EMF 32.9
O Evangelho como me foi revelado
Citação
Deus vos ajudaria ainda uma vez, se a grande massa dos fiéis o chamasse com fé e amor poderoso.
Notas do tema
EMF 32.9
Deus vos ajudaria ainda uma vez, se a grande massa dos fiéis o chamasse com fé e amor poderoso.
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NĂŁo temais. Ficai unidos Ă Cruz. Ela sempre venceu as insĂdias do demĂŽnio, que, por meio da ferocidade dos homens e das tristezas da vida, procura o domĂnio dos homens pelo desespero, isto Ă©, pela separação de Deus, pois nĂŁo pode apoderar-se dos coraçÔes de outra maneira.
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TĂtulo do capĂtulo : Canção de embalar da Virgem.
Data da visão: Terça-feira 28 de novembro de 1944
CalendĂĄrio: julho de 2004
Local (mapa) : Belém
Ciclo: Nascimento e infĂąncia de Jesus
Resumo: Em Belém, Maria embala o seu filho.
ConteĂșdo do capĂtulo: 33.1: O bebĂ©, com apenas alguns meses de idade, demora a adormecer. 33.2: A canção de embalar de Maria. 33.3: O menino Jesus nos braços da mĂŁe. 33.4: A graça da visĂŁo.
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33.1 Esta manhĂŁ tive um despertar suave. Ainda estava entre as nĂ©voas do sono, e ouvia, uma voz muito clara, que cantava docemente uma lenta canção de ninar. Parecia uma pastoral de Natal, num ritmo vagaroso e antigo. Eu ia acompanhando aquele motivo e aquela voz, sempre mais me deleitando, e fui acordando, ao som daquelas ondas suaves. Finalmente, despertei completamente, e pude compreender. EntĂŁo disse: âEu te saĂșdo, Maria, cheia de graça!â, pois era a mĂŁe que estava cantando. E ela começou a cantar mais forte, depois de ter dito: âEu tambĂ©m te saĂșdo. Vem, e sĂȘ feliz!â
Eu a vi. Estava na casa de BelĂ©m, no quarto que ela ocupava, atenta em embalar Jesus, para fazĂȘ-lo dormir. No quarto estava o tear de Maria e uns trabalhos de costura. Parecia que Maria tivesse parado o trabalho para dar de mamar ao Menino, trocar-lhe as faixas, ou melhor, as fraldas, pois ele jĂĄ era um bebĂȘ de meses. Diria seis ou oito meses, no mĂĄximo, e ela estava pensando em voltar ao trabalho, assim que o Menino tivesse adormecido.
JĂĄ era fim de tarde. O pĂŽr-do-sol estava quase terminando, espalhando flocos de ouro pelo cĂ©u sereno. Os rebanhos voltavam ao cercado, pastando aqui e acolĂĄ as Ășltimas folhas de um prado florido, e baliam, levantando o focinho.
O Menino custava a adormecer. Parecia estar um pouco inquieto, como os bebĂȘs costumam ficar por causa do nascer dos dentes, ou por algum outro desconforto do nascituro.
33.2 Escrevi, como pude, no escuro daquela hora matinal, num pedaço de papel, e agora o copio aqui:
âAs nuvenzinhas douradas â quais rebanhos do Senhor.
Sobre o prado todo em flor â um outro rebanho estĂĄ a olhar.
Mas se eu tivesse todos os rebanhos â que estĂŁo sobre a terra
Meu cordeirinho querido â haverias de ser sempre TuâŠ
Dorme, dorme, dorme, dormeâŠ
NĂŁo chores maisâŠ
Mil estrelas reluzentes â estĂŁo no cĂ©u a olhar.
Tuas serenas pupilas â nĂŁo as faças mais chorar.
Os teus olhos de safira â sĂŁo as estrelas do meu coração.
O teu pranto Ă© a minha dor! â Oh! NĂŁo chores maisâŠ
Dorme, dorme, dorme, dormeâŠ
NĂŁo chores maisâŠ
Todos os anjos resplandecentes â que no ParaĂso estĂŁo,
fazem coroa a Ti inocente â para encantar-se com teu rosto.
