Notas da palavra-chave

A Virgem Maria

Tema: Palavras-chave principais e transversais 🌟 · PĂĄgina 2 de 32

Conforto de leitura

EMF 6.1

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Ana tem nos braços a menina, toda envolta em cueiros, tendo sido antes enrolada com um amplo tecido de lĂŁ mais leve, que deve ser macio e quente. Com que cuidado e amor leva a sua filhinha, levantando de vez em quando a beirada do pano fino e quente, para ver se Maria respira bem, e depois, cobre-a bem de novo, para protegĂȘ-la do ar gelado deste dia sereno, embora de pleno inverno.

Palavras-chave

EMF 6.4-5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

6.4 Zacarias diz em voz baixa algumas palavras a um colega, o qual concorda, sorrindo. Depois aproxima-se do grupo, que jĂĄ se reuniu de novo, congratulando-se com a mĂŁe e o pai pela sua alegria e pela fidelidade Ă s promessas feitas, recebendo o segundo cordeiro, a farinha e os pĂŁes cozidos.

– EntĂŁo, esta filha estĂĄ sendo consagrada ao Senhor? Que a Sua bĂȘnção esteja com ela e convosco. Eis Ana que chega. Ela serĂĄ uma de suas mestras. É Ana de Fanuel, da tribo de Aser. Vem, mulher! Esta pequenina Ă© oferecida ao Templo em hĂłstia de louvor. E tu serĂĄs sua mestra. Submissa a ti, ela crescerĂĄ na santidade.

Ana de Fanuel, jĂĄ com os cabelos todos brancos, acaricia a menina, que acabou de acordar e olha com seus olhos inocentes e espantados toda aquela brancura e todo aquele ouro, que a luz do sol faz brilhar.

A cerimĂŽnia deve ter acabado. NĂŁo vi nenhum rito especial para a oferta de Maria. Talvez fosse suficiente dizĂȘ-lo ao sacerdote e sobretudo que o dissessem a Deus, no lugar sagrado.

6.5 – Eu gostaria de fazer a oferta ao Templo, e ir depois àquele lugar, onde vi aquela luz no ano passado.

Vão assim para lå, acompanhados por Ana de Fanuel. Mas não entram no Templo propriamente dito. Compreende-se que, tratando-se de mulheres e de uma menina, não chegaram até o lugar, ao qual Maria chegou, quando veio oferecer o seu Filho. Mas, bem perto da porta toda aberta, olham para o interior meio escuro, de onde estão vindo doces cantos de meninas, e de onde vem o brilho de lùmpadas preciosas, que espalham uma luz de ouro sobre dois canteiros de cabecinha­s cobertas com véus brancos, dois verdadeiros canteiros de lírios.

– Daqui a trĂȘs anos tu tambĂ©m estarĂĄs lĂĄ, meu LĂ­rio –promete Ana a Maria, que olha como que fascinada para o interior do Templo, sorrindo ao lento canto.

– Parece atĂ© que ela compreende –diz Ana de Fanuel.– É uma linda menina! SerĂĄ querida por mim, como se fizesse parte de minhas entranhas. Assim eu te prometo Ăł mĂŁe, se a idade me permitir.

– Sim, que poderĂĄs, mulher! –diz Zacarias.– Tu a receberĂĄs entre as meninas consagradas. Eu tambĂ©m estarei lĂĄ. Quero estar lĂĄ naquele dia para dizer a ela que reze por nĂłs desde o primeiro momento


E olha para a sua mulher, que compreende, suspirando.

A cerimĂŽnia terminou, e Ana de Fanuel se retira, enquanto os outros saem do Templo, conversando entre si.

Ouço a voz de Joaquim, que diz:

– Eu teria dado atĂ© todos os meus cordeiros, nĂŁo sĂł os dois melhores, em troca desta alegria, para dar louvor a Deus!

Nada mais vejo.

Detalhe

Ana vem apresentar Maria no Templo e purificar-se depois do parto. É acompanhada pelo seu marido, Isabel e Zacarias. Quando tudo estĂĄ terminado e ela Ă© purificada pelo sacerdote, colega de Zacarias, Maria Valtorta escreve o seguinte

Palavras-chave

EMF 6.6-7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

6.6 Jesus diz:

– SalomĂŁo faz a Sabedoria dizer: “Quem Ă© criança, venha a mim.” Na verdade, Ă© da fortaleza e dos muros de sua cidade que a eterna Sabedoria dizia Ă  eterna menina: “Vem a mim.” Ansiava por tĂȘ-la.

