EMF 215.1 · Volume 3
O Evangelho como me foi revelado
Citação
Dizei simplesmente aquilo que pensais, mas com a vossa convicção. Podeis crer que, quando alguém fala com convicção, persuade sempre.
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Para evangelizar.
Notas do tema
EMF 215.1 · Volume 3
Dizei simplesmente aquilo que pensais, mas com a vossa convicção. Podeis crer que, quando alguém fala com convicção, persuade sempre.
Para evangelizar.
EMF 215.5-7 · Volume 3
« E agora estamos entrando em Betgina. Tu, tu mesmo, Filipe, que estås olhando para Mim com esses olhos suplicantes, tu irås com André pelo povoado. Enquanto vós ides, nós permanecemos junto à fonte ou na praça do povoado.
â Oh! Senhor! NĂŁo nos mandes sozinhos. Vem, Tu, conosco! âpedem-lhe os dois.
â Ide, Eu mandei. A obediĂȘncia vos ajudarĂĄ mais do que a minha presença.
215.3
⊠E entĂŁo, Filipe e AndrĂ© lĂĄ se vĂŁo, ao acaso, pelo povoado, atĂ© encontrarem um pequeno albergue, mais uma estrebaria do que um albergue, e lĂĄ dentro estĂŁo intermediĂĄrios, fazendo negĂłcios de cordeiros com alguns pastores. Eles entram e param desorientados no meio do pĂĄtio rodeado de pĂłrticos muito rĂșsticos.
Aproxima-se deles o albergador:
â Que desejais? Alojamento?
Os dois se consultam com um olhar, um olhar muito desconfiado. Muito provavelmente deve ter acontecido que, de tudo o que haviam combinado dizer, não encontram mais nenhuma palavra. Mas é o próprio André quem se lembra primeiro, e responde:
â Sim, alojamento para nĂłs e para o Rabi de Israel.
â Qual rabi? HĂĄ tantos rabis. Mas sĂŁo muito senhores. Eles nĂŁo vĂȘm aos povoados dos pobres, para trazerem sua sabedoria aos pobres. SĂŁo os pobres que devem ir a eles, e ainda Ă© um favor, quando nos suportam perto deles!
â O Rabi de Israel Ă© um sĂł. Ele vem justamente para trazer a Boa Nova aos pobres e, quanto mais pobres e pecadores forem, tanto mais Ele os procura e se aproxima deles âresponde docemente AndrĂ©.
â Mas entĂŁo nĂŁo vai amealhar dinheiro.
â NĂŁo vai Ă procura de riquezas. Ă pobre e bom. Considera cheio o dia em que consegue salvar uma alma âresponde ainda AndrĂ©.
â Hum! Ă a primeira vez que eu ouço dizer que um rabi Ă© bom e pobre. O Batista Ă© pobre, mas Ă© severo. Todos os outros sĂŁo severos e ricos, ĂĄvidos como umas sanguessugas. VĂłs ouvistes? Vinde aqui vĂłs que andais pelo mundo. Estes homens estĂŁo dizendo que hĂĄ um Mestre pobre e bom, que vem Ă procura dos pobres e dos pecadores.
â Ah! Deve ser aquele que se veste de branco como um essĂȘnio. Eu jĂĄ o vi, faz algum tempo, em JericĂł âdiz um dos intermediĂĄrios.
â NĂŁo. Aquele Ă© sozinho. Deve ser aquele de quem falava TomĂ©, porque, por acaso, ouviu falar dele com os pastores do LĂbano âresponde um pastor alto e musculoso.
â Sim! Com certeza! E ainda vem atĂ© aqui, ele que estava no LĂbano! Por estes teus olhos de gato! âexclama outro.
Enquanto o albergador fala com os seus clientes e os escuta, os dois apĂłstolos ficaram lĂĄ, no meio do pĂĄtio, como duas estacas.
215.4
Mas, afinal, um homem diz:
â Ei! VĂłs, Vinde aqui. Quem Ă©? De onde vem esse que vĂłs dizeis?
â Ă Jesus de JosĂ©, de NazarĂ© âdiz sĂ©rio, Filipe, e fica como quem espera ser escarnecido.
Mas André acrescenta:
â Ă o Messias prometido. E eu vos conjuro, para o vosso bem: ouvi-o! VĂłs falastes no Batista. Pois bem, eu fui um discĂpulo dele, e foi ele quem nos mostrou Jesus, quando ia passando, e nos disse: âAli estĂĄ o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo.â E, quando Jesus desceu para ser batizado no JordĂŁo, abriram-se os cĂ©us e uma Voz gritou: âEste Ă© o meu Filho amado, no qual ponho as minhas complacĂȘnciasâ, e o Amor de Deus desceu sobre a cabeça dele, brilhando, sob a forma de uma pomba.
â EstĂĄs vendo? Ă o Nazareno mesmo! Mas, dizei-me uma coisa, vĂłs que vos dizeis amigos deleâŠ
â Amigos, nĂŁo: apĂłstolos, discĂpulos Ă© o que somos, e mandados por Ele para anunciar sua chegada a fim de que, quem precisa de salvação vĂĄ a Ele âcorrige AndrĂ©.
