Notas da palavra-chave

A Virgem Maria

Tema: Palavras-chave principais e transversais 🌟 · PĂĄgina 13 de 32

Conforto de leitura

EMF 37.4-5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Eu te consolei, alma querida, com uma visão da minha infñncia, feliz em sua pobreza, porque ela estava cercada do afeto dos dois maiores santos do mundo.

37.5 Dizem que JosĂ© foi o meu sustento. Oh! Se ele nĂŁo pĂŽde, por ser homem, dar-me o leite, que Maria me nutriu, se desdobrou em pedaços no trabalho, para me dar pĂŁo e conforto, tendo para comigo a gentileza de afetos de uma verdadeira mĂŁe. Eu aprendi dele — e nenhum aluno jamais teve um mestre melhor­ — tudo o que faz de um menino, um homem. E um homem que tem que ganhar o seu pĂŁo.

Mesmo se a minha inteligĂȘncia de Filho de Deus fosse perfeita, Ă© preciso refletir que eu nĂŁo quis sair insolitamente dos limites da minha idade. Por isso, rebaixando a minha perfeição intelectual de Deus ao nĂ­vel de uma perfeição intelectual humana, sujeitei-me a ter um homem por mestre, com a necessidade de alguĂ©m para me ensinar. Mesmo se tenha aprendido com rapidez e boa vontade, isso nĂŁo me tira o merecimento de ter-me sujeitado a um homem, ao homem justo, que ensinou Ă  minha pequena mente, as noçÔes necessĂĄrias para a vida.

As horas saudosas, passadas ao lado de José, para o qual foi um brinquedo ensinar-me a ser capaz de trabalhar, Eu não me esqueço, nem agora que estou no Céu. E, quando olho para o meu pai putativo, revejo o pequeno pomar e a oficina fumacenta, e me parece estar vendo a mamãe chegar com aquele seu sorriso, que transformava em ouro aquele lugar, e nos tornava felizes.

Palavras-chave

EMF 37.6-7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Quanto teriam que aprender as famílias com a perfeição destes esposos que se amaram como nenhum outro casal!

JosĂ© era o chefe. A sua autoridade familiar era evidente e nĂŁo discutida, diante da qual se inclinava respeitosamente a da esposa e mĂŁe de Deus e se sujeitava o Filho de Deus. Tudo estaria bem, se JosĂ© resolvia fazĂȘ-lo, sem discussĂ”es, sem teimosia, sem resistĂȘncias. A sua palavra era a nossa pequena lei. E, nĂŁo obstante isso, quanta humildade nele! Nunca um abuso de poder, nunca uma vontade contra a razĂŁo, sĂł por ser ele o chefe. A esposa era a sua suave conselheira. E se, em sua humildade tambĂ©m profunda, ela se julgava a serva de seu consorte, o consorte ia buscar na sabedoria dela, que era a cheia de Graça, a luz que o guiava em todos os acontecimentos.

Eu crescia como uma flor protegida por duas årvores vigorosas, entre estes dois amores, que se entrelaçavam sobre Mim para me proteger e me amar.

Enquanto a idade me fez ignorar o mundo, Eu nĂŁo tive saudades do ParaĂ­so. Deus Pai e o Divino EspĂ­rito nĂŁo estavam ausentes, porque Maria estava repleta Deles. E os anjos ali moravam, porque nada os afastava daquela casa. Um deles, pode-se dizer assim, havia assumido a carne. Era JosĂ©, alma angĂ©lica, libertada do peso da carne, somente ocupada em servir a Deus e Ă  sua causa, amando-O, como amam os serafins. O olhar de JosĂ©! PlĂĄcido e puro como uma estrela que nĂŁo conhece as concupiscĂȘncias terrenas. Ele era o nosso repouso e a nossa força.

37.7 Muitos acham que Eu não tenha humanamente sofrido, quando a morte veio apagar aquele olhar santo, que vigiava a nossa casa. Se Eu era Deus e, como tal, conhecedor da feliz sorte que esperava José, não entristecido, portanto, pela sua partida que, depois de uma breve parada no Limbo, lhe teria aberto o Céu, contudo, como Homem chorei naquela casa, que ficou para nós vazia da sua amorosa presença. Chorei sobre o amigo falecido. Não teria devido chorar por este meu santo, sobre cujo peito Eu tinha dormido, quando era pequenino, e durante tantos anos, tinha recebido amor?

Detalhe

Jesus fala dos seus pais e diz:

Palavras-chave

EMF 38.3-5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Debaixo das årvores, Jesus estå brincando com dois meninos, mais ou menos da sua idade. São de cabelos encaracolados, mas não loiros. Um, aliås, é até moreno: uma cabecinha de cordeirinho preto, que faz aparecer ainda mais branca a pele do rostinho redondo, no qual estão abertos dois grandes olhos, de um azul tendente ao violåceo, muito bonitos. O outro tem os cabelos menos encaracolados, e de uma cor castanho-escuro, olhos castanhos e de um colorido mais moreno, mas com uma tonalidade rosada nas faces. Jesus com a sua cabecinha loira, entre os outros dois, parece estar nimbado por um fulgor. Eles brincam em boa harmonia com uns carrinhos sobre os quais estão diversas mercadorias: folhas, pedrinhas, maravalhas, pauzi­nhos­. Fazem-se de mercadores certamente, e Jesus é que compra para a mamãe, à qual vai levar, ora um objeto, ora outro. Maria, aceita com um sorriso, as compras.

