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EMF 34.9

O Evangelho como me foi revelado

Citação

34.9 Depois, os trĂȘs entregam a Maria o Menino, e se levantam. Maria tambĂ©m se levanta. Inclinam-se reciprocamente, depois que o mais novo da ordens ao seu servo, que sai. Os trĂȘs falam ainda um pouco. NĂŁo conseguem decidir-se a se afastarem daquela casa. Em seus olhos hĂĄ lĂĄgrimas de emoção. Por fim, eles se dirigem Ă  saĂ­da, acompanhados por Maria e JosĂ©.

O Menino quis descer e dar a mĂŁozinha ao mais velho dos trĂȘs, e caminha assim, ajudado pela mĂŁo de Maria e do sĂĄbio, que se inclinaram para pegĂĄ-lo pela mĂŁo. Jesus dĂĄ um passinho ainda incerto como fazem os pequeninos e ri, batendo os pezinhos sobre os riscos que a luz do sol faz sobre o pavimento.

Chegando Ă  soleira (nĂŁo se deve esquecer que o salĂŁo tinha o mesmo comprimento da casa) os trĂȘs se despedem, ajoelhando-se mais uma vez e beijando os pezinhos de Jesus. Maria, inclinada sobre o Pequenino, toma-lhe a mĂŁozinha, e a vai guiando, fazendo-o traçar um gesto de bĂȘnção sobre a cabeça de cada um dos Magos. É jĂĄ um sinal da cruz, traçado pelos dedinhos de Jesus, guiados por Maria.

Depois, os trĂȘs descem a escada. A caravana jĂĄ pronta os estĂĄ esperando. Os cavalos jĂĄ estĂŁo arreados e seus arreios ornados brilham aos Ășltimos raios do sol, que estĂĄ para se pĂŽr. O povo se aglomerou na pracinha para presenciar aquele espetĂĄculo Ășnico.

Jesus ri e bate as mĂŁozinhas. A mamĂŁe o ergueu e colocou sobre o parapeito, que limita o patamar, segurando-o com um dos braços para que nĂŁo caia. JosĂ© desceu com os trĂȘs e segura para cada um deles o estribo, enquanto eles sobem em seus cavalos e no camelo.

Agora os servos e os patrĂ”es estĂŁo montados. É dada a ordem de partir. Os trĂȘs se inclinam atĂ© o pescoço da cavalgadura, em uma Ășltima saudação. JosĂ© tambĂ©m se inclina. Maria tambĂ©m o faz, e torna a guiar a mĂŁozinha de Jesus, em um gesto de adeus e de bĂȘnção.

Detalhe

Os Reis Magos contaram a sua viagem, ofereceram os seus presentes e adoraram Cristo. Agora estĂŁo a partir.

Palavras-chave

EMF 34.10-18

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Jesus diz:

– E agora? Que vos direi, Ăł almas, que percebeis que a fĂ© estĂĄ mor­rendo? Aqueles sĂĄbios do Oriente nada tinham que lhes desse a certeza da verdade. Nada tinham de sobrenatural. Tinham apenas os cĂĄlculos astronĂŽmicos e as suas reflexĂ”es, que a vida Ă­ntegra, que eles levaram, tornava perfeitas. Contudo, tiveram fĂ©. FĂ© em tudo: fĂ© na ciĂȘncia, fĂ© na consciĂȘncia, fĂ© na bondade divina.

Pela ciĂȘncia, acreditaram no sinal da nova estrela, que nĂŁo podia deixar de ser “aquela”, que era esperada, havia sĂ©culos, pela humanidade: o Messias. Pela consciĂȘncia, tiveram fĂ© na voz da mesma que, recebendo “vozes” celestes, lhes dizia: “É aquela estrela que assinala a chegada do Messias.” Pela bondade, tiveram fĂ© que Deus nĂŁo os teria enganado e, visto que a sua intenção era reta, Ele os teria ajudado, de todos os modos, a chegar atĂ© Ă  meta desejada.

E eles tiveram ĂȘxito. SĂł eles, entre tantos estudiosos de sinais, compreenderam aquele sinal, porque sĂł eles tinham na alma a Ăąnsia de conhecer as palavras de Deus com um fim reto, que consistia antes de tudo em dar imediata honra e louvor a Deus.

