EMF 211.3 · Volume 3
O Evangelho como me foi revelado
Citação
Assim como o arrependimento anula a culpa, assim o presente anula o passado.
Notas do tema
EMF 211.3 · Volume 3
Assim como o arrependimento anula a culpa, assim o presente anula o passado.
EMF 211.3 · Volume 3
Se nĂŁo quereis ser amaldiçoados pelo Senhor e por mim, seu servo, amai ao Messias. E nĂŁo tenhais dĂșvidas. O testemunho dele Ă© este: espĂrito de paz, amor perfeito, sabedoria superior a qualquer outra, doutrina celeste, humildade absoluta, potĂȘncia em cada coisa, humildade total, castidade angelical. NĂŁo podeis enganar-vos. Quando estiverdes respirando a paz ao lado de um homem que se chama Messias, quando beberdes amor, â amor que dele emana â quando passardes das vossas trevas para a luz e vir que os pecadores sĂŁo perdoados, as carnes serdes curadas, entĂŁo dizei: âEste Ă© realmente o Cordeiro de Deus!â
JoĂŁo Batista fala ao povo de Hebron e diz-lhes que devem amar o Messias.
EMF 211.4 · Volume 3
â Trazei-me os vossos doentes, e depois reuni-vos neste jardim abandonado e profanado pelo pecado, depois de ter sido feito um templo pela Graça que nele habitou.
Os hebronitas partem dali em todas as direçÔes, como andorinhas, e fica sĂł o sinagogo, que entra com Jesus e os discĂpulos atĂ© para lĂĄ do muro do jardim, indo Ă sombra de uma trepadeira misturada com roseiras e videiras, que ali cresceram, como bem lhes pareceu. Os hebronitas apressam-se em voltar. E com eles jĂĄ vem sendo trazido um paralĂtico em uma padiola, uma jovem cega, um mudinho e dois doentes que eu nĂŁo sei o que tĂȘm, e que vĂȘm acompanhados pelos que os ajudam.
â A paz esteja contigo âdiz Jesus, saudando a cada um dos doentes, que vĂŁo se aproximando dele.
E, depois, a doce pergunta:
â Que quereis que Eu vos faça?
E aà vem o coro das lamentaçÔes desses infelizes e no qual cada um quer contar a sua própria história.
Jesus, que estava sentado, levanta-se, e vai até o mudinho, cujos låbios Ele molha com sua saliva, e lhe diz a grande palavra:
â Abre-te.
E, enquanto a diz, molha tambĂ©m as pĂĄlpebras nĂŁo separadas da cega com o dedo ainda molhado de saliva. Depois dĂĄ a mĂŁo ao paralĂtico, e lhe diz:
â Levanta-te!
E, por fim, impÔe a mão aos dois doentes, dizendo:
â Ficai sĂŁos, em nome do Senhor!
E o mudinho, que antes sĂł gemia, diz agora claramente:
â MamĂŁe! âenquanto que a jovem jĂĄ bate as pĂĄlpebras, agora abertas para a luz, e faz com os dedos um abrigo contra o sol, que ela ainda nĂŁo conhecia, e chora e ri, esfregando os olhos, porque nĂŁo estĂĄ acostumada com a luz, e olha de novo para as copas das ĂĄrvores, para a terra, para as pessoas e para Jesus.
O paralĂtico desce com facilidade da padiola, e os seus bondosos portadores a levantam agora vazia, para mostrar aos que estĂŁo longe que a graça fora concedida, enquanto os dois doentes estĂŁo chorando de alegria, e se ajoelham para venerar ao seu Salvador.
A multidão estå fazendo uma alvoroço frenético de hosanas. Tomé, que estå perto de Judas, olha para ele de um modo tão intenso, e com uma expressão tão clara, que ele lhe responde:
â Eu era um estulto, perdoa-me.
Tomé, que estå ao lado de Judas, olha-o tão intensamente e com uma expressão tão clara que Judas responde: "Fui um louco, perdoa-me". Isto segue-se a uma discussão entre Tomé e Judas, na qual o Iscariotes acusa Jesus de jå não fazer milagres. Cf. EMV 210.
EMF 211.5-8 · Volume 3
Quando cessou a gritaria, Jesus começa a falar.
â O Senhor falou a JosuĂ©, dizendo: âFala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Separai as cidades para os fugitivos e dos quais Eu vos falei por meio de MoisĂ©s, para que nelas possa refugiar-se quem involuntariamente tiver matado alguĂ©m, para que ele possa escapar da ira de algum parente prĂłximo, que queira vingar o sangue derramado.â E Hebron Ă© uma daquelas cidades.
Sempre foi dito: âE os mais velhos da cidade nĂŁo entregarĂŁo o inocente a quem o estiver procurando para matĂĄ-lo, mas o acolherĂŁo e lhe darĂŁo morada e aĂ ficarĂĄ ele atĂ© o julgamento, e enquanto nĂŁo morrer o Sumo Sacerdote que estiver em função. Depois disso, ele poderĂĄ entrar em sua cidade e em sua casa.â Nesta lei jĂĄ se leva em consideração o amor misericordioso para com o prĂłximo. Esta lei foi imposta por Deus, porque nĂŁo Ă© lĂcito condenar o acusado, sem ouvi-lo, nem Ă© lĂcito matar em momento de ira.