Mas depois a brincadeira muda. Um dos dois meninos propÔe:

– Vamos representar o Êxodo, atravessando o Egito. Jesus serĂĄ MoisĂ©s, eu ArĂŁo, e tu
 Maria.

– Mas eu sou homem!

– NĂŁo faz mal. Faz assim mesmo. Tu Ă©s Maria, e dançarĂĄs diante do bezerro de ouro, que vai ser aquela colmĂ©ia lĂĄ.

– Eu não danço. Eu sou homem, e não quero ser mulher. Depois, eu sou um fiel, e não quero dançar diante do ídolo.

Jesus, então, intervém:

– Vamos deixar este ponto. Vamos representar outro: quando JosuĂ© foi escolhido para ser o sucessor de MoisĂ©s. Assim nĂŁo entra aquele feio pecado de idolatria, e Judas fica contente por ser um homem, e meu sucessor. Assim ficas contente nĂŁo Ă© verdade?

– Sim, Jesus. Mas, entĂŁo, Tu tens que morrer, porque MoisĂ©s mor­re, depois. E eu nĂŁo quero que Tu morras, logo Tu que me queres tĂŁo bem!

– Todos morrem
 Mas Eu, antes de morrer, abençoarei a Israel, e, como aqui estais somente vós, em vós Eu abençoarei todo Israel.

Foi aceita a proposta. Surge, porĂ©m, depois, uma dĂșvida. Se o povo de Israel, depois de tanto andar, ainda teria, ou nĂŁo, os carros que tinha, quando saiu do Egito. As idĂ©ias sĂŁo contraditĂłrias.

VĂŁo, entĂŁo, recorrer a Maria.

– Mamãe, Eu digo que os israelitas tinham ainda os carros. Tiago diz que não. E Judas não sabe a quem dar razão. Tu sabes?

– Sim, meu Filho. O povo nĂŽmade tinha ainda os seus carros. Nas paradas os consertava. Subiam nos carros os mais fracos, onde tambĂ©m eram transportadas as provisĂ”es, e coisas necessĂĄrias para o povo. Menos a Arca, que era levada nas mĂŁos. Tudo o mais ia nos car­ros.

A dĂșvida foi desfeita.

38.4 Os meninos vĂŁo para o fundo do pomar e, de lĂĄ, cantando salmos, vĂȘm vindo em direção da casa. Jesus vem na frente e, com sua vozi­nha clara e afinada, canta alguns salmos. AtrĂĄs Dele vĂȘm Judas e Tiago, segurando por baixo uma carriolinha que estĂĄ elevada ao grau de TabernĂĄculo. Mas, como eles tĂȘm que fazer tambĂ©m a parte do povo, alĂ©m da de ArĂŁo e JosuĂ©, tiraram as suas cintas e com elas amar­raram a seus pĂ©s os outros carros em miniatura, e assim vĂŁo para frente, como se fossem verdadeiros atores.

Percorrem toda a parreira, passam diante da porta do quarto onde estĂĄ Maria, e Jesus diz:

– MamĂŁe, saĂșda a Arca que estĂĄ passando.

Maria se levanta com um sorriso, e se inclina diante do Filho, que passa radiante, em um nimbo de sol.

Depois, Jesus vai subindo pelo lado do monte que cerca a casa, ou melhor, o jardim. Em cima da pequena gruta, tendo-se posto em pĂ©, Ele fala a
 Israel. Fala das ordens e promessas de Deus, indica JosuĂ© como guia e o chama para perto de Si. Judas, por sua vez, salta sobre a gruta. Jesus o encoraja e abençoa. Depois, manda que lhe tragam uma tabuleta
 (Ă© uma folha grande de uma figueira), nela escreve o cĂąntico, e o lĂȘ. NĂŁo o lĂȘ todo, mas uma boa parte, e parece que estĂĄ lendo mesmo sobre a folha. Depois, despede-se de JosuĂ©, que o abraça chorando, e sobe mais, atĂ© chegar Ă  beira da saliĂȘncia onde estĂŁo. De lĂĄ, abençoa todo Israel, isto Ă©, aos dois que estĂŁo prostrados por terra, em seguida se estende sobre a erva curta, fecha os olhos e
 morre.

38.5 Maria, que tinha ficado Ă  porta sorrindo, quando viu que ele ficou estendido e rĂ­gido, gritou:

– Jesus! Jesus! Levanta-te! Não fiques assim! A mamãe não te quer ver morto!