34.11 Não procuravam sua própria utilidade. Ao contrårio, eles vão de encontro a fadigas e despesas, e não pedem nenhuma compensação humana. Pedem somente que o seu Deus se lembre deles e os salve para a eternidade.

Assim como nĂŁo tĂȘm nenhum pensamento de futura compensação humana, nĂŁo tĂȘm, quando decidem a viagem, nenhuma preocupação humana. Se fĂŽsseis vĂłs, terĂ­eis pensado em mil dificuldades: “Como poderei fazer uma viagem tĂŁo grande, atravĂ©s de paĂ­ses e povos de lĂ­nguas tĂŁo diferentes? SerĂĄ que vĂŁo acreditar em mim, ou irĂŁo prender-me como espiĂŁo? Que ajuda me darĂŁo, quando tiver que atravessar desertos, rios e montanhas? E o calor? E os ventos dos planaltos? E as febres dos pantanais? E as cheias das ĂĄguas fluviais? E as comidas diferentes? E a linguagem diferente? E
 e
 e
”. Assim Ă© que raciocinais. Eles nĂŁo raciocinam assim. Mas dizem, com uma sincera e santa ousadia: “Tu, Ăł Deus, lĂȘs os nossos coraçÔes, e vĂȘs qual o fim que perseguimos. Em tuas mĂŁos nos entregamos. Concede-nos a alegria sobre humana de adorar a tua Segunda Pessoa, que se fez Carne para a salvação do mundo”.

Basta. Eles se pĂ”em a caminho, partindo das lon­gĂ­n­qua­s Ín­dias. (Jesus me diz depois que por Índias querem dizer Ásia meridional, onde agora estĂĄ a Turquia, o AfeganistĂŁo e a PĂ©rsia). Das cadeias de montanhas da MongĂłlia, sobre as quais voam somente ĂĄguias e abutres, onde Deus fala pelo zumbido dos ventos, pelo estrondo das torrentes, escrevendo mistĂ©rio sobre as pĂĄginas imensas das geleiras. Das terras onde nasce o Nilo, que vai deslizando como uma veia verde-azul, ao encontro do coração azul do MediterrĂąneo, nem os picos, nem as selvas, nem os desertos, oceanos secos mais perigosos do que os marinhos, nada disso detĂȘm a marcha deles. A estrela brilha sobre a noite deles, nĂŁo lhes permitindo dormir. Quando se procura a Deus, os hĂĄbitos animais devem ceder Ă s impaciĂȘncias e Ă s necessidades sobre humanas.

A estrela os chama, ora do Norte, ora do Oriente, ora do Sul, e, por um milagre de Deus, vai guiando os trĂȘs para um certo ponto, como por um outro milagre, os reĂșne, depois de tantos milhares de quilĂŽmetros, naquele ponto, e, por um outro milagre ainda, lhes dĂĄ, antecipando a sabedoria pentecostal, o dom de se entenderem e de se fazerem entender, assim como Ă© no ParaĂ­so, onde se fala uma Ășnica lĂ­ngua: a de Deus.

34.12 Um Ășnico momento de aflição os assalta, e Ă© quando a estrela desaparece, e eles, humildes, porque sĂŁo realmente grandes, nĂŁo pensam que isto tenha acontecido por causa da maldade de outrem, jĂĄ que os corruptos de JerusalĂ©m nĂŁo mereceram ver a estrela de Deus. Mas, o que eles pensam Ă© que eles prĂłprios nĂŁo mereçam a ajuda de Deus, pondo-se a examinarem suas consciĂȘncias com tremor e com uma contrição, pronta a pedir perdĂŁo.

