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Palavras-chave principais e transversais 🌟

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Conforto de leitura

EMF 215.5-7 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

« E agora estamos entrando em Betgina. Tu, tu mesmo, Filipe, que estås olhando para Mim com esses olhos suplicantes, tu irås com André pelo povoado. Enquanto vós ides, nós permanecemos junto à fonte ou na praça do povoado.

– Oh! Senhor! Não nos mandes sozinhos. Vem, Tu, conosco! –pedem-lhe os dois.

– Ide, Eu mandei. A obediĂȘncia vos ajudarĂĄ mais do que a minha presença.

215.3


 E entĂŁo, Filipe e AndrĂ© lĂĄ se vĂŁo, ao acaso, pelo povoado, atĂ© encontrarem um pequeno albergue, mais uma estrebaria do que um albergue, e lĂĄ dentro estĂŁo intermediĂĄrios, fazendo negĂłcios de cordeiros com alguns pastores. Eles entram e param desorientados no meio do pĂĄtio rodeado de pĂłrticos muito rĂșsticos.

Aproxima-se deles o albergador:

– Que desejais? Alojamento?

Os dois se consultam com um olhar, um olhar muito desconfiado. Muito provavelmente deve ter acontecido que, de tudo o que haviam combinado dizer, não encontram mais nenhuma palavra. Mas é o próprio André quem se lembra primeiro, e responde:

– Sim, alojamento para nós e para o Rabi de Israel.

– Qual rabi? HĂĄ tantos rabis. Mas sĂŁo muito senhores. Eles nĂŁo vĂȘm aos povoados dos pobres, para trazerem sua sabedoria aos pobres. SĂŁo os pobres que devem ir a eles, e ainda Ă© um favor, quando nos suportam perto deles!

– O Rabi de Israel Ă© um sĂł. Ele vem justamente para trazer a Boa Nova aos pobres e, quanto mais pobres e pecadores forem, tanto mais Ele os procura e se aproxima deles –responde docemente AndrĂ©.

– Mas então não vai amealhar dinheiro.

– NĂŁo vai Ă  procura de riquezas. É pobre e bom. Considera cheio o dia em que consegue salvar uma alma –responde ainda AndrĂ©.

– Hum! É a primeira vez que eu ouço dizer que um rabi Ă© bom e pobre. O Batista Ă© pobre, mas Ă© severo. Todos os outros sĂŁo severos e ricos, ĂĄvidos como umas sanguessugas. VĂłs ouvistes? Vinde aqui vĂłs que andais pelo mundo. Estes homens estĂŁo dizendo que hĂĄ um Mestre pobre e bom, que vem Ă  procura dos pobres e dos pecadores.

– Ah! Deve ser aquele que se veste de branco como um essĂȘnio. Eu jĂĄ o vi, faz algum tempo, em JericĂł –diz um dos intermediĂĄrios.

– NĂŁo. Aquele Ă© sozinho. Deve ser aquele de quem falava TomĂ©, porque, por acaso, ouviu falar dele com os pastores do LĂ­bano –responde um pastor alto e musculoso.

– Sim! Com certeza! E ainda vem atĂ© aqui, ele que estava no LĂ­bano! Por estes teus olhos de gato! –exclama outro.

Enquanto o albergador fala com os seus clientes e os escuta, os dois apĂłstolos ficaram lĂĄ, no meio do pĂĄtio, como duas estacas.

215.4

Mas, afinal, um homem diz:

– Ei! VĂłs, Vinde aqui. Quem Ă©? De onde vem esse que vĂłs dizeis?

– É Jesus de JosĂ©, de NazarĂ© –diz sĂ©rio, Filipe, e fica como quem espera ser escarnecido.

Mas André acrescenta:

– É o Messias prometido. E eu vos conjuro, para o vosso bem: ouvi-o! VĂłs falastes no Batista. Pois bem, eu fui um discĂ­pulo dele, e foi ele quem nos mostrou Jesus, quando ia passando, e nos disse: “Ali estĂĄ o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo.” E, quando Jesus desceu para ser batizado no JordĂŁo, abriram-se os cĂ©us e uma Voz gritou: “Este Ă© o meu Filho amado, no qual ponho as minhas complacĂȘncias”, e o Amor de Deus desceu sobre a cabeça dele, brilhando, sob a forma de uma pomba.

– Estás vendo? É o Nazareno mesmo! Mas, dizei-me uma coisa, vós que vos dizeis amigos dele


– Amigos, nĂŁo: apĂłstolos, discĂ­pulos Ă© o que somos, e mandados por Ele para anunciar sua chegada a fim de que, quem precisa de salvação vĂĄ a Ele –corrige AndrĂ©.

– EstĂĄ bem. Mas, dizei-me uma coisa. Ele Ă© mesmo como alguns dizem, um santo, e mais santo que o Batista, ou Ă© um demĂŽnio, como dizem uns outros? VĂłs, que aqui estais juntos, se sois discĂ­pulos dele, nĂŁo deverĂ­eis estar todos juntos? Dizei porque e com sinceridade. É verdade que Ele Ă© um dissoluto e um beberrĂŁo? Que ama as meretrizes e os publicanos? Que Ele Ă© um nigromante e que, durante a noite, evoca os espĂ­ritos para saber os segredos coraçÔes?

