Notas da palavra-chave

A Virgem Maria

Tema: Palavras-chave principais e transversais 🌟 · PĂĄgina 10 de 32

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EMF 31

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

TĂ­tulo do capĂ­tulo : A visita de Zacarias. A santidade de JosĂ© e a obediĂȘncia aos sacerdotes.

Data da visĂŁo e do ditado: Quinta-feira 8 de junho de 1944 (Corpus Christi)

CalendĂĄrio: Segunda-feira 30 de dezembro de 5 d.C.

Local (mapa) : Belém

Ciclo: Nascimento e infĂąncia de Jesus

Resumo: Zacarias chega a BelĂ©m. JosĂ© vem recebĂȘ-lo, porque Maria estĂĄ a dar leite a Jesus. O carpinteiro pede notĂ­cias de JoĂŁo, que estĂĄ a crescer muito bem, mas tem problemas de dentição: por isso nĂŁo o levou consigo. Isabel tambĂ©m nĂŁo veio, nĂŁo sĂł para cuidar do filho, mas tambĂ©m porque estĂĄ muito frio. JosĂ© compreendeu e descreveu ao sacerdote as condiçÔes difĂ­ceis que tinham vivido apĂłs o nascimento de Jesus. Como disse o marido de Maria, em NazarĂ© estava tudo pronto, mas aqui nĂŁo tinham nada.

A Virgem chega entretanto e apresenta o Menino, depois de cumprimentar o sacerdote. Zacarias adora Jesus com o maior respeito. O velho då então presentes seus e de Isabel. A Imaculada Conceição lamenta não ter podido vir com João, e Zacarias assegura-lhe que os verå em breve. De facto, o velho achava que deviam viver em Belém, para que, quando chegasse a altura, ele fosse melhor aceite pelo Sinédrio e para que Zacarias pudesse ser o seu mestre.

JosĂ© e Maria olham um para o outro e nĂŁo concordam particularmente com a visĂŁo de Zacarias. Um pensa no seu trabalho, o outro na sua casa e em tudo o que deixaram para trĂĄs. É o que diz Maria, tanto mais que Ă© difĂ­cil ir buscar as suas coisas, pois nĂŁo tĂȘm casa para guardar tudo em BelĂ©m. Acima de tudo, Maria pensava em JosĂ© e JosĂ© pensava em Maria. No entanto, o seu casto marido estava disposto a trabalhar o dobro se fosse por Jesus.

Maria tenta finalmente objetar uma Ășltima vez, lembrando que o Messias se chamaria Nazareno, mas Zacarias nĂŁo dĂĄ ouvidos Ă  razĂŁo e os santos pais acatam os seus desejos...

Maria dĂĄ, entĂŁo, um ditado sobre a santidade de JosĂ©, que nĂŁo se importava de trabalhar mais, de renunciar a tudo, se fosse pelos seus dois tesouros: Maria e JosĂ©. Depois, fala de Zacarias, que Ă© sacerdote, mas cujo coração estĂĄ menos virado para o CĂ©u do que o de JosĂ©. Zacarias pensa humanamente e julga saber mais do que Maria, ao ponto de poder servir de mestre do Mestre. É claro que Maria se opĂ”e ao que ele diz e poderia ter triunfado na conversa, mas retira-se por causa da dignidade do sacerdote.

Depois de ter salientado que um padre é geralmente iluminado por Deus, Maria sublinha finalmente que obedecer salva sempre, mesmo que o conselho que se recebe não seja absolutamente perfeito. Ficar em Belém e na Judeia foi bom quando se deu a fuga para o Egito: de Nazaré, teria sido muito mais difícil.

Para concluir, Maria ensina-nos que o respeito pelo sacerdote é sempre um sinal de boa formação cristã. Mesmo que percam a chama apostólica, são eles que fazem descer o Pão do Céu, e este contacto torna-os "santos como um cålice sagrado". Devemos, portanto, considerå-los como tal e rezar por eles se as suas almas estiverem paralisadas e doentes. Devemos rezar a Cristo pela sua santificação, porque salvar uma alma sacerdotal "é salvar muitas almas".

