Notas da palavra-chave

Ditados de Jesus e da Virgem Maria na EMV

Tema: Palavras-chave principais e transversais 🌟 · PĂĄgina 7 de 7

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EMF 154.9

O Evangelho como me foi revelado

EMF 179.1 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Diz-me Jesus, mostrando-me a correnteza do JordĂŁo, ou melhor, a entrada do JordĂŁo no lago de TiberĂ­ades, no ponto em que se estende a cidade de Betsaida sobre Ă  beira direita do rio para quem olha para o norte:

– Agora a cidade nĂŁo parece mais estar a beira do lago, mas um pouco adentro, no interior. Isso desorienta os estudiosos. A explicação deve procurar-se no assoreamento do lago por este lado, devido ao humus e aos desmoronamentos depositados pelo rio durante vinte sĂ©culos e os aluviĂ”es que desceram das colinas de Betsaida. Antes, a cidade era justamente na desembocadura do rio no lago, e atĂ© as barcas mais pequenas, nas estaçÔes das ĂĄguas abundantes, iam rio acima por um bom trecho, quase atĂ© a altura de Corozaim, e o rio propriamente dito servia de porto e de abrigo em ambas as margens para as barcas de Betsaida, nos dias em que havia alguma tempestade no lago. Isto nĂŁo Ă© para ti, a quem pouco importa, mas para os doutores difĂ­ceis. Agora, adiante!

Palavras-chave

EMF 180.5 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Em verdade Eu vos digo, que muitos Profetas e muitos justos desejaram ver o que estais vendo, e não viram, ouvir o que estais ouvindo, e não ouviram. Eles se consumiram no desejo de compreender o mistério das palavras, mas, ao apagar-se a luz das profecias, eis que as palavras ficaram como carvÔes apagados até para o santo que as tinha recebido.

Somente Deus revela-se a Si mesmo. Quando a sua luz se retrai, tendo atingido a sua meta, que era a de fazer brilhar a luz do mistĂ©rio, a incapacidade de entender cobre a real verdade da palavra recebida, como as faixas de uma mĂșmia. Por isso Ă© que Eu te disse hoje cedo: “Um dia virĂĄ em que encontrarĂĄs tudo o que Eu te dei.” Agora, nĂŁo podes reter tudo na memĂłria. Mas depois a luz virĂĄ sobre ti, e nĂŁo sĂł por um instante, mas por um inseparĂĄvel conĂșbio do EspĂ­rito Eterno com o teu, pelo qual se tornarĂĄ infalĂ­vel o teu ensinamento no que se refere ao Reino de Deus. Assim como em ti, tambĂ©m nos teus sucessores, se viverem de Deus como de um Ășnico pĂŁo[3].

Detalhe

Sobre a infalibilidade papal e o ditado de Jesus, ver a anotação abaixo.

Anotação

Muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e nĂŁo o viram, ouvir o que ouvis e nĂŁo o ouviram. Na continuidade do texto relatado por Mateus.

Mt 13, 16-17: Mas bem-aventurados os vossos olhos, porque vĂȘem, e os vossos ouvidos, porque ouvem. Em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e nĂŁo o viram, e ouvir o que ouvis e nĂŁo o ouviram.

Lucas apresenta-o num outro contexto (Lc 10,24).

Lc 10, 23-24: Depois, voltando-se para os seus discĂ­pulos, disse-lhes em particular: "Felizes os olhos que vĂȘem o que vĂłs vedes! Porque eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que vedes e nĂŁo viram, e ouvir o que ouvis e nĂŁo ouviram.

Épor isso que vos disse esta manhĂŁ: " Este Ă© o tipo de pormenor que parece insignificante, mas que Ă© muito Ăștil para estabelecer a cronologia.

Mais tarde, a luz virĂĄ sobre vĂłs, nĂŁo por um instante, mas por uma uniĂŁo indissolĂșvel do EspĂ­rito eterno com a vossa alma, que tornarĂĄ o vosso ensino infalĂ­vel em matĂ©ria de Reino de Deus. O mesmo acontecerĂĄ com os teus sucessores, como aconteceu contigo, se viverem de Deus como Ășnico pĂŁo.

