Notas da palavra-chave

Ditados de Jesus e da Virgem Maria na EMV

Tema: Palavras-chave principais e transversais 🌟 · PĂĄgina 3 de 7

Conforto de leitura

EMF 24.6-10

O Evangelho como me foi revelado

Citação

24.6 Maria diz:

– Deus perdoa a quem reconhece a sua culpa, se arrependendo e se acusando dela com humildade e coração sincero. E, nĂŁo somente perdoa, mas ainda dĂĄ uma compensação. Oh! Como o meu Senhor Ă© bom para com quem Ă© humilde e sincero, com quem Nele crĂȘ e confia.

24.7 Desembaraçai o vosso espírito de tudo quanto o entulha e torna preguiçoso. Tornai-o bem disposto para acolher a Luz; Ela é como um farol nas trevas, um guia e conforto santo.

Oh, amizade com Deus, felicidade dos seus fiéis, riqueza que nenhu­ma outra coisa iguala, quem te possui, nunca mais estarå sozi­nho, nem sentirå o amargor do desespero. Não eliminas a dor, ó santa amizade, porque esta foi a sorte do Deus encarnado, e pode também ser a sorte do homem. Mas fazes com que esta dor fique doce, apesar de amarga, e misturas a ela uma luz e uma carícia que aliviam o peso da cruz, com um toque celeste.

Quando a Bondade Divina vos der uma graça, usai desse bem recebido para dar glória a Deus. Não sejais como loucos que, de um objeto bom fazem uma arma nociva, ou como pródigos que transformam sua riqueza em miséria.

24.8 Muita dor me causais, ó filhos, pois atrås de vossos rostos, vejo aparecer o inimigo, que se lança contra o meu Jesus. Muito sofrimento! Eu queria ser para todos a nascente da graça. Mas muitos entre vós não querem a graça. Pedis graças, mas, com o espírito que se privou da graça. Como a graça pode socorrer-vos, se sois inimigos dela?

24.9 O grande mistĂ©rio de Sexta-Feira Santa se aproxima. Nos templos tudo faz lembrar e celebra isto. Mas, Ă© preciso recordĂĄ-lo e celebrĂĄ-lo nos vossos coraçÔes, e bater no peito, como aqueles que desciam do gĂłlgota, dizendo: “Este Ă© realmente o Filho de Deus, o Salvador” ou “Jesus, pelo teu Nome, salva-nos” ou “Ó Pai, perdoa-nos.” E dizer finalmente: “Senhor, eu nĂŁo sou digno. Mas, se Tu me perdoas, vens a mim e minha alma ficarĂĄ curada.Eu nĂŁo quero mais pecar, para nĂŁo ficar doente e com Ăłdio de Ti.”

Rezai, meus filhos, com as palavras do meu Filho. Rezai assim ao Pai pelos vossos inimigos: “Pai, perdoa-lhes.” Chamai o Pai, que se retirou, desprezado pelos vossos erros: “Pai, por que me abandonaste? Eu sou pecador. Mas, se Tu me abandonas, perecerei. Volta, Pai Santo, para que eu me salve.” Confia no Único que pode conservar o vosso espírito, vosso eterno bem, ileso do demînio: “Pai, em vossas mãos entrego o meu espírito.” Oh! Se entregais o vosso espírito a Deus humilde e amorosamente, Ele vo-lo conduzirá como um pai conduz o seu filho pequenino, e não permitirá que nada vos faça mal.

Jesus, em suas agonias, rezou para ensinar-vos a rezar. Eu vos faço lembrar isso nestes dias da Paixão.

24.10 E tu, Maria, tu que estĂĄs vendo a minha alegria de mĂŁe, e te extasias com ela, lembra-te que eu possuĂ­ Deus, atravĂ©s de uma dor sempre crescente. Esta dor desceu sobre mim com o embriĂŁo de Deus e, como uma ĂĄrvore gigantesca, cresceu atĂ© tocar o cĂ©u com o vĂ©rtice, e o inferno com as raĂ­zes, ao receber os despojos exĂąnimes da carne da minha carne em meu regaço, podendo eu ver nela e contar as feridas, tocando em Seu coração rasgado, por consumar a dor atĂ© a Ășltima gota.

Palavras-chave

EMF 25.8-12

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Maria diz:

– Estamos na vigĂ­lia de Quinta-Feira Santa. A alguns parecerĂĄ fora de propĂłsito esta visĂŁo. Mas a tua dor de amante do meu Jesus Crucificado estĂĄ em teu coração, e aĂ­ fica, mesmo quando uma doce visĂŁo se apresenta. Esta Ă© como o pequeno calor que nasce de uma chama, que ainda Ă© fogo, mas que jĂĄ nĂŁo Ă© mais fogo. O fogo Ă© a chama. Mas nĂŁo Ă© o calor dela, pois este nĂŁo Ă© mais do que uma derivação. Nenhuma visĂŁo beatĂ­fica ou pacĂ­fica serĂĄ capaz de tirar-te aquela dor do coração. E considera-a muito mais querida do que a tua prĂłpria vida. Porque Ă© o maior dos dons que Deus possa conceder a quem crĂȘ em seu Filho. AlĂ©m disso, a minha visĂŁo nĂŁo Ă©, em sua forma pacĂ­fica, em nada discordante dos acontecimentos desta semana.

25.9 Também o meu José teve a sua Paixão. Ela começou em Jerusalém, quando ele percebeu o meu estado. Durou muitos dias, como aconteceu com Jesus e comigo. E não foi espiritualmente pouco dolorosa. Mas unicamente pela santidade de um justo, como era o meu esposo, é que ela ficou limitada a uma forma tão cheia de dignidade e de segredo, que ficou pouco conhecida, através dos séculos.

Oh! a nossa primeira paixão! Quem poderå falar da íntima e silenciosa intensidade dela? Quem saberå dizer qual a minha dor, ao ver que o céu ainda não me havia atendido em revelar o mistério a José?