ConteĂșdo do capĂ­tulo: 31.1: Chegada de Zacarias sozinho, a quem JosĂ© conta os acontecimentos da Natividade. 31.2: "A hĂłstia" nos braços de Zacarias. 31.3: Presentes de Isabel para a criança. 31.4: O Messias deve crescer em BelĂ©m. 31.5: Zacarias convence o casal a estabelecer-se em BelĂ©m. 31.6: A santidade de JosĂ©. 31.7: Zacarias contra JosĂ©. 31.8: Os verdadeiros sacerdotes e os outros. 31.9: A obediĂȘncia salva sempre. 31.10: O respeito pelo sacerdote Ă© sempre um sinal de integridade cristĂŁ.

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EMF 31.2

O Evangelho como me foi revelado

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31.2 Maria, que ouvira aquelas vozes, entra. Estå toda vestida de lã branca. Tirou o vestido escuro que usara na viagem e na gruta e estå toda branca em suas vestes, como a tenho visto outras vezes. Não tem nada sobre a cabeça e nos braços tem Jesus, que estå dormindo, saciado de leite, envolvido em suas cùndidas faixas.

Detalhe

Descrição física de Maria depois da Natividade.

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EMF 31.3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

31.3 Todos se assentam, e Zacarias repete a Maria o motivo pelo qual Isabel nĂŁo veio, e a pena que ela sentiu por isso.

– Ela tinha preparado nestes meses alguns tecidos para o teu bendito Filho. Eu os trouxe para ti. Estão no carro, lá embaixo.

Ele se levanta e vai lå fora, voltando com um pacote grande e outro menor. Tanto do pacote grande, que José apanhou de suas mãos, como do outro, ele vai tirando logo os seus presentes: uma macia colcha de lã, tecida a mão, alguns linhos e vestidinhos. Do outro pacote, vai tirando mel, uma farinha muito branca, manteiga e maçãs para Maria, pães, amassados e cozidos por Isabel, e muitas outras pequenas coisas, que falam do afeto materno da prima para com a jovem mãe.

– DirĂĄs a Isabel que lhe sou grata, e a ti tambĂ©m agradeço. Eu teria muita alegria em vĂȘ-la, mas compreendo suas razĂ”es. TambĂ©m gostaria de rever o pequeno JoĂŁo


– Mas o vereis na primavera.

– NazarĂ© Ă© muito longe –diz JosĂ©.

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EMF 31.4-5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

31.4 – NazarĂ©? Mas vĂłs deveis permanecer aqui. O Messias deve crescer em BelĂ©m. É a cidade de Davi. O AltĂ­ssimo o conduziu, por meio da vontade de CĂ©sar, para vir nascer na terra de Davi, a terra santa da JudĂ©ia. Por que, entĂŁo, levĂĄ-lo para NazarĂ©? VĂłs sabeis, como os nazarenos sĂŁo mal vistos pelos judeus. AmanhĂŁ este Menino deverĂĄ ser o Salvador do seu povo. E nĂŁo fica bem que a cidade capital despreze o seu Rei, sĂł porque Ele vem de uma terra que ela despreza. VĂłs sabeis, tanto quanto eu, como Ă© caviloso o SinĂ©drio, e como sĂŁo orgulhosas as trĂȘs castas principais
 AlĂ©m disso, aqui, perto de mim, poderei ajudar-vos um pouco, e pĂŽr tudo o que possuo, nĂŁo sĂł de coisas materiais, mas de dons morais, a serviço deste RecĂ©m-Nascido. E, quando Ele estiver na idade de compreender, serei feliz de ser-lhe o mestre, como farei ao meu menino, a fim de obter que ele, depois de grande, me abençoe. Devemos pensar que Ele estĂĄ destinado a um futuro brilhante e que por isso, deve poder apresentar-se ao mundo com todas as cartas, para vencer facilmente a sua partida. Ele certamente possuirĂĄ a Sabedoria. Mas sĂł o fato de que tenha tido por mestre um sacerdote, o tornarĂĄ mais aceito aos difĂ­ceis fariseus e aos escribas e tornarĂĄ mais fĂĄcil a sua missĂŁo.