Jesus se levanta com um sorriso, e corre para ela e a beija. VĂȘm tambĂ©m Tiago e Judas. Eles tambĂ©m recebem carĂ­cias de Maria.

– Como pode Jesus lembrar-se daquele cĂąntico tĂŁo comprido e difĂ­cil e de todas aquelas bĂȘnçãos? –pergunta Tiago.

Maria sorri, e responde simplesmente:

– Ele tem uma memória muito boa, e está sempre muito atento quando eu leio.

– Eu fico atento na escola. Mas, depois, me dá um sono, com toda aquela lamentação
 Será que não vou aprender nunca?

– AprenderĂĄs, sim. Tenha paciĂȘncia.

Detalhe

Judas, Tiago e Jesus estão a brincar no jardim de Nazaré quando eram crianças. Maria estå presente.

Anotação

Livro dos NĂșmeros, 27, 12-23: O Senhor disse a MoisĂ©s: "Sobe ao monte Abarim e vĂȘ a terra que dei aos filhos de Israel. EntĂŁo voltarĂĄs a reunir-te com o teu povo, tal como aconteceu com o teu irmĂŁo AarĂŁo. Na verdade, tu te rebelaste contra a minha palavra no deserto de Cine, quando a comunidade procurou brigar comigo, embora as ĂĄguas jorrantes devessem mostrar-lhes a minha santidade. Isso aconteceu nas ĂĄguas de MeribĂĄ de Cades, as ĂĄguas do conflito de Cades, no deserto de Cine. EntĂŁo MoisĂ©s falou com o Senhor. Disse: "Que o Senhor, Deus dos espĂ­ritos que animam todos os seres de carne, designe um homem para dirigir a comunidade, que saia e volte para os dirigir, que os faça sair e os faça entrar. Deste modo, a comunidade do Senhor nĂŁo serĂĄ como ovelhas sem pastor. O Senhor disse a MoisĂ©s: "Toma JosuĂ©, filho de Nun, homem de espĂ­rito. PĂ”e a tua mĂŁo sobre ele e coloca-o diante de Eleazar, o sacerdote, e de toda a comunidade, e dĂĄ-lhe as tuas ordens diante dos seus olhos. ColocarĂĄs nele uma parte do teu brilho, para que toda a comunidade dos filhos de Israel o ouça. Ele apresentar-se-ĂĄ diante do sacerdote Eleazar, que o submeterĂĄ ao julgamento do Urim perante o Senhor. À sua palavra, todos os filhos de Israel sairĂŁo; Ă  sua palavra, voltarĂŁo, ele e todos os filhos de Israel com ele, toda a comunidade.

Livro do DeuteronĂłmio 34: MoisĂ©s subiu das estepes de Moab ao monte Nebo, ao cume do Pisgah, que fica em frente de JericĂł. O Senhor mostrou-lhe toda a terra: Gileade atĂ© Dane, todo o Neftali, a terra de Efraim e ManassĂ©s, toda a terra de JudĂĄ atĂ© ao MediterrĂąneo, o Negev, a regiĂŁo do JordĂŁo, o vale de JericĂł, a cidade das palmeiras, atĂ© Soar. O Senhor disse-lhe: "Esta terra que vĂȘs, jurei a AbraĂŁo, a Isaac e a Jacob que a daria aos seus descendentes. Estou a mostrĂĄ-la a ti, mas nĂŁo entrarĂĄs nela. MoisĂ©s, o servo do Senhor, morreu ali, na terra de Moab, segundo a palavra do Senhor. Foi sepultado no vale em frente a Bete-Peor, na terra de Moab. Mas, ainda hoje, ninguĂ©m sabe onde estĂĄ o seu tĂșmulo. MoisĂ©s tinha cento e vinte anos quando morreu; a sua vista nĂŁo tinha falhado, a sua vitalidade nĂŁo tinha diminuĂ­do. Os filhos de Israel choraram MoisĂ©s nas estepes de Moab durante trinta dias. Depois, os dias de luto de MoisĂ©s chegaram ao fim. JosuĂ©, filho de Num, ficou cheio do espĂ­rito de sabedoria, porque MoisĂ©s tinha posto as mĂŁos sobre ele. Os filhos de Israel obedeceram-lhe e fizeram como o Senhor tinha ordenado a MoisĂ©s. NĂŁo se levantou em Israel nenhum profeta como MoisĂ©s, a quem o Senhor encontrou face a face. Que sinais e prodĂ­gios o Senhor o tinha enviado para realizar no Egito, diante do FaraĂł, de todos os seus servos e de toda a sua terra! Com que mĂŁo poderosa, com que força formidĂĄvel, MoisĂ©s tinha actuado aos olhos de todo o Israel!

Palavras-chave

EMF 38.7-8

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– (...) Mas neste ano tu tambĂ©m deverĂĄs mandar Jesus para a escola. JĂĄ Ă© hora.

– Eu nunca mandarei Jesus para a escola –diz Maria, decididamente.