Pode-se tambĂ©m dizer o mesmo a respeito dos delitos e acusaçÔes morais. NĂŁo Ă© lĂcito acusar a quem nĂŁo se conhece, nem julgar, sem ter ouvido o acusado. Mas hoje Ă s acusaçÔes e condenaçÔes pelas culpas de costume, ou pelas culpas possĂveis, acrescenta-se a elas uma nova sĂ©rie: a que se refere e se pĂ”e contra os que vĂȘm em nome de Deus. Durante sĂ©culos, ela se repetiu contra os Profetas, e agora volta a repetir-se contra o Precursor de Cristo e contra Cristo. VĂłs o vedes. AtraĂdo com uma cilada para fora do territĂłrio de SiquĂ©m, o Batista estĂĄ esperando a morte nos cĂĄrceres de Herodes, porque ele jamais se dobrarĂĄ diante da mentira ou do compromisso e poderĂĄ ser despedaçada a sua vida e cortada sua cabeça, mas nĂŁo se poderĂĄ despedaçar a sua honestidade, nem separar sua alma da Verdade, Ă qual ele tem servido fielmente em todas as suas diversas formas, divinas, sobrenaturais ou morais que sejam. Igualmente se persegue Cristo, com dupla e dĂ©cupla fĂșria, porque Ele nĂŁo se limita a dizer: âNĂŁo te Ă© permitidoâ a Herodes, mas lhe troveja o seguinte: âNĂŁo te Ă© permitidoâ, e por toda parte onde, entrando, encontra pecado, ou sabe que existe o pecado, sem excluir nenhuma categoria, em nome de Deus e pela honra de Deus.
211.6
Como jamais pode acontecer isto? NĂŁo haverĂĄ mais servos de Deus em Israel? Sim, os hĂĄ. Mas sĂŁo âĂdolos.â
Na carta de Jeremias aos exilados estĂŁo ditas, por entre muitas outras coisas, tambĂ©m estas. E sobre estas chamo a vossa atenção, porque cada palavra do livro Ă© um ensinamento que, desde o momento em que o EspĂrito a faz escrever, por causa de um fato presente, ela se refere a um fato que virĂĄ no futuro. Portanto, o que estĂĄ escrito Ă© isto: âLogo que entrardes em BabilĂŽnia, vereis deuses de ouro, de prata, de pedra, de madeira⊠Tomai cuidado para nĂŁo imitardes o modo de agir dos estrangeiros, e para nĂŁo terdes medo, nĂŁo temĂȘ-los⊠Dizei em vosso coração: âĂ preciso adorar somente a Ti, Ăł Senhor.ââ E a carta enumera as particularidades desses Ădolos, que tĂȘm uma lĂngua feita por algum artĂfice, e nĂŁo se podem servir dela para reprovar os seus falsos sacerdotes, que os despojam, para revestir com o ouro do Ădolo as meretrizes, quando nĂŁo acontece que tirem aquele ouro, que foi profanado pelo suor da prostituição, para revestir o Ădolo. Estes Ădolos, que a ferrugem ou as traças podem roer e que ficam limpos e bem arrumados, sĂł se o homem lhes lavar a cara e os tornar a vestir, jĂĄ que eles nĂŁo podem fazer nada por si mesmos apesar de ter cetro ou machado na mĂŁo. E termina o Profeta: âPor isso, nĂŁo os temais.â E continua: âInĂșteis, como vasos quebrados, sĂŁo estes deuses. Seus olhos estĂŁo cheios da poeira levantada pelos pĂ©s dos que entram no templo e sĂŁo conservados bem fechados: como se estivessem num sepulcro, ou como quem ofendeu o rei, porque qualquer um pode despojĂĄ-los de suas vestes preciosas. Eles nĂŁo vĂȘem a luz das lĂąmpadas e, por isso, estĂŁo no templo como vigas, e as candeias nĂŁo lhes servem senĂŁo para enfumaçå-los, enquanto as corujas, as andorinhas e outros passarinhos voam por cima da cabeça deles e a cobrem de vĂrgulas com os seus excrementos e os gatos nela fazem seus ninhos, com as vestes deles, e as rasgam. Por tudo isso, nĂŁo devem ser temidos. SĂŁo coisas mortas. Nem mesmo o ouro lhes serve para nada. Ă uma amostra, e se nĂŁo for polido, nĂŁo brilha, assim como os deuses nĂŁo sentiram nada, quando alguĂ©m os fabricou. Nem o fogo conseguiu despertĂĄ-los. Eles foram comprados por preços fabulosos. E sĂŁo transportados para onde o homem quer, porque sĂŁo vergonhosamente fracos⊠Por que, entĂŁo, sĂŁo chamados deuses? Por que sĂŁo adorados com ofertas e com uma pantomima de cerimĂŽnias falsas, nĂŁo sinceras da parte de quem as faz, nem acreditadas por quem as vĂȘ. Se um mal ou um bem lhes Ă© feito, eles permanecem inertes, sĂŁo incapazes de eleger ou destronar um rei, nĂŁo podem dar riquezas nem fazer o mal, nĂŁo podem salvar um homem da morte, nem salvar o fraco do prepotente. Eles nĂŁo tĂȘm piedade das viĂșvas e dos ĂłrfĂŁos. SĂŁo semelhantes Ă s pedras da montanhaâŠâ
A carta diz mais ou menos isso.
211.7
Eis. NĂłs tambĂ©m temos Ădolos, e nĂŁo mais santos, nas fileiras do Senhor. E por isto Ă© que o Mal pode levantar-se contra o Bem. O mal que suja de esterco a inteligĂȘncia e o coração dos que nĂŁo sĂŁo mais santos e se aninha em suas falsas vestes de bondade.
NĂŁo sabem mais falar as palavras de Deus. Ă natural! Eles tĂȘm uma lĂngua feita pelo homem, e falam palavras de homem, quando nĂŁo falam palavras de satanĂĄs, e nĂŁo sabem nada mais do que censurar os inocentes e os pobres, mas calam-se onde vĂȘem corrupção nos poderosos. Porque todos sĂŁo corruptos, e nĂŁo podem acusar-se um ao outro das mesmas culpas. Ăvidos sĂŁo, nĂŁo do Senhor, mas de Mamon, trabalham aceitando o ouro da luxĂșria e do delito, trocando-o, roubando-o, tomados por um frenesi, que passa por cima de todos os limites e de tudo. Toda a poeira se aninha sobre eles, fermenta sobre eles e, se eles mostram uma cara limpa, os olhos de Deus estĂŁo vendo como estĂĄ sujo o seu coração. A ferrugem do Ăłdio e o verme do pecado os rĂłi, e eles nĂŁo sabem fazer nada para se salvarem. Desfecham suas maldiçÔes, como cetros e machados, mas nĂŁo sabem que eles Ă© que estĂŁo amaldiçoados. Fechados em seus pensamentos e em sua ira, como cadĂĄveres em seus sepulcros, ou prisioneiros em seu cĂĄrcere, lĂĄ estĂŁo, agarrando-se Ă s barras, por medo de que alguma mĂŁo os tire de lĂĄ, porque lĂĄ dentro esses mortos sĂŁo ainda alguma coisa: sĂŁo mĂșmias, nĂŁo mais do que mĂșmias com aparĂȘncia humana, mas com corpo reduzido a madeira seca, enquanto que lĂĄ fora seriam objetos ultrapassados para um mundo que procura a vida, que sente necessidade da vida, como o menino sente da mĂŁe e quer quem lhe dĂȘ vida, e nĂŁo os fedores da morte.