– Mas, por que perguntas isto a estes homens? –pergunta se Ă© verdade que Ele Ă© bom. Estes dois poderĂŁo levar a mal e, quando forem embora, irĂŁo dizer ao Rabi os nossos maus juĂ­zos e seremos amaldiçoados por Ele. Nunca se sabe!
 Seja Deus ou o diabo que Ele seja, Ă© melhor tratĂĄ-lo bem.

Agora Ă© Filipe que fala:

– NĂłs vos podemos responder com sinceridade, porque nĂŁo hĂĄ nada de feio a esconder. Ele Ă© o nosso Mestre, Ă© o Santo dos santos. O seu dia Ă© passado nos trabalhos do ensinamento. IncansĂĄvel, Ele vai de lugar em lugar, procurando os coraçÔes. Ele passa a noite rezando por vĂłs. NĂŁo despreza a mesa e a amizade, mas nĂŁo para a sua prĂłpria vantagem e sim, para fazer que se aproximem os que de outro modo nĂŁo o fariam. Ele nĂŁo rejeita os publicanos nem as meretrizes. Mas somente para redimi-los. Ele marca o seu caminho com milagres de redenção e milagres sobre as doenças. A Ele obedecem os ventos e o mar. Mas nĂŁo precisa de ninguĂ©m para operar prodĂ­gios, nem de evocar espĂ­ritos para conhecer os coraçÔes.

– E como pode? Tu disseste que os ventos e o mar lhe obedecem? Mas eles são coisas sem entendimento. Como pode dar ordens a eles? –pergunta o albergador.

– Responde-me, homem: no teu parecer, Ă© mais difĂ­cil dar ordens ao vento e ao mar, ou Ă  morte?

– Por JavĂ©! Mas Ă  morte nĂŁo se dĂŁo ordens! No mar se pode jogar azeite, pode-se usar contra ele as velas, pode-se, se tiver juĂ­zo, nĂŁo querer andar sobre ele. Ao vento se podem opor as fechaduras das portas. Mas Ă  morte nĂŁo se dĂŁo ordens. NĂŁo hĂĄ azeite que a acalme. NĂŁo hĂĄ vela que, colocada em nosso barquinho, faça que ele fique tĂŁo rĂĄpido, que possa escapar da morte. E para ela nĂŁo existem fechaduras. Quando ela quer vir passa, mesmo se usarmos ferrolhos. E ninguĂ©m dĂĄ ordens a esta rainha!

– E, no entanto, o mestre lhe dĂĄ ordens. NĂŁo somente quando ela jĂĄ estĂĄ perto. Mas atĂ© tambĂ©m quando ela jĂĄ pegou alguĂ©m. Um moço de Naim jĂĄ estava para ser entregue Ă  boca horrĂ­vel do sepulcro e Ele disse: “Eu te digo: levanta-te!”, e o jovem voltou Ă  vida. Naim nĂŁo fica nos confins do mundo. VĂłs podeis ir lĂĄ e ver.

– Mas assim, na presença de todos?

– Sobre a estrada, na presença de toda Naim.

215.5

O albergador e seus clientes olham um para o outro, em silĂȘncio. Depois o albergador diz:

– Não será só para os amigos que Ele faz aquelas coisas?

– NĂŁo, homem. Para todos os que crĂȘem nele, e nĂŁo sĂł para eles. Ele Ă© a Piedade sobre a terra. NinguĂ©m se dirige a Ele sem receber nada. Ouvi, todos vĂłs. NĂŁo hĂĄ entre vĂłs alguĂ©m que esteja sofrendo e chorando por doenças na famĂ­lia, por problemas, por remorsos, tentaçÔes, ignorĂąncias? Ide a Ele, o Messias da Boa Nova. Ele estĂĄ aqui hoje. AmanhĂŁ estarĂĄ noutro lugar. NĂŁo deixeis passar, sem vos aproveitardes dela, a Graça do Senhor que passa, diz Filipe, que foi ficando cada vez mais convincente.

O albergador desgrenha os cabelos, abre e fecha a boca, aperta as franjas da cintura
 e, finalmente, diz:

– Eu vou experimentar!
 Eu tenho uma filha. AtĂ© o verĂŁo passado, ela estava bem. Depois, tornou-se lunĂĄtica. Vive como uma fera muda em um canto, fica sempre lĂĄ e com dificuldade Ă© que a mĂŁe a pode vestir ou pĂŽr-lhe comida na boca. Os mĂ©dicos dizem que o cĂ©rebro dela se queimou por ter tomado sol demais, e outros dizem que foi por algum amor contrariado. O povo acha que ela estĂĄ endemoninhada. Mas como, se ela Ă© uma jovenzinha que quase nĂŁo saiu daqui? Onde foi que esse demĂŽnio a pegou? Que diz sobre isso o teu Mestre? Que o demĂŽnio pode pegar atĂ© um inocente?