Mais tarde, o Filho desta purĂ­ssima menina dirĂĄ: “Deixai vir a Mim os pequeninos, porque deles Ă© o Reino dos CĂ©us, e quem nĂŁo se tornar semelhante a eles, nĂŁo terĂĄ parte no meu Reino.” As vozes se perseguem e, enquanto a voz do CĂ©u grita Ă  pequena Maria: “Vem a Mim”, a voz do Homem pensa em sua mĂŁe, ao dizĂȘ-lo: “Vinde a Mim, se souberdes ser pequeninos.”

Dou-vos um modelo em minha mĂŁe.

Eis a perfeita criança, do coração de pomba, simples e puro, eis Aquela que os anos e os contatos do mundo não conseguem embrutecer pela barbårie de um espírito corrompido, tortuoso, mentiroso. Porque Ela não quer este espírito. Vinde a Mim, olhando para Maria.

6.7 Tu, que a estĂĄs vendo, diz-me: o seu olhar de criança Ă© muito diferente do olhar com que a viste aos pĂ©s da Cruz, na alegria do Pentecostes, na hora em que suas pĂĄlpebras desceram sobre seus olhos de gazela para o seu Ășltimo sono? NĂŁo. Aqui estĂĄ o olhar incerto e espantado da criança; mais tarde serĂĄ o olhar espantado e verecundo da Anunciada; mais tarde ainda, o olhar feliz da mĂŁe de BelĂ©m; depois, o olhar de adoradora da minha primeira e sublime discĂ­pula; depois ainda, o olhar dilacerado da atormentada no GĂłlgota; depois, o olhar radiante da Ressurreição e Pentecostes; e, por fim, o olha­r velado do sono extĂĄtico da Ășltima visĂŁo. Mas, seja que se abra Ă s primeiras vistas, seja que se feche cansado sobre a Ășltima luz, depois de ter visto tanta alegria e tanto horror, o olho Ă© sereno, puro, plĂĄcido, nesga de cĂ©u que brilha sempre de modo igual, sob a fronte de Maria. Ira, mentira, soberba, luxĂșria, Ăłdio, curiosidade, nunca o sujam com suas nuvens de fumaça.

É o olho que olha para Deus com amor, tanto quando chora, como quando ri. Por amor de Deus acaricia e perdoa, tudo suportando. Por amor ao seu Deus se torna inatacĂĄvel aos assaltos do Mal, que muitas vezes se serve dos olhos para penetrar no coração. O olha­r puro, repousante, benevolente, que tĂȘm os puros, os santos, os enamorados de Deus.

Eu disse: “A luz do teu corpo sĂŁo os teus olhos. Se os olhos sĂŁo puros todo o teu corpo estarĂĄ iluminado. Mas se os olhos sĂŁo turvos, toda a tua pessoa estarĂĄ em trevas.” Os santos tiveram esse olho que Ă© luz para o espĂ­rito e salvação para a carne, porque como Maria, durante toda a sua vida, nĂŁo olharam senĂŁo para Deus. Ao contrĂĄrio, eles sempre se lembraram de Deus.

Explicarei a ti, pequena voz, qual é o sentido desta minha pala­vr­a.

Anotação

Mais tarde, o Filho da Criança diria: "Deixai vir a mim as criancinhas, porque delas é o reino dos céus; quem não for como elas não tem parte no meu reino. "Jesus disse isto na EMV 378.8 e em Mateus 19, 14-15, Marcos 10, 13-14 e Lucas 18, 15-17.

Eu disse-o em Mateus 6,22-23(EMV 174,9) e em Lucas 11,34-35(EMV 413,7).

Evangelho de Mateus 6, 22-23 e 19, 14-15

Mt 6,22-23: A lĂąmpada do corpo Ă© o olho. Se o teu olho for saudĂĄvel, todo o teu corpo estarĂĄ na luz; mas se o teu olho for mau, todo o teu corpo estarĂĄ nas trevas. Portanto, se a luz que hĂĄ em ti sĂŁo trevas, quĂŁo grandes serĂŁo as trevas!

