłs nĂŁo pecais contra a fĂ©, pois credes que estais na Verdade. Quando conhecerdes a Verdade, se persistirdes no erro, aĂ­ estareis pecando. Igualmente, muitas coisas que para os israelitas sĂŁo pecado para vĂłs nĂŁo sĂŁo. Porque nenhuma lei divina vo-lo proĂ­be. O pecado Ă© quando alguĂ©m, conscientemente, se rebela contra a ordem dada por Deus e diz: “Sei que o que faço Ă© mal. Mas eu quero fazĂȘ-lo assim mesmo.” Deus Ă© justo. Ele nĂŁo pode punir a quem faz o mal, pensando que estĂĄ fazendo o bem. Ele castiga a quem, tendo tido modo de conhecer o Bem e o Mal, escolhe este Ășltimo, e nele persiste.

– Então, em nós a alma está viva e presente?

– Sim.

– Ela sofre? Pensas mesmo que ela se lembra de Deus? NĂłs nĂŁo nos lembramos do Ăștero que nos trouxe. Nem poderĂ­amos dizer como ele era por dentro. A alma, se eu entendi bem, Ă© espiritualmente gerada por Deus. PoderĂĄ ela recordar-se disso, se o corpo nĂŁo se lembra do longo tempo em que esteve no Ăștero?

– A alma nĂŁo Ă© bruta, Plautina. O feto, sim. TĂŁo Ă© verdade que a alma Ă© dada quando o feto jĂĄ Ă© formado[1]. A alma Ă© a eterna e espiritual, semelhança de Deus. Eterna, desde o momento em que Ă© criada, enquanto que Deus Ă© o perfeitĂ­ssimo Eterno e, por isso, nĂŁo tem princĂ­pio no tempo, e tambĂ©m nĂŁo terĂĄ fim. A alma, lĂșcida, inteligente, espiritual, obra de Deus, se lembra[2]. E sofre, porque tem desejo de Deus, o Verdadeiro Deus, do qual ela vem, e tem fome de Deus. AĂ­ estĂĄ porque Ă© que ela estimula o corpo entorpecido a procurar aproximar-se de Deus.

204.7

– EntĂŁo, nĂłs temos uma alma, como a tĂȘm aqueles que vĂłs chamais os “justos” do vosso povo? E Ă© igual mesmo Ă  deles?

– NĂŁo, Plautina. Conforme o sentido que estĂĄs querendo dizer, ela muda. Se queres falar quanto Ă  origem e natureza de nossas almas, elas sĂŁo em tudo iguais Ă s de nossos santos. Mas, se queres referir-te Ă  formação, entĂŁo Eu te digo que aĂ­ elas sĂŁo diferentes. Se queres referir-te Ă  perfeição alcançada antes da morte, entĂŁo a diferença pode ser absoluta. Mas isso nĂŁo acontece sĂł convosco, que sois pagĂŁos. TambĂ©m um filho do nosso povo pode ser absolutamente diferente de um santo, na vida futura. A alma passa por trĂȘs fases. A primeira Ă© a de sua criação. A segunda Ă© a da recriação. A terceira, da perfeição. A primeira Ă© comum a todos os homens. A segunda Ă© prĂłpria dos justos que, com sua vontade, levam a alma a um renascimento ainda mais completo, unindo suas boas açÔes Ă  bondade da obra de Deus, e tornam por isso a alma jĂĄ espiritualmente mais perfeita do que a primeira, formando, entre a primeira e a terceira um elo de conjunção. A terceira Ă© prĂłpria dos bem-aventurados, ou santos, se assim vos agrada dizer, os quais passaram milhares e milhares de graus acima da alma inicial deles, adaptada ao homem, e dela fizeram um ser capaz de repousar em Deus.

204.8

– Como Ă© que podemos dar espaço, liberdade e elevação para a alma?

– Destruindo as coisas inĂșteis que tendes no vosso eu. Livrando-o de todas as ideia s erradas e, com os detritos dessas demoliçÔes, fazer uma elevação para o templo soberano. A alma vai sendo levada cada vez mais para o alto, pelos trĂȘs degraus.