31.5 Maria olha para José e José olha para Maria. Sobre a cabeça inocente do Menino, que estå dormindo, todo rosado e despreocupado, cruza-se uma troca muda de perguntas. E são perguntas veladas de tristeza. Maria estå pensando em sua casinha. José pensa no seu trabalho. Aqui tudo estå por refazer, num lugar onde, até poucos dias atrås, eles eram desconhecidos. Aqui não hå nada daquelas coisas queridas, que foram deixadas lå, e preparadas com tanto amor para o Menino.

E Maria diz:

– Que vamos fazer? LĂĄ deixamos tudo. JosĂ© havia trabalhado tanto pelo meu Jesus, sem poupar fadiga ou dinheiro. Havia trabalhado atĂ© de noite, porque de dia trabalhava para os outros ganhando o necessĂĄrio para comprar as madeiras mais belas, a lĂŁ mais macia, o linho mais alvo, para Jesus. Ele tinha construĂ­do colmĂ©ias e trabalhado de pedreiro, para dar Ă  casa uma disposição melhor, a fim de que o berço pudesse ficar no meu quarto, e aĂ­ permanecesse atĂ© que Jesus estivesse mais crescido e o berço daria lugar Ă  sua cama, pois Jesus ficarĂĄ comigo atĂ© a adolescĂȘncia.

– JosĂ© pode ir lĂĄ buscar o que deixastes.

– E onde colocĂĄ-lo? Tu sabes, Zacarias, que nĂłs somos pobres. NĂŁo temos mais que nosso trabalho e a casa, isto Ă© o que nos dĂĄ sustento, sem passarmos fome. Mas aqui
 trabalho poderemos achar, talvez. Mas teremos sempre que pensar em uma casa. Esta boa mulher nĂŁo pode nos hospedar sempre. Eu nĂŁo posso sacrificar JosĂ©, mais do que ele jĂĄ se sacrificou por mim!

– Oh! Eu! Para mim nĂŁo Ă© nada! Eu penso na dor de Maria. A dor de nĂŁo estar em sua casa.

Maria solta duas grandes lĂĄgrimas.

– Eu penso que aquela casa lhe deve ser querida como o ParaĂ­so, pelo prodĂ­gio que nela se realizou. Eu falo pouco, mas entendo muito. Se nĂŁo fosse por isso, nĂŁo me afligiria. Trabalharei dobrado, eis tudo. Sou forte e jovem para trabalhar o dobro do que costumava, para prover a tudo. Se Maria nĂŁo sofrer muito, e se tu me dizes que Ă© bom fazer assim
 aqui estou. Farei aquilo que vos parecer mais justo. Basta que a Jesus seja Ăștil.

– SerĂĄ Ăștil, com certeza. Pensai nisso e vereis as razĂ”es.

– TambĂ©m se diz que o Messias serĂĄ chamado Nazareno –objeta Maria.

– É verdade. Mas, pelo menos enquanto nĂŁo estiver adulto, fazei que Ele cresça na JudĂ©ia. Diz o Profeta: “E tu, BelĂ©m Efrata, serĂĄs a maior porque de ti sairĂĄ o Salvador.” NĂŁo fala de NazarĂ©. Pode ser que aquela denominação lhe serĂĄ dada por algum motivo a nĂłs desconhecido. Mas a sua terra Ă© esta.

– Tu o dizes, sacerdote, e nós
 com dor, te estamos escutando
 e te atendemos. Mas, que dor!
 Quando verei aquela casa, onde me tornei mãe?

Maria chora baixinho. E eu compreendo este seu pranto. Oh! se compreendo!

A visĂŁo me cessa com este pranto de Maria.

Detalhe

Depois da Natividade, Zacarias foi visitar José e Maria. OpÔe-se ao regresso da Sagrada Família a Nazaré.

