EMF 159.3
Notas da palavra-chave
Milagres de Jesus Cristo
EMF 161.2-5
O Evangelho como me foi revelado
EMF 166.1-2
O Evangelho como me foi revelado
Tradução em curso
Palavras-chave
EMF 171.6
O Evangelho como me foi revelado
Tradução em curso
Palavras-chave
EMF 172.9-11
O Evangelho como me foi revelado
Tradução em curso
Palavras-chave
EMF 173.6 · Volume 3
O Evangelho como me foi revelado
Citação
Olhai bem: Eu tenho amigos poderosos entre os ricos, e amigos entre os miserĂĄveis da terra. Em verdade, Eu vos digo que nĂŁo sĂŁo os amigos poderosos os mais amados. Eu vou a eles, nĂŁo por amor a Mim, ou por ser uma vantagem para Mim. Mas, sim, porque deles eu posso receber muito para quem nĂŁo tem nada. Eu sou pobre. NĂŁo possuo nada. Gostaria de ter todos os tesouros do mundo e transformĂĄ-los em pĂŁes para quem estĂĄ com fome, em casas para quem estĂĄ sem casa, em roupas para quem estĂĄ nu, em remĂ©dios para quem estĂĄ doente. VĂłs me direis: âMas Tu podes curar.â Sim. Isto e outras coisas Eu posso. Mas nem sempre hĂĄ fĂ©, e Eu nĂŁo posso fazer o que faria e poderia fazer, se encontrasse nos coraçÔes alguma fĂ© em Mim. Eu quereria fazer o bem tambĂ©m a esses que nĂŁo tĂȘm fĂ©. E, visto que eles nĂŁo pedem milagre ao Filho do homem, eu quereria, de homem para homem, prestar-lhes socorro. Mas Eu nĂŁo tenho nada. Por isso, estendo a mĂŁo a quem tem e peço: âFazei-me uma caridade, em nome de Deusâ AĂ estĂĄ porque Ă© que tenho muitos amigos da alta sociedade. AmanhĂŁ, quando Eu nĂŁo estiver mais na terra, ainda existirĂŁo os pobres, e Eu nĂŁo estarei para realizar milagres aos que tem fĂ©, nem dar esmolas e levĂĄ-los Ă fĂ©. Mas, entĂŁo, os meus amigos ricos terĂŁo aprendido, pois estiveram em contato comigo, como Ă© que se faz beneficĂȘncia, e os meus apĂłstolos terĂŁo aprendido a pedir esmolas por amor dos irmĂŁos tambĂ©m pelo contato que tiveram comigo.. Assim os pobres serĂŁo sempre socorridos.
Palavras-chave
EMF 174.2-7 · Volume 3
O Evangelho como me foi revelado
Citação
A multidĂŁo pĂ”e-se em movimento, para dividir-se assim em trĂȘs partes: os que estĂŁo doentes, os que sĂŁo pobres e os que somente desejam a doutrina.
Mas, entre estes Ășltimos, primeiro dois e depois trĂȘs, parecem ter necessidade de alguma coisa, que nĂŁo Ă© a saĂșde nem o dinheiro, mas, Ă© mais necessĂĄria do que estas coisas. Uma mulher e dois homens. Olham, olham para os apĂłstolos e nĂŁo ousam falar. (...)
Jesus estå inclinado sobre os doentes, e os hosanas da multidão festejam cada milagre. Uma mulher, que parece estar sofrendo muito, ousa puxar João pela veste, enquanto ele estå conversando alegremente com André. Ele se inclina e pergunta:
â Que queres, mulher?
â Desejaria falar com o MestreâŠ
â Tens alguma doença? Pobre nĂŁo Ă©sâŠ
â NĂŁo tenho doença e nĂŁo sou pobre. Mas estou precisando dele⊠porque existem doenças sem febre e misĂ©rias sem pobreza. E a minha⊠a minha⊠âe chora.
â Escuta, AndrĂ©. Esta mulher tem um sofrimento em seu coração e desejaria ir dizĂȘ-lo ao Mestre. Como faremos?
André olha para a mulher, e diz:
â Certamente Ă© alguma coisa que faz sofrer ao revelar-seâŠ
A mulher faz com a cabeça o sinal que sim. Então, André continua:
â NĂŁo chores⊠JoĂŁo, procura levĂĄ-la atrĂĄs da nossa tenda. Eu levarei o Mestre atĂ© lĂĄ.
João, com seu sorriso, pede que abram caminho para ele poder passar, enquanto André vai na direção oposta, para Jesus. Aqueles movimentos deles são observados por dois homens aflitos, e um deles parou João e o outro André e, pouco depois, tanto um como o outro estão juntos com João e com a mulher detrås do tapume de ramos que serve de parede para a tenda.
AndrĂ© alcança Jesus, no momento em que este estĂĄ curando um aleijado, que levanta as muletas como dois trofĂ©us, ĂĄgil como um bailarino, apregoando a sua bĂȘnção. AndrĂ© sussurra:
â Mestre, lĂĄ atrĂĄs do nossa tenda, hĂĄ trĂȘs que estĂŁo chorando. Mas o mal deles Ă© do coração, e nĂŁo pode ser conhecido por outrosâŠ
â EstĂĄ bem. Tenho ainda esta menina e esta mulher. Depois irei. Vai dizer-lhes que tenham fĂ©.