Que ele ainda nada sabia, eu jĂĄ tinha compreendido, ao vĂȘ-lo respeitoso comigo, como de costume. Se ele tivesse sabido que eu trazia em mim o Verbo de Deus, ele teria adorado o Verbo encerrado em meu ventre, com os atos de veneração que sĂŁo devidos a Deus, e que ele nĂŁo teria deixado de praticar, como eu tambĂ©m nĂŁo me teria recusado a receber, nĂŁo por causa de mim, mas por Aquele que estava em mim, que eu em mim trazia, assim como a Arca da aliança conti­nha­ o cĂłdigo escrito na pedra e os vasos de manĂĄ.

Quem pode dizer qual foi a minha luta contra o desĂąnimo, que queria me vencer, para me persuadir de que eu havia esperado em vĂŁo no Senhor? Oh! Eu creio, que isso vinha da raiva de satanĂĄs! Eu senti a dĂșvida que crescia em meus ombros, e que espichava suas gar­ras geladas para aprisionar minha alma e fazĂȘ-la deixar de orar. A dĂșvida, que Ă© tĂŁo perigosa e letal para o espĂ­rito. Letal, porque ela Ă© o primeiro agente da doença mortal chamada “desespero”, e contra a qual Ă© preciso reagir com toda a força para nĂŁo perecer na alma e perder Deus.

Quem pode dizer com toda a verdade qual a dor de JosĂ©, quais os seus pensamentos, qual a perturbação que ele sentiu em seus afetos? Como um pequeno barco apanhado por uma grande tempestade, ele se achava num encontro entre idĂ©ias opostas, como em uma dança ao redor de reflexĂ”es, cada uma mais pungente e mais capaz de fazer sofrer do que a outra. Ele era um homem que, pelas aparĂȘncias, sĂł podia ter sido traĂ­do por sua mulher. Por isso, ele via desmoronar, ao mesmo tempo, o seu bom nome e a estima em que ele era tido naquele lugar. Por causa disso, ele se sentia apontado a dedo e alvo de compaixĂŁo pelos habitantes da cidade, via morrerem o afeto e a estima de que atĂ© entĂŁo eu vinha gozando, diante da evidĂȘncia de um fato.

25.10 É aqui que a santidade dele resplende ainda mais brilhante do que a minha. Eu dou testemunho disso com todo o meu afeto de esposa, porque quero que ameis o meu JosĂ©, este homem sĂĄbio e prudente, este homem paciente e bom, que nĂŁo estĂĄ separado do mistĂ©rio da Redenção, mas muito unido a ele, pois, por essa dor que o consumou, ele salvou para vĂłs o Salvador, Ă s custas de seu sacrifĂ­cio e de sua santidade.

Tivesse ele sido menos santo, teria agido como os homens: me teria denunciado como adĂșltera, para que eu fosse apedrejada, e o filho do meu pecado morresse comigo. Tivesse ele sido menos santo, Deus nĂŁo lhe teria concedido a sua luz em tĂŁo grande provação. Mas JosĂ© era santo. Seu espĂ­rito puro vivia em Deus. A caridade nele era acesa e forte. Foi pela caridade que ele salvou para vĂłs o Salvador, tanto quanto ele nĂŁo quis me acusar diante dos anciĂŁos, como tambĂ©m quando, deixando tudo, com uma pronta obediĂȘncia, salvou Jesus, levando-o consigo para o Egito.

25.11 Breves em nĂșmero, mas grandes em intensidade, foram aqueles trĂȘs dias do sofrimento de JosĂ©. E deste meu primeiro sofrimento. Porque eu compreendia o sofrimento dele, mas nĂŁo podia aliviĂĄ-lo de modo algum, por causa da obediĂȘncia ao decreto de Deus, que me havia dito: “Cala-te!”

Quando, tendo chegado a Nazaré, eu o vi sair, depois de uma curta saudação, todo curvo e como se tivesse envelhecido em pouco tempo, e não voltar mais a mim, como era de costume, vos digo, filhos, que o meu coração chorou com uma dor grande e aguda. Fechada em mi­nha casa, só, naquela casa em que tudo me fazia recordar a Anunciação e a Encarnação, e onde tudo me falava de José, desposado por mim em uma virgindade imaculada, eu tive que resistir ao desconforto, às insinuaçÔes de satanås, e ficar esperando. Orando, perdoar a suspeita de José, e ao seu gesto de justo desdém para comigo.

Filhos, é preciso esperar, rezar, perdoar, para se obter que Deus intervenha em nosso favor. Vivei, vós também, o vosso sofrimento. Ele é devido às vossas culpas. Eu vos ensino como superå-lo e transformå-lo em alegria. Esperar, além de toda medida. Rezar sem desconfiança, perdoar, para serdes perdoados. O perdão de Deus serå a paz que desejais, meus filhos.

25.12 Nada mais, por enquanto, vos direi. Enquanto nĂŁo chega o triunfo pascoal, haverĂĄ silĂȘncio. SĂŁo estes os dias da PaixĂŁo. Tende compaixĂŁo do vosso Redentor. Ouvi seus lamentos. Contai suas feridas e lĂĄgrimas. Cada uma delas veio por causa de vĂłs, e foi por vĂłs sofrida. Que qualquer outra visĂŁo desapareça, diante desta que vos recorda a Redenção, cumprida por vĂłs.

Detalhe

Maria acaba de assistir ao reencontro de Maria e JosĂ© em JerusalĂ©m, apĂłs uma ausĂȘncia de trĂȘs meses. Ele apercebeu-se de que Maria estĂĄ grĂĄvida.

Palavras-chave

EMF 26.6-9

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Maria diz:

– NinguĂ©m interprete de modo errado a minha palidez. Ela nĂŁo era causada por nenhum medo humano. Conforme o modo de tratar dos homens, eu deveria ter de esperar o apedrejamento. Mas eu nĂŁo tinha medo disso. Eu sofria por causa de JosĂ©. TambĂ©m o pensamento de que ele podia me acusar, nĂŁo me perturbava por mim mesma. A Ășnica coisa que me desagradava era que ele pudesse, se insistisse na acusação, faltar com a caridade. Quando o vi, o sangue me foi todo ao coração, por causa disso. Era aquele um momento em que um justo poderia ter ofendido a justiça, ofendendo a caridade. E, que um justo cometesse uma falta, logo este que nĂŁo cometia faltas, isso me teria causado uma dor muito grande.