Mas a sua consciĂȘncia os tranqĂŒiliza. Almas acostumadas Ă  meditação, eles tĂȘm uma consciĂȘncia muito sensĂ­vel, aperfeiçoada por uma atenção constante, por uma introspecção aguda, que faz do seu interior um verdadeiro espelho sobre o qual refletem as menores sombras dos acontecimentos diĂĄrios. Eles fizeram da voz que os adverte a prĂłpria mestra, voz que grita, nĂŁo sĂł ao menor erro, mas atĂ© a uma simples possibilidade de erro, o que Ă© humano, como a complacĂȘncia com o seu prĂłprio eu. Por isso, quando eles se pĂ”em diante desta mestra, diante deste espelho tĂŁo severo e tĂŁo nĂ­tido, sabem que ele nĂŁo lhes mente, mas os encoraja, tomando novo alento.

“Oh! Que doce coisa Ă© sentir que nada hĂĄ em nĂłs de contrĂĄrio a Deus! Sentir que Ele olha com complacĂȘncia o Ăąnimo do filho fiel e o abençoa. Deste sentimento provĂ©m o aumento de fĂ© e de confiança, de esperança, fortaleza e paciĂȘncia. Agora Ă© hora de tempestade. Mas ela passarĂĄ, porque Deus me ama e sabe que eu o amo, e nĂŁo deixarĂĄ de ajudar-me ainda.” Assim Ă© que falam os que tĂȘm aquela paz, que provĂ©m de uma consciĂȘncia reta, que Ă© a rainha de todas as suas açÔes.

34.13 Eu disse que eles eram “humildes, porque verdadeiramente grandes.” Em vossa vida, ao invĂ©s, que Ă© que acontece? Acontece que um, nĂŁo porque seja grande, mas porque Ă© mais prepotente, se faz poderoso por sua prepotĂȘncia, nunca humilde, pela vossa insensata idolatria,. HĂĄ pobres coitados que, sĂł por serem mordomos de alguĂ©m arrogante, ou porteiros de algum gabinete, funcionĂĄrios de alguma repartição, servos afinal, de quem assim os fez, costumam tomar a pose de semideuses. Tem-se pena atĂ© de vĂȘ-los!


Eles, os trĂȘs sĂĄbios, eram realmente grandes. Em primeiro lugar, por virtude sobrenatural; em segundo lugar, pela ciĂȘncia; e, por Ășltimo, pela riqueza. Mas eles se julgam nada: pĂł sobre o pĂł da ter­ra, se comparados com Deus AltĂ­ssimo, que cria os mundos com um sorriso, espalhando-os pelo espaço, como grĂŁos de trigo, para alegrar os olhos dos anjos com os colares de estrelas.

Mas eles se consideram nada, diante de Deus Altíssimo, que criou o planeta, sobre o qual eles vivem, e como Escultor infinito em sua ilimitada obra fez tudo bem diversificado, colocando, aqui uma série de colinas de suave declive, com a força do seu polegar, acolå uma ossatura de picos e escarpas, iguais as vértebras da terra, neste corpo desmesurado, do qual os rios são as veias, os lagos são as pelves, os oceanos são os coraçÔes, tendo as florestas como vestes, as nuvens como véus, as geleiras de cristal como decoraçÔes, as turquezas e as esmeraldas como gemas, as opalas e os berilos de todas as åguas que descem cantando, com as selvas e os ventos, formando o grande coro de louvor ao seu Senhor.

Eles se consideram nada em sua sabedoria, diante do Deus AltĂ­ssimo, do qual vem a sua sabedoria, pois foi Ele quem lhes deu olhos, ainda mais poderosos que suas duas pupilas, pelas quais eles vĂȘem as coisas: os olhos da alma, que sabem ler a palavra nĂŁo escrita por mĂŁo humana nas coisas, onde esta palavra foi gravada pelo pensamento de Deus.

Eles se consideram nada em sua riqueza: um åtomo, diante da riqueza do Dono do universo, que espalha metais e pedras preciosas nos astros e planetas, e abundùncias sobrenaturais, riquezas inesgotåveis, no coração de quem O ama.

34.14 Tendo eles chegado diante de uma pobre casa, na mais insignificante das cidades de JudĂĄ, nĂŁo sacodem a cabeça dizendo: “ImpossĂ­vel”, mas dobram as costas, os joelhos, e especialmente o coração, e adoram. LĂĄ, atrĂĄs daquela pobre parede, estĂĄ Deus. Aquele Deus que eles sempre invocaram, nĂŁo ousando nunca, nem de longe, esperar que o haveriam de ver. Mas que por eles foi invocado pelo bem de toda a humanidade e pelo bem eterno “deles” mesmos. Oh! SĂł isto Ă© o que eles desejavam para si. Poderem vĂȘ-lo, conhecĂȘ-lo, possuĂ­-lo naquela vida que nĂŁo tem nem auroras, nem crepĂșsculos!