André vai (...).
Os doentes jĂĄ foram todos atendidos, e sĂŁo eles que gritam com mais força no meio daquela multidĂŁo que aplaude ao âFilho de Davi, glĂłria de Deus e nossa.â
Jesus vai agora para a tenda.
Judas de Keriot grita:
â Mestre, e estes?
Jesus se vira, e diz:
â Esperem onde estĂŁo. Eles tambĂ©m serĂŁo consolados.
Com passos råpidos, se dirige para trås do tapume, ao lugar onde estão, André e João e os sofredores.
â Primeiro, a mulher. Vem comigo entre estas sebes. Fala sem medo.
â Senhor, meu marido me abandonou por uma prostituta. Eu tenho cinco filhos, e o Ășltimo estĂĄ com dois anos⊠Minha dor Ă© grande⊠penso nos filhos⊠NĂŁo sei se ele os quererĂĄ, ou se os deixarĂĄ comigo. Os filhos homens, pelo menos o primeiro, quererĂĄ que fique com ele⊠e eu, que o dei a luz, nĂŁo poderei mais ter a alegria de vĂȘ-lo? E, que ficarĂŁo eles pensando do pai e de mim? De um dos dois eles hĂŁo de pensar mal. E eu nĂŁo gostaria que eles ficassem julgando o seu paiâŠ
â NĂŁo chores. Eu sou o Senhor da Vida e da Morte. Teu marido nĂŁo se casarĂĄ com aquela mulher. Vai em paz, e continua a ser boa.
â Mas⊠nĂŁo o vais matar? Oh! Senhor, eu o amo!
Jesus sorri:
â Eu nĂŁo matarei ninguĂ©m. Mas haverĂĄ quem faça o seu trabalho. Fica sabendo que o demĂŽnio nĂŁo Ă© mais que Deus. Retornando Ă tua cidade, saberĂĄs que alguĂ©m matou a criatura maldosa, de tal modo, que o teu marido compreenderĂĄ o que estava fazendo e te amarĂĄ com um renovado amor.
A mulher beija-lhe a mão, que Jesus pÎs sobre sua cabeça, e vai embora.
174.6
Vem um dos dois homens.
â Eu tenho uma filha, Senhor. Infelizmete, ela foi a TiberĂades com algumas amigas e foi como se ela houvesse aspirado um veneno. Voltou para casa como Ă©bria. Agora quer ir embora com um grego⊠e depois⊠Mas, por que me nasceu esta filha? Sua mĂŁe estĂĄ com tamanha dor que talvez morrerå⊠Eu⊠somente as tuas palavras, que eu ouvi no inverno passado Ă© que ainda me impedem de matĂĄ-la. Mas, eu te confesso, o meu coração jĂĄ a amaldiçoou.
â NĂŁo. Deus, que Ă© Pai, nĂŁo amaldiçoa senĂŁo um pecado completo e obstinado. Que queres de Mim?
â Que tu a faças cair em si.
â Eu nĂŁo a conheço, e ela certamente nĂŁo vem atĂ© Mim.
â Mas Tu podes mudar o coração dela tambĂ©m de longe! Sabes quem me manda a Ti? Joana de Cusa. Estava partindo para JerusalĂ©m, quando eu fui ao seu palĂĄcio para perguntar se conhecia esse grego infame. Eu pensava que ela nĂŁo o conhecesse, porque Ă© boa, ainda que more em Tiberiades, mas, como Cusa lida com os pagĂŁos⊠NĂŁo o conhece. Mas me disse: âVai atĂ© Jesus. Ele, estando bem longe de mim, fez voltar o meu espĂrito e me curou da minha tuberculose com aquele gesto. Ele curarĂĄ tambĂ©m o coração da tua filha. Eu rezarei e tu, tem fĂ©. Eu tenho fĂ©.â Tu estĂĄs vendo. Tem piedade, Mestre.
â Tua filha, nesta tarde, irĂĄ chorar sobre os joelhos de sua mĂŁe, pedindo perdĂŁo. E tu tambĂ©m, sĂȘ bom, como a mĂŁe: perdoa. O passado morreu.
â Sim, Mestre. Seja como Tu queres, e que sejas bendito.
Ele se vira para ir embora⊠mas depois volta a trås:
â Perdoa, Mestre, mas estou com muito medo⊠A luxĂșria Ă© um verdadeiro demĂŽnio! DĂĄ-me um fio da tua veste. Eu o colocarei no travesseiro de minha filha. Enquanto ela estiver dormindo, o demĂŽnio nĂŁo a tentarĂĄ.
Jesus sorri, e sacode a cabeça⊠mas atende ao homem, dizendo-lhe:
â Ă para que fiques tranquilo. Mas podes crer que, quando Deus diz âEu queroâ, o diabo vai-se embora, sem que seja preciso mais nada. Quer dizer que terĂĄs isto como uma lembrança de Mim âe lhe dĂĄ um pequeno floco de suas franjas.
