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O Evangelho como me foi revelado

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Jesus fala de juramentos, de jejum e de oração. No seu sermão, insiste na dificuldade do homem em ser honesto e nos seus falsos juramentos: demasiadas vezes, o homem é um perjuro, e aquele que exige um juramento não tem, ele próprio, muita confiança no seu próximo. Quando fazemos um juramento e juramos algo, invocando aquilo que nos é mais caro, estamos a enganar o nosso próximo: somos ladrÔes, sacrílegos, traidores e assassinos. Mas não enganamos Deus, que é a própria Verdade. Por isso, Jesus encoraja as pessoas a não fazerem juramentos falsos, como no Evangelho, e ordena aos outros que não jurem sobre os mortos, nem sobre o chefe da nossa família, nem sobre o nosso corpo, que pertence a Deus. Que o nosso sim seja um sim e o nosso não seja um não.

Em seguida, Cristo insiste na oração do coração, onde procuramos nĂŁo ser notados e onde nĂŁo somos dominados por escrĂșpulos. Temos de deixar de contar o nĂșmero de horas que passamos em oração: nĂŁo sĂŁo tanto as oraçÔes sem alma que contam, mas sim os actos e as palavras ditas com amor. Jesus disse que podemos fazer tudo rezando: seja fazer um pĂŁo, seja fazer o nosso trabalho, desde que procuremos amar em tudo. TambĂ©m nĂŁo devemos ter medo de pedir, porque Deus Ă© um Pai que cuida de nĂłs e das nossas necessidades.

De seguida, o Mestre explica porque Ă© que Deus pode nĂŁo responder Ă  nossa oração. Ele pode recusar-nos um favor porque isso nos vai prejudicar no futuro. Por isso, Ă s vezes, Deus diz: "NĂŁo posso", porque, na sua Sabedoria, vĂȘ que essa graça, que nos parece boa agora, nos seria prejudicial mais tarde.

Por fim, Jesus aplica ao jejum o que diz sobre a oração: nĂŁo devemos exibir-nos em pĂșblico nem ficar tristes, mas sim estar alegres e agir como se tivĂ©ssemos comido bem. Esconder este jejum dos outros serĂĄ um ato de heroĂ­smo e Deus recompensar-nos-ĂĄ por nĂŁo procurarmos o elogio dos homens. AlĂ©m disso, quem jejua por amor alimenta-se de amor.

O Salvador manda entĂŁo embora as pessoas que estĂŁo a ouvir e acolhe dois pobres. Um deles Ă© Ismael, um homem rejeitado pela filha que quer fazer a sua Ășltima PĂĄscoa; o outro Ă© uma mulher chamada Sarath que estĂĄ doente. Ele cura Sarat e Jesus pede-lhe que cuide do velho. Cristo pergunta entĂŁo a SimĂŁo, o Zelota, se pode confiĂĄ-los a LĂĄzaro, uma vez que sĂŁo dois homens pobres que nada tĂȘm, e LĂĄzaro garante-lhe que sim. O episĂłdio termina com o velho feliz por ter adotado uma nova filha e por ter encontrado um novo protetor.

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