Ele estĂĄ lĂĄ, atrĂĄs daquela pobre parede. Quem sabe se o seu coração de Menino, que Ă© tambĂ©m o coração de um Deus, nĂŁo ouça estes trĂȘs coraçÔes que, inclinados no pĂł da estrada, bradam: “Santo, Santo, Santo. Bendito o Senhor nosso Deus. GlĂłria a Ele nos CĂ©us altĂ­ssimos, e paz aos seus servos. GlĂłria, glĂłria, glĂłria e bĂȘnção”? Isto eles perguntam, tremendo de amor. Por toda a noite, e na manhĂŁ seguinte preparam com a mais viva oração, o seu espĂ­rito, para entrarem em comunhĂŁo com o Deus-Menino.

Eles não vão a este altar, que é um seio virginal, que traz em si a Hóstia Divina, como vós ides a eles com a alma cheia de solicitudes humanas. Eles se esquecem do sono e do alimento e se usam suas mais belas vestes, não é para ostentação humana, mas para prestar honra ao Rei dos reis. Nos palåcios dos soberanos, os dignitårios se apresentam com suas mais belas vestes. Então, não deveriam eles ir apresentar-se a este Rei com suas vestes de gala? Que festa maior podia haver para eles do que esta?

Oh! LĂĄ em suas terras longĂ­nquas, muitas e muitas vezes precisaram se adornar para prestar honras e oferecer seus prĂ©stimos a homens como eles. Era, pois, justo que se humilhassem aos pĂ©s do Rei supremo e lĂĄ depositassem as suas pĂșrpuras e jĂłias, sedas e plumas preciosas. PĂŽr-lhe aos pĂ©s, diante daqueles benditos pezinhos, as fibras da terra, as gemas da terra, as plumas da terra, os metais da ter­ra — que sĂŁo ainda obras dele — para que tambĂ©m elas, essas coisas da terra, adorem o seu Criador. Seriam felizes se a Criancinha lhes ordenasse que se estendessem no chĂŁo, como se fossem um tapete vivo, aos seus passinhos de Menino, e os pisasse, Ele que deixou as estrelas por amor deles, que nada mais sĂŁo do que pĂł.

34.15 Humildes e generosos. Obedientes Ă s “vozes” do Alto. Essas vozes mandam que eles levem presentes ao Rei recĂ©m-nascido. Eles levam presentes. NĂŁo dizem: “Ele Ă© rico, e nĂŁo precisa disso. Ele Ă© Deus, e nĂŁo conhecerĂĄ a morte”. Eles obedecem. SĂŁo os primeiros que acodem Ă  pobreza do Salvador. Como chegou em boa hora aquele ouro, para quem amanhĂŁ deveria sair de sua terra como fugitivo! Como foi significativa aquela mirra, para quem, dentro em breve, seria morto. Como foi piedoso aquele incenso, para quem teria que sentir o mau cheiro da luxĂșria humana fervendo ao redor de sua infinita pureza!

Humildes, generosos, obedientes e respeitosos um para com o outro. As virtudes geram outras virtudes. Das virtudes voltadas para Deus, nascem virtudes para o prĂłximo. Respeito que, no fim, Ă© caridade. Combinaram com o mais velho que lhe tocaria falar por todos, recebendo o primeiro beijo do Salvador, segurando-o pela mĂŁozinha. Os outros ainda poderĂŁo vĂȘ-lo outras vezes. Mas ele, nĂŁo. Ele estĂĄ velho, e o dia de sua volta para Deus estĂĄ perto. Ele verĂĄ o Cristo, depois de sua terrĂ­vel morte, e o acompanharĂĄ junto com os outros que serĂŁo salvos, no dia da volta do Cristo para o CĂ©u. Mas nĂŁo o verĂĄ mais nesta terra. EntĂŁo, para seu viĂĄtico, que lhe fique o calor daquela mĂŁozinha, que se confiou Ă  sua mĂŁo enrugada.