174.7
Vem o terceiro homem:
â Mestre, meu pai morreu. Mas nĂłs pensĂĄvamos que ele possuĂsse riqueza em dinheiro. Mas nada disso encontramos. Isso ainda seria um mal menor, porque entre nĂłs irmĂŁos nĂŁo nos falta o pĂŁo. Mas eu, sendo o primogĂȘnito, morava com meu pai. Agora os outros dois irmĂŁos estĂŁo me acusando de ter feito desaparecer as moedas e querem mover uma ação contra mim, como se eu fosse ladrĂŁo. Tu estĂĄs vendo o meu coração. Eu nĂŁo roubei nem um vintĂ©m. Meu pai guardava seu dinheiro em um cofre, dentro de uma caixinha de ferro. Quando ele morreu, abrimos a caixinha e nela nada havia. EntĂŁo eles disseram: âEsta noite, enquanto estĂĄvamos dormindo, tu a apanhaste.â NĂŁo Ă© verdade. Ajuda-me a manter a paz e a estima entre nĂłs.
Jesus olha para ele, fitando-o bem, e sorri.
â Por que estĂĄs sorrindo, Mestre?
â Porque o culpado foi o teu pai, uma culpa de criança quando esconde o seu brinquedo, por medo de que o apanhem.
â Mas ele nĂŁo era avarento. Podes crer. Ele fazia o bem.
â Eu sei⊠Mas jĂĄ estava muito velho⊠SĂŁo doenças de velhos. Ele queria conservar o dinheiro para vĂłs e vos pĂŽs em choque, por causa de um amor exagerado. Mas a caixinha estĂĄ enterrada aos pĂ©s da escada da adega. Eu te digo isto, para que fiques sabendo que Eu sei. Enquanto Eu estou te falando, por um mero acaso, o teu irmĂŁo menor estava batendo no chĂŁo, com raiva, e fez que a caixa vibrasse e a descobriram, ficando eles confusos e arrependidos por te terem acusado. Volta para casa tranquilo e sĂȘ bom para com eles. NĂŁo lhes digas nada pela falta de estima deles para contigo.
â NĂŁo, Senhor. Eu nem irei agora. Eu ficarei aqui para te ouvir. Irei amanhĂŁ.
â E se ficarem com o teu dinheiro?
â Tu dizes que nĂŁo devemos ser avarentos. Eu nĂŁo quero ser. Basta-me que haja paz entre nĂłs. Afinal, eu nem sabia quanto dinheiro havia na caixinha e nĂŁo ficarei aflito com nenhuma notĂcia que me derem, mesmo que seja diferente da verdade. Penso atĂ© que aquele dinheiro podia estar perdido⊠Como eu teria vivido antes, viverei agora, se eles me negarem o que Ă© meu. Basta que nĂŁo me chamem de ladrĂŁo.
â EstĂĄs jĂĄ bem adiantado no caminho de Deus. Segue assim, e a paz esteja contigo.
Ele também parte contente.
Palavras-chave
EMF 174.3-4 · Volume 3
O Evangelho como me foi revelado
Citação
Passa Bartolomeu, jå ancião e muito sério; passa Mateus e Filipe, que levam nos braços um aleijado que teria tido muito trabalho para atravessar a multidão compacta; passam os primos do Senhor amparando um mendigo quase cego e uma velha pobrezinha, que chora enquanto conta a Tiago os seus males; passa Tiago de Zebedeu com uma pobre menina nos braços, certamente doente que ele tomou da mãe, que o segue aflita, para impedir que a multidão faça algum mal a ela. (...)
Jesus estĂĄ inclinado sobre os doentes, e os hosanas da multidĂŁo festejam cada milagre. (...)
AndrĂ© alcança Jesus, no momento em que este estĂĄ curando um aleijado, que levanta as muletas como dois trofĂ©us, ĂĄgil como um bailarino, apregoando a sua bĂȘnção. AndrĂ© sussurra:
â Mestre, lĂĄ atrĂĄs do nossa tenda, hĂĄ trĂȘs que estĂŁo chorando. Mas o mal deles Ă© do coração, e nĂŁo pode ser conhecido por outrosâŠ
â EstĂĄ bem. Tenho ainda esta menina e esta mulher. Depois irei. Vai dizer-lhes que tenham fĂ©.
André vai, enquanto Jesus se inclina sobre a menina, que a mãe tomou de novo no colo.
â Como te chamas? âpergunta-lhe Jesus.
â Maria.
â E Eu, como me chamo?
â Jesus âresponde a menina.
â Quem sou Eu?
â O Messias do Senhor, que veio para fazer o bem aos corpos e Ă s almas.
â Quem te disse isto?
â A mamĂŁe e o papai, que esperam em Ti pela minha vida.
â Vive e sĂȘ boa.
A menina, que acho ter sido doente da espinha, pois mesmo com sete anos ou mais, não se movia senão com as mãos, e toda apertada em grossas e duras faixas, das axilas até os quadris (podem-se ver as faixas, porque a mãe abriu o vestidinho da menina para mostrå-las), fica ainda assim como estava hå alguns minutos. Depois tem um sobressalto, desliza do colo materno para o chão, e corre até Jesus, que estå curando a mulher, cujo caso não compreendo.
