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EMF 189

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

TĂ­tulo do capĂ­tulo: À NaĂŻm. Ressurreição do filho de uma viĂșva.

Data da visĂŁo: Quinta-feira, 14 de junho de 1945.

Calendårio: Sexta-feira 17 de março 28 (4 Nissan 3788)

Localização (mapa) : Naïm

Ciclo: A segunda viagem pascal

Resumo: Jesus chega a Naim. Os habitantes de En-Dor continuam a segui-lo. Encontram um cortejo fĂșnebre. Os apĂłstolos tentam adivinhar quem morreu e supĂ”em que se trata de uma criança ou de uma virgem, mas acabam por perceber que se trata de um jovem adulto. Os discĂ­pulos ficam comovidos com a dor da pobre viĂșva que perdeu o seu filho. Jesus, profundamente gentil, aproxima-se do cortejo, o que provoca uma reação virulenta da mĂŁe enlutada. O Mestre acalma-a e pede-lhe que ponha a liteira no chĂŁo. Eles obedeceram e ele realizou um milagre: o morto ressuscitou. Este facto provocou a agitação da multidĂŁo, que o impediu de se ir embora. Ao ver esta procissĂŁo feliz, Jesus chora, pensando na desolação futura da sua MĂŁe.

A mãe acaba por abençoar o Senhor com o seu filho, e o Mestre pode finalmente partir. O chefe da sinagoga tenta impedi-lo, mas Cristo diz que tem de continuar o seu caminho. Finalmente, promete regressar.

ConteĂșdo do capĂ­tulo: 189.1: Ao se aproximarem de Naim, um cortejo fĂșnebre sai dos muros da cidade. 189.2: Jesus, comovido com a dor da mĂŁe, ressuscita o jovem dentre os mortos. 189.3: O jovem, ainda atado com as ligaduras, chama pela mĂŁe. 189.4: Jesus tem lĂĄgrimas nos olhos ao pensar na sua prĂłpria MĂŁe. 189.5: Jesus promete ao chefe da sinagoga que voltarĂĄ.

Edição anterior: Tomo 3, capítulo 50.

Palavras-chave

EMF 189.1-5 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Naim devia ter uma certa importùncia nos tempos de Jesus. Não é uma cidade muito grande, mas bem construída, fechada dentro do seu cinturão de muros. Ela se estende por uma colina risonha, de pouca altitude, e é uma ramificação do pequeno Hermon que, do alto, domina uma planície muito fértil, que se vai alargando para a direção do noroeste[1].

Para quem vem de Endor, chega-se atĂ© aqui, depois de ter passado a vau um pequeno rio, que deve ser um afluente do JordĂŁo. Mas daqui nĂŁo se vĂȘ mais o JordĂŁo, e nem mesmo o seu vale, porque algumas colinas o escondem, fazendo um arco, que parece um ponto de interrogação virado para leste.

Jesus para lå se dirige, por uma estrada mestra, que liga as regiÔes do lago ao Hermon e aos seus povoados. Atrås de Jesus vão caminhando muitos dos habitantes de Endor, conversando animadamente uns com os outros.

A distĂąncia que separa o grupo dos apĂłstolos dos muros jĂĄ Ă© bem reduzida: no mĂĄximo uns duzentos metros. E, jĂĄ que a estrada mestra vai em linha reta, rumo a uma das portas da cidade, e como essa porta estĂĄ escancarada, pois jĂĄ Ă© pleno dia, pode-se ver logo o que estĂĄ acontecendo do outro lado dos muros. E Ă© assim que Jesus, que estava conversando com os apĂłstolos e com o novo convertido, vĂȘ que, por entre um grande barulho de carpideiras e de semelhantes conjuntos orientais, vem chegando um cortejo fĂșnebre.

– Vamos lá ver, Mestre? –dizem muitos. E, do meio dos habitantes de Endor, muitos já se precipitaram para ir ver.

– Vamos nĂłs tambĂ©m –diz Jesus, condescendendo.

– Oh! deve ser um rapaz, porque, olha só quantas flores e fitas estão sobre o caixão –diz Judas de Keriot a João.

– Ou então será uma virgem –responde João.

– NĂŁo. É certo que se trata de um jovenzinho, por causa das cores que eles colocaram no caixĂŁo. AlĂ©m disso, faltam os mirtos
 –diz Bartolomeu.