26.7 Se eu não tivesse sido humilde até o extremo limite, como eu disse a José, não teria merecido trazer em mim Aquele que, para cancelar a soberba da raça, sendo Deus, Se aniquilava até à humilhação de fazer-se homem.

26.8 Eu te mostrei esta cena, que nenhum Evangelho relata, porque eu quero de novo chamar a atenção tĂŁo desviada dos homens sobre as condiçÔes essenciais para agradar a Deus e recebĂȘ-lo em sua contĂ­nua vinda aos coraçÔes.

FĂ©. JosĂ© acreditou cegamente nas palavras do mensageiro celeste. Ele nĂŁo desejava outra coisa, senĂŁo crer, porque tinha a convicção sincera de que Deus Ă© bom e de que a ele, que havia esperado no Senhor­, o Senhor nĂŁo lhe teria reservado a dor de ser um traĂ­do, um decepcionado, alguĂ©m que fosse feito objeto de zombaria pelo prĂłximo. Com grande dor ele nĂŁo perguntava em que devia crer a meu respeito, porque, honesto como era, nĂŁo era capaz nem de pensar que outras pessoas nĂŁo fossem assim. Ele vivia a Lei, e a Lei diz: “Ama a teu prĂłximo como a ti mesmo.” NĂłs amamos a nĂłs mesmos tanto, que nos cremos perfeitos, atĂ© quando nĂŁo o somos. Por que, entĂŁo, desamar o prĂłximo, julgando-o imperfeito?

Caridade absoluta. Caridade que sabe perdoar, que quer perdoar. Perdoar com antecipação, desculpando em nosso coração as fraquezas do próximo. Perdoar na hora, dando ao culpado todas as atenuantes.

Humildade absoluta como a caridade. Saber reconhecer que se faltou, atĂ© mesmo com um simples pensamento, e nĂŁo se ter o orgu­lho, mais nocivo ainda, de nĂŁo querer dizer: “Eu errei”, a respeito da culpa precedente. Todos erram, menos Deus. Quem Ă© que pode dizer: “Eu nĂŁo erro nunca”? E hĂĄ ainda uma humildade mais difĂ­cil: Ă© a que sabe se calar a respeito das maravilhas de Deus em nĂłs, quando nĂŁo Ă© necessĂĄrio proclamĂĄ-las, para dar-lhe louvores por elas, a fim de nĂŁo aviltar o nosso prĂłximo, que nĂŁo recebeu tais dons especiais de Deus. Quando Deus quer, entĂŁo sim. EntĂŁo Ele se revela a Si mesmo em seu servo. Isabel me “viu” como eu era e meu esposo me conheceu pelo que eu era, quando chegou a hora de ele conhecer isso por si mesmo.

26.9 Deixai ao Senhor o cuidado de proclamar-vos servos Seus. Ele tem uma amorosa pressa disso, porque toda criatura que Ă© elevada a alguma missĂŁo particular Ă© uma nova glĂłria acrescentada Ă  sua infinita, porque Ă© um testemunho de quanto o homem Ă© assim como Deus o queria: uma perfeição menor que espelha o seu Autor. Permanecei na sombra e no silĂȘncio, Ăł prediletos da graça, para poderdes ouvir as Ășnicas palavras que sĂŁo de “vida”, e para poderdes merecer o Sol que resplende eternamente sobre vĂłs e em vĂłs.

Oh! Luz felicíssima, que és Deus, que és a alegria dos teus servos, brilha sobre estes teus servos, e que então eles exultem em sua humildade, louvando-Te e a Ti somente, que arruínas os soberbos, e elevas os humildes, que te amam, até os esplendores do teu Reino.

Palavras-chave

EMF 27.5-7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

27.5 Maria diz:

– Não acrescento mais coisas, porque as minhas palavras­ já são ensinamento.

Mas quero chamar a atenção das mulheres para um ponto. Muitas uniĂ”es se transformam em desuniĂ”es por culpa das mulheres, que nĂŁo tĂȘm aquele amor que Ă© tudo: gentileza, piedade, atenção para com o marido. Sobre o homem nĂŁo pesam os sofrimentos fĂ­sicos que pesam sobre a mulher. Mas sobre ele pesam todas as preocupaçÔes morais: necessidade de trabalho, as decisĂ”es a serem tomadas, a responsabilidade diante dos poderes constituĂ­dos e da prĂłpria famĂ­lia
 Oh! quantas coisas pesam sobre o homem! E quanto precisa tambĂ©m ele de conforto! Pois bem, o egoĂ­smo chega a tal ponto que ao marido cansado, desanimado, humilhado e preocupado, a mulher ainda lhe acrescenta o peso de suas lamentaçÔes inĂșteis e, Ă s vezes, atĂ© injustas! Tudo isso, porque ela Ă© egoĂ­sta, nĂŁo ama.

Amar não é satisfazer-nos a nós mesmos, buscando a sensualidade e outras vantagens. Amar é contentar a quem amamos, acima daquelas coisas dos sentidos, que gostaríamos de ter e usar, dando ao espírito da pessoa que amamos aquela ajuda de que ela tem necessidade, a fim de que sempre possa ter as suas asas abertas, para voar pelos céus da esperança e da paz.

27.6 Outro ponto sobre o qual chamo de novo a atenção. Jå falei dele. Mas eu insisto: é a confiança em Deus.

A confiança resume as virtudes teologais. Quem tem confiança dĂĄ sinal de que tem fĂ©. Quem tem confiança, dĂĄ sinal de que espera. Quem tem confiança, mostra que ama. Quando alguĂ©m ama, espera e crĂȘ em uma pessoa, tem confiança. Do contrĂĄrio, nĂŁo. Deus merece esta nossa confiança. Se a damos aos pobres homens capazes de falhar­, por que a negamos a Deus que nĂŁo falha nunca?