Eles estĂŁo no Templo, sim, e a fumaça das lĂąmpadas, isto Ă©, das honras, os enfumaça, mas a luz nĂŁo desce atĂ© eles. E todas as paixĂ”es se aninham neles como passarinhos e gatos, enquanto que o fogo de sua missĂŁo nĂŁo lhes dĂĄ o mĂstico tormento de estarem sendo abrasados pelo fogo de Deus. Eles sĂŁo refratĂĄrios ao Amor. O fogo da caridade nĂŁo os incendeia, assim como a caridade nĂŁo os veste com seus ĂĄureos esplendores. A caridade para com o prĂłximo Ă© a forma; e a caridade que vem de Deus e do homem Ă© a fonte. Porque Deus se afasta do homem que nĂŁo ama e, por isso, essa primeira fonte para de jorrar e ao afastar o homem do homem malvado, para de jorrar tambĂ©m a segunda fonte. Tudo Ă© tirado, pela Caridade, do homem sem amor. Deixam-se comprar por um preço maldito e deixam se levar para onde as vantagens e o poder querem.
NĂŁo, NĂŁo Ă© permitido! NĂŁo existe moeda para comprar a consciĂȘncia, e especialmente a dos sacerdotes e dos mestres. NĂŁo Ă© permitido ter condescendĂȘncia com as coisas fortes da terra, quando elas querem levar-nos a praticar atos contrĂĄrios ao que Ă© ordenado por Deus. Isto seria uma impotĂȘncia espiritual, mas estĂĄ escrito[4]: âO eunuco nĂŁo entrarĂĄ na assembleia do Senhor.â Se, pois, nĂŁo pode fazer parte do povo de Deus quem Ă© impotente por natureza, poderĂĄ ser ministro o que Ă© impotente em seu espĂrito? Porque, em verdade Eu vos digo que muitos sacerdotes e mestres jĂĄ estĂŁo atormentados por um culpĂĄvel eunuquismo espiritual, jĂĄ mutilados em sua virilidade espiritual. SĂŁo muitos. E sĂŁo demais!
211.8
Meditai. Observai. Confrontai. Vereis que temos muitos Ădolos e poucos ministros do Bem que Ă© Deus. E aĂ estĂĄ por que Ă© que pode acontecer que as cidades refĂșgios jĂĄ nĂŁo sejam mais refĂșgio. Nada mais Ă© respeitado em Israel, e os santos morrem, porque os nĂŁo santos os consideram odiosos.
Mas Eu vos convido: âVinde.â Eu vos chamo em nome do vosso JoĂŁo, que estĂĄ sofrendo, porque foi santo; que recebeu o golpe, porque vai Ă minha frente e porque procurou limpar as sujeiras dos caminhos por onde passa o Cordeiro. Vinde servir a Deus. O tempo estĂĄ prĂłximo. NĂŁo fiqueis despreparados para a Redenção. Fazei que a chuva caia sobre o terreno semeado. SenĂŁo, ele terĂĄ sido semeado em vĂŁo. VĂłs, vĂłs de Hebron, deveis ir Ă frente! Aqui vĂłs convivestes com Zacarias e Isabel: os santos que mereceram do CĂ©u, JoĂŁo. Aqui JoĂŁo espalhou o perfume da graça com sua verdadeira inocĂȘncia de pequenino e, do seu deserto, vos enviou os incensos anticorruptores de sua graça, que se tornou um prodĂgio de penitĂȘncia. NĂŁo decepcioneis o vosso JoĂŁo. Ele elevou o amor ao prĂłximo a um nĂvel quase divino, em que ele ama o Ășltimo habitante do deserto, como ama a vĂłs, seus conterrĂąneos. Mas Ă© certo que para vĂłs ele suplica a Salvação. E a Salvação Ă© seguir a Voz do Senhor e crer em sua Palavra. Desta cidade sacerdotal, vinde em massa para o serviço de Deus. Eu estou passando e vos chamando. NĂŁo sejais inferiores Ă s meretrizes, Ă s quais basta uma palavra de misericĂłrdia, para deixarem o caminho que percorreram antes, e virem para o Caminho do Bem.
Foi-me perguntado, quando aqui cheguei: âMas Tu, nĂŁo conservas rancor de nĂłs?â Rancor? Oh! NĂŁo. Eu conservo Ă© amor a vĂłs. E conservo a esperança de ver-vos nas fileiras do meu povo. Do povo que Eu conduzo para Deus, neste novo ĂȘxodo para a verdadeira Terra Prometida: para o Reino de Deus, do outro lado do Mar Vermelho das sensualidades e desertos do pecado, livres de toda espĂ©cie de escravidĂŁo, para a Terra eterna, cheia de delĂcias, repleta de pazâŠ
Vinde! Este Ă© o Amor que passa. Qualquer um pode acompanhĂĄ-lo, porque, para ser acolhidos por Ele, nĂŁo se precisa mais do que de boa vontade.
O Senhor dirigiu-se a JosuĂ© com estas palavras: "Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: 'Estabelecei as cidades de refĂșgio de que vos falei por intermĂ©dio de MoisĂ©s, para que aquele que matou involuntariamente possa aĂ encontrar refĂșgio e escapar assim Ă ira do parente mais prĂłximo, o vingador do sangue. "Cf. JosuĂ© 20, 1-9 e Ăxodo 21, 12-13. Ver os extractos abaixo.
