Notas da palavra-chave

A Virgem Maria

Tema: Palavras-chave principais e transversais 🌟 · PĂĄgina 8 de 32

Conforto de leitura

EMF 23.10

O Evangelho como me foi revelado

Citação

23.10 “Deixa-me pîr as mãos sobre o teu ventre.” Oh! se em vossos sofrimentos me pedísseis sempre isto!

Eu sou a eterna portadora de Jesus. Ele estå no meu ventre, conforme tu viste no ano passado, que Ele é como uma Hóstia consagrada no ostensório. Quem vem a mim, O encontra. Quem em mim se apoia, pÔe-se em contato com Ele. Quem se dirige a mim, fala com Ele. Eu sou a sua veste. Ele é a minha alma. Agora Ele estå mais unido a mim, do que nos nove meses em que crescia no meu ventre. O meu Filho estå unido à sua mãe. Acalmam-se todas as dores, florescem todas as esperanças, fluem todas as graças de quem vem a mim, e pousa sua cabeça sobre o meu ventre.

Eu rezo por vós. Recordai-vos disso. A felicidade de estar no céu, de viver no raio da luz de Deus, não me deixam esquecer meus filhos sofredores na terra. Rezo. Todo o céu estå rezando. Porque o céu ama. O céu é caridade viva. A caridade tem piedade de vós. Ainda que fossem só as minhas oraçÔes, jå seriam suficientes para as necessidades de quem espera em Deus. Porque eu não cesso de rezar por todos vós: pelos santos e pelos maus, para alcançar a alegria para os santos, e o arrependimento que salva para os malvados.

Vinde, ó filhos de minha dor. Eu vos espero aos pés da cruz para dar-vos a graça.

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EMF 24

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Título do capítulo: A circuncisão de João Batista. Maria é uma fonte de graça para aqueles que acolhem a Luz.

Data da visão: Terça-feira, 4 de abril de 1944 (Terça-feira Santa)

Data do ditado: Terça-feira, 4 de abril de 1944. Numa cópia dactilografada, Maria Valtorta anota: "A Santíssima Virgem Maria ditou estas palavras na Quarta-feira Santa.

CalendĂĄrio: Sexta-feira, 12 de julho do ano -5

Localização (mapa): Hebron

Ciclo: Nascimento e infĂąncia de Jesus

Resumo: É a circuncisĂŁo de JoĂŁo. HĂĄ muita gente em casa de Zacarias. Falam do nome da criança e querem dar-lhe o nome do pai, mas Isabel Ă© inflexĂ­vel: chamar-se-ĂĄ JoĂŁo. Pediram a opiniĂŁo de Zacarias e ele escreveu que o nome seria de facto JoĂŁo, "Deus Ă© bondoso". Depois, a sua lĂ­ngua soltou-se e ele disse o seu hino. Isabel ficou radiante. A circuncisĂŁo teve lugar e o bebĂ© acalmou-se nos braços da Virgem. Zacarias foi ter com ela e pediu-lhe perdĂŁo por nĂŁo a ter reconhecido quando estava grĂĄvida do Salvador. Abençoou-a e a Imaculada respondeu-lhe que todo o louvor devia ir para Deus. A Imaculada pede-lhe tambĂ©m que reze por ela, porque se ser mĂŁe do Salvador Ă© um destino abençoado, ser mĂŁe do Redentor deve ser um destino de sofrimento atroz.

No ditado que se segue, Maria explica que Deus perdoa aqueles que reconhecem os seus pecados e se arrependem. Convida-nos a libertar as nossas almas de tudo o que as pesa e a acolher a Luz de Deus. A Virgem explica-nos ainda que aqueles que possuem Deus, que tĂȘm a amizade de Deus, nunca estĂŁo sozinhos, porque, mesmo que isso nĂŁo nos tire o sofrimento, dĂĄ-nos luz e uma carĂ­cia que alivia a nossa cruz. É preciso tambĂ©m saber agradecer ao AltĂ­ssimo as suas graças.

Finalmente, a Imaculada explica-nos que a fazemos sofrer muito porque rejeitamos a graça. Quando ela deu o ditado, aproximava-se a Sexta-Feira Santa, pelo que nos convidou a rezar com as palavras do seu Filho na Cruz. Por fim, recorda a Maria que, apesar de ver as suas alegrias, o seu sofrimento cresceu sempre exponencialmente, até receber nos seus braços o seu Filho morto.