Filipe lhe responde com segurança:

– Sim, para atormentar os parentes e levá-los ao desespero.

– E
 Ele cura os lunáticos? Poderei esperar isso?

– Deves crer –diz prontamente AndrĂ©.

E conta o milagre dos gerasenos, depois termina:

– Se os que eram uma legiĂŁo nos coraçÔes dos pecadores, tiveram que fugir assim, como nĂŁo haverĂĄ de fugir o que penetrou Ă  força no coração de uma jovenzinha? Eu te digo, homem: para quem espera nele, o impossĂ­vel se torna fĂĄcil como o respirar. Eu vi as obras do meu Senhor e dou testemunho do seu poder.

– Oh! Então, quem de vós pode ir chamá-lo?

– Eu mesmo, homem. Espera-me daqui a pouco.

E André vai sem demora, enquanto Filipe fica falando.

215.6

Quando AndrĂ© vĂȘ Jesus, parado debaixo de um alpendre para proteger-se do sol implacĂĄvel, que enche a pequena praça do povoado, corre ao encontro dele, e lhe diz:

– Vem, vem, Mestre. A filha do albergador Ă© lunĂĄtica. O pai te pede que a cures.

– Mas ele me conhecia?

– Não, Mestre. Nós procuramos fazer que te conhecesse


– E o conseguistes. Quando alguĂ©m chega a crer que Eu possa curar um mal sem precisar de remĂ©dio, jĂĄ estĂĄ adiantado na fĂ©. E vĂłs tendes medo de nĂŁo saber fazer. Que foi que dissestes?

– Eu nem saberia te dizer. NĂłs dissemos o que pensamos de Ti e de tuas obras. Sobretudo, dissemos que Tu Ă©s o Amor e a Piedade. O mundo te conhece tĂŁo mal!

– Mas vós me conheceis bem. É o que basta.

215.7

Chegaram ao pequeno albergue. Todos os clientes estĂŁo Ă  porta, cheios de curiosidade, e no meio, com Filipe, estĂĄ o albergador, que continua a falar consigo mesmo.

Quando ele vĂȘ Jesus, corre ao encontro dele, dizendo:

– Mestre, Senhor, Jesus
 eu
eu creio, eu creio tanto que Tu Ă©s Tu, que sabes tudo, que tudo vĂȘs, que tudo conheces, que tudo podes e tanto eu creio, que te digo: Tem piedade da minha filha, ainda que eu tenha muitas culpas no meu coração. Que nĂŁo caia sobre a minha filha o castigo por ter sido eu desonesto na minha profissĂŁo. Mas juro que nĂŁo serei mais avarento. Tu estĂĄs vendo o meu coração com o seu passado e com o pensamento que agora tem. PerdĂŁo e piedade, Mestre, e eu falarei de Ti a todos os que vierem atĂ© Ă  minha casa.

O homem estĂĄ de joelhos.

Jesus lhe diz:

– Levanta-te, e persevera nos sentimentos de agora. Leva-me à tua filha.

– É uma estrebaria, Senhor. O mormaço faz que ela fique ainda mais doente. E ela não quer sair.

– NĂŁo importa. Eu irei atĂ© onde ela estĂĄ. NĂŁo Ă© o mormaço. É que o demĂŽnio percebe que Eu estou chegando.

Entram no pĂĄtio e dele passam para uma estrebaria escura e todos vĂŁo atrĂĄs. A moça, despenteada, muito magra, estĂĄ se agitando no canto mais escuro e, logo que vĂȘ Jesus, grita:

– Para trĂĄs, para trĂĄs! NĂŁo me venhas perturbar. Tu Ă©s o Cristo do Senhor e eu um dos golpeados por Ti. Deixa-me sossegado. Por que sempre vens atrĂĄs de meus passos?

– Sai dela. Vai-te embora. Eu o quero. Entrega a Deus a tua presa e cala-te!

Um urro dilacerante, um pulo e o relaxar-se de um corpo sobre a palha
 e depois se ouvem, calmas, tristes, admiradas, as perguntas: “Onde Ă© que estou? Por que Ă© que estou aqui? Quem sĂŁo estas pessoas?” e depois esta invocação “MamĂŁe” da jovem que se sente envergonhada por estar sem vĂ©u e com uma veste rasgada, diante da vista de muitos olhos estranhos.

– Oh! Senhor Eterno! Mas ela está curada!


E, coisa estranha de ver-se no rubicundo e corado albergador, um pranto de menino
 Ele estĂĄ feliz, e chora sem saber de nada mais, a nĂŁo ser beijar as mĂŁos de Jesus, enquanto a mĂŁe chora, no meio de uma coroa de filhos assombrados, e beija a sua primogĂȘnita, que ficou livre do demĂŽnio.