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EMF 31.6

O Evangelho como me foi revelado

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Eu tinha todos os dons de Deus, na minha condição de imaculada. Embora não o soubesse, na minha alma esses dons eram ativos e me davam forças espirituais.

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EMF 31.7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Zacarias Ă© um sacerdote. JosĂ© nĂŁo Ă©. Mas observa bem como aquele que nĂŁo Ă© sacerdote tem o espĂ­rito no CĂ©u, mais que o prĂłprio sacerdote. Zacarias pensa humanamente, interpretando assim as Escrituras, porque nĂŁo Ă© a primeira vez que faz isso, e se faz guiar pelo bom senso humano. Por isso ele foi castigado. Aqui ele estĂĄ tendo uma recaĂ­da, ainda que menos grave. Ele havia dito sobre o nascimento de JoĂŁo: “Como vai poder acontecer isso, se eu jĂĄ estou velho, e minha mulher Ă© estĂ©ril?”. Agora ele estĂĄ dizendo: “Para tornar mais fĂĄcil a sua missĂŁo, o Cristo deve crescer aqui” e, com aquela pequena raiz de orgulho, que persiste atĂ© nos melhores, pensa em poder ser ele Ăștil a Jesus. NĂŁo Ăștil como quer ser JosĂ©, servindo-o, mas Ăștil, fazendo-se mestre dele
 Deus o perdoou pela boa intenção. Mas tinha, por acaso, o “Mestre” necessidade de ter mestres?

Eu procurei fazĂȘ-lo ver a luz nas profecias, mas ele se julgava mais douto do que eu, e usava esse seu julgamento a seu modo. Eu teria podido insistir e vencer. Mas — e aqui estĂĄ a segunda observação que desejo que faças — eu respeitei o sacerdote pela sua dignidade, e nĂŁo pelo seu saber.

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Maria refere-se Ă  visĂŁo dada em EMV 31.1-5.

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EMF 32

O Evangelho como me foi revelado

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Título do capítulo : Apresentação de Jesus no Templo. A virtude de Simeão e a profecia de Ana.

Data da visão e do ditado: Terça-feira, 1 de fevereiro de 1944

CalendĂĄrio: Segunda-feira, 20 de janeiro de 4 d.C.

Local (mapa) : Jerusalém

Ciclo: Nascimento e infĂąncia de Jesus

Resumo: Maria e José deixam Belém para ir a Jerusalém. Vão apresentar Jesus no Templo. A cerimónia decorre sem problemas. Quando o rito termina, encontram Simeão, que pede para levar a criança. Os pais aceitam o pedido do velho e ele chora de alegria, dizendo as palavras que conhecemos do Evangelho. Ao ouvir as palavras sobre a sua dor futura, Maria deixa de sorrir e segura o Menino junto ao seu coração, enquanto se aproxima de José. Ana de Fanuel vem consolå-la.

Em seguida, Jesus dĂĄ um ditado e dois ensinamentos. O primeiro Ă© que a verdade nĂŁo Ă© revelada ao sacerdote que celebra o rito, que estĂĄ espiritualmente ausente. A verdade Ă© revelada a SimeĂŁo, que Ă© um simples fiel, mas que se deixou mover pelo EspĂ­rito, tendo sempre boa vontade dentro de si. O segundo ensinamento diz respeito a Ana de Fanuel, que conforta Maria. Dirigiu-se aos contemporĂąneos de Maria e ao nosso tempo, para dizer que o Senhor tambĂ©m pode enviar o seu anjo para consolar o seu povo. Basta ter fĂ© suficiente para o invocar, para receber a sua misericĂłrdia e o seu perdĂŁo. O Salvador recorda tambĂ©m que Deus permaneceu fiel Ă  sua promessa de nĂŁo voltar a enviar o dilĂșvio, ao passo que o homem nĂŁo cumpre as suas promessas. No entanto, Deus ajudar-nos-ia mais uma vez se a maioria de nĂłs o invocasse com fĂ© e amor.

Por fim, diz àqueles que tentam contrabalançar a severidade de Deus que não tenham medo, pois o Altíssimo enviar-nos-å o seu anjo para nos consolar. Devemos permanecer unidos à Cruz, pois ela sempre triunfou.