E continua: "E os anciĂŁos da cidade nĂŁo entregarĂŁo o inocente nas mĂŁos daquele que procura matĂĄ-lo, mas recebĂȘ-lo-ĂŁo e permitirĂŁo que ele habite ali, e ele permanecerĂĄ ali atĂ© o julgamento e atĂ© a morte do sumo sacerdote entĂŁo em exercĂcio; depois disso, ele poderĂĄ retornar Ă sua cidade e Ă sua casa. "Cf. JosuĂ© 20,1-9 e Nm 35,25-28. Ver abaixo.
Nesta lei, o amor misericordioso para com o prĂłximo Ă© observado e organizado. Ă a lei das cidades de refĂșgio e a lei das cidades levĂticas.
Cidades de refĂșgio: Esta lei, a que se refere a citação anterior (JosuĂ© 20,1-6), diz respeito Ă s cidades de refĂșgio, que serviam de asilo para os homicidas involuntĂĄrios. Desta forma, ficavam isentas da lei da vingança (que Judas menciona nas Ășltimas linhas da EMV 566.8, talvez referindo-se a GĂ©nesis 9,6 e a certas passagens que recordamos a seguir). Havia seis destas cidades de refĂșgio, incluindo Hebron (como aqui) e Kedesh (como em EMV 342.1.2.7.9).
Cidades levĂticas: Estas eram das 48 cidades levĂticas, onde viviam os levitas. Ver o extrato bĂblico abaixo, no Livro de JosuĂ©, capĂtulo 21.
As prescriçÔes relativas a ambas encontram-se em Ăxodo 21:12-13 | NĂșmeros 35 | DeuteronĂłmio 4:41-43 | DeuteronĂłmio 19:1-13 | JosuĂ© 20-21. Ver os extractos abaixo.
A carta de Jeremias aos exilados inclui o seguinte. Carta de Jeremias 1,1-72 (por vezes inserida em Baruc 6). O extrato bĂblico Ă© fornecido abaixo.
__________________________________________________________________________________________
Livro de JosuĂ© 20, 1-9 (cidades de refĂșgio)
JosuĂ© 20, 1-9: JavĂ© falou a JosuĂ©, dizendo: "Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: 'Como vos ordenei por intermĂ©dio de MoisĂ©s, designai para vĂłs cidades de refĂșgio, para onde possa fugir o homicida que matou alguĂ©m por engano, sem o saber, e elas serĂŁo o vosso refĂșgio contra o vingador do sangue. O homicida fugirĂĄ para uma dessas cidades; pararĂĄ Ă entrada da porta da cidade e explicarĂĄ o seu caso aos anciĂŁos dessa cidade; eles acolhĂȘ-lo-ĂŁo na cidade e dar-lhe-ĂŁo um lugar para viver com eles. Se o vingador do sangue o perseguir, nĂŁo entregarĂŁo o homicida nas suas mĂŁos, pois ele matou sem saber o seu prĂłximo, que antes nĂŁo odiava. O homicida permanecerĂĄ na cidade atĂ© que compareça perante a congregação para ser julgado, atĂ© Ă morte do sumo sacerdote que estarĂĄ em funçÔes naqueles dias. EntĂŁo o assassino voltarĂĄ para trĂĄs e regressarĂĄ Ă sua cidade e Ă sua casa, Ă cidade de onde fugiu".
Consagraram Cedes em Gallilee, na regiĂŁo montanhosa de Naftali; SiquĂ©m, na regiĂŁo montanhosa de Efraim; e Cariath-arbe, que Ă© Hebron, na regiĂŁo montanhosa de JudĂĄ. Do outro lado do JordĂŁo, em frente a JericĂł, a leste, escolheram Bosor, no deserto, na planĂcie, cidade da tribo de RĂșben; Ramote, em Gileade, da tribo de Gade, e Gaulom, em BasĂŁ, da tribo de ManassĂ©s. Estas foram as cidades designadas para todos os filhos de Israel e para os estrangeiros que peregrinavam entre eles, a fim de que quem tivesse matado alguĂ©m por engano pudesse refugiar-se ali e nĂŁo morresse Ă s mĂŁos do vingador do sangue antes de comparecer perante a assembleia.
Livro dos NĂșmeros 35, 25-28
NĂșmeros35:25-28 : A congregação livrarĂĄ o homicida do vingador do sangue e fĂĄ-lo-ĂĄ voltar para a cidade de refĂșgio, para onde fugiu, e ali ficarĂĄ atĂ© Ă morte do sumo sacerdote que foi ungido com o Ăłleo sagrado. Se, antes disso, o homicida sair do territĂłrio da cidade de refĂșgio para onde fugiu, e se o vingador do sangue o encontrar fora do territĂłrio da sua cidade de refĂșgio, e se o vingador do sangue matar o homicida, este nĂŁo serĂĄ culpado de homicĂdio, porque o homicida deve permanecer na sua cidade de refĂșgio atĂ© Ă morte do sumo sacerdote; e, depois da morte do sumo sacerdote, o homicida poderĂĄ regressar Ă terra onde se encontra a sua possessĂŁo.
Livro do Ăxodo 21, 12-13
Ex 21, 12-13: Quem ferir um homem de morte deve ser morto. Mas se não lhe tiver armado um laço e se Deus o tiver entregado à sua mão, eu indicar-lhe-ei um lugar onde se refugiar.
Livro do DeuteronĂłmio 4, 41-43
Dt 4, 41-43: MoisĂ©s separou trĂȘs cidades do outro lado do JordĂŁo, a leste, para que, se um homicida matasse inadvertidamente o seu prĂłximo e nĂŁo fosse seu inimigo, pudesse refugiar-se numa dessas cidades e salvar a sua vida. Estas eram : Bosor, no deserto, na planĂcie, para os rubenitas; Ramote, em Gileade, para os gaditas, e GolĂŁ, em BasĂŁ, para os manassitas.