â EstĂĄ bem. Mas, dizei-me uma coisa. Ele Ă© mesmo como alguns dizem, um santo, e mais santo que o Batista, ou Ă© um demĂŽnio, como dizem uns outros? VĂłs, que aqui estais juntos, se sois discĂpulos dele, nĂŁo deverĂeis estar todos juntos? Dizei porque e com sinceridade. Ă verdade que Ele Ă© um dissoluto e um beberrĂŁo? Que ama as meretrizes e os publicanos? Que Ele Ă© um nigromante e que, durante a noite, evoca os espĂritos para saber os segredos coraçÔes?
â Mas, por que perguntas isto a estes homens? âpergunta se Ă© verdade que Ele Ă© bom. Estes dois poderĂŁo levar a mal e, quando forem embora, irĂŁo dizer ao Rabi os nossos maus juĂzos e seremos amaldiçoados por Ele. Nunca se sabe!⊠Seja Deus ou o diabo que Ele seja, Ă© melhor tratĂĄ-lo bem.
Agora Ă© Filipe que fala:
â NĂłs vos podemos responder com sinceridade, porque nĂŁo hĂĄ nada de feio a esconder. Ele Ă© o nosso Mestre, Ă© o Santo dos santos. O seu dia Ă© passado nos trabalhos do ensinamento. IncansĂĄvel, Ele vai de lugar em lugar, procurando os coraçÔes. Ele passa a noite rezando por vĂłs. NĂŁo despreza a mesa e a amizade, mas nĂŁo para a sua prĂłpria vantagem e sim, para fazer que se aproximem os que de outro modo nĂŁo o fariam. Ele nĂŁo rejeita os publicanos nem as meretrizes. Mas somente para redimi-los. Ele marca o seu caminho com milagres de redenção e milagres sobre as doenças. A Ele obedecem os ventos e o mar. Mas nĂŁo precisa de ninguĂ©m para operar prodĂgios, nem de evocar espĂritos para conhecer os coraçÔes.
â E como pode? Tu disseste que os ventos e o mar lhe obedecem? Mas eles sĂŁo coisas sem entendimento. Como pode dar ordens a eles? âpergunta o albergador.
â Responde-me, homem: no teu parecer, Ă© mais difĂcil dar ordens ao vento e ao mar, ou Ă morte?
â Por JavĂ©! Mas Ă morte nĂŁo se dĂŁo ordens! No mar se pode jogar azeite, pode-se usar contra ele as velas, pode-se, se tiver juĂzo, nĂŁo querer andar sobre ele. Ao vento se podem opor as fechaduras das portas. Mas Ă morte nĂŁo se dĂŁo ordens. NĂŁo hĂĄ azeite que a acalme. NĂŁo hĂĄ vela que, colocada em nosso barquinho, faça que ele fique tĂŁo rĂĄpido, que possa escapar da morte. E para ela nĂŁo existem fechaduras. Quando ela quer vir passa, mesmo se usarmos ferrolhos. E ninguĂ©m dĂĄ ordens a esta rainha!
â E, no entanto, o mestre lhe dĂĄ ordens. NĂŁo somente quando ela jĂĄ estĂĄ perto. Mas atĂ© tambĂ©m quando ela jĂĄ pegou alguĂ©m. Um moço de Naim jĂĄ estava para ser entregue Ă boca horrĂvel do sepulcro e Ele disse: âEu te digo: levanta-te!â, e o jovem voltou Ă vida. Naim nĂŁo fica nos confins do mundo. VĂłs podeis ir lĂĄ e ver.
â Mas assim, na presença de todos?
â Sobre a estrada, na presença de toda Naim.
215.5
O albergador e seus clientes olham um para o outro, em silĂȘncio. Depois o albergador diz:
â NĂŁo serĂĄ sĂł para os amigos que Ele faz aquelas coisas?
â NĂŁo, homem. Para todos os que crĂȘem nele, e nĂŁo sĂł para eles. Ele Ă© a Piedade sobre a terra. NinguĂ©m se dirige a Ele sem receber nada. Ouvi, todos vĂłs. NĂŁo hĂĄ entre vĂłs alguĂ©m que esteja sofrendo e chorando por doenças na famĂlia, por problemas, por remorsos, tentaçÔes, ignorĂąncias? Ide a Ele, o Messias da Boa Nova. Ele estĂĄ aqui hoje. AmanhĂŁ estarĂĄ noutro lugar. NĂŁo deixeis passar, sem vos aproveitardes dela, a Graça do Senhor que passa, diz Filipe, que foi ficando cada vez mais convincente.
O albergador desgrenha os cabelos, abre e fecha a boca, aperta as franjas da cintura⊠e, finalmente, diz:
â Eu vou experimentar!⊠Eu tenho uma filha. AtĂ© o verĂŁo passado, ela estava bem. Depois, tornou-se lunĂĄtica. Vive como uma fera muda em um canto, fica sempre lĂĄ e com dificuldade Ă© que a mĂŁe a pode vestir ou pĂŽr-lhe comida na boca. Os mĂ©dicos dizem que o cĂ©rebro dela se queimou por ter tomado sol demais, e outros dizem que foi por algum amor contrariado. O povo acha que ela estĂĄ endemoninhada. Mas como, se ela Ă© uma jovenzinha que quase nĂŁo saiu daqui? Onde foi que esse demĂŽnio a pegou? Que diz sobre isso o teu Mestre? Que o demĂŽnio pode pegar atĂ© um inocente?