Índice do capĂ­tulo: 24.1: A casa em festa. 24.2: O nome. O milagre. O Benedictus. 24.3: SĂł Maria pode aliviar a dor do pequeno JoĂŁo, que regressa da circuncisĂŁo. 24.4: Zacarias, que volta a falar, prostra-se diante de Maria. 24.5: Maria pede as suas oraçÔes pela Coredemptrix em que se tornarĂĄ. 24.6: Deus perdoa os arrependidos. 24.7: Ele torna a dor doce na sua amargura. 24.8: A dor de ver um inimigo de Jesus. 24.9: O mistĂ©rio da Sexta-feira Santa. 24.10: Uma dor sempre crescente.

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EMF 24.1

O Evangelho como me foi revelado

Citação

24.1 Vejo a casa em festa. É o dia da circuncisão.

Maria cuida que tudo esteja bonito e em ordem. Os quartos estãos resplandescentes de luz, e os tecidos mais belos e as decoraçÔes mais lindas esplendem por toda parte. Hå muita gente. Maria se move ågil entre os grupos, toda bela na sua mais bonita veste branca.

Isabel, reverenciada como uma matrona, sente-se feliz em sua festa. O menino estĂĄ em seu colo, farto de leite.

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EMF 24.4-5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

24.4 Zacarias entra, e fecha a porta. Olha para Maria, com lågrimas nos olhos. Ele quer falar. Mas continua calado. Anda para a frente. Ajoe­lha-se diante de Maria.

– Abençoa a este miserĂĄvel servo do Senhor –diz ele–. Abençoa-o porque tu o podes fazer, tu que o trazes em teu ventre. A palavra de Deus me falou, na hora em que eu reconheci o meu erro e acreditei em tudo o que me havia sido dito. Eu estou vendo a ti e a tua feliz sorte. Em ti eu adoro o Deus de JacĂł. Tu, meu primeiro Templo, onde o sacerdote, que regressa, pode orar ao Eterno. Bendita Ă©s tu, que obtiveste graça para o mundo, doando-lhe o Salvador. Perdoa o teu servo, se ele nĂŁo viu a tua majestade. Tu nos trouxeste todas as graças com a tua vinda, porque por onde passas, Ăł cheia de graça, Deus opera os seus prodĂ­gios. Santas sĂŁo as paredes, que te abrigam, santos se tornam os ouvidos que ouvem a tua voz, e santas as carnes por ti tocadas. Santos os coraçÔes aos quais concedes graças, Ăł mĂŁe do AltĂ­ssimo, Ăł virgem profetizada e esperada para dar ao povo de Deus o Salvador.

24.5 Maria sorri, cheia de humildade. E fala:

– Louvor ao Senhor. Somente a Ele. Dele, e nĂŁo de mim Ă© que procede toda graça. E Ele te dĂĄ essa graça, porque tu o amas. Continua no caminho da perfeição, nos anos que ainda te restam, para mereceres o Seu Reino, que o meu Filho­ abrirĂĄ para os patriarcas, para os profetas e para os justos do Senhor. E tu, agora que podes orar diante do Santo, reza por esta serva do AltĂ­ssimo. Porque ser mĂŁe do Filho de Deus Ă© uma feliz sorte. Ser mĂŁe do Redentor deve ser partilhar de uma dor atroz. Reza por mim que, a cada hora que passa, sinto crescer o peso da minha dor. Durante toda a minha vida, deverei levar comigo esse peso. Ainda que eu nĂŁo veja os pormenores deste peso, sinto que serĂĄ bem maior, do que se fosse posto o mundo sobre estes meus pobres ombros de mulher, e eu tivesse que oferecĂȘ-lo ao cĂ©u. Eu, sozinha, pobre mulher! O meu Menino! O meu Filho! Ah! Agora o teu nĂŁo estĂĄ chorando, porque o estou ninando. Mas, poderei eu ninar o meu para acalmar sua dor?
 Reza por mim, sacerdote de Deus. O meu coração estĂĄ tremendo como uma flor exposta Ă  ventania. Eu olho para os homens, e os amo. Mas vejo, atrĂĄs dos seus rostos aparecer o inimigo, fazendo deles inimigos de Deus e de Jesus, o meu Filho


A visĂŁo termina com a palidez de Maria e com suas lĂĄgrimas, que fazem ficar brilhante o seu olhar.