Os presentes estĂŁo todos num vozear e outros estĂŁo chegando para ver o prodĂ­gio. O curral estĂĄ cheio.

– Fica conosco, Senhor. A tarde está chegando. Permanece debaixo do meu teto.

– Homem, nós somos treze.

– Ainda que fĂŽsseis trezentos, nĂŁo faria mal. Eu sei o que queres dizer. Mas o Samuel, avarento e desonesto, morreu, Senhor. Foi-se embora tambĂ©m o meu demĂŽnio. Agora, aqui estĂĄ um novo Samuel. ContinuarĂĄ a ser o albergador. Mas como um santo. Vem, vem comigo, para que eu te honre como a um rei, como a um deus. Pois Tu o Ă©s. Oh! Bendito seja o sol de hoje que te trouxe a mim.

Anotação

Mencionou João Batista. Pois bem, eu estava com ele e foi ele quem nos indicou Jesus, que passava por ali, dizendo: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo.» » Quando Jesus desceu ao Jordão para ali ser batizado, os Céus abriram-se e uma voz clamou: «Eis o meu Filho amado, em quem me complaci», e o amor de Deus desceu na forma de uma pomba para resplandecer sobre a sua cabeça. Cf. EMV 45.

Estavam prestes a colocar um jovem de Naim na horrĂ­vel boca do tĂșmulo, quando Ele ordenou: «Digo-te: levanta-te!», e o jovem voltou Ă  vida. Naim nĂŁo fica no fim do mundo. Podem ir ver. Cf. EMV 189.

Conta-se então o milagre dos gerasenos. Cf. EMV 186 ou a palavra-chave «os possuídos de Gerasa».

Palavras-chave

EMF 215.5 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Ouvi, todos vós. Não hå entre vós alguém que esteja sofrendo e chorando por doenças na família, por problemas, por remorsos, tentaçÔes, ignorùncias? Ide a Ele, o Messias da Boa Nova. Ele estå aqui hoje. Amanhã estarå noutro lugar. Não deixeis passar, sem vos aproveitardes dela, a Graça do Senhor que passa, diz Filipe, que foi ficando cada vez mais convincente.

Palavras-chave

EMF 216

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

TĂ­tulo do capĂ­tulo: As infidelidades dos discĂ­pulos, na parĂĄbola do dente-de-leĂŁo.

Data da visĂŁo: quinta-feira, 12 de julho de 1945

CalendĂĄrio: SĂĄbado, 6 de maio de 28

Locais (mapa): Perto de AshqelĂŽn

Ciclo: Apostolado na FilĂ­stia

Resumo: Os apĂłstolos avançam por uma planĂ­cie banhada pelo sol. Antes de se debruçar sobre a visĂŁo propriamente dita, Maria descreve as estaçÔes do ano e as suas diferenças, bem como a variedade de horas e de locais. Tal como o aroma do amanhecer nĂŁo Ă© semelhante ao do meio-dia, o aroma das margens nĂŁo Ă© comparĂĄvel ao das tempestades ou do mar. O Criador conseguiu assim conferir um carĂĄcter prĂłprio a cada uma das coisas que criou. Maria volta entĂŁo Ă  visĂŁo e constata que o grupo apostĂłlico estĂĄ suado de tanto calor. EstĂŁo com sede e lamentam a ausĂȘncia de um ribeiro, o facto de nĂŁo estarem na montanha ou mesmo no lago da Galileia. Jesus encoraja-os entĂŁo, dizendo que em breve chegarĂŁo Ă  beira-mar e que o clima ficarĂĄ mais ameno. Aparentemente, nĂŁo foram acolhidos na aldeia anterior, onde teriam sombra, ĂĄgua e um local para descansar.

Pouco depois, é Tomås quem confessa estar com fome e Simão, o Zelote, tal como Jesus, estå disposto a partilhar a sua porção. Comem e, pouco depois, o antigo leproso e amigo de Låzaro encontra um fino fio de ågua onde podem ir beber e encher os seus cantis. Depois, adormecem encostados a uma årvore, exaustos. Ao ver os discípulos assim, Jesus abana a cabeça e explica a Simão, o Zelote, que um dia ficarão felizes por terem caminhado sob o calor escaldante, exaustos e sedentos, seguindo o seu Mestre perseguido. Quando o apóstolo salienta que estão felizes por o seguirem assim, Jesus responde que Simão, o Zelote, estå sempre contente, sim, mas os outros nem sempre, e då o exemplo de um dente-de-leão. Sopra sobre ele e explica que muito poucas sementes chegam ao seu coração e que, mesmo mais tarde, algumas ainda se separam dele. O mesmo acontecerå com os discípulos: uns partirão por agitação, outros por inconstùncia, por preguiça, por orgulho, por leveza.

SimĂŁo confessa-lhe pouco tempo depois que nĂŁo consegue amar Judas e pergunta-lhe se lhe parece sincero. Jesus nĂŁo lhe responde de imediato e observa intensamente as libĂ©lulas Ă  beira da ĂĄgua. Perante a insistĂȘncia de SimĂŁo, responde de forma alusiva.

