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O Evangelho como me foi revelado
Citação
Eu vim para trazer-vos de novo a palavra de Deus. O Filho do homem estĂĄ entre os homens para levĂĄ-los novamente a Deus. Segui-me. Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.
Notas do tema
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Eu vim para trazer-vos de novo a palavra de Deus. O Filho do homem estĂĄ entre os homens para levĂĄ-los novamente a Deus. Segui-me. Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.
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Jesus, entĂŁo, ordena aos discĂpulos:
â Fazei que os pobres venham para a frente. Para eles Eu tenho a rica oferta de alguĂ©m que a eles se recomenda para obter o perdĂŁo de Deus.
VĂȘm avante trĂȘs velhinhos esfarrapados, dois cegos e um encolhido; depois uma viĂșva com sete meninos macilentos.
Jesus os olha fixamente um por um, sorri para a viĂșva e especialmente para os orfĂŁozinhos. Antes diz a JoĂŁo:
â Que essas pessoas sejam colocadas lĂĄ no pomar. Quero falar com elas.
Mas Ele se torna severo, com os olhos flamejantes, quando a Ele se apresenta um dos velhinhos. Porém, não diz nada no momento.
Jesus chama Pedro e faz com que ele lhe dĂȘ a bolsa recebida pouco antes e uma outra cheia de moedas menores, esmolas diversas recolhidas entre os bons. Despeja tudo sobre o banco que estĂĄ junto ao poço, conta e divide. Faz seis partes: uma delas bem grande, toda com moedas de prata; cinco menores em dimensĂŁo, com muito bronze e sĂł uma ou outra moeda grande. Chama os pobrezinhos doentes e lhes pergunta:
â NĂŁo tendes nada a dizer-me?
Os cegos se calam. Mas o encolhido diz:
â Que Aquele de quem vens te proteja.
E nada mais.
Jesus lhe pÔe a esmola na mão sã. O homem lhe diz:
â Que Deus te recompense. Mas, mais do que isto, eu de Ti queria a cura.
â Tu nĂŁo a pediste.
â Sou pobre, um verme que os grandes pisam, nĂŁo ousava esperar que Tu tivesses piedade de um mendigo.
â Eu sou a Piedade que se inclina sobre toda misĂ©ria que clama por Mim. NĂŁo rejeito ninguĂ©m. NĂŁo peço mais do que amor e fĂ©, para dizer: âEu vou te atender.â
â Oh! Meu Senhor! Eu creio! Eu te amo! Salva-me, entĂŁo! Cura o teu servo!
Jesus pÔe a mão sobre aquele dorso curvado e a faz deslizar como que acariciando-o; diz então:
â Quero que sejas curado.
O homem se endireita, ĂĄgil e Ăntegro, com palavras de bĂȘnçãos infinitas.
Curar um corcunda.
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â Eu sou a Piedade que se inclina sobre toda misĂ©ria que clama por Mim. NĂŁo rejeito ninguĂ©m. NĂŁo peço mais do que amor e fĂ©, para dizer: âEu vou te atender.â
Jesus falou a um corcunda que esperava um milagre mas nĂŁo se atrevia a pedi-lo.
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Jesus dĂĄ a esmola aos cegos, e espera um momento para despedi-losâŠdepois os deixa ir.
Chama os velhos. DĂĄ ao primeiro uma esmola e o conforta ajudando-o a pĂŽr na cinta as moedas.
Jesus se interessa piedoso pelas desventuras do segundo, que lhe conta a doença de uma filha:
â SĂł tenho essa! E agora ela estĂĄ morÂrendo. Que serĂĄ de mim? Oh! Se Tu pudesses ir lĂĄ! Ela nĂŁo pode vir, nĂŁo se mantĂ©m em pĂ©. Queria⊠Mas nĂŁo pode. Mestre, Senhor, Jesus, tem piedade de nĂłs!
â Onde moras, pai?
â Em Corozaim. Pergunta por Isaque de Jonas, chamado o Adulto. IrĂĄs mesmo? NĂŁo te vais esquecer da minha desventura? E curarĂĄs a minha filha?
â Podes crer que Eu a possa curar?
â Oh! Se eu creio! Por isso Ă© que Te estou falando dela.
â Vai para casa, pai. Tua filha estarĂĄ Ă porta para te saudar.
â Mas ela estĂĄ de cama e nĂŁo pode levantar-se hĂĄ trĂȘs⊠Ah! Compreendi! Oh! Obrigado, Rabi! Bendito Ă©s Tu e Aquele que Te enviou! Louvor a Deus e ao seu Messias!