Detalhe

Zacarias acaba de descobrir que Maria Ă© a SantĂ­ssima, aquela que dĂĄ Ă  luz o Salvador.

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EMF 25

O Evangelho como me foi revelado

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Título do capítulo : A apresentação de João Batista no Templo e a partida de Maria. A paixão de José.

Data da visĂŁo e do ditado: Quarta-feira 5 e quinta-feira 6 de abril de 1944 (Semana Santa)

Calendårio: Terça-feira 13 de agosto - 5 d.C.

Local (mapa) : Jerusalém

Ciclo: Nascimento e infĂąncia de Jesus

Resumo: Maria, Isabel e Zacarias estĂŁo em JerusalĂ©m para a apresentação de JoĂŁo Batista no Templo. À sua chegada, Maria pergunta por JosĂ© num estĂĄbulo onde todos os peregrinos tĂȘm de ir, mas o santo homem nĂŁo estĂĄ lĂĄ. O grupo prossegue entĂŁo o seu caminho para o Templo.

O rito de purificação tem lugar e os sacerdotes ficam felizes por darem esta festa a um dos seus. As pessoas ficam surpreendidas com o facto de Isabel ser a mĂŁe: a princĂ­pio, todos pensam que Maria Ă© a mĂŁe de JoĂŁo. Mas apercebem-se de que isso nĂŁo Ă© possĂ­vel, pois Maria jĂĄ estava grĂĄvida, enquanto JoĂŁo tinha apenas alguns dias de vida. Quando Isabel apresentou o bebĂ© no Templo, jĂĄ nĂŁo havia lugar para dĂșvidas e todos ficaram espantados.

O rito tinha terminado e não se via José em lado nenhum. Zacarias sugeriu que esperassem em casa dos pais de Zebedeu, para que, se o carpinteiro não chegasse, a sua mulher pudesse regressar à Galileia com alguns pecadores que passavam por ali. No entanto, esperaram o mais que puderam e José chegou finalmente.

Saudou a Virgem com alegria e respeito e desejou ver a criança. Isabel e Zacarias atendem-lhe o desejo e vão-se embora. São José sugere então à Cheia de Graça que parta à noite, para que a viagem lhe seja mais agradåvel. Ela concordou. Foi enquanto se preparava que José se apercebeu que Maria estava gråvida. Mas não disse nada...

De seguida, Maria faz um ditado sobre a PaixĂŁo de JosĂ©. Explica que esta durou trĂȘs dias, mas que foi intensa: a Virgem teve de lutar contra a tentação de desanimar. Ela via o sofrimento do seu marido, mas nĂŁo podia aliviĂĄ-lo de forma alguma para obedecer Ă  ordem de Deus, que lhe tinha dito para guardar silĂȘncio. Maria calou-se e JosĂ© sofreu, mas era um santo, e foi por isso que Deus lhe concedeu a sua iluminação.

Por fim, Maria exorta-nos sempre a pedir a graça e a agir com confiança, onde quer que estejamos e em qualquer altura.

ConteĂșdos programĂĄticos: 25.1: Maria fica surpreendida por nĂŁo ver JosĂ© quando chega ao Templo. 25.2: Zacarias Ă© recebido com honras. A multidĂŁo fica admirada com a idade da mĂŁe. 25.3: Maria nĂŁo encontra JosĂ© na estalagem. Espera-o em casa dos pais de Zebedeu. 25.4: JosĂ© chega e pede desculpa. 25.5: EstĂĄ preocupado com Maria. 25.6: Zacarias e Isabel vĂŁo-se embora. Maria regressa a um magnĂ­fico jardim. 25.7: JosĂ© sai durante a noite e apercebe-se do estado de Maria. 25.8: A dor de um amante Ă© o maior presente que Deus pode dar Ă queles que acreditam no seu Filho. 25.9: JosĂ© tambĂ©m teve a sua PaixĂŁo. O sofrimento de Maria nessa altura. 25.10: A grande santidade de JosĂ©. 25.11: TambĂ©m tu deves viver a tua paixĂŁo. 25.12: Depois da PĂĄscoa (1944), haverĂĄ silĂȘncio diante da dor do Redentor.