Oh! VĂłs romanos gostais dos sĂ­mbolos. Olhai agora os trĂȘs degraus, Ă  luz do sĂ­mbolo. Eles podem dizer-vos os seus nomes: penitĂȘncia, paciĂȘncia, perseverança. Ou entĂŁo: humildade, pureza, justiça. Ou ainda: sabedoria, generosidade e misericĂłrdia. Ou enfim o esplendido trinĂŽmio: fĂ©, esperança, caridade. Olhai ainda o sĂ­mbolo da cinta que, adornada e robusta, cinge a ĂĄrea do templo. É preciso saber rodear a alma, rainha do corpo, templo do espĂ­rito eterno, com uma barreira que a defenda, sem, no entanto, impedir-lhe os raios da luz, nem oprimi-la com a vista de sujeira. Uma cinta segura e lavrada, livre do desejo do amor ao que Ă© inferior: a carne e o sangue, e voltada para o que Ă© superior: o espĂ­rito. Lavra-a com a vontade. Apara-lhe os cantos, cuida das rachaduras, tira as manchas, reforça os veios fracos do mĂĄrmore de nosso eu, a fim de que ele seja perfeito, ao redor da alma. E, ao mesmo tempo, da cinta colocada como defesa do templo, faze um misericordioso refĂșgio para os mais infelizes, que nĂŁo conhecem o que Ă© a caridade. Os pĂłrticos sĂŁo a efusĂŁo do amor, da piedade, do desejo de que os outros venham a Deus, semelhantes a braços amorosos, que servem de vĂ©u para o berço de um ĂłrfĂŁo. E, para lĂĄ da cinta, as plantas mais belas e mais cheirosas, homenagem ao Criador. Semeai sobre o terreno, que antes estava nu, e depois, cultivai as plantas, que sĂŁo as virtudes de todos os nomes. A segunda cinta, viva e florida, ao redor do sacrĂĄrio. E, entre as plantas, entre as virtudes, estĂŁo as fontes, outro amor, outra purificação, antes de aproximar-se do propileu, perto do qual, e antes de subir ao altar, deve-se fazer o sacrifĂ­cio da carnalidade, um esvaziar-se-se em sangue das luxĂșrias. E depois ir alĂ©m, passar ao altar, para aĂ­ colocar a oferenda, e depois aproximar-se da cela onde estĂĄ Deus, superando o vestĂ­bulo. E a cela o que serĂĄ? Uma abundĂąncia de riquezas espirituais, porque nunca nada Ă© demais para fazer cornijas para Deus. Entendestes? –perguntastes-me como se constrĂłi a fĂ©. E Eu vos disse: “Segundo o mĂ©todo pelo qual se levantam os templos.” Vedes que Ă© verdade.

204.9

Tendes ainda alguma coisa a dizer-me?

– Não, Mestre. Eu acho que Flávia escreveu as coisas que disseste. Cláudia as quer saber. Não as escreveste?

– Exatamente –diz a mulher, passando-lhe as tabuinhas enceradas.

– EstĂĄ gravado. Teremos tempo para relĂȘ-las –diz Plautina.

– É cera. Apaga-se. Escrevei-as em vossos coraçÔes. NĂŁo se apagarĂŁo mais.

– Mestre, sĂŁo escombros de templos vazios. NĂłs os jogamos contra a tua palavra, para enterrĂĄ-los. Mas Ă© um longo trabalho –diz Plautina, com um suspiro.

E termina dizendo:

– Lembra-te de nĂłs em teu CĂ©u


– Ficai certas de que Eu o farei. Eu vos deixo. Ficai sabendo que a vossa vinda foi para Mim muito agradĂĄvel. Adeus, PĂșblio Quintiliano. Lembra-te de Jesus de NazarĂ©.

As mulheres o saĂșdam, e vĂŁo por primeiro. Depois, pensativo, vai indo Quintiliano. Jesus olha para eles, que vĂŁo indo em companhia de Maximino, que os guia atĂ© onde estĂŁo os carros.

Detalhe

As senhoras romanas foram ao encontro de Jesus em BetĂąnia.

Anotação

As senhoras levantam-se para saudar. Plautina, ValĂ©ria e LĂ­dia e, para alĂ©m destas, uma outra mulher idosa, que nĂŁo sei quem Ă© nem o que Ă©, se Ă© do mesmo nĂ­vel ou de um nĂ­vel inferior. É FlĂĄvia Domitilla, que escreve o que Jesus diz em tĂĄbuas de cera (EMV 204.9).