Filipe lhe responde com segurança:
â Sim, para atormentar os parentes e levĂĄ-los ao desespero.
â E⊠Ele cura os lunĂĄticos? Poderei esperar isso?
â Deves crer âdiz prontamente AndrĂ©.
E conta o milagre dos gerasenos, depois termina:
â Se os que eram uma legiĂŁo nos coraçÔes dos pecadores, tiveram que fugir assim, como nĂŁo haverĂĄ de fugir o que penetrou Ă força no coração de uma jovenzinha? Eu te digo, homem: para quem espera nele, o impossĂvel se torna fĂĄcil como o respirar. Eu vi as obras do meu Senhor e dou testemunho do seu poder.
â Oh! EntĂŁo, quem de vĂłs pode ir chamĂĄ-lo?
â Eu mesmo, homem. Espera-me daqui a pouco.
E André vai sem demora, enquanto Filipe fica falando.
215.6
Quando AndrĂ© vĂȘ Jesus, parado debaixo de um alpendre para proteger-se do sol implacĂĄvel, que enche a pequena praça do povoado, corre ao encontro dele, e lhe diz:
â Vem, vem, Mestre. A filha do albergador Ă© lunĂĄtica. O pai te pede que a cures.
â Mas ele me conhecia?
â NĂŁo, Mestre. NĂłs procuramos fazer que te conhecesseâŠ
â E o conseguistes. Quando alguĂ©m chega a crer que Eu possa curar um mal sem precisar de remĂ©dio, jĂĄ estĂĄ adiantado na fĂ©. E vĂłs tendes medo de nĂŁo saber fazer. Que foi que dissestes?
â Eu nem saberia te dizer. NĂłs dissemos o que pensamos de Ti e de tuas obras. Sobretudo, dissemos que Tu Ă©s o Amor e a Piedade. O mundo te conhece tĂŁo mal!
â Mas vĂłs me conheceis bem. Ă o que basta.
215.7
Chegaram ao pequeno albergue. Todos os clientes estĂŁo Ă porta, cheios de curiosidade, e no meio, com Filipe, estĂĄ o albergador, que continua a falar consigo mesmo.
Quando ele vĂȘ Jesus, corre ao encontro dele, dizendo:
â Mestre, Senhor, Jesus⊠euâŠeu creio, eu creio tanto que Tu Ă©s Tu, que sabes tudo, que tudo vĂȘs, que tudo conheces, que tudo podes e tanto eu creio, que te digo: Tem piedade da minha filha, ainda que eu tenha muitas culpas no meu coração. Que nĂŁo caia sobre a minha filha o castigo por ter sido eu desonesto na minha profissĂŁo. Mas juro que nĂŁo serei mais avarento. Tu estĂĄs vendo o meu coração com o seu passado e com o pensamento que agora tem. PerdĂŁo e piedade, Mestre, e eu falarei de Ti a todos os que vierem atĂ© Ă minha casa.
O homem estĂĄ de joelhos.
Jesus lhe diz:
â Levanta-te, e persevera nos sentimentos de agora. Leva-me Ă tua filha.
â Ă uma estrebaria, Senhor. O mormaço faz que ela fique ainda mais doente. E ela nĂŁo quer sair.
â NĂŁo importa. Eu irei atĂ© onde ela estĂĄ. NĂŁo Ă© o mormaço. Ă que o demĂŽnio percebe que Eu estou chegando.
Entram no pĂĄtio e dele passam para uma estrebaria escura e todos vĂŁo atrĂĄs. A moça, despenteada, muito magra, estĂĄ se agitando no canto mais escuro e, logo que vĂȘ Jesus, grita:
â Para trĂĄs, para trĂĄs! NĂŁo me venhas perturbar. Tu Ă©s o Cristo do Senhor e eu um dos golpeados por Ti. Deixa-me sossegado. Por que sempre vens atrĂĄs de meus passos?
â Sai dela. Vai-te embora. Eu o quero. Entrega a Deus a tua presa e cala-te!
Um urro dilacerante, um pulo e o relaxar-se de um corpo sobre a palha⊠e depois se ouvem, calmas, tristes, admiradas, as perguntas: âOnde Ă© que estou? Por que Ă© que estou aqui? Quem sĂŁo estas pessoas?â e depois esta invocação âMamĂŁeâ da jovem que se sente envergonhada por estar sem vĂ©u e com uma veste rasgada, diante da vista de muitos olhos estranhos.
â Oh! Senhor Eterno! Mas ela estĂĄ curada!âŠ
E, coisa estranha de ver-se no rubicundo e corado albergador, um pranto de menino⊠Ele estĂĄ feliz, e chora sem saber de nada mais, a nĂŁo ser beijar as mĂŁos de Jesus, enquanto a mĂŁe chora, no meio de uma coroa de filhos assombrados, e beija a sua primogĂȘnita, que ficou livre do demĂŽnio.