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EMF 25.1

O Evangelho como me foi revelado

Citação

25.1 Na noite entre quarta e quinta-feira da Semana Santa, eis o que estou vendo.

De um carro cÎmodo ao qual estå amarrado também o burrinho de Maria, vejo descer Zacarias, Isabel e Maria, que tem nos braços o pequeno João, e Samuel com um cordeiro e uma pomba numa cesta. Eles descem na frente da estalagem, da qual costumam servir-se, e que deve ser a etapa final para todos os peregrinos que vão ao Templo, pois é onde deixam os animais.

Maria chama o homenzinho, que Ă© o dono da estalagem, e lhe pergunta se no dia de ontem, ou nas primeiras horas da manhĂŁ de hoje, nĂŁo terĂĄ chegado nenhum nazareno.

– Nenhum, mulher –respondeu o velhinho.

Maria fica admirada, mas nĂŁo pergunta mais nada.

Ela manda que Samuel vå cuidar do burrinho, depois vai se encontrar com os dois pais da criança, e lhes fala do atraso de José:

– Ele terá precisado ocupar-se com alguma coisa. Mas hoje certamente virá.

Maria retoma o menino, que havia entregue a Isabel, e se dirigem para o Templo.

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EMF 25.1-2

O Evangelho como me foi revelado

Citação

25.1 Na noite entre quarta e quinta-feira da Semana Santa, eis o que estou vendo.

De um carro cÎmodo ao qual estå amarrado também o burrinho de Maria, vejo descer Zacarias, Isabel e Maria, que tem nos braços o pequeno João, e Samuel com um cordeiro e uma pomba numa cesta. Eles descem na frente da estalagem, da qual costumam servir-se, e que deve ser a etapa final para todos os peregrinos que vão ao Templo, pois é onde deixam os animais.

(...) [Ao Templo]

25.2 Zacarias Ă© recebido com grandes honras pelos guardas, saudado e cumprimentado pelos outros sacerdotes. Zacarias estĂĄ muito bonito hoje, em suas vestes sacerdotais e em sua alegria de pai feliz. Parece um patriarca. Penso que AbraĂŁo devia estar assim, quando se alegrou, ao oferecer Isaque ao Senhor.

Vejo a cerimÎnia da apresentação do novo israelita e a da purificação da mãe. Esta é ainda mais pomposa do que a de Maria, porque para o filho de um sacerdote, os sacerdotes fazem festa. Acorrem todos, e se entregam a uma grande atividade ao redor do grupo das mulheres e do recém-nascido.

Também o povo se aproximou com curiosidade, e estou podendo ouvir os comentårios. Visto que Maria estå com o menino nos braços, enquanto vão-se dirigindo para o lugar estabelecido, o povo estå pensando ser ela a mãe.

Mas uma mulher diz:

– Não pode ser. Não estais vendo que ela está grávida? O menino tem apenas poucos dias de nascido, e ela já está grávida?!

– Contudo –diz um outro–. Ela nĂŁo pode deixar de ser a mĂŁe. Pois a outra jĂĄ estĂĄ velha. A outra, pode ser uma parenta. Mas, naquela idade, mĂŁe Ă© que ela nĂŁo pode ser.

– Vamos atrás delas, e veremos quem tem razão.

E o espanto se torna geral, quando todos podem ver que quem estå cumprindo o rito da purificação é Isabel, pois ela é que estå oferecendo o cordeirinho berrador para o holocausto, e o pombo pelo pecado.

– A mĂŁe Ă© aquela? Viste?

– Não!

– Sim.

O povo estĂĄ cochichando, ainda incrĂ©dulo. Mas estĂĄ cochichando tĂŁo alto, que vem um “Psiu” imperioso do grupo sacerdotal, que estĂĄ presente Ă  cerimĂŽnia. As pessoas se calam por um momento, mas recomeçam a cochichar mais forte, quando Isabel, radiante de santo orgulho, pega o menino, e avança pelo Templo a dentro, para fazer a apresentação dele ao Senhor.

– É ela mesmo.

– É sempre a mãe que oferece.

– Mas, que milagre Ă© este?

– Que menino será esse, concedido por Deus àquela mulher, numa idade tão tardia?

– Afinal, que sinal será este?