Os doentes jĂĄ foram todos atendidos, e sĂŁo eles que gritam com mais força no meio daquela multidĂŁo que aplaude ao âFilho de Davi, glĂłria de Deus e nossa.â
Palavras-chave
EMF 175.1-2 · Volume 3
O Evangelho como me foi revelado
Citação
No meio das numerosas flores que perfumam os campos e alegram a nossa vista, ergue-se o espectro horrĂvel de um leproso, todo cheio de feridas, exalando um forte mau cheiro, todo corroĂdo pela doença.
As pessoas gritam de espanto e voltam para trĂĄs, indo morro acima, subindo pelas encostas. Alguns apanham pedras para atirarem no pobre homem incauto.
Mas Jesus se vira, com os braços abertos, e grita:
â Paz! Ficai onde estais e nĂŁo tenhais medo. Joguem as pedras no chĂŁo. Tende piedade do nosso pobre irmĂŁo. Ele tambĂ©m Ă© filho de Deus.
EntĂŁo, todos obedecem, dominados pelo poder do Mestre. Ele se adianta, pelo meio dos prados floridos, atĂ© a poucos passos do leproso que, por sua vez, tendo compreendido que Jesus o protegia, aproxima-se dele. Depois de ter chegado perto de Jesus, prostra-se por terra e as plantas, todas em flor, parecem acolhĂȘ-lo e fazer que ele mergulhe nelas como em uma ĂĄgua fresca e perfumada. As flores, ao soprar do vento, fazem ondas, e parecem querer reunir-se para formar um vĂ©u que cobrre aquela misĂ©ria, que veio esconder-se nelas. Somente a voz dele, lamuriante ecoa lĂĄ de dentro, fazendo que as pessoas se lembrem de que hĂĄ um ser pobre e infeliz ali. Sua voz diz:
â Senhor, se queres, podes purificar-me. Tem piedade de mim tambĂ©m!
Jesus responde:
â Levanta o teu rosto e olha para Mim. O homem deve olhar para o CĂ©u, se acredita nele. E tu acreditas, porque estĂĄs pedindo.
As ervas se movem e se abrem de novo. Aparece, entĂŁo, uma coisa como a cabeça de um nĂĄufrago, que estĂĄ acabando de sair do mar, a cabeça do leproso, jĂĄ sem cabelos e sem barba. Ă uma caveira, nĂŁo ainda completamente despojada de alguns restos de carne. Contudo, Jesus nĂŁo se esquiva de pĂŽr as pontas dos dedos naquela fronte, nos pontos em que elaestĂĄ limpa, isto Ă©, sem feridas, onde se vĂȘ ainda uma pele cinza, enrugada entre duas erosĂ”es purulentas, uma das quais jĂĄ destruiu todo o couro cabeludo, enquanto que a outra abriu um buraco onde era o olho direito, de modo que eu nem saberia dizer se, entre aquele enorme buraco, que vai das tĂȘmporas atĂ© o nariz, deixando a descoberto o zigoma e a cartilagem nasal, cheio de sujeira, nĂŁo saberia se ainda existe o globo ocular ou nĂŁo.
Jesus diz, conservando sua bela mĂŁo apoiada pelas pontas dos dedos sobre a fronte dele:
â Eu quero. Fica limpo.
Ă como se o homem nĂŁo estivesse todo corroĂdo e cheio de feridas, mas somente recoberto de sujeiras, como se sobre elas tivesse sido derramada ĂĄgua com detergente, a lepra desapareceu. Primeiro, as feridas se fecharam, depois a pele ficou clara, o olho direito tornou a aparecer por debaixo da pĂĄlpebra, que nasceu de novo. E os lĂĄbios voltaram a fechar-se sobre os dentes amarelecidos. SĂł os cabelos e a barba nĂŁo apareceram, mas apenas umas moitinhas de pelos, nos lugares em que antes havia ainda pequenas ĂĄreas de epiderme sadia.
As pessoas do povo gritam de assombro. E o homem percebe que estå curado, ao ouvir aqueles gritos de alegria. Ele levanta as mãos, até então escondidas pelas ervas e toca com a mão em seu próprio olho, em cujo lugar estava antes o grande buraco; ele toca também na cabeça, onde antes estava a grande ferida, que punha a descoberto o osso do crùnio e sente-se agora com uma nova pele. Depois se levanta e olha para o próprio peito, para os quadris⊠Tudo estå são e limpo. O homem torna a agachar-se no prado florido, chorando de alegria.
â NĂŁo chores. Levanta-te e escuta-me. Volta para a vida, depois que tiveres cumprido o rito, e nĂŁo fales a ninguĂ©m, enquanto nĂŁo o tiveres cumprido. Vai mostrar-te, quanto antes, ao sacerdote, faze a oferta prescrita por MoisĂ©s, para que sirva de testemunho do milagre que aconteceu em tua cura.
â Ă a Ti que eu deveria dar esse testemunho, Senhor!