O funeral vai saindo para fora dos muros. Seja o que for que estiver no caixĂŁo, que vai sustentado no alto sobre os ombros dos portadores, Ă© o que nĂŁo se pode ver. Presume-se que lĂĄ esteja um corpo estendido, com suas faixas, e coberto com um lençol, pois pelo que as saliĂȘncias revelam pode-se compreender que Ă© o corpo de alguĂ©m que jĂĄ tinha chegado ao ponto mais alto de seu crescimento, porque Ă© um corpo do comprimento do caixĂŁo.

Ao lado do caixĂŁo, uma mulher de vĂ©u, amparada por parentas ou amigas, vai caminhando e chorando. É o Ășnico choro verdadeiro, no meio dessa comĂ©dia de choronas. E, quando uma pedra faz que um dos portadores tropece, ou um ressalto do solo faz que se sacuda o caixĂŁo, a mĂŁe geme: “Oh! NĂŁo! Ide devagar! Sofreu tanto este meu menino!”, e levanta sua mĂŁo trĂȘmula para acariciar a beira do caixĂŁo, — fazer mais que isso ela nĂŁo pode — e, nĂŁo podendo fazer nada mais, ela beija os vĂ©us ondulantes e as fitas, que o vento de vez em quando agita, e que passam rolando por aquele vulto imĂłvel.

– Aquela Ă© a mĂŁe –diz Pedro, todo compungido e jĂĄ com o brilho de uma lĂĄgrima em seus olhos atentos e bons.

Mas ele nĂŁo Ă© o Ășnico que estĂĄ com lĂĄgrimas nos olhos por causa daquela tristeza. TambĂ©m Zelotes, AndrĂ© e JoĂŁo, e atĂ© o sempre alegre TomĂ©, estĂŁo com os olhos brilhando. Todos, todos mesmo, estĂŁo comovidos. Judas Iscariotes murmura:

– Se fosse eu! Oh! Pobre de minha mãe


189.2

Jesus, cujos olhos são de uma doçura perturbadora, de tão profundos que são, vai indo para perto do caixão.

A mĂŁe, que jĂĄ estĂĄ soluçando mais forte, porque o cortejo jĂĄ estĂĄ quase chegando junto ao sepulcro aberto, O afasta com violĂȘncia, ao ver que Jesus procura tocar no caixĂŁo. No seu delĂ­rio, quem saberia de que ela estĂĄ com medo? Ela grita:

– É meu! –e, com uns olhos de louca, olha para Jesus.

– Eu sei, mãe. É teu.

– É o meu filho Ășnico. Por que logo ele Ă© que foi morrer, ele que era bom e querido e a minha alegria de viĂșva? Por quĂȘ?

AĂ­ a multidĂŁo das carpideiras aumenta o seu choro pago, para fazerem coro com a mĂŁe, que continua a dizer:

– Por que ele, e nĂŁo eu? NĂŁo Ă© justo que quem gerou veja perecer a sua semente. A semente precisa viver, porque senĂŁo, para que terĂĄ servido que estas vĂ­sceras se tenham rasgado para darem Ă  luz um homem? –e bate em seu prĂłprio ventre, feroz e desatinada.

– Não faças assim! Não chores, mãe.

Jesus a segura pelas mĂŁos, com um forte aperto, e as prende com sua esquerda, enquanto, com a direita, toca no caixĂŁo, dizendo aos portadores:

– Parai e ponde o caixão no chão.

Os portadores obedecem, abaixando a caminha, que fica apoiada no chão por seus quatro pés.

Jesus agarra o lençol, que estå cobrindo o morto e o joga para trås, deixando descoberto o cadåver. A mãe externa sua dor, gritando o nome de seu filho e parece-me que ela estå dizendo:

– Daniel!

Jesus, sempre conservando as mãos maternas na sua, se endireita, mostra-se imponente, no fulgor de seus olhares como quando Ele opera seus maiores milagres, e, abaixando a mão direita, ordena, com toda a força de sua voz:

– Jovenzinho, Eu te digo: Levanta-te!

189.3

O morto, do jeito que estava enfaixado, levanta-se e se assenta sobre a caminha e chama:

– Mamãe!

Ele a chama com a voz gaguejante e assustada de uma criança espavorida.

– Ele Ă© teu, mulher. Eu o entrego em nome de Deus. Ajuda-o a livrar-se da mortalha. E sede felizes.