– NĂŁo sabeis? –diz alguĂ©m que chega todo ofegante–. É o filho do sacerdote Zacarias, da estirpe de ArĂŁo, aquele que ficou mudo, enquanto estava oferecendo o incenso no SantuĂĄrio.

– MistĂ©rio! MistĂ©rio! Pois agora ele estĂĄ falando de novo. O nascimento do filho soltou a lĂ­ngua dele!

– Que espĂ­rito lhe terĂĄ falado, tornado morta a sua lĂ­ngua, para fazĂȘ-lo acostumar-se ao silĂȘncio sobre os segredos de Deus?

– MistĂ©rio! Qual verdade conhecerĂĄ Zacarias?

– Seria o Messias o filho dele, esperado por Israel?

– Ele nasceu na JudĂ©ia. Mas nĂŁo em BelĂ©m, e nĂŁo de uma virgem. O Messias ele nĂŁo pode ser.

– Quem, então?

Mas a resposta a tantas perguntas continua a ficar no silĂȘncio de Deus, enquanto o povo permanece na sua curiosidade.

O cerimonial terminou. Os sacerdotes festejam entĂŁo a mĂŁe e o menino. A Ășnica pouco observada, e atĂ© evitada com aversĂŁo, desde quando perceberam o seu estado, Ă© Maria.

Detalhe

Lucas 1, 65-66: Abriu-se-lhe imediatamente a boca e soltou-se-lhe a lĂ­ngua, e ele [Zacarias] falou e bendisse a Deus.

O medo apoderou-se de todas as pessoas da vizinhança, e todos estes factos foram contados por toda a região montanhosa da Judeia. Todos os que os ouviam guardavam-nos no coração e diziam: "Que serå então deste menino?" De facto, a mão do Senhor estava com ele.

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EMF 25.3-5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

25.3 Acabadas todas as felicitaçÔes, quase todos vão voltando ao seu caminho, ao passo que Maria quer voltar à estalagem, para ver se José chegou. Ele não chegou ainda. Maria se sente desiludida, e fica pensativa.

Isabel estĂĄ preocupada por ela:

– AtĂ© a hora sexta, poderemos ficar, mas depois precisamos partir, para chegarmos em casa antes da primeira vigĂ­lia. O menino estĂĄ ainda muito pequeno para estar fora de casa pela noite a dentro.

E Maria, calma e triste:

– Eu vou ficar num dos pátios do Templo. Vou procurar minhas mestras
 Não sei. Mas alguma coisa preciso fazer.

Zacarias intervém com uma idéia, que foi logo aceita:

– Vamos aos parentes de Zebedeu. JosĂ© certamente vai te procurar lĂĄ, e, ainda que ele nĂŁo esteja, serĂĄ fĂĄcil para ti encontrar alguĂ©m que te acompanhe a caminho da GalilĂ©ia, porque aquela casa Ă© um contĂ­nuo entra e sai dos pescadores de GenezarĂ©.

Pegam, pois o burrinho, e vão à casa dos parentes de Zebedeu, os quais, são aqueles mesmos com quem José e Maria ficaram, hå quatro meses.

As horas passam velozes, e José não aparece. Maria procura dominar sua aflição ninando o pequeno, mas pode-se ver que continua pensativa. Como que para esconder o seu estado, ela não tirou o manto, ainda que o calor esteja intenso e fazendo suar a todos.

25.4 Finalmente, uma grande batida na porta anuncia a chegada de José. O rosto de Maria se torna sereno de novo.

JosĂ© a saĂșda, pois ela Ă© a primeira a apresentar-se e a saudĂĄ-lo com reverĂȘncia:

– A bĂȘnção de Deus sobre ti, Maria!

– E sobre ti, JosĂ©. Graças a Deus, que vieste! Eis Zacarias e Isabel que estavam para partir, pois queriam chegar em casa antes da noite.

– O teu mensageiro chegou a NazarĂ©, enquanto eu estava em CanĂĄ, fazendo uns trabalhos. Anteontem Ă  tarde, Ă© que recebi a notĂ­cia. E, entĂŁo, eu parti logo. Mas, mesmo caminhando sem parar, cheguei tarde, porque no caminho o burrinho perdeu uma ferradura. Perdoa-me.

– Perdoa-me, tu, por ter ficado tanto tempo afastada de NazarĂ©. Mas, estavam tĂŁo felizes de ter-me com eles, que eu quis contentĂĄ-los atĂ© agora.