Mas Tu choras. Queres a mamĂŁe. â Queres a mamĂŁe, mamĂŁe,
aqui pertinho cantando: â nana nenĂȘ, nana nenĂȘâŠ
Dorme, dorme, dorme, dormeâŠ
NĂŁo chores maisâŠ
Depois o cĂ©u se tornarĂĄ cor-de-rosa â pela aurora que retorna,
e a mamĂŁe ainda nĂŁo repousa â para nĂŁo te deixar chorar.
Ao despertar, dirĂĄs: âmamĂŁe!â â âFilho!â, eu te direi,
e um beijo de amor e vida â junto ao leite te dareiâŠ
Dorme, dorme, dorme, dormeâŠ
NĂŁo chores maisâŠ
Sem mamĂŁe nĂŁo podes estar â nem mesmo no CĂ©u sonhando.
Vem ficar sob o meu véu, que eu te farei dormir.
O meu peito serĂĄ teu travesseiro â os meus braços o teu berço.
NĂŁo tenhas medo algum! â Eu estou aqui ContigoâŠ
Dorme, dorme, dorme, dormeâŠ
NĂŁo chores maisâŠ
Eu Contigo estarei sempre. â Ăs a vida do meu coraçãoâŠ
Ele dorme⊠Parece uma flor â pousado sobre o meu seioâŠ
Ele dorme⊠NĂŁo perturbem! â seu Pai Santo estarĂĄ vendo?
Esta vista enxuga o pranto â do meu doce JesusâŠ
Dorme, dorme, dorme, dormeâŠ
NĂŁo chores maisâŠ
33.3 Falar da graça desta cena, Ă© impossĂvel. NĂŁo Ă© mais que uma mĂŁe que embala o seu pequenino. Mas Ă© aquela mĂŁe, e Ele Ă© aquele Pequenino! Poderia pensar que graça, que amor, que pureza, que CĂ©u hĂĄ nesta pequena, grande e suave cena, que sĂł com sua lembrança me alegra. Para confirmĂĄ-la fica a melodia, que eu repito para mim. Para fazĂȘ-la ouvir tambĂ©m a ela. Mas eu nĂŁo tenho aquela voz de Maria, de prata, purĂssima, a voz virginal!⊠E, ao cantar, ficarei parecendo um realejo sem sonoridade. Mas, nĂŁo importa. Farei como puder. Que bela canção nĂŁo seria, para ser cantada em torno ao Berço de Natal!
A mĂŁe antes balançava o berço. Mas depois, vendo que Jesus nĂŁo se aquietava, tomou-o no colo, sentou-se perto da janela aberta, ao lado do bercinho e, balançando-o levemente, ao ritmo do canto, repetiu a cantiga duas vezes, atĂ© que o pequeno Jesus fechou os olhiÂnhos, inclinou a cabecinha sobre o peito materno, e adormeceu assim, com o rostinho comprimido no calor bom daquele seio, com uma das mĂŁozinhas apoiada sobre o seio da mĂŁe, perto de seu rostiÂnho rosado, e a outra mĂŁo abandonada sobre o colo materno. O vĂ©u de Maria fazia sombra para o santo Filhinho.
Depois Maria se levantou, com o maior dos cuidados, e colocou o seu Jesus no bercinho, cobrindo-o com os pequenos panos, estendeu por cima um vĂ©u para protegĂȘ-lo das moscas e do ar, e ficou parada ali, contemplando o seu Tesouro adormecido. Maria tinha uma mĂŁo sobre o coração, e a outra ainda apoiada sobre o berço, pronta para balançå-lo, se houvesse algum sinal de que o menino ia despertar, e sorria, feliz, estando um pouco inclinada, enquanto as sombras e o silĂȘncio desciam sobre a terra e invadiam o quartinho da Virgem.
Que paz! Que beleza! Que felicidade!
33.4 NĂŁo Ă© uma visĂŁo grandiosa, talvez seja julgada inĂștil no conjunto das outras porque nĂŁo revela nada de especial. Eu sei. Mas para mim Ă© uma verdadeira graça, e assim a reputo, porque torna plĂĄcido o meu espĂrito, puro e amoroso, como se estivesse sendo recriado pelas mĂŁos da mĂŁe. Penso que tambĂ©m a ela serĂĄ agradĂĄvel por este motivo. Somos todos âcrianças.â Melhor assim! Desta forma agradamos a Jesus. Os outros, doutos e complicados, pensem o que quiserem, e nos chamem de âpueris.â NĂłs nĂŁo nos preocupamos com isso, nĂŁo Ă© mesmo?