Mt 19, 14-15 : Jesus disse-lhes: "Deixai estas crianças e não as impeçais de vir ter comigo, porque o Reino dos Céus é para aqueles que são como elas. "15 E, impondo-lhes as mãos, continuou o seu caminho.

Evangelho de Lucas 11, 34-35 e 18, 15-17

Lc 11,34-35 : A lùmpada do vosso corpo é o vosso olho. Se o teu olho for são, todo o teu corpo estarå na luz; se for mau, também o teu corpo estarå nas trevas.

Lc 18, 15-17 : Algumas pessoas trouxeram-lhe também as suas criancinhas, para que ele lhes tocasse. Quando os discípulos viram isso, repreenderam-nos. Mas Jesus chamou as crianças para junto de si e disse: "Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque o Reino de Deus pertence àqueles que são como elas. Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrarå nele. "

Evangelho de Marcos 10, 13-14

Mc 10,13-14 : Traziam-lhe as criancinhas para que ele as tocasse. Mas os discípulos repreendiam os que as traziam. Jesus, vendo isso, indignou-se e disse-lhes: "Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque o Reino dos Céus pertence aos que são semelhantes a elas".

Palavras-chave

EMF 7.1

O Evangelho como me foi revelado

Citação

7.1 Ainda vejo Ana. Desde ontem à tarde, que a estou vendo assim: ela estå sentada no começo da sombra da parreira, atenta a um trabalho de costura. Estå toda vestida de uma cor cinzento-areia, com um vestido muito simples e solto, talvez por causa do grande calor que deve estar fazendo.

No fim da parreira, podem ver-se os ceifadores, que estão cortando o feno. Mas ainda não deve ser o feno de maio, porque a uva jå estå para colorir-se de ouro e uma macieira grande jå vem mostrando os seus frutos, entre as folhas escuras, que vão se tornando da cor de uma cera lustrosa, amarela e vermelha. Além disso, o campo de cereais é agora um restolho sobre o qual, ondulam leves as chamazinhas das papoulas e se levantam, rígidas e serenas, as flores-de-lis, raiadas como uma estrela, e azuis como o céu do Oriente.

Da parreira sombria vem vindo, à frente, uma Maria pequenina, mas jå andando ligeira e independente. Seu passo é curto, mas seguro, e suas sandalinhas jå não tropeçam nas pequenas pedras. Tem jå um esboço do seu doce passo, levemente ondulante, de pomba, e ela estå parecendo mesmo uma pombinha em seu vestidinho de linho, que desce até os tornozelos, um vestidinho bem cÎmodo, franzido no pescoço por um cordãozinho azul celeste, e com manguinhas curtas, que deixam ver os antebraços rosados e gorduchos. Com os seus cabelinhos, que parecem de seda e de um loiro-mel, não muito encaracolados, mas formando ondas suaves, que terminam em um gracioso cacho; com seus olhinhos cor do céu, e o doce rostinho levemente rosado e sorridente, ela parece um pequeno anjo. Até o ventinh­o leve que lhe vai entrando pelas mangas largas, e enchendo seu vestido de linho e fazendo-o ficar mais saliente nas costas, tudo contribui para dar à menina o aspecto de um pequeno anjo, com as asas jå entreabertas, e prontas para voar.

Nas mĂŁozinhas ela leva papoulas, flores-de-lis e outras florzinhas, que crescem por entre os cereais, mas das quais eu nĂŁo sei o nome. Ela vai indo e, ao chegar perto da mĂŁe, dĂĄ uma corridinha, solta uma vozinha festiva, e como uma pequena rolinha, pĂĄra o seu vĂŽo contra os joelhos da mĂŁe, que se abrem um pouco para recebĂȘ-la, enquanto que o trabalho, que estava sendo feito, Ă© posto de lado, para acolhĂȘ-la sem que ela se machuque, e os braços estĂŁo estendidos para abraçå-la.