Os presentes estĂŁo todos num vozear e outros estĂŁo chegando para ver o prodĂgio. O curral estĂĄ cheio.
â Fica conosco, Senhor. A tarde estĂĄ chegando. Permanece debaixo do meu teto.
â Homem, nĂłs somos treze.
â Ainda que fĂŽsseis trezentos, nĂŁo faria mal. Eu sei o que queres dizer. Mas o Samuel, avarento e desonesto, morreu, Senhor. Foi-se embora tambĂ©m o meu demĂŽnio. Agora, aqui estĂĄ um novo Samuel. ContinuarĂĄ a ser o albergador. Mas como um santo. Vem, vem comigo, para que eu te honre como a um rei, como a um deus. Pois Tu o Ă©s. Oh! Bendito seja o sol de hoje que te trouxe a mim.
Mencionou João Batista. Pois bem, eu estava com ele e foi ele quem nos indicou Jesus, que passava por ali, dizendo: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo.» » Quando Jesus desceu ao Jordão para ali ser batizado, os Céus abriram-se e uma voz clamou: «Eis o meu Filho amado, em quem me complaci», e o amor de Deus desceu na forma de uma pomba para resplandecer sobre a sua cabeça. Cf. EMV 45.
Estavam prestes a colocar um jovem de Naim na horrĂvel boca do tĂșmulo, quando Ele ordenou: «Digo-te: levanta-te!», e o jovem voltou Ă vida. Naim nĂŁo fica no fim do mundo. Podem ir ver. Cf. EMV 189.
Conta-se entĂŁo o milagre dos gerasenos. Cf. EMV 186 ou a palavra-chave «os possuĂdos de Gerasa».
EMF 215.5 · Volume 3
Ouvi, todos vĂłs. NĂŁo hĂĄ entre vĂłs alguĂ©m que esteja sofrendo e chorando por doenças na famĂlia, por problemas, por remorsos, tentaçÔes, ignorĂąncias? Ide a Ele, o Messias da Boa Nova. Ele estĂĄ aqui hoje. AmanhĂŁ estarĂĄ noutro lugar. NĂŁo deixeis passar, sem vos aproveitardes dela, a Graça do Senhor que passa, diz Filipe, que foi ficando cada vez mais convincente.
EMF 216
TĂtulo do capĂtulo: As infidelidades dos discĂpulos, na parĂĄbola do dente-de-leĂŁo.
Data da visĂŁo: quinta-feira, 12 de julho de 1945
CalendĂĄrio: SĂĄbado, 6 de maio de 28
Locais (mapa): Perto de AshqelĂŽn
Ciclo: Apostolado na FilĂstia
Resumo: Os apĂłstolos avançam por uma planĂcie banhada pelo sol. Antes de se debruçar sobre a visĂŁo propriamente dita, Maria descreve as estaçÔes do ano e as suas diferenças, bem como a variedade de horas e de locais. Tal como o aroma do amanhecer nĂŁo Ă© semelhante ao do meio-dia, o aroma das margens nĂŁo Ă© comparĂĄvel ao das tempestades ou do mar. O Criador conseguiu assim conferir um carĂĄcter prĂłprio a cada uma das coisas que criou. Maria volta entĂŁo Ă visĂŁo e constata que o grupo apostĂłlico estĂĄ suado de tanto calor. EstĂŁo com sede e lamentam a ausĂȘncia de um ribeiro, o facto de nĂŁo estarem na montanha ou mesmo no lago da Galileia. Jesus encoraja-os entĂŁo, dizendo que em breve chegarĂŁo Ă beira-mar e que o clima ficarĂĄ mais ameno. Aparentemente, nĂŁo foram acolhidos na aldeia anterior, onde teriam sombra, ĂĄgua e um local para descansar.
Pouco depois, Ă© TomĂĄs quem confessa estar com fome e SimĂŁo, o Zelote, tal como Jesus, estĂĄ disposto a partilhar a sua porção. Comem e, pouco depois, o antigo leproso e amigo de LĂĄzaro encontra um fino fio de ĂĄgua onde podem ir beber e encher os seus cantis. Depois, adormecem encostados a uma ĂĄrvore, exaustos. Ao ver os discĂpulos assim, Jesus abana a cabeça e explica a SimĂŁo, o Zelote, que um dia ficarĂŁo felizes por terem caminhado sob o calor escaldante, exaustos e sedentos, seguindo o seu Mestre perseguido. Quando o apĂłstolo salienta que estĂŁo felizes por o seguirem assim, Jesus responde que SimĂŁo, o Zelote, estĂĄ sempre contente, sim, mas os outros nem sempre, e dĂĄ o exemplo de um dente-de-leĂŁo. Sopra sobre ele e explica que muito poucas sementes chegam ao seu coração e que, mesmo mais tarde, algumas ainda se separam dele. O mesmo acontecerĂĄ com os discĂpulos: uns partirĂŁo por agitação, outros por inconstĂąncia, por preguiça, por orgulho, por leveza.