Nota de maria-valtorta.org :

Esta condição colocada à infalibilidade papal deve ter dado origem a uma objeção por parte do Padre Migliorini. Maria Valtorta observa:

"Depois de ter submetido a Jesus P. M(igliorini) a objeção à infalibilidade papal, contråria à frase da p. ... ficheiro ... linha ... de ..., Jesus responde: "Respondo à tua pergunta do seguinte modo:

É verdade que a infalibilidade do Papa em matĂ©ria espiritual Ă© uma verdade definitiva. Ela existe em cada um dos meus vigĂĄrios, independentemente da sua forma de vida e do seu grau de virtude. Mas Ă© igualmente verdade que nĂŁo encontrareis um dogma definido e proclamado por Papas que estejam - notoriamente ou nĂŁo - privados da minha graça. A alma que nĂŁo estĂĄ em estado de graça nĂŁo pode estar na amizade do EspĂ­rito Santo.

Quem pensa que tal coisa Ă© possĂ­vel, estĂĄ a pensar como um herege!

Deus Ă© justo: como trata os pobres, trata os ricos, como trata o leigo, trata o Soberano PontĂ­fice. Infelizmente, hĂĄ zonas obscuras na histĂłria da minha Igreja. Querer fechar os olhos e nĂŁo ver esses pontos obscuros Ă© viver nas trevas sobre toda a Igreja, mesmo sobre os muitos tempos angelicalmente luminosos, divinamente luminosos, gloriosos da minha Igreja.

Porque também nós devemos ser sinceros nestas coisas, como eu fui com os meus apóstolos, os meus discípulos e aqueles que me seguiam. Muitas multidÔes, nem todas santas, nem todas mornas, nem todas perversas. Reconheci o mérito ou o demérito de cada um, dei a cada um o que merecia, sem ter em conta razÔes emocionais particulares. A verdade é a verdade, em todas as coisas.

Isto também é verdade no estudo da história. E no estudo da história da minha Igreja. A história, para ser história e não fåbula, deve ser imparcial. As idades das trevas, aliås, são as preditas nas alusÔes proféticas ao pastor-ídolo e a este Sebna, prefeito do Templo (esta personagem serå solenemente repetida na mensagem a Pio XII de 23 de dezembro de 1948). Que arde e queima, admito. Mas não se pode dizer "Anåtema" a uma verdade.

Confiai nesta certeza: os dogmas são verdadeiros e a infalibilidade existe porque eu não concedo dogmas a quem não os merece. Era isto que estava incluído na frase que deu origem à objeção.

Estås satisfeito. Vå em paz. Dei-lhe este esclarecimento imediatamente, porque sou o autor destas palavras e, portanto, conheço-as e recordo-as, mesmo que o ditado não esteja presente".

30-6-45, 8 horas da manhĂŁ".

Encontramos a mesma ideia nas palavras de Jesus ao apóstolo Tiago, filho de Alfeu, em EMV 258.6: "Deus darå a sua luz de acordo com o grau que tiveres atingido. Deus não deixarå que a luz te falte, a menos que o pecado venha e extinga a graça em ti."

Esta doutrina da infalibilidade, querida por Cristo, foi reafirmada 20 anos mais tarde na Constituição ApostĂłlica sobre a Igreja, Lumen gentium, § 25: "Esta infalibilidade, com a qual o divino Redentor quis que a sua Igreja fosse dotada na definição da doutrina relativa Ă  fĂ© ou aos costumes, estende-se atĂ© ao conteĂșdo da Revelação divina, que deve ser guardada com veneração e fielmente exposta. O Romano PontĂ­fice, chefe do ColĂ©gio dos Bispos, possui esta infalibilidade em virtude do seu cargo...".