Livro do DeuteronĂłmio 19, 1-13
Dt 19,1-13: Quando o Senhor teu Deus tiver exterminado as naçÔes cuja terra te estĂĄ a dar, e as tiveres expulsado e estiveres a viver nas suas cidades e nas suas casas, separarĂĄs trĂȘs cidades no meio da terra que o Senhor teu Deus te estĂĄ a dar para possuĂres. RepararĂĄs os caminhos que conduzem a elas e dividirĂĄs em trĂȘs partes a terra que o Senhor teu Deus te dĂĄ em herança, para que todo o homicida fuja para essas cidades. Ă neste caso que o homicida que se refugiar ali terĂĄ a sua vida salva: se tiver morto o seu prĂłximo sem querer, sem ter sido seu inimigo. Por exemplo, um homem vai cortar lenha na floresta com outro homem; a sua mĂŁo levanta o machado para cortar uma ĂĄrvore; o ferro escapa-se do cabo, atinge o seu companheiro e mata-o: este homem fugirĂĄ para uma destas cidades e a sua vida serĂĄ salva. Caso contrĂĄrio, o vingador do sangue, perseguindo o assassino no calor da sua cĂłlera, alcançå-lo-ia, se o caminho fosse demasiado longo, e dar-lhe-ia um golpe mortal; e, no entanto, este homem nĂŁo teria merecido a morte, uma vez que nĂŁo tinha qualquer Ăłdio anterior pela vĂtima. Ă por isso que vos dou esta ordem: "Separai trĂȘs cidades. E se JavĂ©, teu Deus, alargar as tuas fronteiras, como jurou aos teus pais, e te der toda a terra que prometeu aos teus pais que te daria, desde que guardes e cumpras todos estes mandamentos que hoje te dou, amarĂĄs o Senhor teu Deus e andarĂĄs sempre nos seus caminhos, e a estas trĂȘs cidades acrescentarĂĄs mais trĂȘs, para que nĂŁo se derrame sangue inocente no meio da terra que o Senhor teu Deus te dĂĄ em herança, e para que nĂŁo haja sangue sobre ti. Mas se um homem odiar o seu prĂłximo e o emboscar e o ferir de morte, e depois fugir para uma destas cidades, os anciĂŁos da sua cidade mandarĂŁo prendĂȘ-lo e entregĂĄ-lo-ĂŁo nas mĂŁos do vingador do sangue, para que morra. O teu olho nĂŁo terĂĄ piedade dele, e tirarĂĄs o sangue inocente de Israel, e prosperarĂĄs.
Livro de JosuĂ© 21, 1-43 (cidades levĂticas)
JosuĂ© 21,1-43: EntĂŁo os chefes das famĂlias dos levitas foram ter com Eleazar, o sacerdote, com JosuĂ©, filho de Num, e com os chefes das famĂlias das tribos dos filhos de Israel, e falaram-lhes em SilĂł, na terra de CanaĂŁ, dizendo: "O Senhor ordenou por MoisĂ©s que nos fossem dadas cidades para as nossas habitaçÔes, e os seus arrabaldes para o nosso gado". Assim, os filhos de Israel deram aos levitas, da sua herança, segundo a ordem do Senhor, as seguintes cidades e os seus arrabaldes.
Os filhos de AarĂŁo, o sacerdote, dentre os levitas, obtiveram por sorteio treze cidades da tribo de JudĂĄ, da tribo de SimeĂŁo e da tribo de Benjamim; os outros filhos de Caate obtiveram por sorteio dez cidades das famĂlias da tribo de Efraim, da tribo de DĂŁ e da meia tribo de ManassĂ©s. Os filhos de Gerson tomaram por sorteio treze cidades das famĂlias da tribo de Issacar, da tribo de Aser, da tribo de Naftali e da meia tribo de ManassĂ©s, em BasĂŁ. Os filhos de Merari, segundo as suas famĂlias, receberam doze cidades da tribo de RĂșben, da tribo de Gade e da tribo de Zebulom. Os filhos de Israel deram essas cidades e os seus arrabaldes aos levitas, por sorteio, como o Senhor tinha ordenado por intermĂ©dio de MoisĂ©s.
Da tribo dos filhos de JudĂĄ e da tribo dos filhos de SimeĂŁo, deram as seguintes cidades, por nome, aos filhos de AarĂŁo, das famĂlias dos caatitas, dos filhos de Levi, pois foram os primeiros a serem sorteados. Deram-lhes, na regiĂŁo montanhosa de JudĂĄ, a cidade de Arbe, pai de Enaque, que Ă© Hebrom, e os seus arrabaldes em redor. Mas deram a Calebe, filho de JefonĂĄ, os campos em redor desta cidade e as suas aldeias, para que os possuĂsse. Deram tambĂ©m aos filhos de ArĂŁo, o sacerdote, a cidade de refĂșgio do homicida: Hebrom e seus arrabaldes, Lebna e seus arrabaldes, Jeter e seus arrabaldes, Estemo e seus arrabaldes, Holom e seus arrabaldes, Dabir e seus arrabaldes, Aim e seus arrabaldes, Jeta e seus arrabaldes, Betsames e seus arrabaldes; nove cidades destas duas tribos. Da tribo de Benjamim: GibeĂŁo e seus arrabaldes, GibeĂĄ e seus arrabaldes, Anatote e seus arrabaldes, Almom e seus arrabaldes: quatro cidades. Todas as cidades dos sacerdotes, filhos de ArĂŁo: treze cidades e seus arrabaldes.
Quanto Ă s famĂlias dos filhos de Caate, os levitas e os outros filhos de Caate, as cidades que lhes couberam por sorteio eram da tribo de Efraim. Os filhos de Israel deram-lhes a cidade de refĂșgio do homicida, SiquĂ©m e seus arrabaldes, na regiĂŁo montanhosa de Efraim, bem como Gazer e seus arrabaldes, Cibsaim e seus arrabaldes, Bete-Horom e seus arrabaldes: quatro cidades. Da tribo de DĂŁ: Elteco e seus arrabaldes, GibatĂŁ e seus arrabaldes, Aijalom e seus arrabaldes, Gete-Regmon e seus arrabaldes: quatro cidades. Da meia tribo de ManassĂ©s: TanĂĄ e seus campos, e Gete-Regmon e seus campos: duas cidades. Ao todo, dez cidades e seus subĂșrbios, para as famĂlias dos outros filhos de Caate.