SimĂŁo confessa-lhe pouco tempo depois que nĂŁo consegue amar Judas e pergunta-lhe se lhe parece sincero. Jesus nĂŁo lhe responde de imediato e observa intensamente as libĂ©lulas Ă beira da ĂĄgua. Perante a insistĂȘncia de SimĂŁo, responde de forma alusiva.
ConteĂșdo do capĂtulo: 216 .1: Maria Valtorta dedica-se a descrever a variedade de aromas e a beleza do universo. 216.2: Os apĂłstolos avançam sob o sol, divididos entre a acolhida, a fome e a sede. O zelote descobre um fio de ĂĄgua. 216.3: Jesus conversa com o zelote e compara a fidelidade dos seus discĂpulos Ă flor de dente-de-leĂŁo que se dispersa. 216.4: Jesus responde de forma alusiva ao seu pensamento sobre Judas.
Edição antiga: Volume 3, capĂtulo 78
EMF 216.2-4 · Volume 3
Jesus vai, pois, pelo meio das messes. O dia estĂĄ quente. A regiĂŁo, deserta. NĂŁo se vĂȘ um homem pelos campos. SĂł espigas maduras e ĂĄrvores aqui e ali. Sol, grĂŁos, passarinhos, lagartixas, moitas verdes, com as folhas imĂłveis no ar tranquilo: isto Ă© o que eu vejo ao redor de Jesus. Para os lados das duas extremidades da estrada mestra, que Jesus vai percorrendo, e que Ă© como uma fita poeirenta e deslumbrante, por entre o ondular dos trigais, hĂĄ de um lado um pequeno povoado e do outro uma fazenda. Nada mais.
Todos vĂŁo andando em silĂȘncio, sob o intenso calor. Eles tiraram seus mantos, mas certamente ainda estĂŁo sentindo calor como antes, pois estĂŁo com roupas de lĂŁ, ainda que leves. SĂł Jesus, os dois primos e Judas Iscariotes Ă© que estĂŁo vestidos de linho branco ou cĂąnhamo. Com certeza, a veste de Jesus e a de Iscariotes sĂŁo de linho branco. As outras, dos filhos de Alfeu, pela sua espessura me parecem mais pesadas do que as de linho e sĂŁo tingidas com uma cor de marfim carregada, justamente como a que tem o cĂąnhamo, quando nĂŁo alvejado. Os outros vĂŁo como de costume, enxugando o suor com o pano de linho, que lhes serve de vĂ©u para a cabeça.
Chegam a um pequeno grupo de ĂĄrvores, em uma encruzilhada. Param debaixo daquela sombra e, com avidez, bebem de seus odres.
â EstĂĄ quente, como se tivesse sido tirada do fogo âresmunga Pedro.
â Se aqui houvesse pelo menos um riacho. Mas nada, nada! âsuspira Bartolomeuâ. Daqui a pouco, nĂŁo tenho mais nada.
â Estou quase dizendo que Ă© melhor a montanha âgeme Tiago de Zebedeu, congestionado pelo calor.
â Melhor do que tudo Ă© a barca. Fresca, cĂŽmoda, limpa ah!
O coração de Pedro se lembra do seu lago e de sua barca.
â Todos vĂłs tendes razĂŁo. Mas os pecadores estĂŁo tanto na montanha, como na planĂcie. Se nĂŁo nos tivessem expulsado de Ăguas Belas, e nos perseguido, vindo atrĂĄs de nĂłs, Eu teria vindo aqui entre os meses de Tebet e Shebat. Mas, logo estaremos andando ao longo da beira-mar. LĂĄ o ar Ă© temperado pelo vento do largo âanima-os Jesus.
â Eh! Precisamos disso. Aqui estamos parecendo uns peixes que estĂŁo morrendo. Mas, como fazem os trigais para estarem tĂŁo bonitos, se nĂŁo hĂĄ ĂĄgua? âpergunta Pedro.
â Por aqui hĂĄ ĂĄguas subterrĂąneas. Elas conservam Ășmido o terreno âexplica Jesus.
â Melhor seria que estivessem do lado de cima, do que no de baixo. Que vou fazer com elas, se estĂŁo debaixo da terra? Eu nĂŁo sou uma raiz! âdiz o impetuoso Pedro, enquanto todos se riem.
Mas depois Judas Tadeu fica sério, e diz:
â Ă egoĂsta o solo, como o sĂŁo os Ăąnimos e Ă© ĂĄrido tambĂ©m. Se nos tivessem deixado parar naquele lugar e passar lĂĄ o sĂĄbado, terĂamos sombra, ĂĄgua e repouso. Mas eles nos expulsaramâŠ
â AtĂ© alimento terĂamos tido. Mas nem isto. Eu estou com fome. Se aqui houvesse frutas. Mas as ĂĄrvores frutĂferas estĂŁo perto das casas. E quem Ă© que vai atĂ© elas? Se todos forem do mesmo humor que aqueles de lå⊠âdiz TomĂ©, acenando para o povoado que deixaram atrĂĄs, a leste.
â Toma o meu alimento. Eu nunca tenho muita fome âdiz Zelotes.
â Tomai tambĂ©m o meu âdiz Jesusâ. Quem estiver com mais fome, coma.