A confiança Ă© tambĂ©m humildade. O soberbo diz: “Eu mesmo faço. NĂŁo confio nele, porque ele Ă© um incapaz, um mentiroso, um violento
” Mas o humilde diz: “Eu confio. Por que nĂŁo haveria de confiar? Por que haverei de pensar que sou melhor do que ele?” E, com maior razĂŁo, Ă© assim que ele fala de Deus: “Por que haverei de nĂŁo confiar Naquele que Ă© bom? Por que deverei pensar que sou capaz de fazer tudo, eu mesmo?” Deus ao humilde se doa. Mas se afasta de quem Ă© soberbo.

A confiança Ă© tambĂ©m obediĂȘncia. Deus ama o obediente. A obediĂȘncia Ă© sinal de que nĂłs nos reconhecemos filhos Dele e que O reconhecemos como nosso Pai. Ora, um pai nĂŁo pode deixar de amar, quando Ă© verdadeiro pai. Deus para nĂłs Ă© Pai verdadeiro e Pai perfeito.

27.7 Sobre um terceiro ponto eu quero que medites. Estå também fundamentado na confiança.

Nenhum acontecimento pode suceder, se Deus nĂŁo o permitir. És tu poderoso? Assim Ă©s, porque Deus o permitiu. És tu sĂșdito? Assim Ă©s porque Deus o permitiu. Procura, pois, Ăł poderoso, nĂŁo fazer deste teu poder o teu mal. Seria sempre “teu mal” mesmo quando, a princĂ­pio, parece ser um mal para os outros. Porque, se Deus permite, nĂŁo o permite alĂ©m de certos limites, e, se passas desses limites, Deus te fere e te esmaga. Procura, entĂŁo, Ăł sĂșdito, fazer desta tua condição um Ă­mĂŁ para atrair sobre ti a proteção celeste. NĂŁo maldigas nunca. Deixa os cuidados a Deus. Ele, que Ă© o Senhor de todos, pode abençoar e amaldiçoar as suas criaturas.

Vai em paz.

Palavras-chave

EMF 28.6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Não há ditado –diz Maria–. A visão fala por si mesma. A vós compete compreender a lição de caridade, humildade e pureza que emana dela. Descansa. Descansa velando, como eu velava, esperando Jesus. Ele virá trazer-te a Sua paz.

Detalhe

Maria e José vão a Belém para o edital de recenseamento. Era inverno e tinham encontrado a manjedoura em Belém. Após a visão, Maria diz a Maria:

Palavras-chave

EMF 29.6-13

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Maria diz:

– Eu te havia prometido que Ele te traria a paz. EstĂĄs lembrada da paz que havia em ti nos dias do Natal? De quando me vias com o meu Menino? Aquele era o teu tempo de paz. Agora Ă© o teu tempo de sofrimento. Mas tu o sabes. É no sofrimento que se conquista a paz e toda graça para nĂłs e o prĂłximo. Jesus-Homem revelou-se Jesus-Deus, depois do tremendo sofrimento da PaixĂŁo. Revelou-se como a Paz. Paz no CĂ©u, do qual Ele tinha vindo, derramada sobre aqueles que no mundo o amam. Mas, nas horas da paixĂŁo, Ele, a Paz do mundo, foi privado dela. NĂŁo teria sofrido, se tivesse tido a paz. Mas devia sofrer. Sofrer de modo completo.

29.7 Eu, Maria, redimi a mulher com a minha maternidade divina. Mas isso nĂŁo foi mais que o inĂ­cio da redenção da mulher. Negando-me a quaisquer esponsais pelo voto de virgindade, eu tinha rejeitado todo prazer de concupiscĂȘncia, e merecido a graça de Deus. Isso, porĂ©m ainda nĂŁo bastava. Porque o pecado de Eva era uma ĂĄrvore de quatro ramos: soberba, avareza, gula e luxĂșria. Todos os quatro deviam ser cortados, a fim de esterilizar a ĂĄrvore desde as raĂ­zes.

29.8 Humilhando-me profundamente, eu venci a soberba.

Humilhei-me diante de todos. Não estou falando da minha humildade para com Deus. Esta é devida ao Altíssimo por toda criatura. O Verbo de Deus a teve. Eu, uma mulher, a devia ter. Mas terås jå refletido por quantas humilhaçÔes da parte dos homens eu tive que passar, sem me defender de modo nenhum? Até José, que era justo, me havia acusado em seu coração. Os outros, que não eram justos, tinham­ pecado por murmuração a respeito do meu estado, e o baru­lho dessas palavras veio, como uma onda amarga, quebrar-se contra a minha natureza humana.

Foram estas as primeiras das infinitas humilhaçÔes que a minha vida, como mĂŁe de Jesus e do genero humano, me fizeram sofrer. HumilhaçÔes de pobreza, humilhaçÔes de uma fugitiva, humilhaçÔes pelas censuras dos parentes e amigos que, nĂŁo sabendo a verdade, julgavam fraco o meu modo de ser mĂŁe para com o meu Jesus, quando Ele se tornou jovem. HumilhaçÔes durante os trĂȘs anos do seu ministĂ©rio, humilhaçÔes cruĂ©is na hora do CalvĂĄrio, humilhaçÔes atĂ© em ter que reconhecer que eu nĂŁo tinha com que comprar o lugar e os aromas, para a sepultura do meu Filho.