Aos filhos de GĂ©rson, das famĂlias dos levitas, deram, da meia tribo de ManassĂ©s, a cidade de refĂșgio do homicida: Gaulom, em BasĂŁ, e seus arrabaldes, e Bosra e seus arrabaldes; duas cidades. Da tribo de Issacar: Ceresion e seus arrabaldes, Daberete e seus arrabaldes, Jaramote e seus arrabaldes, En-Ganim e seus arrabaldes; quatro cidades. Da tribo de Aser: Masal e seus campos, Abdon e seus campos, Helcate e seus campos, Rohob e seus campos: quatro cidades. Da tribo de Naftali: a cidade de refĂșgio do homicida, Cedes, na GalilĂ©ia, e seus arrabaldes, Hamote-Dor e seus arrabaldes, CartĂŁ e seus arrabaldes; trĂȘs cidades. Todas as cidades dos gersonitas, segundo as suas famĂlias: treze cidades e seus arrabaldes. Ăs famĂlias dos filhos de MerĂĄri, ao resto dos levitas, deram, da tribo de Zebulom, JecnĂŁo e seus campos, CartĂĄ e seus campos, Damna e seus campos, Naalol e seus campos: quatro cidades. E da tribo de RĂșben, Bosor e seus campos, Jassa e seus campos, Cedemote e seus campos, Mefaate e seus campos: quatro cidades. E da tribo de Gade: a cidade de refĂșgio do homicida, Ramote-Gileade e seus arrabaldes, Manaim e seus arrabaldes, Hesbom e seus arrabaldes, Jaser e seus arrabaldes; ao todo, quatro cidades. Todas as cidades que foram designadas por sorteio aos filhos de Merari, segundo as suas famĂlias, e que constituĂram o resto das famĂlias dos levitas: doze cidades.
Todas as cidades dos levitas no meio das possessÔes dos filhos de Israel: quarenta e oito cidades e os seus arrabaldes. Cada uma destas cidades tinha os seus arrabaldes à volta; assim foi com todas estas cidades. Assim, Javé deu a Israel toda a terra que tinha jurado dar aos seus pais; eles tomaram posse dela e estabeleceram-se nela. Javé deu-lhes descanso à sua volta, como tinha jurado a seus pais; nenhum dos seus inimigos lhes pÎde resistir, e Javé entregou-os todos nas suas mãos. E de todas as coisas boas que o Senhor tinha dito à casa de Israel, nenhuma ficou por cumprir: todas se cumpriram.
Livro de Jeremias 1, 1-72 (por vezes transposto para o Livro de Baruc 6, 1-72) - Sobre os Ădolos
Jer 1, 1-72 | Ba 6, 1-72 : CĂłpia da carta que Jeremias enviou aos que iam ser levados cativos para a BabilĂłnia pelo rei dos babilĂłnios, para lhes dizer o que Deus lhe tinha ordenado que lhes dissesse. Por causa dos pecados que cometestes perante Deus, sereis levados cativos para a BabilĂłnia por Nabucodonosor, rei dos babilĂłnios. Quando chegarem a BabilĂłnia, ficarĂŁo lĂĄ durante muitos anos e por muito tempo, atĂ© sete geraçÔes, e depois eu os tirarei de lĂĄ em paz. Mas na BabilĂłnia verĂĄs deuses de prata, de ouro e de madeira, que se carregam aos ombros e que causam medo entre as naçÔes. Tenham cuidado para que tambĂ©m vocĂȘs nĂŁo imitem esses estrangeiros e nĂŁo se deixem dominar pelo medo desses deuses. Quando virdes multidĂ”es de pessoas a juntarem-se diante e atrĂĄs deles e a prestar-lhes homenagem, dizei no vosso coração: "Ăs tu, Mestre, que deves ser adorado. Porque o meu anjo estĂĄ contigo e cuida da tua vida.
Porque a lĂngua destes deuses foi polida por um artesĂŁo; estĂĄ coberta de ouro e prata, mas sĂŁo mentiras e nĂŁo podem falar. Quanto a uma rapariga que gosta de enfeites, pegaram em ouro e fizeram coroas para pĂŽr na cabeça desses deuses. Os sacerdotes chegam ao ponto de roubarem o ouro e a prata dos seus deuses e de os usarem para os seus prĂłprios fins; atĂ© os dĂŁo Ă s prostitutas das suas casas. Adornam esses deuses de prata, de ouro e de madeira com vestes ricas como os homens, mas eles nĂŁo podem proteger-se da ferrugem nem dos vermes. Depois de se vestirem de pĂșrpura, ainda tĂȘm de limpar o rosto, porque o pĂł da casa cobre-os densamente. HĂĄ um que segura um cetro, como um governador de provĂncia: nĂŁo mata ninguĂ©m que o ofenda. Outro traz na mĂŁo uma espada ou um machado, mas nĂŁo pode defender-se do inimigo ou dos ladrĂ”es. Isto mostra que eles nĂŁo sĂŁo deuses, por isso nĂŁo os temam.
Tal como o vaso de um homem, quando se parte, torna-se inĂștil, o mesmo acontece com os seus deuses. Se os colocares numa casa, os seus olhos enchem-se do pĂł dos pĂ©s de quem entra. Tal como se fecham cuidadosamente as portas da prisĂŁo a um homem que ofendeu o rei, ou a um homem que vai ser morto, assim tambĂ©m os sacerdotes defendem a morada dos seus deuses com portas fortes, com trancas e ferrolhos, para que nĂŁo sejam roubados pelos ladrĂ”es. Acendem lĂąmpadas, ainda mais do que para si prĂłprios, e esses deuses nĂŁo as vĂȘem. SĂŁo como uma das vigas da casa, e diz-se que os seus coraçÔes sĂŁo devorados pelos vermes que saem do chĂŁo e os devoram, a eles e Ă s suas roupas, sem que o sintam. Os seus rostos ficam negros com o fumo que sai da casa. Corujas, andorinhas e outras aves esvoaçam Ă volta dos seus corpos e das suas cabeças, e os prĂłprios gatos divertem-se da mesma maneira. Assim saberĂĄs que eles nĂŁo sĂŁo deuses, por isso nĂŁo os temas.