ConteĂșdo do capĂ­tulo: 32.1: Pelo campo. 32.2: E na cidade. 32.3: A purificação da mĂŁe. 32.4: A apresentação do menino. 32.5: As profecias de SimeĂŁo. 32.6: A profetisa Ana de Fanuel. 32.7: A boa vontade nĂŁo se manifesta nas prĂĄticas exteriores, mas na oração. 32.8 : SimeĂŁo teve essa boa vontade e perseverança. 32.9 : Deposita a tua angĂșstia aos pĂ©s de Deus.

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EMF 32.1

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Reconheço esta nossa mamĂŁe. É sempre ela, pĂĄlida e loira, elegante e tĂŁo gentil em tudo o que faz. EstĂĄ vestida de branco, com um manto azul claro, no qual se envolve. Na cabeça traz um vĂ©u branco. Vai levando com todo o cuidado o seu Menino.

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Descrição física de Maria na Apresentação no Templo.

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EMF 32.1

O Evangelho como me foi revelado

Citação

32.1 Vejo sair de uma casinha muito modesta um casal de pessoas. De uma pequena escada externa desce uma mãe muito jovem com um menino nos braços, envolvido em um pano branco.

Reconheço esta nossa mamĂŁe. É sempre ela, pĂĄlida e loira, elegante e tĂŁo gentil em tudo o que faz. EstĂĄ vestida de branco, com um manto azul claro, no qual se envolve. Na cabeça traz um vĂ©u branco. Vai levando com todo o cuidado o seu Menino.

Aos pĂ©s da escadinha, JosĂ© a espera, ao lado de um burrinho cinzento. JosĂ© estĂĄ todo vestido de cor marrom claro, tanto na tĂșnica, como no manto. Ele olha para Maria, e lhe sorri. Quando Maria chega perto do burrinho, JosĂ© passa a rĂ©dea do animal por baixo do braço esquerdo e segura, por um momento, o Menino, que estĂĄ dormindo tranqĂŒilo, para que Maria possa acomodar-se melhor na sela. Depois ele lhe devolve Jesus, e pĂ”em-se a caminho.

JosĂ© vai ao lado de Maria, segurando sempre o animal pela rĂ©dea, e prestando atenção para que este vĂĄ sempre direito, e sem tropeçar. Maria estĂĄ com Jesus no colo e, como por temor de que o frio lhe possa fazer mal, estende sobre ele um dos lados de seu manto. Os dois esposos falam pouco, mas sorriem um para o outro freqĂŒentemente.

A estrada, que estå longe de ser um modelo de estrada, vai-se estendendo pelo meio de um campo que, nesta estação do ano, estå vazio. Um ou outro viajante passa pelo casal, mas são raros.

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EMF 32.2-4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Depois, eis as casas que vĂŁo aparecendo e alguns dos muros que rodeiam as cidades. Os dois esposos entram por uma porta, começando o percurso sobre o calçamento (muito irregular) da cidade. O caminho se torna muito mais difĂ­cil, seja porque o trĂąnsito os obriga a parar o burrinho com frequĂȘncia, seja porque este dĂĄ contĂ­nuas sacudidelas sobre as pedras e os buracos, perturbando Maria e o Menino.

A estrada não é plana, é uma ladeira ainda que leve. Estå apertada entre as casas altas, de portinhas estreitas e baixas, com raras janelas, que dão para a rua. No alto, o céu se mostra, com muitos retalhos do seu azul, entre uma casa e outra, ou melhor, entre um e outro terraço. Em baixo, na rua, hå gente e vozerio, transeuntes que se encontram com aqueles que estão nos seus jumentos, ou com os que conduzem jumentos com carga. Outros vão indo atrås de alguma embaraçante caravana de camelos. Aum certo ponto, passa uma patrulha de legionårios romanos, com grande barulho de cascos e de armas, desaparecendo atrås de um arco colocado em uma rua muito estreita e pedregosa.