Não hå nenhuma inveja nos outros. Pelo contrårio, hå até um aumento de veneração para com o mais velho dos såbios. Mais do que eles, mereceu na certa, e por mais tempo. O Deus-Menino sabe disso. Ainda não fala, Ele que é a Palavra do Pai, mas os Seus atos são palavras. E seja bendita a sua inocente palavra, que mostra ser o seu predileto este velho­.

34.16 Mas, Ăł filhos, hĂĄ outros dois ensinamentos nesta visĂŁo.

A postura de JosĂ©, que sabe ficar em “seu” lugar. Ele estĂĄ presente como guarda e tutor da Pureza e da Santidade. Mas nĂŁo Ă© um usurpador dos direitos delas. É Maria, com o seu Jesus, que estĂĄ recebendo homenagens e palavras. JosĂ© se alegra por ela, nĂŁo ficando amargurado por ser uma figura secundĂĄria. JosĂ© Ă© um justo: o Justo. É justo sempre, tambĂ©m nesta hora. As fumaças da festa nĂŁo lhe sobem Ă  cabeça. Ele continua humilde e justo.

Ele se sente feliz pelos presentes. NĂŁo por si mesmo. Mas porque pensa que com eles poderĂĄ fazer a vida de sua esposa e do doce Menino mais cĂŽmoda. NĂŁo existe avidez em JosĂ©. Ele Ă© um trabalhador, e continuarĂĄ a trabalhar. Contanto que “Eles”, os seus dois amores, tenham o necessĂĄrio, e algum conforto. Nem ele nem os magos sabem que aqueles presentes vĂŁo servir durante uma fuga e uma vida no exĂ­lio, nas quais as substĂąncias desaparecem como uma nuvem impelida pelo vento
 mas eles vĂŁo servir tambĂ©m para quando voltarem Ă  pĂĄtria, depois de terem perdido tudo o que tinham deixado, os clientes, os mĂłveis, salvando-se somente as paredes da casa, protegida por Deus, porque nela Ă© que Ele se uniu Ă  virgem e se fez Carne.

JosĂ© Ă© humilde, ele, que Ă© guarda de Deus e da mĂŁe de Deus, esposa do AltĂ­ssimo, chega atĂ© a segurar o estribo para estes vassalos de Deus. JosĂ© Ă© um pobre carpinteiro, porque a prepotĂȘncia humana despojou os herdeiros de Davi de suas propriedades reais. Mas ele Ă© sempre da estirpe de Davi e tem traços de rei. TambĂ©m em relação a ele vale aquele dito: “Era humilde, porque era realmente grande.”

34.17 Ainda um Ășltimo, suave e significativo ensinamento.

É Maria, que segura a mão de Jesus, que ainda não sabe abençoar, e a guia no gesto santo.

É sempre Maria que segura a mĂŁo de Jesus e a guia. Ainda hoje Ă© assim. Agora, Jesus sabe abençoar. Mas, Ă s vezes, sua mĂŁo traspassada cai, cansada e sem poder mais confiar, pois Ele sabe que Ă© inĂștil abençoar. Na verdade, vĂłs destruĂ­s a minha bĂȘnção. Ela cai tambĂ©m indignada porque vĂłs me maldizeis. EntĂŁo, Ă© Maria que tira o desprezo feito a esta mĂŁo, ao beijĂĄ-la. Oh! O beijo de minha mĂŁe! Quem pode resistir a esse beijo? Depois, ela segura o meu pulso, com seus dedos delicados, mas que sĂŁo amorosamente tĂŁo imperiosos e me força a abençoar.

Eu nĂŁo posso repelir a minha mĂŁe. Mas Ă© preciso que vĂłs vades Ă  procura dela, para fazĂȘ-la vossa advogada. Ela Ă© minha rainha, antes de ser vossa, e o seu amor por vĂłs tem indulgĂȘncias tais, que nem o meu conhece. Ela, mesmo sem palavras, mas sĂł com as pĂ©rolas do seu pranto e com a lembrança da minha Cruz, cujo sinal ela me faz traçar no ar, defende a vossa causa, e ainda me admoesta: “Tu Ă©s o Salvador. Salva!”