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(...) Agradamos a Jesus. Os outros, doutos e complicados, pensem o que quiserem, e nos chamem de âpueris.â NĂłs nĂŁo nos preocupamos com isso, nĂŁo Ă© mesmo?
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TĂtulo do capĂtulo : A Adoração dos Magos. Este Ă© o "Evangelho da fĂ©".
Data da visĂŁo: Segunda-feira, 28 de fevereiro de 1944.
CalendĂĄrio: outubro do ano 4 a.C.
Localização (mapa) : Belém
Ciclo: Nascimento e infĂąncia de Jesus
Resumo: Maria vĂȘ BelĂ©m a meio da noite. A cidade estĂĄ a dormir. Depois vĂȘ a estrela que guiava os Magos, brilhando de forma sobrenatural. A estrela parou em frente da estalagem onde estava alojada a Sagrada FamĂlia. Os Reis Magos pararam com os seus servos e adoraram pela primeira vez o Salvador, curvando-se atĂ© ao chĂŁo. Depois retiraram-se atĂ© Ă manhĂŁ seguinte. Para Maria, a visĂŁo pĂĄra e recomeça trĂȘs horas mais tarde.
Os Magos tinham-se preparado e estavam vestidos com roupas majestosas. VĂȘm saudar respeitosamente o Menino. Aproveitam a ocasiĂŁo para contar Ă MĂŁe a sua viagem e oferecem-lhe trĂȘs presentes: ouro, como convĂ©m a um Rei, incenso, na sua qualidade de Deus, e mirra, porque o seu Filho, Redentor do mundo, teria de morrer. Maria empalidece perante esta menção, mas contĂ©m o seu sofrimento por detrĂĄs de um sorriso. Os trĂȘs Reis Magos querem saudar o Menino uma Ășltima vez e vĂŁo-se embora. JosĂ© acompanha-os atĂ© aos seus cavalos.
Em seguida, Jesus faz um ditado para o nosso tempo. Sublinha a fĂ© dos trĂȘs homens, o seu abandono em Deus, porque nĂŁo tĂȘm dĂșvidas e confiam-lhe a sua viagem, sem se preocuparem com nada. O seu coração sĂł tremeu quando chegaram a JerusalĂ©m e a estrela se escondeu, mas a sua consciĂȘncia tranquilizou-os. Cristo declara assim que aqueles que estĂŁo habituados a meditar e que tĂȘm uma consciĂȘncia reta aprenderam a examinar-se a si prĂłprios, para se rectificarem ao mais pequeno lapso de conduta.
Os Magos sĂŁo tambĂ©m muito ricos, mas sĂŁo humildes e, por isso, verdadeiramente grandes pela sua humildade. VĂȘem-se como pĂł perante o AltĂssimo e, quando chegam a uma casa pobre, nĂŁo dizem a si prĂłprios: "Ă impossĂvel! Adoram-na e depois partem, preparando-se para ir ver o seu Rei com dignidade. Por isso, vestem a sua melhor roupa, ao contrĂĄrio dos homens que vĂŁo Ă Eucaristia com mil preocupaçÔes materiais.
Por fim, Jesus faz duas consideraçÔes. A primeira diz respeito a José, que se alegra com os presentes, mas mantém a humildade. Não se ofende com o facto de Maria estar na ribalta. Também ele é humilde, porque é verdadeiramente grande. A segunda centra-se em Maria, que incita Jesus a abençoar, mesmo quando ele se sente desencorajado pelas nossas mås acçÔes. Beija-lhe a mão trespassada e declara: "Tu és o Salvador. Salva! Jesus não pode recusar a sua Mãe, mas nós devemos esforçar-nos por ir ter com ela.
ConteĂșdo do capĂtulo: 34.1: Os Evangelhos da fĂ©. 34.2: A planta da cidade de BelĂ©m. 34.3: Uma estrela cria ali um encanto. 34.4: Os Magos param ali de noite. 34.5: Em plena luz do dia, trazem os seus presentes. 34.6: Ajoelham-se diante da criança. 34.7: O mais velho conta a histĂłria da sua viagem. 34.8: O significado do ouro, do incenso e da mirra. 34.9: Saem de casa com pesar. 34.10: Os Magos tinham fĂ© em tudo. 34.11: NĂŁo procuravam nenhum interesse pessoal. 34.12: A retidĂŁo da sua consciĂȘncia. 34.13 : A sua humildade perante Deus. 34.14 : A sua piedade. 34.15 : SĂŁo humildes, generosos, obedientes e respeitosos uns com os outros. 34.16 : JosĂ© guardiĂŁo e protetor da pureza e da santidade, sem usurpar direitos. 34.17 : Maria Ă© nossa advogada. 34.18 : Meditar e imitar.