Mas, tendo sido postos juntos os alimentos de Jesus, de Zelotes e de Natanael, vĂȘ-se que dĂŁo uma pequena quantidade e os olhos assustados de TomĂ© e tambĂ©m os dos jovens, estĂŁo dizendo isso. Mas eles se calam, e vĂŁo pondo na boca os pequeninos pedaços.
Zelotes, com paciĂȘncia, vai atĂ© um ponto, onde uma parte verde sobre o terreno queimado faz pensar que lĂĄ haja umidade. E, de fato, no fundo do leito seco de um rio, hĂĄ ainda um fio dâĂĄgua, que em breve estĂĄ para desaparecer. Zelotes dĂĄ um grito para os que estĂŁo longe, a fim de que eles vĂŁo Ă quele refrigĂ©rio, e lĂĄ se vĂŁo todos, correndo, passando pela sombra descontinua das ĂĄrvores crescidas Ă margem do fio dâĂĄgua, que jĂĄ estĂĄ quase enxuto, e lĂĄ eles podem refrescar os pĂ©s poeirentos, lavar o rosto suado e, mesmo antes de encher seus odres jĂĄ vazios e deixĂĄ-los depois dentro dâĂĄgua, na parte em que estĂĄ sombreada, para conservar a ĂĄgua fresca. Assentam-se depois aos pĂ©s de uma ĂĄrvore e, cansados, pĂ”em-se a cochilar.
216.3
Jesus olha para eles com amor e compaixão e meneia a cabeça
Surpreende-o nessa atitude, Zelotes, o qual tinha ido beber mais uma vez e pergunta-lhe:
â Que tens, Mestre?
Jesus se levanta, vai até Zelotes e, passando o braço ao redor dele, o vai levando consigo até debaixo de uma outra årvore, e lhe diz:
â Que Eu tenho? Estou aflito por causa do vosso cansaço. Se Eu nĂŁo soubesse o que estou fazendo de vĂłs, nĂŁo teria mais paz, por vos estar dando tantos incĂŽmodos.
â IncĂŽmodos? NĂŁo, Mestre! Ă a nossa alegria! Tudo perde o valor, quando viemos contigo. Estamos todos felizes, podes crer. NinguĂ©m estĂĄ com saudades, ninguĂ©mâŠ
â Cala-te, SimĂŁo. A humanidade atĂ© nos bons reclama. E, humanamente falando, nĂŁo deixais de ter razĂŁo de reclamar. Eu vos tirei de vossas casas, de vossas famĂlias, dos vossos negĂłcios, e vĂłs viestes, pensando que acompanhar-me seria uma coisa bem diferenteâŠMas a vossa reclamação de agora, a vossa reclamação interior, se acalmarĂĄ um dia e sĂł entĂŁo compreendereis que terĂĄ sido bom ter andado no meio das neblinas e do barro, no meio da poeira e ao calor do sol, perseguidos, cheios de sede, cansados, sem alimento, atrĂĄs de um Mestre perseguido, desamado, caluniadoâŠe mais coisas ainda. Tudo, entĂŁo vos irĂĄ parecer belo! Porque, entĂŁo, pensareis de um outro modo e vereis tudo esclarecido por outra luz. E me bendireis por vos ter conduzido pelo meu caminho difĂcilâŠ
â EstĂĄs triste, Mestre. E o mundo pode justificar a tua tristeza. Mas, nĂłs nĂŁo. NĂłs estamos todos contentesâŠ
â Todos? Tens certeza disso?
â Pensas tu em outra coisa?
â Sim, SimĂŁo. Em outra coisa. Tu estĂĄs sempre contente. Tu compreendeste. Muitos outros, nĂŁo. EstĂĄs vendo aqueles que estĂŁo dormindo? Sabes quantos pensamentos eles estĂŁo esgaravatando, atĂ© durante o sono? E tambĂ©m todos aqueles que estĂŁo entre os discĂpulos? CrĂȘs tu que eles sĂŁo fiĂ©is, atĂ© tudo se consumar?