ConteĂșdo do capĂ­tulo: 216 .1: Maria Valtorta dedica-se a descrever a variedade de aromas e a beleza do universo. 216.2: Os apĂłstolos avançam sob o sol, divididos entre a acolhida, a fome e a sede. O zelote descobre um fio de ĂĄgua. 216.3: Jesus conversa com o zelote e compara a fidelidade dos seus discĂ­pulos Ă  flor de dente-de-leĂŁo que se dispersa. 216.4: Jesus responde de forma alusiva ao seu pensamento sobre Judas.

Edição antiga: Volume 3, capítulo 78

Palavras-chave

EMF 216.2-4 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Jesus vai, pois, pelo meio das messes. O dia estĂĄ quente. A regiĂŁo, deserta. NĂŁo se vĂȘ um homem pelos campos. SĂł espigas maduras e ĂĄrvores aqui e ali. Sol, grĂŁos, passarinhos, lagartixas, moitas verdes, com as folhas imĂłveis no ar tranquilo: isto Ă© o que eu vejo ao redor de Jesus. Para os lados das duas extremidades da estrada mestra, que Jesus vai percorrendo, e que Ă© como uma fita poeirenta e deslumbrante, por entre o ondular dos trigais, hĂĄ de um lado um pequeno povoado e do outro uma fazenda. Nada mais.

Todos vĂŁo andando em silĂȘncio, sob o intenso calor. Eles tiraram seus mantos, mas certamente ainda estĂŁo sentindo calor como antes, pois estĂŁo com roupas de lĂŁ, ainda que leves. SĂł Jesus, os dois primos e Judas Iscariotes Ă© que estĂŁo vestidos de linho branco ou cĂąnhamo. Com certeza, a veste de Jesus e a de Iscariotes sĂŁo de linho branco. As outras, dos filhos de Alfeu, pela sua espessura me parecem mais pesadas do que as de linho e sĂŁo tingidas com uma cor de marfim carregada, justamente como a que tem o cĂąnhamo, quando nĂŁo alvejado. Os outros vĂŁo como de costume, enxugando o suor com o pano de linho, que lhes serve de vĂ©u para a cabeça.

Chegam a um pequeno grupo de ĂĄrvores, em uma encruzilhada. Param debaixo daquela sombra e, com avidez, bebem de seus odres.

– Está quente, como se tivesse sido tirada do fogo –resmunga Pedro.

– Se aqui houvesse pelo menos um riacho. Mas nada, nada! –suspira Bartolomeu–. Daqui a pouco, não tenho mais nada.

– Estou quase dizendo que Ă© melhor a montanha –geme Tiago de Zebedeu, congestionado pelo calor.

– Melhor do que tudo Ă© a barca. Fresca, cĂŽmoda, limpa ah!

O coração de Pedro se lembra do seu lago e de sua barca.

– Todos vĂłs tendes razĂŁo. Mas os pecadores estĂŁo tanto na montanha, como na planĂ­cie. Se nĂŁo nos tivessem expulsado de Águas Belas, e nos perseguido, vindo atrĂĄs de nĂłs, Eu teria vindo aqui entre os meses de Tebet e Shebat. Mas, logo estaremos andando ao longo da beira-mar. LĂĄ o ar Ă© temperado pelo vento do largo –anima-os Jesus.

– Eh! Precisamos disso. Aqui estamos parecendo uns peixes que estão morrendo. Mas, como fazem os trigais para estarem tão bonitos, se não há água? –pergunta Pedro.

– Por aqui hĂĄ ĂĄguas subterrĂąneas. Elas conservam Ășmido o terreno –explica Jesus.

– Melhor seria que estivessem do lado de cima, do que no de baixo. Que vou fazer com elas, se estão debaixo da terra? Eu não sou uma raiz! –diz o impetuoso Pedro, enquanto todos se riem.

Mas depois Judas Tadeu fica sério, e diz:

– É egoĂ­sta o solo, como o sĂŁo os Ăąnimos e Ă© ĂĄrido tambĂ©m. Se nos tivessem deixado parar naquele lugar e passar lĂĄ o sĂĄbado, terĂ­amos sombra, ĂĄgua e repouso. Mas eles nos expulsaram


– AtĂ© alimento terĂ­amos tido. Mas nem isto. Eu estou com fome. Se aqui houvesse frutas. Mas as ĂĄrvores frutĂ­feras estĂŁo perto das casas. E quem Ă© que vai atĂ© elas? Se todos forem do mesmo humor que aqueles de lá
 –diz TomĂ©, acenando para o povoado que deixaram atrĂĄs, a leste.

– Toma o meu alimento. Eu nunca tenho muita fome –diz Zelotes.

– Tomai tambĂ©m o meu –diz Jesus–. Quem estiver com mais fome, coma.