â Tu me darĂĄs, amando a minha doutrina. Vai.
175.2
A multidĂŁo se aproxima de novo e, guardando ainda a devida distĂąncia, felicita o curado pelo milagre. NĂŁo falta quem sinta necessidade de dar-lhe uma ajuda para a viagem, jogando-lhe algumas moedas. Outros lhe jogam pĂŁes e alimentos, e um deles, vendo que a veste do leproso nĂŁo Ă© mais do que um trapo que se desfia, deixando-lhe o corpo todo visĂvel, tira a prĂłpria capa, faz com ela uma trouxa, como se faz com um lenço grande, e a joga para o leproso, que com ela pode cobrir-se de maneira decente. Um outro ainda, visto que a caridade Ă© contagiosa quando Ă© feita em comum, nĂŁo resiste ao desejo de oferecer-lhe suas sandĂĄlias, tira-as dos pĂ©s e lhas joga.
â Mas, e tu? âpergunta-lhe Jesus, que viu tudo.
â Oh! Eu moro aqui perto. Posso caminhar descalço. Mas ele tem um grande caminho a percorrer!
â Deus te abençoe a ti e a todos os que ajudaram o irmĂŁo. Homem, tu rezarĂĄs por eles.
â Sim, sim, por eles e por Ti, para que o mundo tenha fĂ© em Ti.
â Adeus, Vai em paz.
O homem vai-se afastando dali, mas depois se vira, e grita:
â Mas, ao sacerdote eu posso dizer que Tu me curaste?
â NĂŁo Ă© preciso. Dize sĂł isto: âO Senhor teve misericĂłrdia de mimâ, pois tudo isso Ă© verdade e nada mais Ă© preciso dizer.
Detalhe
Cura de um leproso.
Anotação
Expondo o zigoma: Maria Valtorta foi enfermeira na sua juventude, por isso sabe uma ou duas coisas sobre anatomia.
Eu quero-o. Ser purificado. Este milagre, relatado em Mateus 8:1-3, Ă© frequentemente confundido pelos estudiosos bĂblicos com a cura de Abel, o leproso (Marcos 1:40-42; Lucas 5:12-13), que Ă© descrita em EMV 63:1/5.
"Posso dizer ao padre que tu me curaste?
- NĂŁo, nĂŁo podes. Diz-lhe apenas: 'O Senhor teve piedade de mim. "Essa Ă© a verdade. Nada mais. A partir daĂ, a reputação de Jesus foi crescendo e ele quis evitar o mais possĂvel qualquer conflito com os notĂĄveis do templo.
Evangelho de Mateus 8,1-4
Mt 8,1-4: Quando Jesus desceu do monte, seguia-o uma grande multidão. Aproximou-se um leproso e prostrou-se diante dele, dizendo: "Senhor, se quiseres, podes purificar-me. Jesus estendeu a mão, tocou-o e disse: "Quero, fica purificado. E imediatamente ele ficou limpo da sua lepra. Jesus disse-lhe: "Tem cuidado, não digas nada a ninguém, mas vai e mostra-te ao sacerdote. E då a oferta que Moisés ordenou: serå um testemunho para o povo".
Evangelho de Marcos 1, 40-45
Mc 1,40-45 : Um leproso aproximou-se dele, suplicou-lhe, pĂŽs-se de joelhos e disse: "Se quiseres, podes purificar-me". Tomado de compaixĂŁo, Jesus estendeu a mĂŁo, tocou-o e disse: "Quero; fica limpo". Imediatamente a lepra o deixou e ele ficou limpo. Jesus mandou-o embora com firmeza, dizendo-lhe: "Tem cuidado, nĂŁo digas nada a ninguĂ©m, mas vai mostrar-te ao sacerdote e dĂĄ pela tua purificação o que MoisĂ©s prescreveu na Lei: serĂĄ um testemunho para o povo. Depois de se ter ido embora, este homem começou a anunciar e a espalhar a notĂcia, de tal modo que Jesus jĂĄ nĂŁo podia entrar abertamente numa cidade, mas mantinha-se afastado em lugares desertos. Mas as pessoas vinham ter com ele de todo o lado.
Evangelho de Lucas 5, 12-14
Lc 5,12-14 : Jesus estava numa cidade, quando apareceu um homem coberto de lepra que, ao ver Jesus, se prostrou com o rosto em terra e lhe implorou: "Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo. Jesus estendeu a mão e tocou-o, dizendo: "Eu quero; fica limpo. A lepra deixou-o imediatamente. Então Jesus ordenou-lhe que não contasse a ninguém: "Em vez disso, vai mostrar-te ao sacerdote e då pela tua purificação o que Moisés ordenou; isso serå um testemunho para todos."