– Fizeste bem, mulher. Onde está o menino?

Entram no quarto onde Isabel estå dando de mamar a João, antes de partirem. José cumprimenta os pais pela robustez do menino que, tendo sido tirado do peito para ser mostrado a José, grita e esperneia, como se lhe estivessem tirando a pele. Todos riem, diante dos seus protestos. Também os parentes de Zebedeu, riem e se unem na conversação com os outros,pois eles tinham chegado trazendo frutas frescas, leite e pão para todos e um grande tabuleiro com peixes.

25.5 Maria fala muito pouco. Estå quieta, silenciosa, sentada em seu cantinho com as mãos no colo e por debaixo do manto. E, mesmo quando ela toma uma taça de leite, ou ao comer um cacho de uvas com um pouco de pão, fala pouco e pouco se move. Olha para José, com um misto de pena e de curiosidade.

Ele também olha para ela. E, depois de algum tempo, inclinando-se sobre o ombro dela, lhe pergunta:

– Estás cansada ou sentindo alguma coisa? Estás pálida e triste.

– Estou triste por ter que separar-me do pequeno João. Gosto dele. Eu o tive sobre o meu coração, poucos momentos depois que nasceu


José não pergunta mais nada.

Chegou a hora da partida de Zacarias. O carro pĂĄra Ă  porta, e todos se dirigem para ele. As duas primas se abraçam com amor. Maria beija duas vezes o pequeno, antes de colocĂĄ-lo no colo da mĂŁe, que jĂĄ estĂĄ sentada no carro. Depois, saĂșda Zacarias, e lhe pede a bĂȘnção. Ao ajoelhar-se diante do sacerdote, o manto se lhe desliza pelo ombro, e suas formas se tornam visĂ­veis, Ă  luz intensa daquela tarde de verĂŁo. NĂŁo sei se JosĂ© notou alguma coisa naquele momento, atento como ele estĂĄ em saudar Isabel. O carro parte.

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EMF 25.6-7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

José torna a entrar em casa com Maria, que vai de novo sentar-se no canto mais escuro.

– Se nĂŁo te desagrada viajar de noite, eu proporia que partĂ­ssemos ao pĂŽr-do-sol. De dia o calor estĂĄ forte. Mas a noite estĂĄ fresca e sossegada. Eu digo isto por ti, para nĂŁo fazer-te tomar muito sol. Para mim estar exposto ao sol Ă© o mesmo que nada. Mas para ti


– Como quiseres, JosĂ©. Eu tambĂ©m acho que Ă© bom irmos de noite.

– A casa estĂĄ em pefeita ordem. E tambĂ©m o pequeno pomar. VerĂĄs que belas estĂŁo as flores. Vais chegar a tempo de vĂȘ-las todas se abrindo. A macieira, a figueira e a videira estĂŁo carregadas de frutos como nunca, e a romĂŁzeira, precisei atĂ© escorĂĄ-la, de tanto que os ramos estavam carregados de frutos, jĂĄ tĂŁo maduros, coisa que nunca se viu a esta altura do ano. Depois, a oliveira
 TerĂĄs azeite com fartura. Houve uma florada milagrosa, e nĂŁo se perdeu uma sĂł flor. Todas jĂĄ se tornaram pequenas azeitonas. Quando estiverem maduras, a oliveira vai ficar parecendo cheia de pĂ©rolas escuras. NĂŁo hĂĄ pomar mais bonito do que o teu em toda NazarĂ©. AtĂ© nossos parentes estĂŁo admirados. Alfeu diz que isso Ă© um prodĂ­gio.

– Teus cuidados Ă© que fizeram isso.

– Oh! NĂŁo. Pobre de mim. Que Ă© que devo ter feito? Um pouco de cuidado com as plantas, e um pouco de ĂĄgua nas flores
 Sabes de uma coisa? Fiz para ti uma fonte lĂĄ no fundo, perto da gruta, e construĂ­ um tanque. Assim, nĂŁo precisarĂĄs sair para ir buscar ĂĄgua. Conduzi a ĂĄgua lĂĄ daquela nascente que estĂĄ acima do olival do Matias. É uma nascente de ĂĄgua pura e abundante. Eu trouxe atĂ© perto de ti um pequeno rio. Fiz tambĂ©m um reguinho bem coberto, e agora a ĂĄgua chega no fim dele, cantando como uma harpa. Eu ficava com dĂł de ti, ao ver-te ir Ă  fonte da cidade e voltar carregando baldes cheios d’água.