Nota da segunda edição:

Se viverem de Deus como Ășnico pĂŁo: esta condição colocada Ă  infalibilidade papal deve ter suscitado uma objeção por parte do Padre Migliorini, a quem Maria Valtorta transmitiu esta resposta de Jesus (datada de 30 de junho de 1945). Citamos as passagens principais: [...] Jesus respondeu-me: "É verdade que a infalibilidade do Papa em matĂ©ria espiritual Ă© uma verdade definitiva. Ela existe em cada um dos meus vigĂĄrios, independentemente da sua forma de vida e do seu grau de virtude. Mas Ă© igualmente verdade que nĂŁo encontrareis um dogma definido e proclamado por Papas que estejam - notoriamente ou nĂŁo - privados da minha graça. A alma que nĂŁo estĂĄ em estado de graça nĂŁo pode estar na amizade do EspĂ­rito Santo. [...] Confiai, pois, nesta certeza: os dogmas sĂŁo verdadeiros e a infalibilidade existe porque eu nĂŁo concedo dogmas a quem nĂŁo os merece. É isto que estĂĄ incluĂ­do na frase que deu origem Ă  objeção [...]. "A mesma ideia pode ser encontrada nas palavras de Jesus ao apĂłstolo Tiago, filho de Alfeu, em 258.6: "Deus darĂĄ a sua luz de acordo com o grau que tiveres alcançado. Deus nĂŁo deixarĂĄ que a luz vos falte, a menos que o pecado extinga a graça que hĂĄ em vĂłs. "

Palavras-chave

EMF 185.5-6 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Jesus diz depois:

– Eu nĂŁo comento para ti o Evangelho, no sentido em que todos o comentam. Eu te esclareço sobre o que vem antes da passagem evangĂ©lica. Por que Ă© que Eu estava dormindo? SerĂĄ que Eu nĂŁo sabia que a borrasca estava para desabar? Sim, Eu o sabia. SĂł Eu o sabia. E, entĂŁo por que dormia?

Os apĂłstolos eram homens, Maria. Animados de boa vontade, mas ainda tĂŁo “homens.” O homem se crĂȘ sempre capaz de tudo. E, quando ele Ă© realmente capaz de uma coisa, age com uma conduta muito briosa e arrogante, confiando em sua “capacidade.” Pedro, AndrĂ©, Tiago e JoĂŁo eram bons pescadores e, por isso, se julgavam insuperĂĄveis nas manobras como marinheiros. Eu para eles era um grande Rabi; mas, como marinheiro, era um nada.

Por isso Me julgavam incapaz de ajudĂĄ-los e, quando subiam ao barco, para atravessar o Mar da Galileia, me pediam sempre que ficasse sentado, pois Eu nĂŁo era capaz de fazer nenhuma outra coisa. É verdade que tambĂ©m o afeto deles era causa disso, porque nĂŁo queriam que Eu me cansasse em trabalhos braçais. Mas a arrogĂąncia deles por sua capacidade superava atĂ© o seu afeto. Eu nĂŁo me imponho, Maria, a nĂŁo ser em casos excepcionais. Geralmente, Eu vos deixo livres, e espero. Naquele dia, cansado e tendo-me eles sugerido que descansasse, isto Ă©,que deixasse que eles fizessem as manobras, pois eles tinham tanta prĂĄtica, entĂŁo Eu me pus a dormir. Ao meu sono estava misturada tambĂ©m a constatação de como o homem Ă© “homem” e quer fazer tudo por si mesmo, sem perceber que Deus nada pede, a nĂŁo ser ajudĂĄ-lo. Eu via naqueles “surdos espirituais”, naqueles “cegos espirituais” todos os surdos e cegos do espĂ­ritos, que, atravĂ©s de sĂ©culos e mais sĂ©culos, se arruinariam “por quererem fazer tudo por si mesmos”, quando eles tinham a Mim, inclinado sobre as necessidades deles, Ă  espera de ser chamado por eles, para ajudĂĄ-los.