34.18 Eis, meus filhos, o “Evangelho da fĂ©â€, na aparição da cena dos

Magos. Meditai e imitai. Para o vosso bem.

Palavras-chave

EMF 34.12

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Almas acostumadas Ă  meditação, eles tĂȘm uma consciĂȘncia muito sensĂ­vel, aperfeiçoada por uma atenção constante, por uma introspecção aguda, que faz do seu interior um verdadeiro espelho sobre o qual refletem as menores sombras dos acontecimentos diĂĄrios. Eles fizeram da voz que os adverte a prĂłpria mestra, voz que grita, nĂŁo sĂł ao menor erro, mas atĂ© a uma simples possibilidade de erro, o que Ă© humano, como a complacĂȘncia com o seu prĂłprio eu. Por isso, quando eles se pĂ”em diante desta mestra, diante deste espelho tĂŁo severo e tĂŁo nĂ­tido, sabem que ele nĂŁo lhes mente.

Palavras-chave

EMF 34.12

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Oh! Que doce coisa Ă© sentir que nada hĂĄ em nĂłs de contrĂĄrio a Deus! Sentir que Ele olha com complacĂȘncia o Ăąnimo do filho fiel e o abençoa. Deste sentimento provĂ©m o aumento de fĂ© e de confiança, de esperança, fortaleza e paciĂȘncia. Agora Ă© hora de tempestade. Mas ela passarĂĄ, porque Deus me ama e sabe que eu o amo, e nĂŁo deixarĂĄ de ajudar-me ainda.” Assim Ă© que falam os que tĂȘm aquela paz, que provĂ©m de uma consciĂȘncia reta, que Ă© a rainha de todas as suas açÔes.

Palavras-chave

EMF 34.15

O Evangelho como me foi revelado

Citação

As virtudes geram outras virtudes. Das virtudes voltadas para Deus, nascem virtudes para o prĂłximo.

Palavras-chave

EMF 34.17-18

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Ainda um Ășltimo, suave e significativo ensinamento.

É Maria, que segura a mão de Jesus, que ainda não sabe abençoar, e a guia no gesto santo.

É sempre Maria que segura a mĂŁo de Jesus e a guia. Ainda hoje Ă© assim. Agora, Jesus sabe abençoar. Mas, Ă s vezes, sua mĂŁo traspassada cai, cansada e sem poder mais confiar, pois Ele sabe que Ă© inĂștil abençoar. Na verdade, vĂłs destruĂ­s a minha bĂȘnção. Ela cai tambĂ©m indignada porque vĂłs me maldizeis. EntĂŁo, Ă© Maria que tira o desprezo feito a esta mĂŁo, ao beijĂĄ-la. Oh! O beijo de minha mĂŁe! Quem pode resistir a esse beijo? Depois, ela segura o meu pulso, com seus dedos delicados, mas que sĂŁo amorosamente tĂŁo imperiosos e me força a abençoar.

Eu nĂŁo posso repelir a minha mĂŁe. Mas Ă© preciso que vĂłs vades Ă  procura dela, para fazĂȘ-la vossa advogada. Ela Ă© minha rainha, antes de ser vossa, e o seu amor por vĂłs tem indulgĂȘncias tais, que nem o meu conhece. Ela, mesmo sem palavras, mas sĂł com as pĂ©rolas do seu pranto e com a lembrança da minha Cruz, cujo sinal ela me faz traçar no ar, defende a vossa causa, e ainda me admoesta: “Tu Ă©s o Salvador. Salva!”

34.18 Eis, meus filhos, o “Evangelho da fĂ©â€, na aparição da cena dos Magos. Meditai e imitai. Para o vosso bem.

Detalhe

Jesus fala da visĂŁo dos Magos. Jesus era ainda muito pequeno e Maria teve de o guiar para fazer um gesto de bĂȘnção.

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O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

TĂ­tulo do capĂ­tulo : A fuga para o Egito. Ensinamentos sobre a Ășltima visĂŁo ligada Ă  vinda de Jesus.