Mas, tendo sido postos juntos os alimentos de Jesus, de Zelotes e de Natanael, vĂȘ-se que dĂŁo uma pequena quantidade e os olhos assustados de TomĂ© e tambĂ©m os dos jovens, estĂŁo dizendo isso. Mas eles se calam, e vĂŁo pondo na boca os pequeninos pedaços.

Zelotes, com paciĂȘncia, vai atĂ© um ponto, onde uma parte verde sobre o terreno queimado faz pensar que lĂĄ haja umidade. E, de fato, no fundo do leito seco de um rio, hĂĄ ainda um fio d’água, que em breve estĂĄ para desaparecer. Zelotes dĂĄ um grito para os que estĂŁo longe, a fim de que eles vĂŁo Ă quele refrigĂ©rio, e lĂĄ se vĂŁo todos, correndo, passando pela sombra descontinua das ĂĄrvores crescidas Ă  margem do fio d’água, que jĂĄ estĂĄ quase enxuto, e lĂĄ eles podem refrescar os pĂ©s poeirentos, lavar o rosto suado e, mesmo antes de encher seus odres jĂĄ vazios e deixĂĄ-los depois dentro d’água, na parte em que estĂĄ sombreada, para conservar a ĂĄgua fresca. Assentam-se depois aos pĂ©s de uma ĂĄrvore e, cansados, pĂ”em-se a cochilar.

216.3

Jesus olha para eles com amor e compaixão e meneia a cabeça

Surpreende-o nessa atitude, Zelotes, o qual tinha ido beber mais uma vez e pergunta-lhe:

– Que tens, Mestre?

Jesus se levanta, vai até Zelotes e, passando o braço ao redor dele, o vai levando consigo até debaixo de uma outra årvore, e lhe diz:

– Que Eu tenho? Estou aflito por causa do vosso cansaço. Se Eu não soubesse o que estou fazendo de vós, não teria mais paz, por vos estar dando tantos incîmodos.

– IncĂŽmodos? NĂŁo, Mestre! É a nossa alegria! Tudo perde o valor, quando viemos contigo. Estamos todos felizes, podes crer. NinguĂ©m estĂĄ com saudades, ninguĂ©m


– Cala-te, SimĂŁo. A humanidade atĂ© nos bons reclama. E, humanamente falando, nĂŁo deixais de ter razĂŁo de reclamar. Eu vos tirei de vossas casas, de vossas famĂ­lias, dos vossos negĂłcios, e vĂłs viestes, pensando que acompanhar-me seria uma coisa bem diferente
Mas a vossa reclamação de agora, a vossa reclamação interior, se acalmarĂĄ um dia e sĂł entĂŁo compreendereis que terĂĄ sido bom ter andado no meio das neblinas e do barro, no meio da poeira e ao calor do sol, perseguidos, cheios de sede, cansados, sem alimento, atrĂĄs de um Mestre perseguido, desamado, caluniado
e mais coisas ainda. Tudo, entĂŁo vos irĂĄ parecer belo! Porque, entĂŁo, pensareis de um outro modo e vereis tudo esclarecido por outra luz. E me bendireis por vos ter conduzido pelo meu caminho difĂ­cil


– Estás triste, Mestre. E o mundo pode justificar a tua tristeza. Mas, nós não. Nós estamos todos contentes


– Todos? Tens certeza disso?

– Pensas tu em outra coisa?

– Sim, SimĂŁo. Em outra coisa. Tu estĂĄs sempre contente. Tu compreendeste. Muitos outros, nĂŁo. EstĂĄs vendo aqueles que estĂŁo dormindo? Sabes quantos pensamentos eles estĂŁo esgaravatando, atĂ© durante o sono? E tambĂ©m todos aqueles que estĂŁo entre os discĂ­pulos? CrĂȘs tu que eles sĂŁo fiĂ©is, atĂ© tudo se consumar?

