Deus, o Rei dos reis, escolheu somente um: o seu Filho, para construir, nos corações, a sua casa. E já preparou o material. Oh! Quanto ouro de caridade! E cobre, e prata, e ferro, e madeiras raras, e pedras preciosas! Todos estão acumulados em seu Verbo, e Ele os usa para construir em vós a morada de Deus. Mas se o homem não ajuda ao Senhor, inutilmente o Senhor quererá construir a sua casa. Ao ouro se responde com o ouro. À prata com a prata, ao cobre com o cobre, ao ferro com o ferro. Ou seja, dá-se amor por amor, continência para servir a Pureza, constância para ser fiéis, força para não se dobrar. Em seguida levar hoje a pedra, amanhã a madeira: hoje o sacrifício, amanhã a obra, e construir. Sempre construir o templo de Deus em vós.
Compreendei como é preciso vigiar, com paciência e constância, para fazer que seja pouco o joio que se misture ao trigo escolhido. O destino do joio é ser queimado. Quereis vós ser queimados, ou tornar-vos cidadãos do Reino? Pois bem. Que saibais sê-lo.
Enquanto não se quer, não acontece nada de mal. Mas é preciso não querer forte e constantemente. Força e constância se adquirem do Pai orando com sinceridade de intenções.
Vigilância, vigilância, vigilância. Quem for imprudente, e fiar-se em si mesmo, dizendo: “Oh! Deus virá em tempo, enquanto eu estiver lúcido”, quem se põe a dormir, em vez de vigiar e for dormir, desprovido de tudo o que é necessário para poder levantar-se prontamente, ao primeiro chamado, quem deixa para o último momento o trabalho de ir prover-se do azeite da fé, ou do pavio forte da boa vontade, incorre no perigo de ter que ficar fora, quando o Esposo chegar. Vigiai, pois, com prudência, com constância, com pureza, com confiança, para estardes sempre prontos para o chamado de Deus, porque, na realidade, não sabeis quando Ele virá.