Anotação

Primeiro Livro dos Reis 8, 1-5

1 Reis 8, 1-5: SalomĂŁo reuniu em JerusalĂ©m os anciĂŁos de Israel e todos os chefes das tribos, os chefes das famĂ­lias dos filhos de Israel, para irem buscar a arca da aliança do Senhor Ă  cidade de David, isto Ă©, a SiĂŁo. Todos os homens de Israel se reuniram sob o comando do rei SalomĂŁo, no sĂ©timo mĂȘs, durante a Festa dos TabernĂĄculos. Quando todos os anciĂŁos de Israel chegaram, os sacerdotes tomaram conta da Arca. Levaram a Arca do Senhor e a Tenda da ReuniĂŁo com todos os objectos sagrados; os sacerdotes e os levitas levaram-nos. O rei SalomĂŁo e, com ele, todo o povo de Israel que tinha convocado para estar com ele diante da Arca, ofereceram ovelhas e bois como sacrifĂ­cio: eram tantos que nĂŁo se podiam contar nem medir.

Palavras-chave

EMF 7.1-2

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Até aqui ontem à tarde, e hoje de manhã reapresenta-se e continua assim.

– Mamãe! Mamãe!

A pequena rolinha branca estĂĄ agora no ninh­o dos joelhos maternos, com seus pezinhos sobre a erva curta, o rostinho curvado sobre o colo materno, e nĂŁo se vĂȘ nada mais, alĂ©m do ouro pĂĄlido dos cabelinhos sobre a nuca delicada, que Ana se curva para beijar com amor.

7.2 Depois a pequena rola levanta a cabeça, e oferece as suas florzi­nhas. Todas são entregues à mamãe e, para a oferta de cada flor, ela conta uma história que ela mesma inventou.

Esta aqui, tão azul e grande, é uma estrela que desceu do céu para trazer o beijo do Senhor para a mamãe. Aqui estå: esta florzinha celeste, beija-a bem aí no coração, e perceberås que ela tem o sabor de Deus.

Agora, esta outra, que Ă© de um azul mais pĂĄlido, como sĂŁo os olhos do papai, tem gravado nas folhas que o Senhor quer muito bem ao papai, porque ele Ă© bom.

E esta aqui, tĂŁo pequenina, a Ășnica pequena que eu achei (Ă© um miosĂłtis), Ă© a que o Senhor fez para dizer a Maria que lhe quer bem.

Estas vermelhas, sabe a mamãe o que são? São os pedaços da veste do rei Davi, molhadas no sangue dos inimigos de Israel, e semeadas nos campos de luta e de vitória. Nasceram das fímbrias da heróica veste real, rasgada na luta pelo Senhor.

Mas esta aqui, tĂŁo branca e graciosa, que parece formada com sete taças de seda que olham para o cĂ©u, cheias de perfume, nasceu lĂĄ perto da fonte (foi papai que a apanhou entre os espinhos) -Foi feita com a veste de SalomĂŁo, quando, no mĂȘs em que sua netinha tinha nascido, hĂĄ tantos anos (oh! quantos, quantos anos antes) na pompa da alvura de suas vestes, SalomĂŁo caminhou pelo meio da multidĂŁo de Israel, diante da Arca e do TabernĂĄculo, alegrando-se pela nuvem que voltou a circundar a glĂłria do Senhor, cantando o cĂąntico e a oração de sua alegria.

– Eu quero ser sempre como esta flor, e, como o sĂĄbio rei, eu quero cantar, por toda a vida, cĂąnticos e oraçÔes diante do TabernĂĄculo – e aĂ­ cessa de falar a pequena boca de Maria.

– Meu bem, como sabes estas coisas santas? Quem Ă© que as diz a ti? O teu pai?

– NĂŁo. NĂŁo sei quem Ă©. Parece que eu as soube desde sempre. Mas talvez seja alguĂ©m que eu nĂŁo vejo, e que as diz a mim, talvez um dos Anjos que Deus manda vir falar aos homens que sĂŁo bons.

Anotação

Primeiro Livro dos Reis 8, 1-5

1 Reis 8, 1-5: SalomĂŁo reuniu em JerusalĂ©m os anciĂŁos de Israel e todos os chefes das tribos, os chefes das famĂ­lias dos filhos de Israel, para irem buscar a arca da aliança do Senhor Ă  cidade de David, isto Ă©, a SiĂŁo. Todos os homens de Israel se reuniram sob o comando do rei SalomĂŁo, no sĂ©timo mĂȘs, durante a Festa dos TabernĂĄculos. Quando todos os anciĂŁos de Israel chegaram, os sacerdotes tomaram conta da Arca. Levaram a Arca do Senhor e a Tenda da ReuniĂŁo com todos os objectos sagrados; os sacerdotes e os levitas levaram-nos. O rei SalomĂŁo e, com ele, todo o povo de Israel que tinha convocado para estar com ele diante da Arca, ofereceram ovelhas e bois como sacrifĂ­cio: eram tantos que nĂŁo se podiam contar nem medir.