O velho vai chorando, coxeando, o mais rĂĄpido que pode. Mas quando jĂĄ estĂĄ quase saindo do pomar, ele diz:
â Mestre, mas irĂĄs assim mesmo Ă minha pobre casa? Isaque Te espera para beijar-te os pĂ©s, lavĂĄ-los com suas lĂĄgrimas e oferecer-te o pĂŁo do amor. Vai Jesus, eu falarei de Ti aos da cidade.
â Irei. Vai em paz e sĂȘ feliz.
Cura da filha de um velho, que jĂĄ nĂŁo podia andar. O seu nome era Isaac de Jonas.
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â E isto nĂŁo Ă© usura, e da mais feroz, roubar de quem tem verdadeiramente necessidade?
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NĂŁo Ă© lĂcito ser ladrĂŁo e, menos ainda, ladrĂŁo que rouba dos pobres.
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Ao irmão, que comete uma falta, não se insulta. Cada um tem o seu pecado. Ninguém é perfeito, a não ser Deus.
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NĂŁo sejais cobiçosos. Que o vosso tesouro seja a vossa alma, nĂŁo o dinheiro. NĂŁo sejais perjuros. Que a vossa linguagem seja sincera e honesta como as vossas açÔes. A vida nĂŁo Ă© eterna e a hora da morte chega. Vivei de modo que na hora da morte a paz possa estar em vosso espĂrito. A paz de quem viveu como um justo.
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â Piedade, Senhor! Este meu filho Ă© mudo, por causa de um demĂŽnio que o maltrata.
â E este meu irmĂŁo Ă© semelhante a um animal imundo: ele se revolve na lama e come excrementos. E um espĂrito maligno o arrasta; ele, mesmo sem querer, faz coisas imundas.
Jesus se dirige para o grupo que o estå implorando. Ele ergue os braços e ordena:
â Sai deles. Deixai a Deus as suas criaturas.
Entre gritos e barulho, os dois infelizes ficam curados. As mulheres que os conduziam prostram-se dando louvores a Deus.
â Ide para as vossas casas e sede reconhecidos a Deus. A paz esteja com todos. Ide.
A multidĂŁo vai-se, comentando os fatos. Os quatro discĂpulos colocam-se ao redor do Mestre.
â Amigos, em verdade Eu vos digo que em Israel estĂŁo todos os pecados, e os demĂŽnios aĂ fizeram sua morada. E nĂŁo sĂŁo possessĂ”es sĂł aquelas que tornam mudos os lĂĄbios e levam os homens a viver como animais comendo sujeiras. Mas as mais verdadeiras e numerosas sĂŁo aquelas que tornam os coraçÔes mudos para a honestidade e para o amor, fazendo deles um antro de vĂcios imundos. Oh! Meu Pai!
Jesus, abatido, se assenta.
â EstĂĄs cansado, Mestre?
â Cansado nĂŁo, meu JoĂŁo. Mas desolado pelo estado dos coraçÔes e pela pouca vontade de se emendarem. Eu vim⊠mas o homem⊠o homem⊠oh! Meu Pai!âŠ
â Mestre, eu Te amo, nĂłs todos Te amamos.
â Eu sei disso. Mas sois tĂŁo poucos⊠e meu desejo de salvar Ă© tĂŁo grande!
Jesus abraça João e mantém a cabeça dele sobre a sua. Estå triste. Pedro, André, Tiago, ao redor Dele, olham-no com amor e tristeza.
E a visĂŁo cessa assim.
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Jesus sai para rezar. A sua oração é muito fervorosa. Mas Pedro procura-o e começam a conversar: Jesus estå a dar-nos uma bela lição sobre a oração. Promete que os ensinarå a rezar o Pai-Nosso quando estiverem formados.
SimĂŁo de Jonas explica entĂŁo que algumas pessoas tinham vindo ter com ele, mas que ele as tinha mandado embora. Jesus diz que veio para toda a gente. Pedro receia que a sua bondade o faça adoecer, mas Cristo ficaria feliz se toda a humanidade viesse ter com ele, e prevĂȘ que o Filho do Homem nĂŁo terĂĄ onde reclinar a cabeça.
Por fim, o Mestre pergunta de onde vieram os que o procuravam e diz aos discĂpulos que fiquem em Cafarnaum e mandem as multidĂ”es ter com ele, e depois voltarĂĄ.