É difĂ­cil ouvi-la falar assim, e falar antes de JosĂ©.

– E por que? o Menino precisa aprender para, a seu tempo, ser capaz de passar no exame de maioridade


– O Menino saberá. Mas ele não vai à escola. Está decidido.

– Serias a Ășnica em Israel a fazer assim.

– Serei. Mas vou fazer assim. NĂŁo Ă© verdade, JosĂ©?

– É verdade. Para Jesus nĂŁo hĂĄ necessidade de ir para nenhuma escola. Maria foi educada no Templo, e Ă© uma verdadeira doutora no conhecimento da Lei. Ela serĂĄ a sua mestra. Eu tambĂ©m quero assim.

– Assim, vós acostumais mal o Rapaz.

– NĂŁo podes dizer isso. É o melhor de NazarĂ©. JĂĄ o ouviste chorar, fazer birra, negar obediĂȘncia, faltar com o respeito?

– Isto não. Mas assim ele se tornará, se continuar a ser viciado.

– NĂŁo Ă© viciar os filhos tĂȘ-los perto de si. Mas isso Ă© amĂĄ-los com bom senso e bom coração. Assim amamos o nosso Jesus e, visto que Maria Ă© mais instruĂ­da que o mestre, Ela serĂĄ a mestra de Jesus.

– Quando ficar homem, o teu Jesus serĂĄ uma mocinha, que terĂĄ medo atĂ© de uma mosca.

– NĂŁo serĂĄ assim. Maria Ă© uma mulher forte, e sabe educĂĄ-lo virilmente. Eu nĂŁo sou nenhum covarde, e sei dar-lhe exemplos viris. Jesus Ă© uma criança sem defeitos fĂ­sicos nem morais. CrescerĂĄ, por isto, reto e forte no corpo e no espĂ­rito. Fica certo disso, Alfeu. Ele nĂŁo farĂĄ mĂĄ figura na famĂ­lia. AlĂ©m disso, eu jĂĄ decidi, e assim se farĂĄ.

– Maria Ă© que terĂĄ decidido, e tu


– E se tivesse sido assim? NĂŁo Ă© bonito que dois que se amam estejam prontos a ter o mesmo pensamento e a mesma vontade, porque reciprocamente um abraça o desejo do outro, e o faz seu? Se Maria quisesse coisas tolas, eu lhe diria: “nĂŁo.” Mas ela pede coisas cheias de sabedoria, e eu as aprovo e as faço minhas. NĂłs nos amamos, como no primeiro dia
 e assim faremos, enquanto estivermos vivos. NĂŁo Ă© verdade, Maria?

– Sim, JosĂ©. E nĂŁo aconteça nunca, mas, se um tivesse que morrer sem o outro, ainda assim nos amarĂ­amos.

José acaricia a cabeça de Maria, como se fosse uma filha ainda menina, e Ela olha para ele com seu olhar sereno e amoroso.

38.8 A cunhada intervém:

– Vós tendes razão. Se eu fosse boa para ensinar! Na escola os nossos filhos aprendem o bem e o mal. Em casa aprendem só o bem. Mas eu não sei
 se Maria


– Que queres dizer, cunhada? Fala com toda a liberdade. Tu sabes que eu te amo, e fico alegre quando te posso dar um prazer.

– Eu ia dizendo
 Tiago e Judas sĂŁo um pouco mais velhos do que Jesus. Eles jĂĄ vĂŁo Ă  escola
 mas, pelo que eles sabem!
 Jesus, ao contrĂĄrio, jĂĄ sabe tĂŁo bem a Lei
 Eu queria
 te dizer que tivesses tambĂ©m os dois, quando fores ensinar a Jesus? Eu acho que eles se tornariam melhores e mais instruĂ­dos. Afinal, eles sĂŁo primos, e que se amem como irmĂŁos, Ă© justo. E eu ficaria tĂŁo feliz!

– Se JosĂ© assim quer, e o teu marido tambĂ©m, eu estou pronta. Falar para um e falar para trĂȘs Ă© a mesma coisa. Repassar toda a Escritura Ă© uma alegria. Que eles venham.

Os trĂȘs meninos, que haviam entrado em silĂȘncio, se assentam, e estĂŁo Ă  espera do veredicto.

– Eles vão te pîr desesperada, Maria –diz Alfeu.

– NĂŁo. Comigo sĂŁo sempre bons. NĂŁo Ă© verdade que sereis bons, se eu vos ensinar?

Os dois correm para perto dela, um à direita, o outro à esquerda, pÔem-lhe os braços ao redor dos ombros, as cabecinhas sobre os ombros, e prometem fazer tudo para serem bons.

– Deixa-os experimentar, Alfeu, e deixa-me tambĂ©m experimentar. Eu penso que nĂŁo ficarĂĄs descontente com a experiĂȘncia. Eles virĂŁo todos os dias, da hora sexta atĂ© Ă  tarde. BastarĂĄ, podes crer. Eu sei a arte de ensinar sem cansar. Os meninos ficam quietos e se recreiam, ao mesmo tempo. É preciso entendĂȘ-los, amĂĄ-los e ser por eles amados, para conseguir alguma coisa deles. VĂłs me amais, nĂŁo Ă© verdade?