Olha: vamos jogar aquela velha brincadeira, que certamente jĂĄ brincaste, tu tambĂ©m, quando eras menino (e Jesus apanha uma flor seca de dente-de-leĂŁo, bem redonda, de um pĂ© que se ergue por entre as pedras, e que jĂĄ ficou completamente maduro. Leva-a delicadamente atĂ© perto da boca, sopra-a, e a flor se desmancha em minĂșsculos para-quedas, que ficam voando pelo ar, vagueando, cada um com o seu guarda-sol para cima, e a prumo, preso por um pequenino cabo.) EstĂĄs vendo? Olha
 Quantos sĂŁo os que tornaram a cair em meus braços, como se estivessem enamorados de Mim? Podes contĂĄ-los
 SĂŁo vinte e trĂȘs. Eles eram pelo menos trĂȘs vezes mais. E os outros? Olha. Uns ainda estĂŁo vagueando, outros jĂĄ caĂ­ram por serem mais pesados, outros sobem, porque sĂŁo orgulhosos com seus penachos de prata, outros caem na lama, que nĂłs fizemos com os nossos odres, Somente
 Olha, olha
 AtĂ© dos vinte e trĂȘs, que estavam sobre os meus joelhos, sete lĂĄ se foram. Bastou aquele zangĂŁo chegar atĂ© aqui com o seu vĂŽo, para fazĂȘ-los sair voando tambĂ©m!
 O que eles temiam? Ou por quem Ă© que foram seduzidos? Talvez pelo ferrĂŁo, ou pelas belas cores pretas e amarelas, ou pela garbosa aparĂȘncia, pelas asas iridescentes
 Eles lĂĄ se foram
 LĂĄ se foram, atrĂĄs de alguma beleza mentirosa
 SimĂŁo, assim vai acontecer com os meus discĂ­pulos. Uns, por serem irrequietos, outros, por inconstĂąncia, outros por pesadume, outros por orgulho, outros por leviandade, outros porque gostam da lama, outros por medo ou por ingenuidade ir-se-ĂŁo embora. CrĂȘs tu que todos aqueles que agora me dizem “Eu vou contigo”, que Eu os encontrarei a meu lado, na hora decisiva da minha missĂŁo? Eram certamente mais de setenta os penachinhos da flor seca de dente-de-leĂŁo, que o Pai criou para Mim
 e agora em meus braços hĂĄ sĂł sete, porque os outros lĂĄ se foram, levados por esta onda de vento, que fez dizer sim aos pedĂșnculos mais leves. Assim vai ser. E fico pensando nas lutas que hĂĄ em vĂłs para que me sejais fiĂ©is.

216.4

Vem aqui, SimĂŁo. Vamos ali olhar aquelas libĂ©lulas, que estĂŁo dançando a flor d’água. A nĂŁo ser que prefiras ir descansar.

– NĂŁo, Mestre. As tuas palavras me entristecem. Mas eu espero que o leproso curado, o homem perseguido, ao qual Tu deste a reabilitação, o solitĂĄrio ao qual tu deste uma companhia, o necessitado de afeto ao qual abriste o CĂ©u e o mundo, a fim de que ele encontrasse e desse amor, nĂŁo te abandonarĂŁo


Detalhe

André, Filipe, Tiago, filho de Alfeu, Judas e João não falam neste episódio, mas estão presentes ao longo de todo o capítulo. Os apóstolos queixam-se do calor, da sede e da fome, e Jesus acaba por explicar que um dia ficarão felizes por terem vivido este período; depois, conta a paråbola do dente-de-leão para falar da infidelidade dos discípulos. Simão, o Zelote, tem um papel de destaque, uma vez que é ele quem dialoga com Cristo.

Anotação

Se não nos tivessem expulsado da Belle Eau e se não estivessem sempre no nosso encalço, eu teria vindo para cå entre Tébet e Shebat. No início de janeiro. Os discípulos expulsos da «Belle Eau», uma propriedade de Låzaro nas margens do Jordão; cf. EMV 133.5-7, quando os apóstolos tomam conhecimento da ameaça. São expulsos no EMV 137, especialmente no EMV 137.5.

Palavras-chave

EMF 216.3 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

EstĂĄs vendo aqueles que estĂŁo dormindo? Sabes quantos pensamentos eles estĂŁo esgaravatando, atĂ© durante o sono? E tambĂ©m todos aqueles que estĂŁo entre os discĂ­pulos? CrĂȘs tu que eles sĂŁo fiĂ©is, atĂ© tudo se consumar?

Olha: vamos jogar aquela velha brincadeira, que certamente jĂĄ brincaste, tu tambĂ©m, quando eras menino (e Jesus apanha uma flor seca de dente-de-leĂŁo, bem redonda, de um pĂ© que se ergue por entre as pedras, e que jĂĄ ficou completamente maduro. Leva-a delicadamente atĂ© perto da boca, sopra-a, e a flor se desmancha em minĂșsculos para-quedas, que ficam voando pelo ar, vagueando, cada um com o seu guarda-sol para cima, e a prumo, preso por um pequenino cabo.) EstĂĄs vendo? Olha
 Quantos sĂŁo os que tornaram a cair em meus braços, como se estivessem enamorados de Mim? Podes contĂĄ-los
 SĂŁo vinte e trĂȘs. Eles eram pelo menos trĂȘs vezes mais. E os outros? Olha. Uns ainda estĂŁo vagueando, outros jĂĄ caĂ­ram por serem mais pesados, outros sobem, porque sĂŁo orgulhosos com seus penachos de prata, outros caem na lama, que nĂłs fizemos com os nossos odres, Somente
 Olha, olha
 AtĂ© dos vinte e trĂȘs, que estavam sobre os meus joelhos, sete lĂĄ se foram. Bastou aquele zangĂŁo chegar atĂ© aqui com o seu vĂŽo, para fazĂȘ-los sair voando tambĂ©m!
 O que eles temiam? Ou por quem Ă© que foram seduzidos? Talvez pelo ferrĂŁo, ou pelas belas cores pretas e amarelas, ou pela garbosa aparĂȘncia, pelas asas iridescentes
 Eles lĂĄ se foram
 LĂĄ se foram, atrĂĄs de alguma beleza mentirosa
 SimĂŁo, assim vai acontecer com os meus discĂ­pulos. Uns, por serem irrequietos, outros, por inconstĂąncia, outros por pesadume, outros por orgulho, outros por leviandade, outros porque gostam da lama, outros por medo ou por ingenuidade ir-se-ĂŁo embora. CrĂȘs tu que todos aqueles que agora me dizem “Eu vou contigo”, que Eu os encontrarei a meu lado, na hora decisiva da minha missĂŁo? Eram certamente mais de setenta os penachinhos da flor seca de dente-de-leĂŁo, que o Pai criou para Mim
 e agora em meus braços hĂĄ sĂł sete, porque os outros lĂĄ se foram, levados por esta onda de vento, que fez dizer sim aos pedĂșnculos mais leves. Assim vai ser. E fico pensando nas lutas que hĂĄ em vĂłs para que me sejais fiĂ©is.