Palavras-chave
EMF 177.1-5 · Volume 3
O Evangelho como me foi revelado
Citação
Vindo das campinas, Jesus entra em Cafarnaum. EstĂŁo com Ele somente os doze, ou melhor, os onze apĂłstolos, porque JoĂŁo nĂŁo estĂĄ. As saudaçÔes costumeiras do povo sĂŁo de uma gama muito variada em suas expressĂ”es, desde aquelas que guardam toda a simplicidade das crianças, Ă quelas um pouco tĂmidas das mulheres, aquela extasiada dos miraculados atĂ© aquelas dos curiosos ou irĂŽnicos. HĂĄ delas para todos os gostos. Jesus responde a todos, conforme Ă© saudado: com carĂcias Ă s crianças; bĂȘnçãos Ă s mulheres; sorrisos aos miraculados e com respeito profundo pelos outros.
Mas desta vez Ă quela sĂ©rie une-se a saudação do centuriĂŁo do lugar, creio. Ele o saĂșda com o seu âSalve, Mestreâ, ao qual Jesus responde com o seu âQue Deus venha a ti.â
O romano prossegue, enquanto a multidĂŁo se aproxima curiosa de ver como vai ser aquele encontro:
â Fazem muitos dias que Te espero. Tu nĂŁo me reconheces entre os ouvintes do monte. Eu estava vestido como civil. NĂŁo me perguntas porque vim?
â NĂŁo te pergunto isto. Que queres de Mim?
â A ordem Ă© seguir aqueles que promovem ajuntamentos de pessoas, porque muitas vezes Roma teve que arrepender-se por ter dado licença para reuniĂ”es, que eram sĂł de aparĂȘncia honesta. Mas, depois de ver e ouvir, fiquei pensando em Ti como alguĂ©m⊠como alguĂ©m.
177.2
Tenho um servo doente, Senhor. Ele jaz em minha casa, no seu leito, paralisado por uma doença nos ossos e sofre terrivelmente. Os nossos médicos não o curam. Os vossos, que convidei a vir porque são males que vem dos ares corrompidos destas regiÔes, e vós as sabeis curar com as ervas do solo pantonoso da praia onde estagnam as åguas antes de serem bebidas pelas areias do mar, se recusaram a vir. E sofro por ele, porque se trata de um servo fiel.
â Eu irei e o curarei.
â NĂŁo, Senhor. NĂŁo peço que faças tanto. Eu sou um pagĂŁo, sujeira para vĂłs. Se os mĂ©dicos hebreus temem contaminar-se ao pĂŽr os pĂ©s em minha casa, com mais razĂŁo seria contaminação para Ti, que Ă©s divino. Eu nĂŁo sou digno de que Tu entres sob o meu teto. Mas se Tu dizes daqui mesmo uma sĂł palavra, o meu servo ficarĂĄ sĂŁo, porque Tu comandas a tudo o que existe. Ora se eu, que sou um homem colocado sob tantas autoridades, das quais a primeira Ă© Cesar, pelo qual devo fazer, pensar e agir como me Ă© mandado, por minha vez posso mandar sobre os soldados que estĂŁo sob as minhas ordens e se digo a um âVaiâ e a outro âVemâ, e ao meu servo âFaze istoâ, um vai onde mandei, o outro vem porque chamo e o terceiro faz aquilo que digo, Tu que Ă©s quem Ă©s, serĂĄs logo obedecido pela doença, e ela irĂĄ embora.
â A doença nĂŁo Ă© um homem⊠âobjeta-lhe Jesus.
â Tu tambĂ©m nĂŁo Ă©s um homem, mas Ă©s o Homem. Podes, portanto, dar ordens atĂ© aos elementos e Ă s febres, pois tudo estĂĄ sujeito ao teu poder.
177.3
Alguns dos maiorais de Cafarnaum levam Jesus para um lado, e lhe dizem:
â Ele Ă© um romano, mas Tu, ajuda-o, pois Ă© um homem de bem, e ele nos respeita e ajuda. Basta dizer que ele prĂłprio construiu a nossa sinagoga e manda que seus soldados nĂŁo fiquem zombando de nĂłs aos sĂĄbados. Faze, pois, este favor a ele, por amor Ă tua cidade, para que ele nĂŁo fique decepcionado e irritado, e o seu amor nĂŁo se transforme em Ăłdio contra nĂłs.
Jesus, tendo ouvido tudo, vira-se, sorrindo, para o centuriĂŁo, e diz:
â Vai indo Ă frente, que Eu vou depois.
Mas o centuriĂŁo torna a dizer:
â NĂŁo, Senhor, eu jĂĄ disse: Grande honra para mim seria que Tu entrasses sob o meu teto, mas eu nĂŁo mereço tudo isso. Dize somente uma palavra, e o meu servo ficarĂĄ curado.
â Assim seja. Vai com fĂ©. Neste mesmo instante a febre o estĂĄ deixando e a vida estĂĄ voltando aos seus membros. Faze que tambĂ©m Ă tua alma venha a vida. Vai.
O centurião faz a saudação militar, depois se inclina, e vai.