29.9 Eu venci a avareza dos Progenitores, renunciando antecipadamente ao meu Filho.

Uma mĂŁe nĂŁo renuncia nunca ao seu filho, a nĂŁo ser que seja forçada. Se essa renĂșncia for solicitada ao seu coração pela PĂĄtria, pelo amor de uma esposa, ou atĂ© pelo prĂłprio Deus, ela sente o desejo de insurgir-se contra a separação. É natural. O filho cresce em nosso ventre, e nunca Ă© completamente cortada a ligação que sua pessoa tem com a nossa. Mesmo depois de cortado o canal vital que Ă© o cordĂŁo umbilical, sempre fica um elo espiritual, que nasce no coração da mĂŁe, mais vivo e sensĂ­vel do que um elo fĂ­sico, o qual se introduz no coração do filho, esticando atĂ© Ă  dor, se o amor de Deus, de uma criatura, da PĂĄtria afasta o filho da prĂłpria mĂŁe. Este elo se despedaça, dilacerando o coração, se a morte arrebata o filho de sua mĂŁe.

Eu renunciei ao meu Filho, desde o momento em que O tive. Dei-O a Deus. Dei-O a vĂłs. Eu me despojei do Fruto do meu ventre, para reparar o furto cometido por Eva, do fruto de Deus.

29.10 Eu venci a gula, tanto do saber como do gozar, aceitando saber unicamente o que Deus queria que eu soubesse, sem perguntar a mim mesma nem a Ele nada mais, alĂ©m do que foi dito. Acreditei sem investigar. Venci a gula do gozar, porque neguei a mim mesma todo sabor de sensualidade. Pus minha carne debaixo dos meus pĂ©s. Confinei a carne, instrumento de satanĂĄs, colocando satanĂĄs debaixo de meu calcanhar, a fim de fazer da carne um degrau para aproximar-me do CĂ©u. O CĂ©u! Ele era a minha meta. Era lĂĄ que estava Deus. Deus, a minha Ășnica fome. Fome esta que nĂŁo Ă© gula, mas sim, necessidade abençoada por Ele, o qual quer que a tenhamos.

29.11 Eu venci a luxĂșria, que Ă© a gula, convertida em voracidade, porque todo vĂ­cio nĂŁo contido conduz a um vĂ­cio maior. A gula de Eva, alĂ©m de reprovĂĄvel em si mesma, a conduziu Ă  luxĂșria. NĂŁo lhe bastou procurar a satisfação sozinha. Quis levar o seu delito atĂ© uma refinada intensidade, conhecendo e se fazendo mestra de luxĂșria para o companheiro. Eu inverti os termos e, em lugar de descer, sempre subi. Em lugar de fazer descer, eu sempre atraĂ­ para o alto, e do meu companheiro, um homem honesto fiz um anjo.

Agora que eu possuĂ­a Deus, e com Ele as Suas riquezas infinitas, apressei-me a despojar-me delas, dizendo: “Que seja feita a tua vontade para Ele e por Ele”. Casto Ă© aquele que se auto contĂ©m, nĂŁo sĂł na carne, mas tambĂ©m nos afetos e nos pensamentos. Eu devia ser a casta, para anular a impudica da carne, do coração e da mente. NĂŁo saĂ­ da minha reserva, para dizer a respeito do meu Ășnico Filho na terra e Ășnico Filho de Deus no CĂ©u: “Ele Ă© meu, e eu O quero.”

29.12 Contudo, isso nĂŁo bastava para obter para a mulher, a paz perdida por Eva. Aquela paz eu vo-la obtive aos pĂ©s da Cruz. Ao ver morrer Aquele que tu viste nascer. Ao sentir minhas entranhas sendo arrancadas, ao grito do meu Filho que estava morrendo, fiquei vazia de todo feminismo: nĂŁo mais carne, mas anjo. Maria, a virgem desposada com o EspĂ­rito, morreu naquele momento. Ficou a mĂŁe da graça, aquela que do seu tormento gerou e vos deu a graça a Graça. O gĂȘnero da mulher que eu tinha voltado a consagrar na noite de Natal, aos pĂ©s da Cruz conseguiu se tornar criatura dos CĂ©us.

Fiz isso por vĂłs, negando-me qualquer satisfação, ainda que santa. Eu fiz de vĂłs, se o desejais, santas de Deus, vĂłs que fostes reduzidas por Eva a fĂȘmeas nĂŁo superiores Ă s companheiras dos animais. Por vĂłs eu subi. Como fiz com JosĂ©, eu vos levei para o alto. A rocha do calvĂĄrio Ă© o meu Monte das Oliveiras. Foi dali que eu tomei o impulso para levar a alma da mulher aos cĂ©us, de novo santificada, junto com minha carne glorificada, por ter trazido o Verbo de Deus, e anulado em mim todo vestĂ­gio de Eva. Ela foi a Ășltima raiz daquela ĂĄrvore dos quatro ramos venenosos, com a raiz fincada na sensualidade, que arrastou a humanidade Ă  queda e que haverĂĄ de morder as vossas entranhas, atĂ© ao fim dos sĂ©culos, atĂ© Ă  Ășltima mulher. De lĂĄ, de onde agora eu brilho no raio do Amor, eu vos chamo, e vos indico o remĂ©dio para vĂłs vencerdes a vĂłs mesmas: a graça do meu Senhor e o sangue do meu Filho.

29.13 E tu, minha porta-voz, repousa a tua alma na luz desta aurora de

Jesus, a fim de que tenhas força para as futuras crucificaçÔes, que não te serão poupadas, porque te queremos aqui, para onde se vem através da dor; e para tão mais alto se vem, quanto mais se suporta o sofrimento, a fim de obter graça para o mundo.

Vai em paz. Eu estou contigo”.

Palavras-chave

EMF 30.10-11

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Jesus diz:

– Hoje sou Eu que falo. EstĂĄs muito cansada, mas tem ainda um pouco de paciĂȘncia.

Estamos na vigília de Corpus Christi. Eu poderia falar-te da Eucaristia e dos santos que se fizeram apóstolos do seu culto, assim como jå te falei[1] dos santos que foram apóstolos do Sagrado Coração. Mas eu quero falar-te de uma outra coisa e de uma categoria de adoradores do meu Corpo, precursores do culto a Ele prestado. Os pastores são os primeiros adoradores do meu Corpo de Verbo feito Homem.