E Jesus då sinais de que vai retirar-se dali. Mas, como? A multidão o detém junto ao catre, sobre o qual estå inclinada a mãe, que estå enfiando os dedos por entre as faixas, para ir mais depressa, porque o lamento de seu menino continua a implorar-lhe:

– Mamãe! Mamãe!

Por fim, a mortalha foi desfeita, desfeitas foram as faixas, já a mãe e o filho podem abraçar-se, e o fazem sem dar atenção aos bálsamos que se vão colando neles, e que a mãe vai tendo que tirar do querido rosto, das queridas mãos, usando as faixas, e depois, não tendo com que revesti-lo, a mãe tira o seu próprio manto e o envolve nele, e tudo o que ela faz vai servindo ao mesmo tempo para acariciá-lo


189.4

Jesus olha para ela
 olha para este quadro de amor que se formou ao lado da caminha, que agora jĂĄ nĂŁo Ă© mais fĂșnebre, e chora.

Judas Iscariotes vĂȘ esse pranto e pergunta:

– Por que estás chorando, Senhor?

Jesus vira o rosto para ele, e diz:

– Estou pensando em minha mãe


O breve colóquio faz que a mulher volte ao seu Benfeitor. Ela pega pela mão o filho e o segura, porque ele estå como alguém que ainda não acabou de sair de um torpor, continuando este em seus membros, e ela se ajoelha, dizendo:

– Tu tambĂ©m, meu filho. Vamos bendizer a este Santo, que te restituiu Ă  vida e Ă  tua mĂŁe –e se inclina para beijar a veste de Jesus, enquanto a multidĂŁo dĂĄ hosanas a Deus e ao seu Messias, jĂĄ conhecido como quem ele Ă©, porque os apĂłstolos e os habitantes de Endor tomaram eles prĂłprios a incumbĂȘncia de dizer quem Ă© aquele que operou o milagre.

E a multidĂŁo toda, entĂŁo, exclama:

– Bendito seja o Deus de Israel. Bendito seja o Messias, que Ă© o seu Enviado. Bendito seja Jesus, Filho de Davi. Um grande Profeta surgiu entre nĂłs! Deus verdadeiramente veio visitar o seu povo! Aleluia! Aleluia!

189.5

Finalmente, Jesus consegue escapar daquele aperto, e entrar na cidade. A multidĂŁo o acompanha, e o persegue, exigente em seu amor.

Chega correndo um homem, e saĂșda a Jesus com uma profunda inclinação:

– Eu te peço que pares em minha casa.

– NĂŁo posso. A PĂĄscoa me proĂ­be qualquer parada, alĂ©m daquelas que estĂŁo marcadas.

– Daqui a pouco Ă© o pĂŽr-do-sol, e hoje e sexta-feira


– É exatamente ao pîr-do-sol que Eu preciso chegar à minha etapa. Mas Eu te agradeço da mesma forma. E não me detenhas


– Mas eu sou o sinagogo.

– E com isto queres dizer que tens este direito. Homem: bastava que Eu me atrasasse uma hora e aquela mãe não teria reavido o filho. Eu vou aonde outros infelizes me estão esperando. Não atrases com egoísmo a alegria deles. Eu virei, com certeza, outra vez e ficarei contigo em Naim mais dias. Agora, deixa-me ir.

O homem nĂŁo insiste mais. E somente diz:

– Está dito. Eu fico Te esperando.

– Sim. A paz esteja contigo e com os moradores de Naim. E tambĂ©m Ă  vĂłs de Endor paz e bĂȘnção. Voltai para vossas casas. Deus vos falou por meio do milagre. Fazei que entre vĂłs aconteçam, por força do amor, muitas ressurreiçÔes para o bem em todos os coraçÔes.

Houve um Ășltimo coro de hosanas. Depois a multidĂŁo deixa Jesus ir, e Ele atravessa diagonalmente a cidade, indo sair na campina, tomando caminho para Esdrelon.