Data da visĂŁo e do ditado: Sexta-feira, 9 de junho de 1944

CalendĂĄrio: Fim de novembro de 4 a.C.. PerĂ­odo da Festa das Luzes, fim do Kisleu

Localização (mapa) :Belém

Ciclo: Nascimento e infĂąncia de Jesus

Resumo: JosĂ© dorme na casa de BelĂ©m. Parece estar a ter um sonho doce, depois parece estar perturbado antes de acordar. Depois de se vestir, vai ter com a Virgem, que estĂĄ a rezar ao lado do Menino. Diz-lhe que tĂȘm de partir imediatamente, pois um anjo avisou-o para fugir para o Egito. Maria obedece imediatamente e prepara os seus pertences de forma rĂĄpida mas ordenada. JosĂ© volta para levar uma parte dos seus pertences e, com tristeza, diz-lhe que tĂȘm de levar o mĂĄximo que puderem, pois terĂŁo de ficar longe durante muito tempo. Maria continua a juntar as poucas coisas que restam e prepara Jesus. Quando ele adormece, depois de ter tomado o leite, JosĂ© regressa e diz-lhe que Herodes quer matar o menino. Este facto toca o coração de Maria. Ela chora e declara que estĂĄ a custar muito a JosĂ©, mas ele responde-lhe que ela o consolarĂĄ sempre e que a riqueza dos Magos os ajudarĂĄ nos primeiros tempos. Ambos estavam tristes por terem de partir, por terem de abandonar tudo e nĂŁo voltarem a NazarĂ©, mas enquanto tivessem Jesus, tinham tudo.

Os pais do Salvador deixam a casa e, depois de cumprimentarem o dono da casa, partem para o Egito.

Em seguida, Jesus faz um ditado e sublinha a simplicidade desta visão, que em nada diminui a humanidade de Maria e de Jesus, nem a divindade de Cristo. Demasiadas vezes", diz ele, "desencorajamo-nos pensando que Maria, Jesus e José eram fortes e que "eram eles". Mas o sofrimento foi sempre o seu fiel companheiro. Não experimentaram as paixÔes que são semelhantes aos vícios, porque fecharam o coração a Satanås. Por outro lado, tiveram muitas paixÔes, como o amor à påtria, os santos afectos à família, etc. Mas não se deixaram dominar pelas paixÔes. Mas não se deixavam dominar por essas paixÔes quando se tratava de seguir a vontade de Deus.

Também Jesus seguiu sempre a vontade de Deus, mesmo que isso lhe tenha valido o ódio dos judeus e a animosidade de Judas. Depois, critica os grandes homens deste mundo e, em seguida, detém-se sobre a castidade de José e a virgindade de Maria, afirmando-as preto no branco e retomando as palavras de Mateus. O evangelista, de facto, foi buscar as suas fontes diretamente a Maria, e a sua virgindade perpétua era uma verdade conhecida desde os tempos mais remotos.

O Cristo insiste longamente sobre a palavra "mulher" na Bíblia, para mostrar que este termo não é uma linguagem proscrita, infame, impura. Depois, retoma as palavras de Mateus para dizer que Maria é "a verdadeira Mãe de Jesus sem ser mulher de José. Ela permanecerå sempre: a Virgem, esposa de José".

ConteĂșdo do capĂ­tulo: 35.1: Um sonho faz com que JosĂ© se levante a meio da noite. 35.2: Ao amanhecer, fugimos. 35.3: Maria apressa-se a recolher as suas coisas. 35.4: Desperta o menino e dĂĄ-lhe o peito. 35.5: Temos a riqueza dos Magos e Deus connosco. 35.6: Partida com trĂȘs cavalos. 35.7: Os homens, acreditando que estavam a fazer a coisa certa, tornaram irreal o que teria sido tĂŁo bonito deixar real. 35.8: As nossas honrosas paixĂ”es humanas. 35.9: Eu nĂŁo procurei a grandeza do mundo. 35.10: A virgindade de Maria e a castidade de JosĂ©. 35.11: A dor de Maria ao ser arrancada de sua casa.

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