Uma vez Eu te disse isto, que é dito também pela minha Igreja. Os Santos Inocentes são os protomårtires de Cristo. Agora te digo que os pastores são os primeiros adoradores do Corpo de Deus. Neles se encontram todos os requisitos exigidos para vos tornardes adoradores do meu Corpo, ó almas eucarísticas.

FĂ© firme: eles crĂȘem pronta e cegamente no anjo.

Generosidade: eles dĂŁo toda a sua riqueza ao Senhor.

Humildade: eles se aproximam dos que humanamente são mais pobres do que eles, com uma modéstia tal em seus atos, que não rebaixam os pobres, mas se confessam seus servos.

Desejo: tudo o que não podem dar por si mesmos, esforçam-se para encontrå-lo com apostolado e fadiga.

ProntidĂŁo na obediĂȘncia: Maria deseja que Zacarias seja avisado e Elias vai sem demora, sem pedir nenhum prazo.

Amor: enfim, eles não sabem como afastar-se, e tu dizes: “deixam alí o coração.” E dizes bem.

Não seria necessårio fazer assim também com o meu Sacramento?

30.11 Uma outra coisa, e essa é toda para ti: observa bem, a quem o anjo primeiro se revela, e quem merece ouvir as efusÔes de Maria? O menino Levi.

A quem tem alma de criança, Deus Se mostra e a Seus mistĂ©rios, permitindo-lhe ouvir as palavras divinas e as palavras de Maria. Quem tem alma de criança, tem tambĂ©m a santa coragem de Levi, para dizer: “Deixa-me beijar o vestidinho de Jesus.” Isto ele diz a Maria. Porque Ă© sempre Maria que vos dĂĄ Jesus. Ela Ă© a portadora da Eucaristia. Ela Ă© a pĂ­xide viva.

Quem vai a Maria, Me encontra. Quem me pede a ela, recebe. O sorriso de minha mĂŁe, quando uma criatura lhe diz: “DĂĄ-me o teu Jesus, para que eu o ame”, faz que os cĂ©us mudem de cor, em um mais vivo esplendor de alegria, pois tal Ă© a altura do grau da sua felicidade.

Diz-lhe, pois: “Deixa-me beijar a veste de Jesus. Deixa-me beijar as suas chagas.” Procura ter coragem para dizer ainda mais que isso. Diz assim: “Deixa-me repousar a cabeça sobre o Coração do teu Jesus, para que isso me faça feliz.”

Vem. E repousa. Como Jesus no berço, entre Jesus e Maria.

Palavras-chave

EMF 31.6-10

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Depois, Maria diz:

– Tu o compreendes! Eu sei. Mas me verás chorar mais fortemente ainda.

Por ora, eu te alivio o espírito, mostrando-te a santidade de José, que era homem, ou seja, que não tinha outra ajuda para o seu espírito, senão a sua santidade. Eu tinha todos os dons de Deus, na minha condição de imaculada. Embora não o soubesse, na minha alma esses dons eram ativos e me davam forças espirituais. Mas ele não era imaculado. A natureza humana estava nele com todo o seu peso grave, e ele devia erguer-se para a perfeição com todo aquele peso, à custa de contínua fadiga de todas as suas faculdades, para poder alcançar a perfeição e ser agradåvel a Deus.

Oh! Meu santo esposo! Santo em todas as coisas, atĂ© nas mais humildes coisas da vida. Santo, pela sua castidade de anjo. Santo pela sua honestidade de homem. Santo pela sua paciĂȘncia, pela sua operosidade, pela sua serenidade sempre igual, pela sua modĂ©stia, por tudo.

Sua santidade brilha tambĂ©m neste acontecimento. Um sacerdote lhe diz: “É bom que tu te estabeleças aqui”, e ele, mesmo sabendo quĂŁo maior serĂĄ a fadiga que irĂĄ encontrar, diz: “Para mim nĂŁo Ă© nada. Penso na dor de Maria. Se nĂŁo fosse por isso, por mim eu nĂŁo me afligiria. Basta que isso seja Ăștil a Jesus.” Jesus e Maria sĂŁo os seus angĂ©licos amores. NĂŁo amou nada mais sobre a terra, este meu santo esposo. E desse amor, ele mesmo se fez servo.

JĂĄ o fizeram protetor das famĂ­lias cristĂŁs e dos trabalhadores, e de muitas outras categorias. Mas, nĂŁo somente dos agonizantes, dos esposos, dos operĂĄrios; deveria-se fazĂȘ-lo protetor, tambĂ©m dos consagrados. Qual entre os consagrados da terra, a serviço de Deus, seja ele qual for, se terĂĄ consagrado assim a serviço do seu Deus, aceitando tudo, renunciando a tudo, suportando tudo, cumprindo tudo prontamente, com espĂ­rito alegre, com um humor constante, como ele fez? NĂŁo, nĂŁo hĂĄ.

31.7 Eu te faço observar uma outra coisa, ou melhor, duas.

Zacarias Ă© um sacerdote. JosĂ© nĂŁo Ă©. Mas observa bem como aquele que nĂŁo Ă© sacerdote tem o espĂ­rito no CĂ©u, mais que o prĂłprio sacerdote. Zacarias pensa humanamente, interpretando assim as Escrituras, porque nĂŁo Ă© a primeira vez que faz isso, e se faz guiar pelo bom senso humano. Por isso ele foi castigado. Aqui ele estĂĄ tendo uma recaĂ­da, ainda que menos grave. Ele havia dito sobre o nascimento de JoĂŁo: “Como vai poder acontecer isso, se eu jĂĄ estou velho, e minha mulher Ă© estĂ©ril?”. Agora ele estĂĄ dizendo: “Para tornar mais fĂĄcil a sua missĂŁo, o Cristo deve crescer aqui” e, com aquela pequena raiz de orgulho, que persiste atĂ© nos melhores, pensa em poder ser ele Ăștil a Jesus. NĂŁo Ăștil como quer ser JosĂ©, servindo-o, mas Ăștil, fazendo-se mestre dele
 Deus o perdoou pela boa intenção. Mas tinha, por acaso, o “Mestre” necessidade de ter mestres?