- A alma nĂŁo Ă© matĂ©ria-prima, Plautina. O embriĂŁo Ă©. É tĂŁo verdade que a alma sĂł Ă© dada quando o feto jĂĄ estĂĄ formado INFUSÃO DA ALMA: O embriĂŁo, sim, em vez de:o feto, sim, Ă© uma correção de Maria Valtorta ao manuscrito original, onde insere: "É tĂŁo verdade que a alma Ă© dada quando o feto jĂĄ estĂĄ formado". Esta frase estĂĄ presente na tradução francesa de FĂ©lix Sauvage, de 1985, mas foi suprimida porque estaria em contradição com outras afirmaçÔes do capĂ­tulo, mas esta afirmação, que Ă© semelhante Ă  de SĂŁo TomĂĄs de Aquino (ver abaixo), Ă© confirmada por outras afirmaçÔes, como em EMV 118: O homem Ă©, antes de mais, apenas um embriĂŁo animal, nĂŁo diferente do de uma ovelha.

A alma Ă©, Ă  semelhança de Deus, eterna e espiritual. Esta posição foi apoiada por SĂŁo TomĂĄs de Aquino, Doutor da Igreja, na tradição de AristĂłteles. Ele estimava o tempo de insuflação em 40 dias (cerca de 6 semanas). Hoje, Ă  medida que a ciĂȘncia avança, JoĂŁo Paulo II, sem se pronunciar sobre o momento exato da insuflação, recorda-nos que, desde a origem do embriĂŁo, hĂĄ uma definição pessoal a respeitar (todos nĂłs viemos dele). O estudo antropolĂłgico leva-nos a reconhecer que, em virtude da unidade substancial do corpo com o espĂ­rito, o genoma humano nĂŁo tem apenas um significado biolĂłgico; Ă© portador de uma dignidade antropolĂłgica que tem a sua fonte na alma espiritual que o penetra e lhe dĂĄ vida"(Discurso aos membros da PontifĂ­cia Academia para a Vida, 24 de fevereiro de 1998). Por seu lado, S. TomĂĄs de Aquino afirmava: "A alma preexiste no embriĂŁo; aĂ­ Ă© primeiro nutritiva, depois sensitiva e finalmente intelectiva"(Summa Theologica, Parte I, QuestĂŁo 118, De onde vem a alma do Homem, Artigo 2, Resposta).

A alma, lĂșcida, inteligente, espiritual, obra de Deus, lembra-se disso. JĂĄ se falou disto acima, em EMV 204,5, bem como em EMV 94,7, EMV 121,7, EMV 154,7 (com nota), EMV 157,5, EMV 169,5, EMV 344,7 (na boca de uma criança), EMV 428,4 (com nota), EMV 534,6 (na boca de um velho), EMV 554,10, EMV 556,8.

A memĂłria que as almas tĂȘm de Deus Ă© tratada mais especificamente em : EMV 10.9 | EMV 286.7 | EMV 290.9. AlĂ©m disso, Maria "nunca foi privada da lembrança de Deus", como se pode ler em EMV 4.6; isto Ă© ilustrado em EMV 10.8/10 e nas Ășltimas linhas deEMV 11.4. A alma de Maria Ă© tambĂ©m mencionada em EMV 136.6 assim como em EMV 348.9/10.

Palavras-chave

EMF 204.4-5.8 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Plautina se levanta de novo, e diz:

– Estive pensando muito
 teria que conhecer tantas coisas
 tudo, para julgar. Mas, se me for permitido fazer uma pergunta, eu gostaria de saber como Ă© que se constrĂłi uma fĂ©, a tua, por exemplo, sobre um terreno que Tu disseste que estĂĄ destituĂ­do da verdadeira fĂ©. Disseste que as nossas crenças sĂŁo vazias. EntĂŁo, ficamos sem nada. Como chegar a ter fĂ©?

– Vou tomar como exemplo uma coisa que vĂłs tendes. Os templos. Os vossos edifĂ­cios sagrados, verdadeiramente belos e cuja Ășnica imperfeição Ă© a de serem dedicados ao nada, eles vos podem ensinar como Ă© que se pode chegar a ter uma fĂ© e onde colocar a fĂ©. Vede bem. Onde sĂŁo eles construĂ­dos? Que lugar Ă© possivelmente escolhido para eles? Como sĂŁo construĂ­dos? Geralmente estĂŁo em ĂĄreas espaçosas, livres e elevadas. E, se nĂŁo for espaçosa e livre, entĂŁo se faz que fique sendo, faz-se a demolição de tudo o que a estorva ou que lhe cria obstĂĄculos. Se o lugar nĂŁo Ă© elevado, entĂŁo se faz que fique mais alto, construindo pedestais mais altos que os de costume, de trĂȘs degraus, que sĂŁo usados para os templos jĂĄ colocados sobre alguma elevação natural. Fechados em um recinto sagrado, quase sempre formado por colunatas e pĂłrticos, dentro dos quais estĂŁo encerradas as ĂĄrvores consagradas aos deuses, fontes e altares, as estĂĄtuas e estelas sĂŁo precedidas somente pelo propileu, depois do qual estĂĄ o altar, onde sĂŁo feitas as preces ao nume. Diante deste, hĂĄ um lugar para o sacrifĂ­cio, porque o sacrifĂ­cio vem antes da oração. Muitas vezes, e especialmente nos mais grandiosos, o peristilo os circunda de uma grinalda de mĂĄrmores preciosos. Na parte interna, hĂĄ um vestĂ­bulo anterior, externo ou interno em relação ao peristilo, a cela do nume e o vestĂ­bulo posterior. MĂĄrmores, estĂĄtuas, frontĂ”es, acrotĂ©rios e tĂ­mpanos, todos limpos, preciosos, decorados, que fazem do templo um edifĂ­cio muito nobre atĂ© para as vistas mais incultas. NĂŁo Ă© assim?

– Assim Ă©, Mestre. Tu os viste e estudaste muito bem –confirma e elogia Plautina.

– Mas, pelo que consta, nunca saíste da Palestina –exclama Quintiliano.

– NĂŁo saĂ­ nunca para ir a Roma nem a Atenas. Mas nĂŁo ignoro a arquitetura da GrĂ©cia nem a de Roma, nem o gĂȘnio do homem que decorou o Partenon. Eu estava presente, porque Eu estou em toda parte, onde hĂĄ vida e manifestação de vida. LĂĄ, onde um sĂĄbio estiver pensando, um escultor esculpindo, um poeta compondo, uma mĂŁe cantando sobre um berço, um homem se cansando sobre os sulcos, um mĂ©dico lutando contra as doenças, um vivente respirando, um animal vivendo, uma ĂĄrvore vegetando, lĂĄ estou Eu junto com Aquele do qual Eu venho. No estrondo do terremoto ou no fragor dos raios, na luz das estrelas ou no fluxo das marĂ©s, no vĂŽo da ĂĄguia ou no zumbido do mosquito, Eu estou com o Criador AltĂ­ssimo.

– De forma que
 Tu
 Tu sabes tudo? E o pensamento e as obras dos homens? –pergunta Quintiliano.

– Eu sei.

Os romanos olham um para o outro, assombrados.

204.5

Um longo silĂȘncio, e depois, timidamente, ValĂ©ria faz este pedido:

– Desenvolve o teu pensamento, Mestre, para que saibamos o que fazer.

– Sim. A fĂ© se constrĂłi, como se constrĂłem os templos, dos quais tanto vos orgulhais. Faz-se espaço para o templo e liberdade ao redor dele. E se procura uma elevação para ele.

– Mas, onde Ă© que estĂĄ o templo, para que nele se coloque a fĂ©, esta verdadeira deidade? –pergunta Plautina.

– NĂŁo Ă© uma deidade a fĂ©, Plautina. É uma virtude. NĂŁo existem deidades na verdadeira fĂ©. Mas sĂł hĂĄ um Ășnico e verdadeiro Deus. (...)

204.8 – Como Ă© que podemos dar espaço, liberdade e elevação para a alma?

– Destruindo as coisas inĂșteis que tendes no vosso eu. Livrando-o de todas as ideia s erradas e, com os detritos dessas demoliçÔes, fazer uma elevação para o templo soberano. A alma vai sendo levada cada vez mais para o alto, pelos trĂȘs degraus.

Oh! VĂłs romanos gostais dos sĂ­mbolos. Olhai agora os trĂȘs degraus, Ă  luz do sĂ­mbolo. Eles podem dizer-vos os seus nomes: penitĂȘncia, paciĂȘncia, perseverança. Ou entĂŁo: humildade, pureza, justiça. Ou ainda: sabedoria, generosidade e misericĂłrdia. Ou enfim o esplendido trinĂŽmio: fĂ©, esperança, caridade. Olhai ainda o sĂ­mbolo da cinta que, adornada e robusta, cinge a ĂĄrea do templo. É preciso saber rodear a alma, rainha do corpo, templo do espĂ­rito eterno, com uma barreira que a defenda, sem, no entanto, impedir-lhe os raios da luz, nem oprimi-la com a vista de sujeira. Uma cinta segura e lavrada, livre do desejo do amor ao que Ă© inferior: a carne e o sangue, e voltada para o que Ă© superior: o espĂ­rito. Lavra-a com a vontade. Apara-lhe os cantos, cuida das rachaduras, tira as manchas, reforça os veios fracos do mĂĄrmore de nosso eu, a fim de que ele seja perfeito, ao redor da alma. E, ao mesmo tempo, da cinta colocada como defesa do templo, faze um misericordioso refĂșgio para os mais infelizes, que nĂŁo conhecem o que Ă© a caridade. Os pĂłrticos sĂŁo a efusĂŁo do amor, da piedade, do desejo de que os outros venham a Deus, semelhantes a braços amorosos, que servem de vĂ©u para o berço de um ĂłrfĂŁo. E, para lĂĄ da cinta, as plantas mais belas e mais cheirosas, homenagem ao Criador. Semeai sobre o terreno, que antes estava nu, e depois, cultivai as plantas, que sĂŁo as virtudes de todos os nomes. A segunda cinta, viva e florida, ao redor do sacrĂĄrio. E, entre as plantas, entre as virtudes, estĂŁo as fontes, outro amor, outra purificação, antes de aproximar-se do propileu, perto do qual, e antes de subir ao altar, deve-se fazer o sacrifĂ­cio da carnalidade, um esvaziar-se-se em sangue das luxĂșrias. E depois ir alĂ©m, passar ao altar, para aĂ­ colocar a oferenda, e depois aproximar-se da cela onde estĂĄ Deus, superando o vestĂ­bulo. E a cela o que serĂĄ? Uma abundĂąncia de riquezas espirituais, porque nunca nada Ă© demais para fazer cornijas para Deus. Entendestes? –perguntastes-me como se constrĂłi a fĂ©. E Eu vos disse: “Segundo o mĂ©todo pelo qual se levantam os templos.” Vedes que Ă© verdade.»

Detalhe

Plautina, uma senhora romana e, portanto, pagĂŁ, dirige-se ao Mestre.

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EMF 204.6 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

[O homem] sente a necessidade de crer. Porque esta necessidade Ă© mais imperiosa do que a de respirar. AtĂ© mesmo quem diz que nĂŁo crĂȘ, ainda crĂȘ. Em alguma coisa ele crĂȘ. O simples fato de dizer: “Eu nĂŁo creio em Deus” pressupĂ”e alguma outra fĂ©. Em si mesmo, talvez, em sua prĂłpria mente soberba. Mas, crer, se crĂȘ sempre. É como o pensamento. Se vĂłs dizeis: “Eu nĂŁo quero pensar”, ou entĂŁo: “Eu nĂŁo creio em Deus”, sĂł por estas duas frases que dizeis, jĂĄ estais mostrando que pensais que nĂŁo quereis crer n’Aquele que pensais que existe, e no qual nĂŁo quereis pensar.

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EMF 204.6 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

O pecado Ă© quando alguĂ©m, conscientemente, se rebela contra a ordem dada por Deus e diz: “Sei que o que faço Ă© mal. Mas eu quero fazĂȘ-lo assim mesmo.” Deus Ă© justo. Ele nĂŁo pode punir a quem faz o mal, pensando que estĂĄ fazendo o bem. Ele castiga a quem, tendo tido modo de conhecer o Bem e o Mal, escolhe este Ășltimo, e nele persiste.

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