Dois grandes beijos sĂŁo a resposta.

– Estás vendo?

– Eu estou vendo. Só tenho que te dizer: “Obrigado.” E, Jesus, o que dirás vendo a mamãe ocupada com os outros? Que dizes, Jesus?

– Eu digo: “Felizes os que a estĂŁo escutando e que erguem sua morada junto da morada dela.” Como da Sabedoria, feliz quem Ă© amigo de minha mĂŁe, e Eu sou feliz se aqueles que eu amo forem amigos dela.

– Mas quem Ă© que pĂ”e estas palavras nos lĂĄbios do Menino? –pergunta Alfeu, admirado.

– NinguĂ©m, meu irmĂŁo. NinguĂ©m deste mundo.

A visĂŁo cessa aqui.

Palavras-chave

EMF 38.9

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Jesus diz:

– E Maria foi Minha mestra, de Tiago e de Judas. Eis porque nos amamos como irmĂŁos, nĂŁo sĂł pelo parentesco, mas pela ciĂȘncia e por termos crescido juntos, como trĂȘs sarmentos de videira sustentados na mesma vara. A minha mamĂŁe! Doutora, como nenhum outro em Israel, esta minha doce mĂŁe. Sede da Sabedoria, e da verdadeira Sabedoria, nos instruiu para o mundo e para o CĂ©u. Digo: “nos instruiu”, porque Eu fui seu aluno, nĂŁo diversamente dos primos. E o “sigilo” foi mantido sobre o segredo de Deus, contra a indagação de SatanĂĄs, mantido sob a aparĂȘncia de uma vida comum.

Ficaste alegre com esta cena suave? Agora, fica em paz. Jesus estĂĄ contigo.

Palavras-chave

EMF 39

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

A Virgem prepara as vestes de Jesus com Maria de Alfeu. Ela tinge-lhe as roupas. Parece que obteve a cor graças ao seu bordado e que este presente veio de Roma. Em todo o caso, a Mãe de Cristo agradece à sua parente pela sua ajuda e declara que Jesus é como o seu filho.

A visão påra e recomeça mais tarde. Maria descreve Jesus aos doze anos de idade. Estå com os seus pais e familiares, rodeado e amado. Maria pede a José que o abençoe, para que o seu filho se fortaleça com ele e para que ela aprenda a separar-se um pouco mais dele. José garante-lhe que a relação entre eles não vai mudar e que não vai competir com ela por esse Filho que lhes é tão querido. Maria beija a mão de José, num gesto cheio de afeto, e o patriarca da Sagrada Família abençoa-os a ambos. Depois, puseram-se a caminho...

Palavras-chave

EMF 39.2-3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

39.2 Vejo Maria inclinada sobre um alguidar, ou melhor, sobre uma bacia de cerùmica, misturando alguma coisa que solta fumaça no ar frio e sereno que enche o pomar de Nazaré.

Deve ser pleno inverno, porque, a não ser as oliveiras, todas as outras plantas estão nuas, desprovidas de folhas. No alto, um céu muito limpo, e também um belo sol. Mas não consegue amenizar o vento do Norte, que puxa e faz bater uns nos outros os ramos despojados de folhas e ondular os pequenos ramos verde-cinzentos das oliveiras.

Maria estĂĄ vestida com uma pesada veste de um marrom quase preto e amarrou na frente uma tela rĂșstica, em lugar de um avental, para proteger sua veste. Tira da tina o bastĂŁo com que estava mexendo um lĂ­quido, e vejo caĂ­rem dele gotas de uma bonita cor averme­lha­da. Maria observa, molha um dedo nas gotas que caem, experimenta se a cor estĂĄ boa, passando-a na tela que estĂĄ sobre sua veste. Parece satisfeita.

Entra em casa, e sai com muitas meadas de uma lĂŁ muito branca. Mergulha-as uma por uma na tina, com paciĂȘncia e com habilidade.

39.3 Enquanto ela faz isso, entra, vindo da oficina de JosĂ©, sua cunhada Maria, mulher de Alfeu. Elas se saĂșdam e começam a falar.

– Vai indo bem? –pergunta Maria de Alfeu.

– É o que espero.

– Aquela gentia me garantiu que se trata da tinta e do modo de preparĂĄ-la como fazem em Roma. Deu a mim sĂł porque Ă©s tu que fizeste esses trabalhos. Ela diz que nem em Roma hĂĄ quem faça bordados como tu. Deves ter sacrificado a vista, para fazĂȘ-los


Maria sorri, e faz um movimento com a cabeça, como para dizer: “Coisas sem importñncia!”

A cunhada olha, antes de entregar a Maria as Ășltimas meadas de lĂŁ.