– Obrigada, JosĂ©. Tu Ă©s bom.

Os dois esposos se calam agora, como se estivessem cansados. José estå cochilando. Maria estå rezando.

25.7 Chega a tarde. Os hospedeiros insistem com os dois para que comam, antes de se porem a caminho. José, então, come pão e peixe. Maria, só frutas e leite.

Depois, eles partem. Montam em seu burrinhos. JosĂ© amarrou sobre o seu, como na vinda, o baĂș de Maria, e, antes que ela monte no burrinho, verifica se a sela estĂĄ bem segura. Vejo que JosĂ© fica observando Maria, quando ela monta. Mas ele nĂŁo diz nada.

E a viagem se inicia, quando as primeiras estrelas começam a tremeluzir no cĂ©u. Eles se apressam para chegarem Ă s portas, antes que sejam fechadas. Ao saĂ­rem de JerusalĂ©m, tomam a estrada mestra, que vai para a GalilĂ©ia, quando as estrelas jĂĄ enchem todo o cĂ©u sereno. HĂĄ um grande silĂȘncio pelo campo. Ouve-se apenas o canto de algum rouxinol e o barulho dos cascos dos dois burrinhos, que vĂŁo batendo no solo duro da estrada, ressecada pelo calor do verĂŁo.

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EMF 26

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Título do capítulo: José pede perdão a Maria. Fé, caridade e humildade para receber Deus.

Data da visĂŁo e do ditado: Quarta-feira, 31 de maio de 1944

CalendĂĄrio: SĂĄbado, 17 de agosto do ano -5

Lugar (mapa) : Nazaré

Ciclo: Nascimento e infĂąncia de Jesus

Resumo: Maria estĂĄ sozinha em sua casa em NazarĂ©. EstĂĄ sĂł, a rezar, atĂ© que batem Ă  porta: Ă© JosĂ©. Ele vem pedir-lhe perdĂŁo e a Virgem diz que nĂŁo tem nada a perdoar-lhe. Mas o marido responde-lhe que sabia que ela estava grĂĄvida de Emanuel e que tinha agido mal ao nĂŁo a deixar explicar. Ele ia agir sem a consultar primeiro e considerava isso um insulto Ă  sua mulher. Pede-lhe entĂŁo perdĂŁo e o carpinteiro revela-lhe todo o sofrimento dos seus Ășltimos dias. Ele pergunta-lhe porque Ă© que ela nĂŁo lhe contou o seu segredo, e Maria responde-lhe que, se a sua humildade nĂŁo fosse tĂŁo perfeita, nĂŁo lhe teria sido dada a graça de ser a MĂŁe do Salvador. Seja como for, JosĂ© propĂŽs que o casamento fosse realizado o mais depressa possĂ­vel e que se começasse a planear a vinda de Jesus. Ele estava perturbado com a ideia de receber o seu Deus em sua casa, mas Maria tranquilizou-o e falou da alegria de serem os pais do Redentor.

Nossa Senhora faz entĂŁo um ditado e comenta este episĂłdio. Ela fala entĂŁo das condiçÔes essenciais para agradar a Deus e tĂȘ-lo no coração: a fĂ©, a caridade e a humildade absoluta. AlĂ©m disso, a MĂŁe encoraja-nos a permanecer escondidos e a deixar ao Senhor a tarefa de nos proclamar seus servos, como fez Maria quando ficou grĂĄvida do EspĂ­rito Santo.

ConteĂșdo do capĂ­tulo: 26.1: Ver Maria. 26.2: Maria esconde-se Ă  sombra de uma macieira. 26.3: JosĂ© chega e pede desculpa por ter suspeitado dela. 26.4: Maria nĂŁo fez outra coisa senĂŁo obedecer a Deus. 26.5: O casamento realizar-se-ĂĄ na semana seguinte. 26.6: Eu estava pĂĄlida porque estava a sofrer com as dores do JosĂ©. 26.7: A humildade no seu extremo, como Aquele que eu levava. 26.8: As condiçÔes para agradar e receber Deus. 26.9: Deixai ao Senhor o cuidado de vos proclamar seus servos.

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