O ouro com que estĂŁo cobertos para os embelezar, se alguĂ©m nĂŁo tirar a ferrugem, nĂŁo o farĂĄ brilhar; pois eles nem sequer sentiram nada quando foram derretidos. Esses Ădolos foram comprados pelo preço mais alto, e nĂŁo hĂĄ neles nenhum sopro de vida. NĂŁo tendo pĂ©s, sĂŁo carregados aos ombros, mostrando assim aos homens a sua vergonhosa impotĂȘncia. Que aqueles que os servem sejam confundidos com eles! Se caĂrem no chĂŁo, nĂŁo se levantarĂŁo por vontade prĂłpria; e se alguĂ©m os levantar, nĂŁo se moverĂŁo por vontade prĂłpria; e se se inclinarem, nĂŁo se endireitarĂŁo. As oferendas sĂŁo colocadas diante deles como diante dos mortos. Os sacerdotes vendem as vĂtimas que lhes sĂŁo oferecidas e lucram com elas; as suas mulheres salgam-nas e nĂŁo dĂŁo nada aos pobres ou aos doentes. As mulheres que estĂŁo a dar Ă luz ou em estado de impureza tocam nos seus sacrifĂcios. Sabendo, pois, por estas coisas que eles nĂŁo sĂŁo deuses, nĂŁo os temais.
E porquĂȘ chamar-lhes deuses? Porque sĂŁo as mulheres que vĂȘm trazer as suas oferendas a esses deuses de prata, de ouro e de madeira. E nos seus templos os sacerdotes sentam-se com as tĂșnicas rasgadas, a cabeça e o rosto rapados e a cabeça descoberta. Eles bradam e gritam diante dos seus deuses, como se estivessem numa festa fĂșnebre. Os seus sacerdotes despojam-se das suas vestes, e eles vestem as suas mulheres e os seus filhos com elas. Quer se lhes faça mal, quer se lhes faça bem, nĂŁo podem fazer nada; nĂŁo podem instituir um rei nem derrubĂĄ-lo. NĂŁo podem dar riquezas, nem mesmo fazer o bem. TambĂ©m nĂŁo podem dar riquezas, nem mesmo uma moeda. Se alguĂ©m que lhes fez um voto nĂŁo o cumprir, eles nĂŁo lhes pedirĂŁo nada. NĂŁo salvarĂŁo um homem da morte; nĂŁo arrebatarĂŁo o fraco da mĂŁo dos poderosos. NĂŁo darĂŁo vista ao cego, nem livrarĂŁo o aflito. NĂŁo se compadecerĂŁo da viĂșva, nem farĂŁo bem ao ĂłrfĂŁo. Estes Ădolos de madeira, cobertos de ouro e prata, sĂŁo como pedras cortadas numa montanha, e aqueles que os servem serĂŁo envergonhados. Como Ă© que podemos acreditar ou dizer que eles sĂŁo deuses?
Os prĂłprios caldeus desonram-nos quando, vendo um homem que nĂŁo pode falar, o apresentam a Bel, pedindo-lhe que fale, como se o deus pudesse ouvir alguma coisa. E, apesar de se aperceberem disso, nĂŁo conseguem abandonar esses Ădolos, pois eles nĂŁo tĂȘm sentimento. As mulheres, envoltas em cordas, vĂŁo sentar-se nos caminhos, queimando farinha grosseira; e quando uma delas, atraĂda por algum transeunte, dormiu com ele, censura a vizinha por nĂŁo ter sido julgada digna da mesma honra e por nĂŁo ter visto a sua trança de junco partida. Tudo o que se diz sobre os Ădolos Ă© mentira. Como podemos entĂŁo acreditar ou dizer que eles sĂŁo deuses?
Eles foram feitos por artesĂŁos e ourives; nĂŁo podem ser de outra forma que nĂŁo seja a vontade dos trabalhadores. E os trabalhadores que os criaram nĂŁo tĂȘm muito tempo de vida: como poderiam entĂŁo as suas obras ser de longa duração? Eles nĂŁo deixaram para a posteridade senĂŁo mentiras e desgraças. Quando vem a guerra, ou qualquer outra calamidade, os sacerdotes deliberam entre si sobre onde se esconderĂŁo com os seus deuses: como Ă© que nĂŁo se pode entender que estes nĂŁo sĂŁo deuses, que nĂŁo se podem salvar da guerra ou de qualquer outra calamidade?
Estes Ădolos de madeira, cobertos de ouro e prata, serĂŁo mais tarde reconhecidos como uma mentira; para todas as naçÔes e reis serĂĄ Ăłbvio que nĂŁo sĂŁo deuses, mas obras de homens, e que nĂŁo hĂĄ nenhuma obra divina neles. Para quem, entĂŁo, nĂŁo seria Ăłbvio que eles nĂŁo sĂŁo deuses?
Eles nunca estabelecerão um rei sobre uma terra, nem darão chuva aos homens. Não poderão julgar os seus próprios assuntos, nem protegerão contra a injustiça, pois nada podem fazer, como os corvos que se interpÔem entre o céu e a vossa terra. E quando o fogo cair sobre a casa desses deuses de madeira, revestidos de ouro e prata, os seus sacerdotes fugirão e salvar-se-ão; mas eles consumir-se-ão como vigas no meio das chamas. Não resistirão a um rei ou a um exército inimigo. Como é que podemos admitir ou pensar que eles são deuses?