177.4
Jesus o vĂȘ partir e depois dirige-se aos presentes e diz:
â Em verdade, Eu vos digo que jamais encontrei uma fĂ© tĂŁo grande em Israel! Oh! Ă mesmo verdade![1] âO povo, que ia caminhando nas trevas, viu uma grande luz. Sobre os que moravam na escura regiĂŁo da morte, a luz resplandeceuâ, e ainda: âO Messias, tendo erguido sua bandeira sobre as naçÔes, as irĂĄ reunir!â Oh! Meu Reino! Verdadeiramente, elas afluirĂŁo para ti em um nĂșmero incalculĂĄvel! Muito mais que todos os camelos de MadiĂŁ e de Efa e os transportadores do ouro e incenso de SabĂĄ, mais numerosos do que todos os rebanhos de Cedar, e os carneiros de Nabaiot, numerosos serĂŁo aqueles que hĂŁo de vir a ti, e o meu coração se dilatarĂĄ de alegria, quando Eu vir que estĂŁo vindo a Mim os povos do mar e as potĂȘncias das naçÔes. As ilhas me estĂŁo esperando para Me adorar e os filhos dos estrangeiros Ă© que construirĂŁo as paredes de minha Igreja, cujas portas estarĂŁo sempre abertas para acolher os reis e a força das naçÔes e para santificĂĄ-las em Mim. Isto, que IsaĂas viu, certamente vai-se cumprir[2]. Eu vos digo que muitos virĂŁo do Oriente e do Ocidente para sentarem-se com AbraĂŁo, Isaac e JacĂł no Reino dos CĂ©us, enquanto que os filhos do Reino serĂŁo lançados nas trevas lĂĄ fora, onde haverĂĄ choro e ranger de dentes.
â EntĂŁo, serĂĄ que estĂĄs profetizando que os pagĂŁos serĂŁo iguais aos filhos de AbraĂŁo?
â Iguais, nĂŁo. Superiores. NĂŁo vos desgosteis com isso, isso vai ser por culpa vossa. NĂŁo Eu, mas os Profetas o dizem, e os sinais jĂĄ o confirmam.
177.5
Agora, alguém de vós vå até a casa do centurião, para verificar como de fato o servo dele estå curado, pois a fé do romano o merecia. Vamos. Talvez em casa haja doentes esperando a minha ida.
Jesus com os apĂłstolos e mais um ou outro vĂŁo Ă casa em que Ele tem ficado nos dias em que estĂĄ em Cafarnaum, pois a maior parte do povo, com um grande vozerio, se dirige precipitadamente para a casa do centuriĂŁo.
Anotação
Ele saĂșda-o com: "Ave, Mestre! Salve no original italiano, como na Salve Regina, e nĂŁo Ave como naAve Maria.
Hå vårios dias que estou à vossa espera. Não me reconheces, mas eu estava entre os que te ouviam na montanha. Estava vestida à civil. De facto, Maria Valtorta tinha-se apercebido da sua presença na terça-feira(EMV 171.1).
SĂŁo doenças que vĂȘm do ar corrompido dessas regiĂ”es: As febres dos pĂąntanos (febre amarela ou paludismo) causaram graves epidemias na Antiguidade. SĂŁo mencionadas vĂĄrias vezes na obra. Durante sĂ©culos, essas febres foram atribuĂdas Ă insalubridade do ar (aria cattiva, de onde vem a palavra italiana mala aria = mau ar), sem nunca fazer a ligação com os mosquitos. Maria Valtorta estĂĄ a relatar uma opiniĂŁo que estĂĄ perfeitamente de acordo com a crença romana e que nĂŁo estĂĄ relacionada com os seus conhecimentos de enfermeira.
Sabeis curĂĄ-los com ervas do solo febril da costa, onde as ĂĄguas estagnam antes de serem absorvidas pela areia do mar. Trata-se, sem dĂșvida, da agrimĂłnia (agrimonia eupatoria), que cresce nos pĂąntanos. PlĂnio menciona-o. A sua infusĂŁo Ă© utilizada para combater a malĂĄria (de palus = pĂąntano, em latim). O pĂąntano Ă beira-mar mencionado pelo centuriĂŁo pode ter sido Dor (atualmente Al Tantura), a sul do Monte Carmelo. SĂł foi drenado em 1892. O paludismo era aĂ abundante.
Pensa-se que foi ele que mandou construir a sinagoga. SĂł Lucas 7,5 menciona este pormenor.
Garanto-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente e sentar-se-ão com Abraão, Isaac e Jacob no Reino dos Céus, enquanto os filhos do Reino serão lançados nas trevas exteriores, onde haverå choro e ranger de dentes. Este é o fim do relato de Mateus 8,11-12, mas Lucas menciona-o noutro lugar (Lucas 13,28-29).
Jesus, acompanhado pelos apóstolos e por outras pessoas, dirigiu-se para a casa onde habitualmente se hospedava quando estava em Cafarnaum. A casa de Tomé de Cafarnaum. Tomé era provavelmente um parente afastado de Jesus.