Olha: vamos jogar aquela velha brincadeira, que certamente jĂĄ brincaste, tu tambĂ©m, quando eras menino (e Jesus apanha uma flor seca de dente-de-leĂŁo, bem redonda, de um pĂ© que se ergue por entre as pedras, e que jĂĄ ficou completamente maduro. Leva-a delicadamente atĂ© perto da boca, sopra-a, e a flor se desmancha em minĂșsculos para-quedas, que ficam voando pelo ar, vagueando, cada um com o seu guarda-sol para cima, e a prumo, preso por um pequenino cabo.) EstĂĄs vendo? Olha⊠Quantos sĂŁo os que tornaram a cair em meus braços, como se estivessem enamorados de Mim? Podes contĂĄ-los⊠SĂŁo vinte e trĂȘs. Eles eram pelo menos trĂȘs vezes mais. E os outros? Olha. Uns ainda estĂŁo vagueando, outros jĂĄ caĂram por serem mais pesados, outros sobem, porque sĂŁo orgulhosos com seus penachos de prata, outros caem na lama, que nĂłs fizemos com os nossos odres, Somente⊠Olha, olha⊠AtĂ© dos vinte e trĂȘs, que estavam sobre os meus joelhos, sete lĂĄ se foram. Bastou aquele zangĂŁo chegar atĂ© aqui com o seu vĂŽo, para fazĂȘ-los sair voando tambĂ©m!⊠O que eles temiam? Ou por quem Ă© que foram seduzidos? Talvez pelo ferrĂŁo, ou pelas belas cores pretas e amarelas, ou pela garbosa aparĂȘncia, pelas asas iridescentes⊠Eles lĂĄ se foram⊠LĂĄ se foram, atrĂĄs de alguma beleza mentirosa⊠SimĂŁo, assim vai acontecer com os meus discĂpulos. Uns, por serem irrequietos, outros, por inconstĂąncia, outros por pesadume, outros por orgulho, outros por leviandade, outros porque gostam da lama, outros por medo ou por ingenuidade ir-se-ĂŁo embora. CrĂȘs tu que todos aqueles que agora me dizem âEu vou contigoâ, que Eu os encontrarei a meu lado, na hora decisiva da minha missĂŁo? Eram certamente mais de setenta os penachinhos da flor seca de dente-de-leĂŁo, que o Pai criou para Mim⊠e agora em meus braços hĂĄ sĂł sete, porque os outros lĂĄ se foram, levados por esta onda de vento, que fez dizer sim aos pedĂșnculos mais leves. Assim vai ser. E fico pensando nas lutas que hĂĄ em vĂłs para que me sejais fiĂ©is.
216.4
Vem aqui, SimĂŁo. Vamos ali olhar aquelas libĂ©lulas, que estĂŁo dançando a flor dâĂĄgua. A nĂŁo ser que prefiras ir descansar.
â NĂŁo, Mestre. As tuas palavras me entristecem. Mas eu espero que o leproso curado, o homem perseguido, ao qual Tu deste a reabilitação, o solitĂĄrio ao qual tu deste uma companhia, o necessitado de afeto ao qual abriste o CĂ©u e o mundo, a fim de que ele encontrasse e desse amor, nĂŁo te abandonarĂŁoâŠ
AndrĂ©, Filipe, Tiago, filho de Alfeu, Judas e JoĂŁo nĂŁo falam neste episĂłdio, mas estĂŁo presentes ao longo de todo o capĂtulo. Os apĂłstolos queixam-se do calor, da sede e da fome, e Jesus acaba por explicar que um dia ficarĂŁo felizes por terem vivido este perĂodo; depois, conta a parĂĄbola do dente-de-leĂŁo para falar da infidelidade dos discĂpulos. SimĂŁo, o Zelote, tem um papel de destaque, uma vez que Ă© ele quem dialoga com Cristo.
Se nĂŁo nos tivessem expulsado da Belle Eau e se nĂŁo estivessem sempre no nosso encalço, eu teria vindo para cĂĄ entre TĂ©bet e Shebat. No inĂcio de janeiro. Os discĂpulos expulsos da «Belle Eau», uma propriedade de LĂĄzaro nas margens do JordĂŁo; cf. EMV 133.5-7, quando os apĂłstolos tomam conhecimento da ameaça. SĂŁo expulsos no EMV 137, especialmente no EMV 137.5.
EMF 216.3 · Volume 3
EstĂĄs vendo aqueles que estĂŁo dormindo? Sabes quantos pensamentos eles estĂŁo esgaravatando, atĂ© durante o sono? E tambĂ©m todos aqueles que estĂŁo entre os discĂpulos? CrĂȘs tu que eles sĂŁo fiĂ©is, atĂ© tudo se consumar?
Olha: vamos jogar aquela velha brincadeira, que certamente jĂĄ brincaste, tu tambĂ©m, quando eras menino (e Jesus apanha uma flor seca de dente-de-leĂŁo, bem redonda, de um pĂ© que se ergue por entre as pedras, e que jĂĄ ficou completamente maduro. Leva-a delicadamente atĂ© perto da boca, sopra-a, e a flor se desmancha em minĂșsculos para-quedas, que ficam voando pelo ar, vagueando, cada um com o seu guarda-sol para cima, e a prumo, preso por um pequenino cabo.) EstĂĄs vendo? Olha⊠Quantos sĂŁo os que tornaram a cair em meus braços, como se estivessem enamorados de Mim? Podes contĂĄ-los⊠SĂŁo vinte e trĂȘs. Eles eram pelo menos trĂȘs vezes mais. E os outros? Olha. Uns ainda estĂŁo vagueando, outros jĂĄ caĂram por serem mais pesados, outros sobem, porque sĂŁo orgulhosos com seus penachos de prata, outros caem na lama, que nĂłs fizemos com os nossos odres, Somente⊠Olha, olha⊠AtĂ© dos vinte e trĂȘs, que estavam sobre os meus joelhos, sete lĂĄ se foram. Bastou aquele zangĂŁo chegar atĂ© aqui com o seu vĂŽo, para fazĂȘ-los sair voando tambĂ©m!⊠O que eles temiam? Ou por quem Ă© que foram seduzidos? Talvez pelo ferrĂŁo, ou pelas belas cores pretas e amarelas, ou pela garbosa aparĂȘncia, pelas asas iridescentes⊠Eles lĂĄ se foram⊠LĂĄ se foram, atrĂĄs de alguma beleza mentirosa⊠SimĂŁo, assim vai acontecer com os meus discĂpulos. Uns, por serem irrequietos, outros, por inconstĂąncia, outros por pesadume, outros por orgulho, outros por leviandade, outros porque gostam da lama, outros por medo ou por ingenuidade ir-se-ĂŁo embora. CrĂȘs tu que todos aqueles que agora me dizem âEu vou contigoâ, que Eu os encontrarei a meu lado, na hora decisiva da minha missĂŁo? Eram certamente mais de setenta os penachinhos da flor seca de dente-de-leĂŁo, que o Pai criou para Mim⊠e agora em meus braços hĂĄ sĂł sete, porque os outros lĂĄ se foram, levados por esta onda de vento, que fez dizer sim aos pedĂșnculos mais leves. Assim vai ser. E fico pensando nas lutas que hĂĄ em vĂłs para que me sejais fiĂ©is.