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Tradução em curso
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Emitindo um fluxo de luz mais vivo, a estrela paira sobre a pequena casa, que estĂĄ do lado mais curto da pracinha. Nem os moradores da casa, nem os habitantes de BelĂ©m a vĂȘem, porque estĂŁo dormindo, e suas casas estĂŁo fechadas; mas a estrela acelera as suas palpitaçÔes de luz, faz vibrar sua cauda, e solta ondulaçÔes luminosas mais fortes, traçando pequenos semicĂrculos no cĂ©u, que se ilumina todo com esta rede de astros que ela arrasta consigo, numa rede de pedras preciosas, que esplendem, tingindo nas mais indistintas cores as outras estrelas, como para comunicar-lhes uma palavra de alegria.
A casinha estĂĄ toda iluminada por este fogo lĂquido de gemas. O teto do pequeno terraço, a escadinha de pedra escura, a pequena porta, tudo virou um bloco de pura prata, polvilhado com pĂł de diamantes e pĂ©rolas. Nenhum palĂĄcio real da terra jamais teve, ou terĂĄ, uma escada como esta, feita para receber a passagem dos anjos, feita para ser usada pela mĂŁe, que Ă© mĂŁe de Deus. Seus pequenos pĂ©s de virgem imaculada podem pousar sobre aquele cĂąndido esplendor, os seus pequenos pĂ©s destinados a pousar sobre os degraus do trono de Deus. Mas a virgem ainda nĂŁo estĂĄ sabendo de nada. Ela estĂĄ velando sobre o berço de seu Filho, rezando. Sua alma tem esplendores que superam a estrela que estĂĄ embelezando as coisas.
A estrela guiou os Magos atĂ© Ă Sagrada FamĂlia. Parou em frente Ă estalagem onde estavam hospedados a MĂŁe de Deus e o seu Filho. A luz da estrela Ă© muito intensa. Maria escreveu que "o seu globo assemelha-se a uma enorme safira, iluminada por dentro por um sol; dele emerge um rasto luminoso em que predomina um azul celeste, mas em que se misturam os louros dos topĂĄzios, os verdes das esmeraldas, o brilho iridescente das opalas, os clarĂ”es sanguĂneos dos rubis e o brilho suave das ametistas. Todas as pedras preciosas da terra se encontram neste rasto que percorre o cĂ©u num movimento rĂĄpido e ondulante como se estivesse vivo. Mas a cor predominante que parece chover do globo da estrela Ă© o tom celeste da safira clara que pinta de azul prateado as casas, as ruas e o chĂŁo de BelĂ©m, berço do Salvador. "
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34.6 Maria estĂĄ sentada com o Menino no colo, perto dela, em pĂ©, estĂĄ JosĂ©. Mas ela tambĂ©m se levanta e se inclina, quando vĂȘ entrar os trĂȘs Magos. Maria estĂĄ toda vestida de branco. TĂŁo bonita na sua simples veste cĂąndida, que a cobre da base do pescoço atĂ© aos pĂ©s, dos ombros aos delicados pulsos, tĂŁo bonita em sua cabeça pequena e coroada de tranças loiras, no rosto que a emoção faz ficar vivamente rosado, nos olhos que sorriem com doçura, na boca que se abre para a saudação, dizendo: âDeus esteja convoscoâ, que, por um instante, os trĂȘs se detĂȘm, impressionados. Depois, eles dĂŁo mais alguns passos para a frente, indo prostrarem-se aos seus pĂ©s. Pedem a ela que se assente.
Eles, por sua vez, nĂŁo se sentam, por mais que ela lhes peça. Ficam de joelhos, apoiados sobre os calcanhares. AtrĂĄs deles, tambĂ©m de joelhos, estĂŁo os trĂȘs servos. Estes estĂŁo logo atrĂĄs da soleira. Eles puseram diante de si os trĂȘs objetos que levaram, e estĂŁo esperando.