Eu procurei fazĂȘ-lo ver a luz nas profecias, mas ele se julgava mais douto do que eu, e usava esse seu julgamento a seu modo. Eu teria podido insistir e vencer. Mas — e aqui estĂĄ a segunda observação que desejo que faças — eu respeitei o sacerdote pela sua dignidade, e nĂŁo pelo seu saber.

31.8 O sacerdote Ă©, geralmente, sempre iluminado por Deus. Disse “geralmente” porque ele deve ser um verdadeiro sacerdote. NĂŁo Ă© a veste que consagra, Ă© a alma. Para se julgar se alguĂ©m Ă© verdadeiro sacerdote, Ă© necessĂĄrio julgar o que sai de sua alma. Como disse o meu Jesus, Ă© da alma que saem as coisas que santificam ou contaminam, aquelas coisas que informam todo o modo de agir de um indivĂ­duo. Pois bem, quando alguĂ©m Ă© um verdadeiro sacerdote, Ă© geralmente inspirado por Deus. Quanto aos outros, Ă© preciso que se tenha uma caridade sobrenatural, e que se reze por eles.

Mas meu Filho te colocou a serviço desta redenção, e nĂŁo digo mais nada. SĂȘ alegre, ao sofrer, para que aumentem os verdadeiros sacerdotes. E tu, repousa na palavra de quem te guia. CrĂȘ e obedece ao seu conselho.

31.9 Obedecer salva sempre. Ainda quando nĂŁo Ă© bem perfeito o conselho que se recebe.

Tu estĂĄs vendo. NĂłs obedecemos. E tudo correu bem. É verdade que Herodes se limitou a fazer exterminar os meninos de BelĂ©m e dos arredores. Mas satanĂĄs nĂŁo teria podido impelir e propagar estas ondas de rancor atĂ© bem mais longe, persuadindo todos os poderosos da Palestina a igual delito, para fazer suprimir o futuro Rei dos judeus? Certamente teria podido. Teria acontecido nos primeiros tempos de Cristo, quando a repetição dos prodĂ­gios havia despertado a atenção das multidĂ”es e os olhos dos poderosos. Como terĂ­amos podido, entĂŁo, se isso tivesse acontecido, atravessar toda a Palestina, para vir da longĂ­nqua NazarĂ© atĂ© o Egito, a terra hospitaleira aos hebreus perseguidos,carregando um bebĂȘ recĂ©m nascido, e enquanto a perseguição se enfurecia? Foi muito mais fĂĄcil a fuga por BelĂ©m, ainda que sendo uma fuga igualmente dolorosa.

A obediĂȘncia salva sempre. Lembra-te disso.

31.10 O respeito ao sacerdote Ă© sempre sinal de formação cristĂŁ. Ai! — foi Jesus que o disse — ai dos sacerdotes que perdem sua chama apostĂłlica! Mas ai tambĂ©m de quem acha que lhe Ă© lĂ­cito desprezĂĄ-los! Porque sĂŁo eles que consagram e distribuem o PĂŁo verdadeiro que desce do CĂ©u. Aquele contato os torna santos como um cĂĄlice consagrado, mesmo se nĂŁo sĂŁo santos. Eles terĂŁo que responder a Deus por isso. VĂłs, considerai-os como tais, e nĂŁo vos preocupeis com outras coisas. NĂŁo sejais mais intransigentes do que o vosso Senhor Jesus, o qual, por ordem deles deixa o CĂ©u, e desce para ser elevado por suas mĂŁos. Aprendei com Ele. Se eles sĂŁo cegos, se sĂŁo surdos, se tĂȘm a alma paralĂ­tica e o pensamento doente, se sĂŁo leprosos por muitas culpas em contraste com a sua missĂŁo, se sĂŁo LĂĄzaros em seu sepulcro, chamai a Jesus para que os cure e ressuscite.

Chamai-o com a vossa oração e com o vosso sofrimento, Ăł almas vĂ­timas. Salvar uma alma Ă© predestinar a prĂłpria alma ao CĂ©u. Mas, salvar uma alma sacerdotal Ă© salvar um grande nĂșmero de almas, porque todo sacerdote santo Ă© uma rede que arrasta almas para Deus. Salvar um sacerdote, ou seja, santificar, santificar de novo, Ă© criar essa mĂ­stica rede. Tudo o que cair nessa rede Ă© uma luz que se acrescenta Ă  vossa eterna coroa.

Vai em paz.

Detalhe

Maria acaba de assistir ao encontro entre Zacarias, José e Maria. O sacerdote aconselha-os a ficarem em Belém e eles obedecem. A visão termina com as lågrimas de Maria, que depois lhe då um ditado.

Palavras-chave

EMF 32.7-9

O Evangelho como me foi revelado

Citação

32.7 Jesus diz:

– Nascem dois ensinamentos para todos, da descrição que fizeste.

O primeiro: NĂŁo Ă© a um sacerdote mergulhado nos ritos, mas o espĂ­rito ausente, e, sim, a um simples fiel que a verdade se revela.

O sacerdote, sempre em contato com a Divindade, voltado a tudo que Ă© relacionado a Deus, dedicado a tudo o que estĂĄ acima da carne, deveria ter percebido logo quem era o Menino que estava sendo oferecido ao Templo, naquela manhĂŁ. Mas, para que pudesse pressentir, precisava de um espĂ­rito vivo. NĂŁo simplesmente de uma veste para cobrir um espĂ­rito, que, se nĂŁo estava morto, estava muito adormecido.

O EspĂ­rito de Deus pode, se quiser, trovejar e sacudir, como um raio e um terremoto, atĂ© o espĂ­rito mais obtuso. Isto Ele pode. Mas geralmente, visto que Ele Ă© EspĂ­rito de ordem, dado que Deus Ă© ordem em cada uma de Suas Pessoas e em Seu modo de agir, Ele se expande e se comunica, nĂŁo digo sĂł onde hĂĄ merecimento suficiente para receber a sua efusĂŁo (e nesse caso, seriam poucos os casos em que Ele se expandiria, nem mesmo tu conhecerias as suas luzes) mas, sim, onde Ele vĂȘ “boa vontade” em merecer a sua efusĂŁo.