SimĂŁo, o Zelote, afirma que todos os apĂłstolos estĂŁo contentes por seguirem Jesus, mesmo que passem fome, tenham sede e sejam rejeitados. Mas Jesus afirma que nĂŁo Ă© assim.
EMF 217
TĂtulo do capĂtulo: As espigas colhidas no dia de sĂĄbado
Data da visĂŁo: Sexta-feira, 13 de julho de 1945
CalendĂĄrio: SĂĄbado, 6 de maio de 28 (24 de lyyar ou ziv de 3788)
Locais (mapa): AshqĂȘlon (Ascalon)
Ciclo: Apostolado na FilĂstia
Resumo: Os apĂłstolos tĂȘm fome e queixam-se, pois ninguĂ©m lhes dĂĄ de comer. Espalham-se, portanto, por um campo de trigo para se alimentarem. Pelo caminho, Jesus encontra alguns fariseus que lhe sĂŁo hostis. Jonatas ben Uziel pergunta-lhe entĂŁo por que razĂŁo estĂĄ ali e o Mestre responde que hĂĄ almas a salvar. Ele foi enviado para evangelizar, e o membro do sinĂ©drio retorque que nada prova que ele tenha sido enviado por Deus. Jesus acaba por lhe dizer que nada pede, mas que cumpre a sua missĂŁo, que quer dar a vida eterna, inclusive a Jonatas, e que este pode perdĂȘ-la ao ofender Deus e ao rejeitar o seu Messias.
O homem começa entĂŁo a fazer-se de importante, alegando ser justo, e depois de Jesus ter proferido uma profecia contra ele, o fariseu pergunta por que razĂŁo permite que os seus apĂłstolos se alimentem nos campos e cometam um pecado, uma vez que Ă© sĂĄbado. Pedro justifica-se em nome de todos, mas Jonatas dĂĄ a entender que estĂĄ escandalizado, e Jesus toma entĂŁo a palavra, retomando as palavras do Evangelho. Ele refere-se a David e aos pĂŁes consagrados, declarando que os discĂpulos colheram as espigas de trigo que tambĂ©m pertencem aos pĂĄssaros, mas, mais ainda, aos filhos do Pai. Termina por dizer que o Filho do Homem Ă© o senhor do sĂĄbado e faz ainda uma profecia sobre Jonatas. Depois, o grupo apostĂłlico afasta-se do resto do grupo e vai dormir numa espĂ©cie de dunas de areia, uma vez que se aproximam do mar e de AsqĂȘlon.
ConteĂșdo do capĂtulo: 217 .1: Os apĂłstolos, rejeitados, acabam por comer espigas de trigo. 217.2: Jonatas, filho de Uziel, procura brigar com Jesus. 217.3: Jesus responde com o exemplo de David Ă acusação de roubo e violação do sĂĄbado. 217.4: Jesus misericordioso, Mestre do sĂĄbado.
Edição antiga: Volume 3, capĂtulo 79
EMF 217.1 · Volume 3
Um pouco de sacrifĂcio, para que estas almas cheguem a ter fome de Mim.
Pouco tempo antes, os apĂłstolos tinham sido rejeitados por um administrador e nĂŁo lhes tinham dado de comer. Jesus encoraja entĂŁo os discĂpulos a serem fortes perante os seus sofrimentos e dificuldades.
EMF 217.2 · Volume 3
Eu fui enviado para evangelizar e salvar.
EMF 217.2 · Volume 3
Eu não peço nada. Eu cumpro a minha missão, ensino a amar a Deus, e torno sempre a repetir o Decålogo, porque ele estå por demais esquecido e, pior ainda, estå sendo mal aplicado. Eu quero dar a Vida. A Vida Eterna. Eu não desejo para ninguém a morte corporal nem muito menos, a morte espiritual. A Vida que Eu te perguntava se não te importavas em perder, era a da tua alma, porque Eu amo a tua alma, mesmo quando ela não me ama. E fico angustiado, ao ver que tu a matas, quando ofendes o Senhor, desprezando o seu Messias.
Jesus fala com um fariseu que lhe Ă© hostil.