Os trĂȘs sĂĄbios contemplam o Menino, que me parece ter de nove meses a um ano, de tĂŁo esperto e robusto que estĂĄ! Ele estĂĄ sentado no colo da mamĂŁe, sorri e balbucia com uma vozinha de passarinho. Ele tambĂ©m estĂĄ todo vestido de branco, como a mamĂŁe, com sandalinhas nos pĂ©s minĂșsculos. Sua veste Ă© muito simples: uma pequena tĂșnica, da qual saem os pezinhos irrequietos, as mĂŁozinhas gorduchas que gostariam de apanhar tudo o que os olhos vĂȘem, e, sobretudo seu rostinho muito bonito, no qual brilham os olhos de um azul escuro, enquanto a boca faz umas covinhas aos lados, quando ele ri, descobrindo os primeiros dentinhos pequenos. Os caracoizinhos de seus loiros cabelos parecem ouro puro em pĂł, de tĂŁo leves e brilhantes que sĂŁo.
Os Reis Magos encontram-se com Maria, José e Jesus.
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34.7 O mais velho dos sĂĄbios fala por todos. Explica a Maria que eles viram, numa noite no mĂȘs de dezembro passado, acender-se uma nova estrela no cĂ©u com esplendor fora do comum. Nunca os mapas do cĂ©u tinham trazido aquele astro, nem falado nele. O seu nome nĂŁo era conhecido, porque nĂŁo tinha nome. Tendo, entĂŁo, nascido do seio de Deus, aquela estrela teria aparecido para vir dizer aos homens alguma verdade bendita, algum segredo de Deus. Mas os homens nĂŁo lhe haviam dado importĂąncia, estando eles com a alma presa na lama. NĂŁo eram capazes de levantar o olhar para Deus, nĂŁo sabendo ler as palavras escritas por Ele, eterno bendito, com seus astros de fogo na abĂłbada dos cĂ©us.
Eles a tinham visto, e se esforçaram para escutar sua voz. Deixando, pois, de lado, mas com alegria, o pouco descanso do sono que concediam aos seus membros, esquecendo-se atĂ© de comer, eles se haviam aprofundado no estudo do zodĂaco. As conjugaçÔes dos astros, o tempo, a estação, o cĂĄlculo das horas passadas e das combinaçÔes astronĂŽmicas lhes haviam dito o nome e o segredo da estrela. O seu nome: âMessias.â E o seu segredo: âO Messias veio ao mundo.â EntĂŁo, partiram para adorĂĄ-lo. Cada um deles, sem os outros dois saberem. Por montes e desertos, vales e rios, viajando de noite, foram tomando o rumo da Palestina, porque este era o rumo da estrela. Para cada um deles, vindo de trĂȘs pontos diferentes da terra, ela ia naquele rumo. Eles se tinham encontrado depois, alĂ©m do Mar Morto. A vontade de Deus os tinha reunido lĂĄ, e continuaram a viagem, juntos, se entendiam, ainda que cada um falasse a sua prĂłpria lĂngua, entendendo e podendo falar a lĂngua de cada regiĂŁo em que se achassem, por um milagre do Eterno.
Juntos tinham ido a JerusalĂ©m, porque o Messias devia ser o Rei de JerusalĂ©m. O Rei dos judeus. Mas lĂĄ a estrela se tinha escondido, sob o cĂ©u daquela cidade, e eles sentiram seus coraçÔes partirem-se de dor, começando entĂŁo a examinar suas consciĂȘncias, para descobrirem se nĂŁo teriam deixado de merecer a proteção de Deus. Mas, tranqĂŒilizadas suas consciĂȘncias, haviam se dirigido ao rei Herodes â perguntando-lhe em que palĂĄcio havia nascido o Rei dos judeus, pois eles o tinham vindo adorar. O rei, tendo reunido os prĂncipes dos sacerdotes e os escribas, lhes perguntou onde se esperava que nascesse o Messias. Eles lhe responderam: âEm BelĂ©m de JudĂĄ.â
Tomaram, pois, os Magos o rumo de BelĂ©m, e a estrela tornou a aparecer aos seus olhos. Quando deixaram a Cidade Santa, na tarde anterior, a estrela tinha aumentado seus esplendores, e o cĂ©u parecia um incĂȘndio. Depois, a estrela parou, reunindo toda a luz das outras estrelas com a sua luz, sobre esta casa. EntĂŁo, eles compreenderam que ali estava o Filho de Deus. E agora o estavam adorando, oferecendo-lhe os seus pobres presentes e, mais do que tudo, oferecendo-lhe os seus coraçÔes, que nunca mais cessariam de bendizer a Deus pela graça concedida, nem de amar o seu Filho, cuja Humanidade eles estavam vendo. Depois, iriam, na volta, informar ao rei Herodes, porque ele tambĂ©m queria adorar o Menino.