Palavras-chave

EMF 7.3-4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– (...) Mamãe, me contas outras coisas?


– Oh! Minha filha! Sobre que fato queres saber?

Maria fica pensando; séria e recolhida como estava, que bom teria sido que se tivesse feito o seu retrato naquela posição, para perpetuar aquela sua expressão. Sobre o rostinho infantil se refletem as sombras de seus pensamentos. Sorrisos e suspiros, raios de sol e sombras de nuvens, pensando na história de Israel. Depois ela escolhe:

– Conta-me aquela passagem de Gabriel falando a Daniel, na qual o Cristo foi prometido.

E ela fica escutando, de olhos fechados, repetindo devagar as palavras que a mĂŁe vai dizendo, como para se lembrar melhor delas. Quando Ana termina, Maria lhe pergunta:

– Quanto falta ainda para o Emanuel chegar?

– Cerca de trinta anos, querida.

– Mas, quanto tempo ainda falta! Nesse tempo, eu estarei no Templo
 Diz-me, se eu rezasse muito, muito, muito, dia e noite, noite e dia, e quisesse ser só de Deus durante toda a vida, só para este fim, o Eterno não me faria a graça de dar o Messias ao seu povo antes disso?

Ana se apressou em acrescentar estas palavras, ao ver que se marejavam de lĂĄgrimas os cĂ­lios de ouro da sua menina:

– NĂŁo sei, querida. O Profeta diz “setenta semanas.” Creio que a profecia nĂŁo erra. Mas o Senhor Ă© tĂŁo bom, que eu creio que, se rezares muito, muito, muito, Ele te atenderĂĄ.

O sorriso volta ao rostinho, que estĂĄ levemente erguido para a mĂŁe, e um raiozinho de sol estĂĄ passando por entre duas folhas da videira, fazendo brilhar as lĂĄgrimas do pranto, que jĂĄ cessou, como se tivessem sido apenas gotinhas de orvalho pendentes de finos caules do musgo dos Alpes.

7.4 – Então, eu rezarei e me farei virgem para isso.

– Mas, sabes o que significa o que estás dizendo?

– Quer dizer nĂŁo conhecer o amor de homem, mas sĂł o de Deus. Quer dizer nĂŁo ter outro pensamento, senĂŁo no Senhor. Quer dizer permanecer menina na carne, e anjo no coração. Quer dizer nĂŁo ter olhos para outra coisa, mas sĂł para olhar a Deus, ouvidos sĂł para ouvi-lo, boca para louvĂĄ-lo, mĂŁos para oferecer-lhe hĂłstias, pĂ©s velozes para segui-lo, coração e vida para doar a Ele.

– Bendita Ă©s tu! Mas, entĂŁo, nĂŁo terĂĄs filhos, tu, que gostas tanto das crianças, dos cordeirinhos e das pombinhas
 Sabes de uma coisa? Um filho para uma mulher Ă© como um cordeirinho branco e todo encaracolado, Ă© como uma pequena pomba, com penas sedosas, boca cor-de-coral, que pode ser amado, beijado, e ouvi-lo dizer: “MamĂŁe!”

– NĂŁo importa. Eu serei de Deus. No Templo rezarei. E talvez um dia eu verei o Emanuel. A virgem, que vai ser a mĂŁe dele, como diz o grande Profeta, jĂĄ deve ter nascido, e jĂĄ deve estar no Templo
 Eu vou ser companheira dela
 e sua serva
 Oh! Sim! Se, por meio da luz de Deus, eu a puder conhecer, eu quereria ser serva dela, daquela Virgem bem-aventurada! E, depois, ela traria o Filho a mim, e me levaria ao seu Filho, e eu serviria a Ele tambĂ©m. Pensa nisto mamĂŁe!
 Eu, servindo ao Messias!!