– Como foi que as fiaste? Parecem cabelos, de tĂŁo finos e iguais que sĂŁo! Fazes tudo tĂŁo bem
 e, como Ă©s esperta! Estas Ășltimas meadas ficarĂŁo mais claras?

– Sim. SĂŁo para a veste. O manto Ă© mais escuro.

As duas mulheres trabalham juntas, na tina. Depois, tiram as mea­das com uma bela cor de pĂșrpura, e correm rĂĄpidas para irem mer­gulhĂĄ-las na ĂĄgua gelada que enche o tanque sob uma pequena fonte, que cai dando notinhas de mĂșsica, que parecem umas risadinhas baixas. Elas enxaguam, e tornam a enxaguar, depois estendem sobre bambus as meadas e as prendem de um ramo a outro das ĂĄrvores.

– Com este vento, logo estarão secas –diz a cunhada.

– Vamos ver o JosĂ©. LĂĄ temos fogo. Deves estar gelada –diz a mĂŁe de Jesus–. Foste muito boa em ajudar-me. Acabei depressa e com menos cansaço. Eu te agradeço.

– Oh! Maria! Que nĂŁo faria eu por ti? Estar perto de ti, jĂĄ Ă© uma festa! AlĂ©m disso
 Ă© para Jesus todo este trabalho. E Ă© tĂŁo querido o teu Filho!
 A mim me parece que fico sendo tambĂ©m a mĂŁe dele, se eu te ajudar a preparar a festa de sua maioridade.

As duas mulheres entram na oficina, cheia daquele cheiro de madeira aplainada, cheiro prĂłprio das oficinas de carpinteiro.

Palavras-chave

EMF 39.4-6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Vejo Jesus entrar com sua mamãe, na espécie de sala de jantar de Nazaré.

Jesus é um belo jovenzinho de doze anos, alto, bem feito de corpo e robusto, sem ser gordo. Parece mais adulto do que é, pela sua compleição. Jå estå alto, tanto que atinge os ombros da mãe. Tem ainda o rosto redondo e rosado do Jesus menino, rosto que, depois, com a idade juvenil e viril, se emagrecerå, e se tornarå de uma cor indefinida, a cor de certos delicados alabastros, que lembram, de longe, o amarelo rosado.

Os olhos, tambĂ©m os olhos, sĂŁo ainda de menino. Grandes, bem abertos e com uma centelha de alegria, perdida no meio da seriedade com que olham. Depois, eles nĂŁo serĂŁo mais tĂŁo abertos
 As pĂĄlpebras descerĂŁo atĂ© a metade dos olhos, para encobrir o mal demasiado que estĂĄ no mundo aos olhos do Santo e Puro. SĂł nos momentos de milagres Ă© que eles estarĂŁo bem abertos e cintilantes, mais ainda do que agora
 para expulsar os demĂŽnios e a morte, para curar as doenças e os pecados. E nĂŁo estarĂŁo mais, nem mesmo com aquela centelha de alegria misturada com a seriedade
 A morte e o pecado lhe estarĂŁo cada vez mais presentes e prĂłximos, e com eles o conhecimento, tambĂ©m humano, da inutilidade do seu sacrifĂ­cio, por causa da mĂĄ vontade do homem. SĂł os rarĂ­ssimos momentos de alegria, por estar com os remidos, e especialmente com os puros, meninos em sua maior parte, farĂŁo brilhar de alegria estes olhos­ santos e bons.

Mas agora Ele estå com sua mamãe, em sua casa, e diante Dele estå José, que lhe sorri com amor, e estão também os seus priminhos, que o admiram, e a tia Maria de Alfeu, que o acaricia
 Ele estå feliz. O meu Jesus tem necessidade de amor para ser feliz. Neste momento Ele tem amor.

Jesus estĂĄ vestido com uma veste solta de lĂŁ vermelha, de tonalidade rubi claro. Ela Ă© macia, de textura perfeita, na sua compacta tenuidade. Junto ao pescoço, na frente, por baixo das mangas longas e largas, e da veste, que desce atĂ© o chĂŁo, deixando descobertos apenas os pĂ©s, que estĂŁo calçados com sandĂĄlias novas e muito bem feitas — nĂŁo as costumeiras solas, fixadas ao pĂ© por meio de tiras de couro — estĂĄ um galĂŁo, nĂŁo bordado, mas tecido em cor mais escura sobre o vermelho rubi da veste. Deve ser obra da mamĂŁe, porque a cunhada a admira e elogia.

Os belos cabelos loiros jĂĄ estĂŁo carregados de uma tonalidade bem diferente de quando Ele era pequenino, agora com cintilaçÔes de cobre nas volutas dos caracĂłis, que terminam abaixo das orelhas. NĂŁo sĂŁo mais os caracoizinhos curtos e leves da infĂąncia. NĂŁo sĂŁo ainda os cabelos ondulados e compridos atĂ© aos ombros, onde terminam em macias madeixas aneladas na idade adulta. Mas jĂĄ tendem mais para esta Ășltima na cor e na forma.