Evangelho de Mateus 8, 5-13
Mt 8,5-13 : Quando Jesus entrou em Cafarnaum, aproximou-se dele um centuriĂŁo que lhe pediu: "Senhor, o meu servo estĂĄ em casa paralĂtico e sofre muito. Jesus disse-lhe: "Eu prĂłprio vou curĂĄ-lo. O centuriĂŁo respondeu: "Senhor, nĂŁo sou digno de que entres debaixo do meu teto, mas basta dizeres uma palavra e o meu criado ficarĂĄ curado. Eu prĂłprio, que tenho autoridade, tenho soldados Ă s minhas ordens; a um digo: 'Vai', e ele vai; a outro: 'Vem', e ele vem; e ao meu escravo: 'Faz isto', e ele faz." Jesus ficou admirado com estas palavras e disse aos que o seguiam: "Em verdade vos digo que nĂŁo encontrei em Israel uma fĂ© assim. Por isso vos digo que muitos virĂŁo do Oriente e do Ocidente e ocuparĂŁo os seus lugares com AbraĂŁo, Isaac e Jacob no banquete do Reino dos CĂ©us, mas os filhos do Reino serĂŁo lançados nas trevas exteriores, onde haverĂĄ choro e ranger de dentes. E Jesus disse ao centuriĂŁo: "Vai para casa e faça-se em ti segundo a tua fĂ©. E o servo ficou curado naquela mesma hora.
Evangelho de Lucas 7, 1-10
Lc 7, 1-10 : Quando Jesus acabou de explicar todas as suas palavras ao povo, entrou em Cafarnaum. Havia ali um centuriĂŁo cujo escravo estava doente e prestes a morrer, e o centuriĂŁo gostava muito dele. Quando ouviu falar de Jesus, mandou alguns judeus notĂĄveis pedir-lhe que viesse salvar o seu escravo. Quando chegaram ao pĂ© de Jesus, suplicaram-lhe encarecidamente: "Ele merece isto de ti. Ele ama a nossa nação: foi ele que construiu a sinagoga para nĂłs". Jesus ia a caminho com eles e jĂĄ nĂŁo estava longe da casa, quando o centuriĂŁo mandou alguns amigos dizer-lhe: "Senhor, nĂŁo te incomodes, porque nĂŁo sou digno de que entres debaixo do meu teto. Por isso nĂŁo me autorizei a ir ter contigo. Mas dize uma palavra e que o meu servo fique curado! Eu estou subordinado a uma autoridade, mas tenho soldados sob as minhas ordens; a um digo: 'Vai', e ele vai; a outro: 'Vem', e ele vem; e ao meu escravo: 'Faz isto', e ele faz." Ao ouvir isto, Jesus ficou admirado com ele. Ao ouvir isto, Jesus ficou admirado. Voltou-se e disse Ă multidĂŁo que o seguia: "Digo-vos que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fĂ©! Quando regressaram a casa, encontraram o escravo de boa saĂșde.
Evangelho de Lucas 13, 28-29
Lc 13, 28-29 : EntĂŁo haverĂĄ choro e ranger de dentes, quando virdes AbraĂŁo, Isaac e Jacob e todos os profetas no Reino de Deus, enquanto vĂłs sois expulsos. Eles virĂŁo do Oriente e do Ocidente, do AquilĂŁo e do Sul, e tomarĂŁo lugar no banquete do Reino de Deus.
Livro de IsaĂas, 9, 1
Is 9, 1 : Os povos que andavam nas trevas viram uma grande luz, e a luz brilhou sobre os que viviam na terra da sombra da morte.
Livro de IsaĂas 11, 10-12
Is 11, 10-12 : Naquele dia, a raiz de JessĂ©, erguida como estandarte para os povos, serĂĄ procurada pelas naçÔes, e a sua morada serĂĄ gloriosa. Naquele dia, o Senhor estenderĂĄ pela segunda vez a sua mĂŁo para resgatar o resto do seu povo, o resto das terras da AssĂria e do Egito, de Patros, da EtiĂłpia, de ElĂŁo, de Sennaar, de Hamate e das ilhas do mar. Ele erguerĂĄ um estandarte para as naçÔes e reunirĂĄ os desterrados de Israel; reunirĂĄ os dispersos de JudĂĄ desde os quatro confins da terra.
Livro de IsaĂas 60, 5-10
Is 60, 5-10 : EntĂŁo vĂȘ-lo-ĂĄs e ficarĂĄs radiante; o teu coração saltarĂĄ e expandir-se-ĂĄ, porque as riquezas do mar virĂŁo ter contigo, os tesouros das naçÔes virĂŁo ter contigo. MultidĂ”es de camelos te cobrirĂŁo, os dromedĂĄrios de MidiĂŁ e de EfĂĄ; todos os de SabĂĄ virĂŁo, trazendo ouro e incenso, e proclamarĂŁo os louvores de JavĂ©. Todos os rebanhos de Cedar se juntarĂŁo a ti; os carneiros de Nabaiote servir-te-ĂŁo; subirĂŁo ao meu altar como oferta agradĂĄvel, e eu glorificarei a casa da minha glĂłria.
Quem são estes que voam como nuvens, como pombas para o seu pombal? Porque as ilhas esperam em mim, e os navios de Tårsis virão primeiro, para trazerem os teus filhos de longe, com a sua prata e o seu ouro, para honrarem o nome de Javé, teu Deus, e o Santo de Israel, porque ele te glorificou. Os filhos dos estrangeiros construirão os teus muros, e os seus reis serão os teus servos, porque te feri na minha ira, mas na minha bondade tive compaixão de ti.