José vira para a esquerda, e entra por uma rua mais larga e mais bonita. No fim desta vejo o muro de uma fortaleza, que eu jå conhe­ço.

Maria apeia do burrinho, junto Ă  porta, onde hĂĄ uma espĂ©cie de posto para outros jumentos. Eu digo “posto”, porque Ă© parecido com um barracĂŁo, ou melhor, um telheiro, onde hĂĄ palha pelo chĂŁo e umas estacas com argolas onde se amarram os animais.

José då algumas moedas a um homenzinho, que apareceu por ali, conseguindo deste modo um pouco de feno e um cùntaro de ågua tirada de um poço velho que fica num canto, para alimentar o burrinho. Em seguida, vai ao encontro de Maria, entrando com ela no recinto do Templo.

32.3 Dirigem-se primeiro para os pórticos, onde estão aqueles que Jesus mais tarde fustigaria severamente: os vendedores de pombos e cordeiros e os cambistas. José compra dois pombinhos brancos. Não troca o dinheiro. Compreende-se que ele jå tem a quantia certa.

JosĂ© e Maria se dirigem a uma porta lateral, de oito degraus, como, me parece, tenham todas as portas. É como se o cubo do Templo seja erguido do solo. Esta porta tem um grande ĂĄtrio, parecido com os portĂ”es de nossas casas das cidades, mas seu ĂĄtrio Ă© mais amplo e adornado. Nele se encontram Ă  direita e Ă  esquerda, duas espĂ©cies de altares, ou seja, duas construçÔes retangulares, cuja finalidade, a princĂ­pio, nĂŁo compreendo bem. Parecem baixas bacias, porque a parte interna Ă© mais baixa do que a beirada externa, que fica alguns centĂ­metros mais alta.

Aparece um sacerdote, não sei se chamado por José, ou se tendo vindo por si mesmo. Maria lhe oferece os dois pobres pombos e eu, que jå sei qual a sorte que eles vão ter, viro o olhar para o outro lado. Observo os ornatos do pesado portal, do teto e do åtrio. Mas parece-me ver, com o rabo do olho, o sacerdote aspergir Maria com ågua. Deve ser ågua, porque não vejo ficarem manchas em sua veste. Depois, Maria que, junto com os pombinhos tinha dado uma porção de moedas ao sacerdote (eu me tinha esquecido de dizer isso), entra com José no Templo verdadeiro e propriamente dito, acompanhada pelo sacerdote.

Eu olho para todos os lados. É um lugar cheio de adornos. Esculturas de cabeças de anjos, palmas e outros ornatos estão sobre as colunas, sobre as paredes e o teto. A luz penetra por curiosas janelas longas e estreitas, naturalmente sem vidros, abertas em diagonal sobre a parede. Suponho que seja para impedir a entrada dos aguaceiros.

32.4 Maria segue até um certo ponto, onde påra. A alguns metros hå outros degraus, e acima deles hå outra espécie de altar, por trås do qual, hå ainda uma construção.

Percebo agora que eu achava que estivesse no Templo, mas me encontrava na parte que contorna o Templo verdadeiro e propriamente dito, isto Ă©, o Santo, dentro do qual ninguĂ©m, a nĂŁo ser os sacerdotes, acho que podem entrar. Aquilo que eu pensei que fosse o Templo nĂŁo Ă© mais do que um vestĂ­bulo fechado, que cerca em trĂȘs partes o Templo, onde estĂĄ encerrado o TabernĂĄculo. NĂŁo sei se me expliquei bem. Mas nĂŁo sou arquiteta, nem engenheira.

Maria oferece ao sacerdote o Menino, que acabou de despertar e estĂĄ movendo os olhinhos inocentes ao redor de si prĂłprio, com aquele olhar espantado dos bebĂȘs de dias. O sacerdote o toma em seus braços, e o ergue, virado para o Templo, junto Ă quela espĂ©cie de altar, que estĂĄ acima dos degraus. O rito terminou. O Menino Ă© restituĂ­do Ă  mamĂŁe, e o sacerdote se retira.

Detalhe

Maria e José vão apresentar Jesus no Templo.

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