Anotação

Evangelho de Lucas 7, 11-17

Lc 7,11-17 : Jesus foi para uma cidade chamada Naim. Acompanhavam-no os seus discĂ­pulos e uma grande multidĂŁo. Chegou perto da porta da cidade, no momento em que levavam um defunto para ser sepultado; era filho Ășnico, e sua mĂŁe era viĂșva. Uma grande multidĂŁo da cidade acompanhava a mulher. Quando o Senhor viu a mulher, teve compaixĂŁo dela e disse-lhe: "NĂŁo chores. Aproximou-se e tocou no caixĂŁo; os carregadores pararam e Jesus disse: "Jovem, ordeno-te que te levantes. EntĂŁo o morto levantou-se e começou a falar. E Jesus devolveu-o Ă  sua mĂŁe. Todos ficaram aterrorizados e deram glĂłria a Deus, dizendo: "Surgiu entre nĂłs um grande profeta, e Deus visitou o seu povo". E esta notĂ­cia sobre Jesus espalhou-se por toda a Judeia e por toda a regiĂŁo.

Palavras-chave

EMF 189.1-4 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

O funeral vai saindo para fora dos muros. Seja o que for que estiver no caixĂŁo, que vai sustentado no alto sobre os ombros dos portadores, Ă© o que nĂŁo se pode ver. Presume-se que lĂĄ esteja um corpo estendido, com suas faixas, e coberto com um lençol, pois pelo que as saliĂȘncias revelam pode-se compreender que Ă© o corpo de alguĂ©m que jĂĄ tinha chegado ao ponto mais alto de seu crescimento, porque Ă© um corpo do comprimento do caixĂŁo.

Ao lado do caixĂŁo, uma mulher de vĂ©u, amparada por parentas ou amigas, vai caminhando e chorando. É o Ășnico choro verdadeiro, no meio dessa comĂ©dia de choronas. E, quando uma pedra faz que um dos portadores tropece, ou um ressalto do solo faz que se sacuda o caixĂŁo, a mĂŁe geme: “Oh! NĂŁo! Ide devagar! Sofreu tanto este meu menino!”, e levanta sua mĂŁo trĂȘmula para acariciar a beira do caixĂŁo, — fazer mais que isso ela nĂŁo pode — e, nĂŁo podendo fazer nada mais, ela beija os vĂ©us ondulantes e as fitas, que o vento de vez em quando agita, e que passam rolando por aquele vulto imĂłvel.

– Aquela Ă© a mĂŁe –diz Pedro, todo compungido e jĂĄ com o brilho de uma lĂĄgrima em seus olhos atentos e bons.

Mas ele nĂŁo Ă© o Ășnico que estĂĄ com lĂĄgrimas nos olhos por causa daquela tristeza. TambĂ©m Zelotes, AndrĂ© e JoĂŁo, e atĂ© o sempre alegre TomĂ©, estĂŁo com os olhos brilhando. Todos, todos mesmo, estĂŁo comovidos. Judas Iscariotes murmura:

– Se fosse eu! Oh! Pobre de minha mãe


189.2

Jesus, cujos olhos são de uma doçura perturbadora, de tão profundos que são, vai indo para perto do caixão.

A mĂŁe, que jĂĄ estĂĄ soluçando mais forte, porque o cortejo jĂĄ estĂĄ quase chegando junto ao sepulcro aberto, O afasta com violĂȘncia, ao ver que Jesus procura tocar no caixĂŁo. No seu delĂ­rio, quem saberia de que ela estĂĄ com medo? Ela grita:

– É meu! –e, com uns olhos de louca, olha para Jesus.

– Eu sei, mãe. É teu.

– É o meu filho Ășnico. Por que logo ele Ă© que foi morrer, ele que era bom e querido e a minha alegria de viĂșva? Por quĂȘ?

AĂ­ a multidĂŁo das carpideiras aumenta o seu choro pago, para fazerem coro com a mĂŁe, que continua a dizer:

– Por que ele, e nĂŁo eu? NĂŁo Ă© justo que quem gerou veja perecer a sua semente. A semente precisa viver, porque senĂŁo, para que terĂĄ servido que estas vĂ­sceras se tenham rasgado para darem Ă  luz um homem? –e bate em seu prĂłprio ventre, feroz e desatinada.

– Não faças assim! Não chores, mãe.

Jesus a segura pelas mĂŁos, com um forte aperto, e as prende com sua esquerda, enquanto, com a direita, toca no caixĂŁo, dizendo aos portadores:

– Parai e ponde o caixão no chão.

Os portadores obedecem, abaixando a caminha, que fica apoiada no chão por seus quatro pés.

Jesus agarra o lençol, que estå cobrindo o morto e o joga para trås, deixando descoberto o cadåver. A mãe externa sua dor, gritando o nome de seu filho e parece-me que ela estå dizendo:

– Daniel!