34.8 â Aqui tens o ouro, como convĂ©m a um rei; aqui tens o incenso, como convĂ©m a Deus; e aqui tens, Ăł mĂŁe, a mirra, pois o teu Filho Ă© Homem, alĂ©m de Deus e da carne e da vida humana conhecerĂĄ a amargura e a lei inevitĂĄvel da morte. Nosso amor nĂŁo queria dizer-lhe estas palavras, mas ficar sempre pensando que Ele Ă© eterno, atĂ© em sua carne, como eterno Ă© o seu EspĂrito. Mas, Ăł mulher, se os nossos mapas, e tambĂ©m as nossas almas, nĂŁo erram, Ele Ă© o teu Filho, Ă© o Salvador, o Cristo de Deus, e por isso deverĂĄ, para salvar a terra, tomar para Si o seu mal, um dos quais Ă© o castigo da morte. Esta resina Ă© para aquela hora. Para que os corpos que sĂŁo santos nĂŁo conheçam a putrefação da corrupção, e conservem sua integridade atĂ© o dia da ressurreição. Que por estes nossos presentes Ele se lembre de nĂłs e salve a estes seus servos, dando-lhes o seu Reino. Por enquanto, para que sejamos santificados, que a mĂŁe, conceda o seu Pequenino ao nosso amor, para que, beijando os seus pĂ©s, desça sobre nĂłs a bĂȘnção celestial.
Maria, passada a angĂșstia em que as palavras do sĂĄbio a haviam mergulhado, esconde, com um sorriso, a tristeza daquelas fĂșnebres evocaçÔes, e lhes apresenta o Menino. Coloca-o nos braços do mais velho, que o beija e Ă© por ele acariciado, e depois o passa para os outros dois.
Jesus sorri, e brinca com as correntinhas e as franjas dos trĂȘs e olha com curiosidade o cofre aberto, cheio de uma coisa amarela que brilha, e ri, ao ver que o sol faz uma espĂ©cie de arco-Ăris, ao bater sobre a brilhante tampa da mirra.
Resumo: Os Magos contam a sua viagem.
Mateus 2:1-12:
Jesus nasceu em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, o Grande. Os magos do Oriente vieram a Jerusalém e perguntaram: "Onde estå o recém-nascido Rei dos Judeus? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorå-lo.
Quando o rei Herodes ouviu isto, ficou muito perturbado, e toda a JerusalĂ©m com ele. Convocou todos os chefes dos sacerdotes e os escribas do povo e perguntou-lhes onde Ă© que o Cristo ia nascer. Eles responderam-lhe: "Em BelĂ©m da Judeia, porque assim escreveu o profeta: "E tu, BelĂ©m, terra de JudĂĄ, nĂŁo Ă©s certamente a Ășltima das principais cidades de JudĂĄ, porque de ti virĂĄ um chefe que serĂĄ o pastor do meu povo Israel. EntĂŁo Herodes convocou os sĂĄbios em segredo para lhes dizer quando a estrela tinha aparecido e enviou-os a BelĂ©m, dizendo-lhes: "VĂŁo e descubram tudo o que puderem sobre o menino. E quando o encontrardes, vinde dizer-me, para que tambĂ©m eu vĂĄ adorĂĄ-lo. Quando ouviram o que o rei tinha dito, puseram-se a caminho.
E eis que a estrela que tinham visto no Oriente ia Ă frente deles, atĂ© que parou sobre o lugar onde estava o menino. Quando viram a estrela, exultaram de alegria. Entraram em casa e viram o menino com Maria, sua mĂŁe; e, prostrando-se a seus pĂ©s, adoraram-no. Abriram as arcas e ofereceram-lhe presentes de ouro, incenso e mirra. Mas, avisados em sonho para nĂŁo voltarem para junto de Herodes, regressaram ao seu paĂs por outro caminho.