39.5 – Eis aqui o nosso Filho –diz Maria, levantando a sua mão direita, na qual está a mão esquerda de Jesus.

Parece que o estĂĄ apresentando a todos e reconfirmando a paternidade do Justo, que estĂĄ sorrindo. E ela acrescenta:

– Abençoa-o, JosĂ©, antes de Ele partir para JerusalĂ©m. NĂŁo foi necessĂĄria a bĂȘnção ritual, em sua idade de ir para a escola, primeiro passo na vida. Mas agora que Ele vai ao Templo, para ser declarado maior de idade, dĂĄ-lhe a bĂȘnção. E abençoa a mim tambĂ©m, junto com Ele. A tua bĂȘnção
 (Maria dĂĄ um soluço) O fortificarĂĄ e me darĂĄ força, para me desapegar um pouco mais Dele


– Maria, Jesus serĂĄ sempre teu. A fĂłrmula nĂŁo incidirĂĄ em nossos mĂștuos relacionamentos. Nem eu vou disputĂĄ-lo contra ti, este Filho que nos Ă© tĂŁo caro. NinguĂ©m como tu merece guiĂĄ-lo na vida, Ăł minha­ Santa.

Maria se inclina, pega a mão de José, e a beija. Ela é a esposa, oh! e quão amorosa e respeitosa para com o seu consorte!

José acolhe aquele sinal de respeito e de amor com dignidade, mas depois levanta aquela mão que foi beijada, e a coloca sobre a cabeça da esposa, dizendo:

– Sim, eu te abençÎo, Ăł Bendita, e a Jesus junto contigo. Vinde, minhas Ășnicas alegrias, minha honra e meu ideal.

JosĂ© estĂĄ solene. Com os braços estendidos, e as palmas das mĂŁos voltadas para o chĂŁo sobre as duas cabeças inclinadas, igualmente loiras e santas, ele pronuncia a bĂȘnção:

– O Senhor vos guarde e vos abençoe. Tenha misericĂłrdia de vĂłs, e vos dĂȘ a paz. O Senhor vos dĂȘ a sua bĂȘnção.

E depois diz:

– Agora vamos. A hora Ă© propĂ­cia para a viagem.

39.6 Maria apanha um manto grande, cor de romĂŁ, coloca sobre o corpo do Filho, e, ao fazer isso, o acaricia!

Saem e fecham a porta. PÔem-se a caminho. Outros peregrinos vão indo na mesma direção. Ao saírem da cidade, as mulheres se separam dos homens. Os meninos vão com quem preferirem. Jesus fica com a mãe.

Os peregrinos vão salmodiando pelos belos campos, nestes alegres dias de primavera. Prados e searas frescas e frescas as ramagens das årvores, que floriram, hå pouco. Ouvem-se os cantos dos homens pelos campos e pelas ruas e os dos påssaros nas årvores. Córregos límpidos servem de espelho para as flores que estão às margens e cordeirinhos saltam ao lado de suas mães. Hå paz e alegria, sob o mais belo céu de abril.

A visĂŁo cessa assim.

Detalhe

Descrição fĂ­sica do Menino Jesus e da bĂȘnção de JosĂ© antes de partir para JerusalĂ©m.

Palavras-chave

EMF 40.7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– O rapaz Ă© perfeito. (...) Que ele seja levado Ă  verdadeira sinagoga.

Passam para uma sala mais ampla e pomposa. Aqui a primeira coisa que lhe fazem é encurtar-lhe os cabelos. Os grandes caracóis são recolhidos por José. Depois, apertam-lhe a veste vermelha com uma cinta comprida, passada em diversas voltas em torno da cintura, amarram-lhe umas fitazinhas na fronte, no braço e no manto. Elas ficam seguras por uma espécie de broche. Depois, cantam salmos, e José, com uma longa oração, louva ao Senhor e invoca sobre o Filho todos os bens.

A cerimĂŽnia chega ao fim. Jesus sai com JosĂ©. Voltam para o lugar onde estavam e se reĂșnem aos seus parentes homens, compram e oferecem um cordeiro; depois, com a vĂ­tima jĂĄ degolada, vĂŁo ao encontro das mulheres.

Maria beija o seu Jesus. Parece que havia muitos anos que ela nĂŁo o via. Ela olha para Ele, feito agora mais homem, com aquela veste e aqueles cabelos, e o acaricia.

Saem e tudo termina.

Detalhe

O exame da maioria de Jesus estĂĄ concluĂ­do.

Palavras-chave

EMF 41.11-13

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Jesus diz:

[
].

– Voltemos muito, muito atrĂĄs. Voltemos ao Templo, onde Eu, aos doze anos, estou disputando. Ou melhor, voltemos Ă s ruas que levam a JerusalĂ©m, e de JerusalĂ©m ao Templo.

VĂȘ a angĂșstia de Maria, quando, tendo-se reunido Ă s filas dos homens e das mulheres, viu que Eu nĂŁo estava com JosĂ©.