Jesus, sempre conservando as mãos maternas na sua, se endireita, mostra-se imponente, no fulgor de seus olhares como quando Ele opera seus maiores milagres, e, abaixando a mão direita, ordena, com toda a força de sua voz:

– Jovenzinho, Eu te digo: Levanta-te!

189.3

O morto, do jeito que estava enfaixado, levanta-se e se assenta sobre a caminha e chama:

– Mamãe!

Ele a chama com a voz gaguejante e assustada de uma criança espavorida.

– Ele Ă© teu, mulher. Eu o entrego em nome de Deus. Ajuda-o a livrar-se da mortalha. E sede felizes.

E Jesus då sinais de que vai retirar-se dali. Mas, como? A multidão o detém junto ao catre, sobre o qual estå inclinada a mãe, que estå enfiando os dedos por entre as faixas, para ir mais depressa, porque o lamento de seu menino continua a implorar-lhe:

– Mamãe! Mamãe!

Por fim, a mortalha foi desfeita, desfeitas foram as faixas, já a mãe e o filho podem abraçar-se, e o fazem sem dar atenção aos bálsamos que se vão colando neles, e que a mãe vai tendo que tirar do querido rosto, das queridas mãos, usando as faixas, e depois, não tendo com que revesti-lo, a mãe tira o seu próprio manto e o envolve nele, e tudo o que ela faz vai servindo ao mesmo tempo para acariciá-lo


189.4

Jesus olha para ela
 olha para este quadro de amor que se formou ao lado da caminha, que agora jĂĄ nĂŁo Ă© mais fĂșnebre, e chora.

Judas Iscariotes vĂȘ esse pranto e pergunta:

– Por que estás chorando, Senhor?

Jesus vira o rosto para ele, e diz:

– Estou pensando em minha mãe


Detalhe

Jesus encontra um cortejo fĂșnebre. A mĂŁe do jovem estĂĄ destroçada.

Palavras-chave

EMF 190

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

TĂ­tulo do capĂ­tulo: Chegada Ă  planĂ­cie de Esdrelon ao anoitecer de sexta-feira.

Data da visĂŁo: Sexta-feira, 15 de junho de 1945.

Calendårio: Sexta-feira, 17 de março de 28 (4 Nissan 3788)

Localização (mapa) : Esdrelon

Ciclo: A segunda viagem pascal

Resumo: Jesus chega Ă  planĂ­cie de Esdrelon. Pedro foi Ă  frente para ver se Doras, o filho de Doras, tinha ido para JerusalĂ©m. No caminho, o Senhor encontra IsaĂ­as, um camponĂȘs de Yokhanan, e este revela que os campos de Doras sĂŁo um verdadeiro desastre. Yokhanan, pelo contrĂĄrio, tem terras fĂ©rteis, o que cria um contraste maior entre a terra devastada e a terra saudĂĄvel e frutĂ­fera. Depois da desgraça do seu vizinho, Yokhanan teme o Senhor e decide nĂŁo maltratar os seus servos. Jesus pede hospitalidade aos servos do fariseu, e fica acordado que os antigos servos de Doras, que se dispersaram apĂłs a morte do seu antigo senhor, serĂŁo reunidos da melhor forma possĂ­vel.

ConteĂșdo do capĂ­tulo: 190.1: A nova atitude de Yokhanan em relação a Jesus, que ele teme. 190.2 : Os campos amaldiçoados de Doras sĂŁo completamente devastados. 190.3: Jesus fica com os camponeses de Yokhanan.

Edição anterior: Volume 3, capítulo 51.

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EMF 191

O Evangelho como me foi revelado

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Título do capítulo : O såbado em Esdrelon. O pequeno Yabeç (Jabé) e a paråbola do rico Epulon (paråbola de Låzaro e do mau rico).

Data da visĂŁo: SĂĄbado, 16 de junho de 1945.