Como se explica essa boa vontade? Tanto quanto possĂ­vel, com uma vida inteira em Deus. Na fĂ©, na obediĂȘncia, na pureza, na caridade, na generosidade, na oração. NĂŁo tanto no ativismo, mas na oração. HĂĄ uma diferença menor entre a noite e o dia, do que entre o ativismo e a oração. A oração Ă© comunhĂŁo de espĂ­rito com Deus, da qual, vĂłs saĂ­s revigorados e decididos a serdes sempre mais d’Ele. O ativismo Ă© um hĂĄbito qualquer, feito por diversos fins, mas sempre egoĂ­stas, deixando-vos como sois, ou melhor, vos agrava atĂ© de uma culpa de mentira e de acĂ­dia.

32.8 Simeão tinha esta boa vontade. A vida não lhe tinha poupado trabalhos e provaçÔes. Mas ele não perdeu a boa vontade. Os anos e as vicissitudes não tinham enfraquecido nem abalado a sua fé no Senhor, nas Suas promessas, e não tinham diminuido a sua boa vontade de ser sempre mais digno de Deus. Antes que os olhos de seu servo fiel se fechassem à luz do sol, na esperança de se reabrirem ao Sol de Deus rutilando nos Céus (que seriam abertos, quando Eu lå subisse, após o meu martírio) Deus lhe mandou um raio do Espírito, que o guiou ao Templo para ver a Luz do mundo.

“Movido pelo EspĂ­rito Santo”, diz o Evangelho. Oh! Se os homens soubessem que Amigo perfeito Ă© o EspĂ­rito Santo! Que Guia, que Mestre! Se amassem e invocassem, este Amor da SantĂ­ssima Trindade, esta Luz da Luz, este Fogo do Fogo, esta InteligĂȘncia, esta Sabedoria! Muito alĂ©m do necessĂĄrio, eles haveriam de saber!

Escuta, Maria; escutai, meus filhos: SimeĂŁo esperou durante toda uma longa vida para “ver a Luz”para saber que a promessa de Deus estava cumprida. Mas ele nunca duvidou. Nunca disse a si mesmo: “É inĂștil que eu persevere em esperança e em oração.” Ele perseverou. E alcançou a graça de “ver” o que nem o sacerdote, nem os sinedritas, cheios de soberba e opacidade, viram: o Filho de Deus, o Messias, o Salvador naquele corpo infantil, que lhe dava calor e sorrisos. Ele recebeu portanto o sorriso de Deus, como primeiro prĂȘmio de sua vida honesta e piedosa, atravĂ©s dos meus lĂĄbios de Menino.

32.9 Segunda lição: As palavras de Ana. TambĂ©m ela, que Ă© profetisa, vĂȘ o Messias em Mim, recĂ©m-nascido. Isto Ă© natural, dada a sua capacidade de profecia. Mas escuta, escutai o que ela, inspirada pela fĂ© e pela caridade, diz Ă  minha mĂŁe. Tirai disto luz para o vosso espĂ­rito, para que ele rejubile neste tempo de trevas, nesta festa da Luz. “A Ruem deu um Salvador nĂŁo faltarĂĄ o poder de dar o seu anjo para confortar o teu, o vosso pranto.”

Pensai que Deus deu-se a si mesmo, para anular a obra de satanĂĄs nos espĂ­ritos. Agora nĂŁo poderĂĄ Ele vencer os satanases que vos torturam? NĂŁo poderĂĄ enxugar o vosso pranto, derrotando esses satanases e enviando-vos de novo a paz do seu Cristo? Por que nĂŁo o pedir com fĂ©? FĂ© verdadeira, poderosa, uma fĂ©, diante da qual, o rigor de Deus, desprezado por vossas inĂșmeras culpas, caia com um sorriso, trazendo o perdĂŁo como ajuda, trazendo a sua bĂȘnção, como arco-Ă­ris sobre esta terra que estĂĄ submergindo em um dilĂșvio de sangue procurado por vĂłs mesmos?

Pensai: O Pai, depois de ter castigado os homens com o dilĂșvio, disse a Si mesmo e ao Seu patriarca: “NĂŁo amaldiçoarei mais a terra por causa dos homens, porque os sentidos e os pensamentos do coração do homem estĂŁo inclinados para o mal, desde a adolescĂȘncia; portanto, nĂŁo ferirei o ser vivo mais uma vez.” Ele foi fiel Ă  Sua palavra. NĂŁo mandou mais o dilĂșvio. Mas vĂłs, muitas vezes jĂĄ dissestes a vĂłs mesmos e a Deus: “Se nos salvarmos desta vez, se nos salvas, nĂŁo faremos mais guerras, nunca mais.” E depois sempre continuais fazendo guerras, cada vez mais tremendas. Quantas vezes, Ăł homens falsos e sem respeito para com o Senhor Ă© a vossa palavra? No entanto, Deus vos ajudaria ainda uma vez, se a grande massa dos fiĂ©is o chamasse com fĂ© e amor poderoso.

Escutai, Ăł vĂłs todos — que, sendo muito poucos para contrabalançar os muitos que estĂŁo mantendo vivo o rigor de Deus, permanecei devotos a Ele, nĂŁo obstante a hora tremenda que ameaça crescer a cada instante — e colocai as vossas afliçÔes aos pĂ©s de Deus. Ele saberĂĄ mandar-vos o Seu anjo, como mandou o Salvador ao mundo. NĂŁo temais. Ficai unidos Ă  Cruz. Ela sempre venceu as insĂ­dias do demĂŽnio, que, por meio da ferocidade dos homens e das tristezas da vida, procura o domĂ­nio dos homens pelo desespero, isto Ă©, pela separação de Deus, pois nĂŁo pode apoderar-se dos coraçÔes de outra maneira.

Detalhe

Maria acabou de ver a apresentação de Jesus no Templo.

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