Detalhe

SimĂŁo, o Zelote, afirma que todos os apĂłstolos estĂŁo contentes por seguirem Jesus, mesmo que passem fome, tenham sede e sejam rejeitados. Mas Jesus afirma que nĂŁo Ă© assim.

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EMF 217

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

TĂ­tulo do capĂ­tulo: As espigas colhidas no dia de sĂĄbado

Data da visĂŁo: Sexta-feira, 13 de julho de 1945

CalendĂĄrio: SĂĄbado, 6 de maio de 28 (24 de lyyar ou ziv de 3788)

Locais (mapa): AshqĂȘlon (Ascalon)

Ciclo: Apostolado na FilĂ­stia

Resumo: Os apĂłstolos tĂȘm fome e queixam-se, pois ninguĂ©m lhes dĂĄ de comer. Espalham-se, portanto, por um campo de trigo para se alimentarem. Pelo caminho, Jesus encontra alguns fariseus que lhe sĂŁo hostis. Jonatas ben Uziel pergunta-lhe entĂŁo por que razĂŁo estĂĄ ali e o Mestre responde que hĂĄ almas a salvar. Ele foi enviado para evangelizar, e o membro do sinĂ©drio retorque que nada prova que ele tenha sido enviado por Deus. Jesus acaba por lhe dizer que nada pede, mas que cumpre a sua missĂŁo, que quer dar a vida eterna, inclusive a Jonatas, e que este pode perdĂȘ-la ao ofender Deus e ao rejeitar o seu Messias.

O homem começa entĂŁo a fazer-se de importante, alegando ser justo, e depois de Jesus ter proferido uma profecia contra ele, o fariseu pergunta por que razĂŁo permite que os seus apĂłstolos se alimentem nos campos e cometam um pecado, uma vez que Ă© sĂĄbado. Pedro justifica-se em nome de todos, mas Jonatas dĂĄ a entender que estĂĄ escandalizado, e Jesus toma entĂŁo a palavra, retomando as palavras do Evangelho. Ele refere-se a David e aos pĂŁes consagrados, declarando que os discĂ­pulos colheram as espigas de trigo que tambĂ©m pertencem aos pĂĄssaros, mas, mais ainda, aos filhos do Pai. Termina por dizer que o Filho do Homem Ă© o senhor do sĂĄbado e faz ainda uma profecia sobre Jonatas. Depois, o grupo apostĂłlico afasta-se do resto do grupo e vai dormir numa espĂ©cie de dunas de areia, uma vez que se aproximam do mar e de AsqĂȘlon.

ConteĂșdo do capĂ­tulo: 217 .1: Os apĂłstolos, rejeitados, acabam por comer espigas de trigo. 217.2: Jonatas, filho de Uziel, procura brigar com Jesus. 217.3: Jesus responde com o exemplo de David Ă  acusação de roubo e violação do sĂĄbado. 217.4: Jesus misericordioso, Mestre do sĂĄbado.

Edição antiga: Volume 3, capítulo 79

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EMF 217.1 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Um pouco de sacrifĂ­cio, para que estas almas cheguem a ter fome de Mim.

Detalhe

Pouco tempo antes, os apĂłstolos tinham sido rejeitados por um administrador e nĂŁo lhes tinham dado de comer. Jesus encoraja entĂŁo os discĂ­pulos a serem fortes perante os seus sofrimentos e dificuldades.

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EMF 217.2 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Eu não peço nada. Eu cumpro a minha missão, ensino a amar a Deus, e torno sempre a repetir o Decålogo, porque ele estå por demais esquecido e, pior ainda, estå sendo mal aplicado. Eu quero dar a Vida. A Vida Eterna. Eu não desejo para ninguém a morte corporal nem muito menos, a morte espiritual. A Vida que Eu te perguntava se não te importavas em perder, era a da tua alma, porque Eu amo a tua alma, mesmo quando ela não me ama. E fico angustiado, ao ver que tu a matas, quando ofendes o Senhor, desprezando o seu Messias.

Detalhe

Jesus fala com um fariseu que lhe Ă© hostil.

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