NĂŁo escaparĂŁo aos ladrĂ”es e aos salteadores, esses deuses de madeira, cobertos de prata e de ouro. Homens mais poderosos do que eles roubarĂŁo a prata e o ouro e levarĂŁo as ricas roupas com que se cobriram, e esses deuses nĂŁo poderĂŁo ajudar-se a si prĂłprios. Assim, Ă© melhor ser um rei que mostra a sua força, ou um vaso Ăștil na casa que o dono usa, do que ser esses falsos deuses; ou uma porta numa casa que guarda o que estĂĄ dentro, do que ser esses falsos deuses; ou um pilar de madeira na casa de um rei, do que ser esses falsos deuses. O sol, a luz e as estrelas, que sĂŁo brilhantes e enviadas para o benefĂcio dos homens, obedecem a Deus. Do mesmo modo, o relĂąmpago, quando aparece, Ă© belo de se ver; o vento tambĂ©m sopra sobre toda a terra; e as nuvens, quando Deus lhes ordena que cubram toda a terra, fazem o que lhes Ă© ordenado. TambĂ©m o fogo, quando enviado do alto para consumir as montanhas e as florestas, faz o que lhe Ă© ordenado. Mas os Ădolos nĂŁo sĂŁo comparĂĄveis, nem em beleza nem em poder, a todas estas coisas. Por isso, nĂŁo devemos pensar nem dizer que sĂŁo deuses, pois nĂŁo podem discernir o que Ă© justo nem fazer o bem aos homens. Sabendo, pois, que nĂŁo sĂŁo deuses, nĂŁo os temais.
Eles nĂŁo podem amaldiçoar nem abençoar os reis. NĂŁo mostram Ă s naçÔes sinais no cĂ©u; nĂŁo brilham como o sol nem dĂŁo luz como a lua. Os animais sĂŁo melhores do que eles, porque podem fugir e encontrar abrigo e ser Ășteis para si prĂłprios. Por isso, nĂŁo nos parece de modo algum que eles sejam deuses; por isso, nĂŁo os temais.
Tal como um espantalho num campo de pepinos nĂŁo te protege de nada, assim Ă© com os seus deuses de madeira, cobertos de ouro e prata. Tal como um espinheiro num jardim, onde pousam todas as aves, ou um morto atirado para um lugar escuro, assim sĂŁo os seus deuses de madeira, cobertos de ouro e de prata. AtĂ© a pĂșrpura e o escarlate que se desvanecem sobre eles mostram que nĂŁo sĂŁo deuses. Eles prĂłprios acabarĂŁo por ser devorados e tornar-se-ĂŁo uma vergonha na terra. Melhor Ă© o homem justo que nĂŁo tem Ădolos, pois nĂŁo teme a confusĂŁo.
EMF 211.5 · Volume 3
NĂŁo Ă© lĂcito condenar o acusado, sem ouvi-lo, nem Ă© lĂcito matar em momento de ira. Pode-se tambĂ©m dizer o mesmo a respeito dos delitos e acusaçÔes morais. NĂŁo Ă© lĂcito acusar a quem nĂŁo se conhece, nem julgar, sem ter ouvido o acusado.
EMF 211.7 · Volume 3
NĂłs tambĂ©m temos Ădolos, e nĂŁo mais santos, nas fileiras do Senhor. E por isto Ă© que o Mal pode levantar-se contra o Bem. O mal que suja de esterco a inteligĂȘncia e o coração dos que nĂŁo sĂŁo mais santos e se aninha em suas falsas vestes de bondade.
EMF 211.7 · Volume 3
Deus se afasta do homem que nĂŁo ama.
EMF 211.7 · Volume 3
NĂŁo existe moeda para comprar a consciĂȘncia, e especialmente a dos sacerdotes e dos mestres. NĂŁo Ă© permitido ter condescendĂȘncia com as coisas fortes da terra, quando elas querem levar-nos a praticar atos contrĂĄrios ao que Ă© ordenado por Deus.
EMF 211.8 · Volume 3
Eu vos convido: âVinde.â (...) Vinde servir a Deus. O tempo estĂĄ prĂłximo. NĂŁo fiqueis despreparados para a Redenção. Fazei que a chuva caia sobre o terreno semeado. SenĂŁo, ele terĂĄ sido semeado em vĂŁo. (...) A Salvação Ă© seguir a Voz do Senhor e crer em sua Palavra. (...) Vinde em massa para o serviço de Deus. Eu estou passando e vos chamando. NĂŁo sejais inferiores Ă s meretrizes, Ă s quais basta uma palavra de misericĂłrdia, para deixarem o caminho que percorreram antes, e virem para o Caminho do Bem.
Foi-me perguntado, quando aqui cheguei: âMas Tu, nĂŁo conservas rancor de nĂłs?â Rancor? Oh! NĂŁo. Eu conservo Ă© amor a vĂłs. E conservo a esperança de ver-vos nas fileiras do meu povo. Do povo que Eu conduzo para Deus, neste novo ĂȘxodo para a verdadeira Terra Prometida: para o Reino de Deus, do outro lado do Mar Vermelho das sensualidades e desertos do pecado, livres de toda espĂ©cie de escravidĂŁo, para a Terra eterna, cheia de delĂcias, repleta de pazâŠ
Vinde! Este Ă© o Amor que passa. Qualquer um pode acompanhĂĄ-lo, porque, para ser acolhidos por Ele, nĂŁo se precisa mais do que de boa vontade.
EMF 211.8 · Volume 3
Foi-me perguntado, quando aqui cheguei: âMas Tu, nĂŁo conservas rancor de nĂłs?â Rancor? Oh! NĂŁo. Eu conservo Ă© amor a vĂłs. E conservo a esperança de ver-vos nas fileiras do meu povo. Do povo que Eu conduzo para Deus, neste novo ĂȘxodo para a verdadeira Terra Prometida: para o Reino de Deus, do outro lado do Mar Vermelho das sensualidades e desertos do pecado, livres de toda espĂ©cie de escravidĂŁo, para a Terra eterna, cheia de delĂcias, repleta de pazâŠ
Vinde! Este Ă© o Amor que passa. Qualquer um pode acompanhĂĄ-lo, porque, para ser acolhidos por Ele, nĂŁo se precisa mais do que de boa vontade.
Jesus disse: