Escuta, Maria; escutai, meus filhos: Simeão esperou durante toda uma longa vida para “ver a Luz”para saber que a promessa de Deus estava cumprida. Mas ele nunca duvidou. Nunca disse a si mesmo: “É inútil que eu persevere em esperança e em oração.” Ele perseverou. E alcançou a graça de “ver” o que nem o sacerdote, nem os sinedritas, cheios de soberba e opacidade, viram: o Filho de Deus, o Messias, o Salvador naquele corpo infantil, que lhe dava calor e sorrisos. Ele recebeu portanto o sorriso de Deus, como primeiro prêmio de sua vida honesta e piedosa, através dos meus lábios de Menino.
Detalhe
Jesus fala da Apresentação no Templo e, em particular, de Simeão.
As almas devem agir por si mesmas. Eu passo, jogando a semente. Em segredo, a semente trabalha. E a alma fica respeitada nesse trabalho. Se a primeira semente não vingar, semeia-se uma segunda, depois outra… e só nos retiramos dali, quando tivermos provas suficientes de que o semear ali é inútil. E se reza. A oração é como um orvalho sobre as glebas: ela as conserva fofas e nutridas, a fim de que a semente possa germinar.
Vós, orando ao Pai, não estais recorrendo a um amigo da terra, e sim, ao Amigo Perfeito, que é o Pai do Céu. Por isso, Eu vos digo: “Pedi, e vos será dado; procurai, e encontrareis; batei, e se vos abrirá.” De fato, a quem pede, é dado, quem procura, acaba por encontrar, e a quem bate, a porta se abre.
A alma deve entretecer para si sua grinalda diária de atos virtuosos porque, ao conspecto do Altíssimo, não se devem apresentar coisas murchas, nem se deve estar com aspecto desmazelado. Diária, Eu disse. Porque a alma não sabe quando Deus-Esposo pode aparecer para dizer-lhe: “Vem.” Por isso não nos cansemos nunca de renovar a coroa. Não tenhais medo As flores ficam murchas. Mas as flores das coroas virtuosas não murcham. O Anjo de Deus, que cada homem tem ao seu lado, recolhe estas grinaldas de cada dia e as leva para o Céu. E lá elas servem como um trono ao novel bem-aventurado, quando ele entrar, como esposa, na casa nupcial.