Calendårio: Såbado 18 de março de 28 (5 Nissan 3788)

Localização (mapa) : Esdrelon

Ciclo: A segunda viagem pascal

Resumo: Jesus envia André e João a dois pontos onde se avistam os caminhos de Jezrael, para vigiarem o regresso do mordomo dedicado ao filho de Doras. Depois envia Pedro e Simão para irem buscar os camponeses do fariseu. Entretanto, os camponeses de Yokhanan falam-lhe de uma contenda entre o seu senhor e o antigo tirano de Jonas, depois o Senhor encontra todos os camponeses e då-lhes um cordeiro trazido por João de En-Dor. Ele age como um pai, e os pobres servos engolem a refeição. Um deles tem uma criança nos braços e estå a chorar. Jesus pergunta-lhe porque é que ele estå a fazer aquilo e eles começam a falar do rapaz, um órfão que jå não tem irmãos nem pais: morreram numa derrocada. Cristo oferece-se para confiar este menino inocente ao velho e o avÎ aceita de bom grado. A criança não se opÔe e då o seu nome: Yabeç.

Depois de ouvir isto, o Mestre conta a paråbola de Låzaro e do homem rico. Jonas é como Låzaro, tal como Doras é como o mau rico, e Jesus gostaria de ajudar materialmente os seus servos, mas não pode e sofre por isso. Por isso, ensina-os a nunca odiar, mas a amar sempre. Quanto ao castigo dos campos de Doras, Jesus diz que é Amor e que não teria batido, mas como o Amor não podia fazer dobrar o rico cruel, abandonou-o à Justiça. Que isto lhes recorde que a Justiça estå sempre alerta, mesmo que pareça ausente. Jesus despediu-se então dos camponeses e os infelizes partiram pesarosos...

ConteĂșdo do capĂ­tulo: 191.1: À espera dos camponeses de Doras. 191.2: Jesus serve-lhes uma refeição. 191.3: Como o seu avĂŽ protegeu o seu neto Yabeç (JabĂ©). 191.4: Pedro gostaria de o adotar. 191.5: A parĂĄbola de LĂĄzaro e do homem rico. 191.6: O rico pede a AbraĂŁo que o salve. 191.7: AbraĂŁo nĂŁo pode ajudar o rico. 191.8: Jonas foi o novo LĂĄzaro. 191.9: Despedida dos camponeses de Doras.

Edição anterior: Volume 3, capítulo 52.

Palavras-chave

EMF 191.8 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Eu desejaria ajudar-vos a todos atĂ© com bens materiais, mas nĂŁo posso, e esta Ă© a minha dor. Eu sĂł posso mostrar-vos o CĂ©u. NĂŁo posso senĂŁo ensinar-vos a grande sabedoria da resignação e prometer-vos o Reino futuro. (...) É melhor serdes LĂĄzaros do que EpulĂ”es, podeis acreditar. Procurai chegar a crer nisto e sereis bem-aventurados.

Palavras-chave

EMF 192

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Título do capítulo: Uma predição a Tiago de Alfeu. A chegada a En-Gannim depois de uma pausa em Mageddo.

Data da visĂŁo: Sexta-feira 15 de junho de 1945

Calendårio: Segunda-feira 20 de março de 28 (7 Nissan 3788)

Localização (mapa): En-Gannim e Mageddo

Ciclo: A segunda viagem pascal

Resumo : Por vir

Índice do capĂ­tulo: 192.1: Tiago serĂĄ como Elias no Carmelo. 192.2: Pedro toma sobre os seus ombros o cansado Yabeç. 192.3: Defende-o de dois rapazes desdenhosos. 192.4: Cuida de Yabeç como um pai. 192.5: Encontro com Publius Quintilianus que acompanha ClĂĄudia a JerusalĂ©m. 192.6: O soldado leva Yabeç na sua sela. JoĂŁo de Endor conhece o romano. 192.7: Pedro compra sandĂĄlias a Yabeç.

Edição anterior: Volume 3, capítulo 53

Palavras-chave

EMF 192.1 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Senhor, aquele cimo Ă© o Carmelo? –pergunta-lhe o primo Tiago.

– Sim, irmĂŁo. Aquela Ă© a cadeia do Carmelo, e o cume mais alto Ă© o que dĂĄ nome Ă  cadeia.

– De lĂĄ de cima tambĂ©m deve ser bonito ver o mundo. JĂĄ estiveste lĂĄ?

– JĂĄ estive uma vez sozinho, no começo da minha pregação. Foi aos pĂ©s do Carmelo que Eu curei meu primeiro leproso.

Anotação

EpisĂłdio nĂŁo identificado. Este milagre deve ter ocorrido apĂłs o primeiro milagre de CanĂĄ.

Palavras-chave