Ela não levanta a voz, em åsperas repreensÔes contra o esposo. Todas as mulheres o teriam feito. Vós o fazeis por muito menos, esquecendo-vos de que o homem é sempre o chefe da casa. Mas a dor que transparece no rosto de Maria, magoa José, mais do que qualquer repreensão. Maria não se abandona a cenas dramåticas. Vós, por muito menos, o fazeis, pois gostais de ser notadas, e feitas alvos de compaixão. Mas a dor contida de Maria é tão evidente, pelo tremor que a toma, pelo rosto que empalidece, pelos olhos que se dilatam, que comove mais do que qualquer cena de pranto e de clamor.

NĂŁo sente mais cansaço, nem fome. O caminho foi longo e, depois de tantas horas, nĂŁo tomou nenhum alimento! Mas ela deixa tudo. Tanto a enxerga, que estĂĄ sendo arrumada, como a comida que ia ser distribuĂ­da. Volta atrĂĄs. É tarde, a noite desce. NĂŁo importa. Cada passo que dĂĄ leva-a de volta a JerusalĂ©m. Faz parar as caravanas e os peregrinos. Pergunta a todos. JosĂ© a segue e a ajuda. Um dia de caminho, voltando, e depois uma penosa busca pela cidade.

Onde, onde poderĂĄ estar o seu Jesus? E Deus permite que ela nĂŁo saiba, durante tantas horas onde Ă© que devia ir me procurar. Procurar um menino no Templo, seria uma coisa sem sentido. Que teria um menino ido fazer no Templo? No mĂĄximo, teria se perdido na cidade, e se tivesse voltado para dentro do Templo, levado pelos seus pequenos passos, sua voz chorosa teria chamado pela mĂŁe atraindo a atenção dos adultos, dos sacerdotes, os quais teriam providenciado para que se procurassem os pais dele, por meio de avisos colocados nas portas. Mas nĂŁo havia nenhum aviso. NinguĂ©m na cidade sabia desse Menino. Bonito? Loiro? Robusto? Mas hĂĄ tantos assim! Era muito pouco para se poder dizer: “Eu o vi. Estava em tal ou tal lugar!”

41.12

TrĂȘs dias depois, sĂ­mbolo de outros trĂȘs dias de futura angĂșstia, eis que Maria, exausta, penetra no Templo, percorre os pĂĄtios e os vestĂ­bulos. Nada. Corre, corre a pobre mĂŁe, no rumo de onde lhe pareceu vir uma voz de menino. E, atĂ© os cordeiros, que estĂŁo balindo, lhe parecem o pranto do Filho, que estĂĄ procurando. Mas Jesus nĂŁo estĂĄ chorando. Ele estĂĄ ensinando. Neste momento, Maria ouve, do outro lado de uma barreira de pessoas, a querida voz, que diz: “Estas pedras tremerĂŁo
” Ela tenta atravessar a multidĂŁo, e sĂł o consegue, depois de muito esforço. Aqui estĂĄ o Filho, de braços abertos, em pĂ© entre os doutores.

Maria Ă© a Virgem prudente. Mas desta vez a angĂșstia venceu a sua reserva. É como um dique, que enfrenta o que vier. Ela corre atĂ© o Filho, e o abraça levantando-o do banco, pondo-o no chĂŁo, e exclama: “Oh! Por que nos fizeste isto? HĂĄ trĂȘs dias que estamos Ă  tua procura. Tua mĂŁe estĂĄ para morrer de dor, Filho. Teu pai estĂĄ exausto de cansaço. Por que Jesus?”

NĂŁo se pergunta os “porquĂȘs” a Quem sabe os “porquĂȘs” de seu modo de agir. Aos chamados nĂŁo se pergunta “porque”, deixam tudo para seguir a voz de Deus. Eu era a Sabedoria e sabia. Eu fui “chamado” para uma missĂŁo, e a estava cumprindo. Acima do pai e da mĂŁe desta terra, estĂĄ Deus, o Pai divino. Os seus interesses superam os nossos, e seus afetos sĂŁo superiores a qualquer outro. Eu digo isso a minha mĂŁe.

Termino o ensinamento aos doutores, com o ensinamento a Maria, Rainha dos doutores. E ela nunca mais esqueceu isso. O sol voltou ao seu coração, quando me tomou pela mĂŁo, humilde e obediente, mas as minhas palavras tambĂ©m ficaram em seu coração. Muito sol e muitas nuvens passarĂŁo pelo cĂ©u, durante aqueles vinte e um anos, em que Eu estarei ainda sobre a terra. E muita alegria e muito pranto se alternarĂĄ em seu coração, por outros vinte e um anos. Mas ela nunca mais me perguntarĂĄ: “Por que, meu Filho, nos fizeste isto?”

Aprendei, Ăł homens insolentes!

41.13

Eu expliquei e esclareci a visão, porque tu não estås em condiçÔes de fazer mais.

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