Quando Pedro gritou: “Salva-nos!”, minha angĂșstia cessou, como cai uma pedra que se solta no ar. Eu nĂŁo sou “homem”, sou o Deus-Homem. NĂŁo atuo como vĂłs atuais. VĂłs, quando alguĂ©m rejeitou vosso conselho ou vossa ajuda, e o vedes depois em dificuldades, ainda que nĂŁo sejais tĂŁo maus para vos alegrardes com aquilo, sempre o sois para ficardes desdenhosamente indiferentes olhando para ele, sem vos comoverdes com o seu grito de ajuda

E, com este modo de proceder, vós lhe estais querendo dizer: “Quando eu queria te ajudar, tu não o quiseste? Pois agora, vira-te!” Mas Eu sou Jesus. Sou o Salvador. E, de fato, Eu salvo, Maria. Salvo sempre, mal Me invocam.

185.6

Os pobres homens poderiam objetar: “E então, por que permites que se formem tempestades isoladas ou generalizadas?”

Se Eu, com o meu poder destruĂ­sse o Mal, qualquer que ele fosse, vĂłs chegarĂ­eis a acreditar que sois autores do Bem, o que na realidade seria um dom meu, e nunca mais vos lembrarĂ­eis de Mim. Nunca mais. Tendes necessidade da dor, Ăł meus pobres filhos, para fazer-vos lembrar de que tendes um Pai. Foi assim que aconteceu com o filho prĂłdigo, que sĂł se lembrou de que tinha um pai, quando a fome o afligiu.

As desventuras servem para que persuadidos do vosso nada: da vossa insensatez, que Ă© a causa de tantos erros, da vossa maldade, que Ă© causa de tantos lutos e dores; das vossas culpas, causa de punição, que dais a vĂłs mesmos; e da Minha existĂȘncia, do meu poder e da Minha bondade. Isto Ă© o que vos diz o Evangelho de hoje. É o “vosso” Evangelho da presente hora, meus pobres filhos.

Chamai-Me. Jesus sĂł dorme quando estĂĄ angustiado, ao ver-se nĂŁo amado por vĂłs. Chamai-Me e virei.

Detalhe

Maria acaba de ver a tempestade amainar.

Anotação

Evangelho de Mateus 8, 23-27

Mt 8, 23-27 : Quando Jesus entrou no barco, os seus discípulos seguiram-no. E eis que o mar ficou tão agitado que o barco foi coberto pelas ondas. Mas Jesus estava a dormir. Os discípulos foram ter com ele e acordaram-no, dizendo: "Senhor, salva-nos! Senhor, salva-nos! Estamos perdidos! Mas ele respondeu-lhes: "Porque temeis tanto, homens de pouca fé? Então Jesus levantou-se e repreendeu os ventos e o mar, e fez-se uma grande bonança. As pessoas ficaram admiradas e disseram: "Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?

Evangelho de Marcos 4, 37-41

Mc 4,37-41 : Houve uma tempestade violenta. As ondas batiam contra o barco, que jĂĄ estava a encher-se. Jesus estava a dormir na almofada da popa. Os discĂ­pulos acordaram-no e disseram-lhe: "Mestre, estamos perdidos; nĂŁo te importas? Despertado, ameaçou o vento e disse ao mar: "SilĂȘncio, cala-te!" O vento amainou e fez-se uma grande calma. Jesus disse-lhes: "Porque tendes tanto medo? Ainda nĂŁo tendes fĂ©? Eles ficaram com muito medo e diziam uns aos outros: "Quem Ă© este que atĂ© o vento e o mar lhe obedecem?

Evangelho de Lucas 8, 23-25

Lc 8, 23-25 : Enquanto navegavam, Jesus adormeceu. O lago foi invadido por uma tempestade. Ficaram submersos e em grande perigo. Os discípulos foram ter com ele e acordaram-no, dizendo: "Mestre, mestre! Estamos perdidos! E ele acordou e repreendeu o vento e as ondas turbulentas. As ondas acalmaram-se e houve paz. Então Jesus perguntou-lhes: "Onde estå a vossa fé? Cheios de medo, ficaram espantados e diziam uns aos outros: "Quem é este que då ordens até aos ventos e às ondas, e eles obedecem-lhe?

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