Maria está dominada por este pensamento, que a sublima e a aniquila, ao mesmo tempo. Com suas mãozinhas cruzadas sobre o pequeno peito, com a cabecinha um pouco inclinada para a frente, e tomada pela emoção, ela parece já uma reprodução infantil da “Anunciação” que eu vi. Ela retoma o assunto:

– Mas será que o Rei de Israel, o Ungido de Deus, me permitirá que eu o sirva?

– Disso nĂŁo tenhas dĂșvidas! Pois, nĂŁo diz o rei SalomĂŁo: “Sessenta sĂŁo as rainhas, oitenta as outras mulheres, e as pequeninas serĂŁo sem nĂșmero”? VĂȘ como no PalĂĄcio do Rei serĂŁo sem nĂșmero as meninas virgens que servirĂŁo ao seu Senhor.

– Oh! EstĂĄs vendo agora como devo ser virgem? Eu devo. Se Ele por mĂŁe quer uma virgem, isso Ă© sinal de que ele ama a virgindade, sobre todas as coisas. Eu quero que me ame, como sua serva, pela minh­a virgindade, que me vai tornar um pouco semelhante Ă  sua mĂŁe querida
 Isto eu quero


Detalhe

Maria estĂĄ com a sua mĂŁe e pede-lhe que lhe conte uma histĂłria da Sagrada Escritura.

Anotação

"De novo, a palavra de Gabriel a Daniel, aquela em que Cristo nos é prometido". Daniel 9, 20-27. Esta palavra profética serå interpretada em EMV 10.5 e EMV 41.3/4.

Livro de Daniel 9, 20-27

Dn 9, 20-27: Eu estava ainda a falar, a rezar, a confessar o meu pecado e o pecado do meu povo Israel, a lançar a minha sĂșplica diante do Senhor, meu Deus, pelo monte santo do meu Deus; estava ainda a falar na minha oração, quando Gabriel - o ser que eu tinha visto no inĂ­cio da visĂŁo - veio rapidamente ter comigo, Ă  hora do sacrifĂ­cio da tarde.

E instruiu-me, dizendo: "Daniel, saĂ­ agora para te abrir o entendimento. Desde o inĂ­cio da tua sĂșplica, surgiu uma palavra e eu vim anunciĂĄ-la a ti, pois Ă©s amado por Deus. Compreendei a palavra e procurai compreender a aparição.

Setenta semanas foram reservadas para o teu povo e para a tua cidade santa, para acabar com a perversidade e pÎr fim ao pecado, para expiar a iniquidade e realizar a justiça eterna, para cumprir a visão e a profecia e para consagrar o Santo dos Santos.

Conhecer e compreender! Desde o momento em que foi dada a ordem para reconstruir JerusalĂ©m atĂ© Ă  vinda de um messias, um lĂ­der, haverĂĄ sete semanas. Durante sessenta e duas semanas, reconstruirĂŁo as praças e os muros, mas serĂĄ na angĂșstia dos tempos. E apĂłs as sessenta e duas semanas, um messias serĂĄ removido. O povo de um futuro chefe destruirĂĄ a cidade e o Lugar Santo. Depois, num dilĂșvio, chegarĂĄ o seu fim. AtĂ© ao fim da guerra, as devastaçÔes decididas terĂŁo lugar. Durante uma semana, esse chefe reforçarĂĄ a aliança com uma multidĂŁo; durante metade da semana, farĂĄ cessar o sacrifĂ­cio e a oferta, e numa das alas do Templo estarĂĄ a Abominação da Desolação, atĂ© que o extermĂ­nio decidido se derreta sobre o autor dessa desolação."

Palavras-chave

EMF 7.7-9

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Jesus diz:

– JĂĄ estou ouvindo os comentĂĄrios dos doutores, em suas ironias maliciosas, dizendo: “Como Ă© que pode uma menina, que nĂŁo tem ainda nem trĂȘs anos, falar coisas assim? Isso Ă© um exagero.” E nĂŁo refletem que me tornam monstruoso, alterando a minha infĂąncia, atribuindo-me atos de adulto.

A inteligĂȘncia nĂŁo se manifesta em todos do mesmo modo e na mesma idade. A Igreja marcou a idade de seis anos como a idade em que começa a responsabilidade das açÔes, porque essa Ă© a idade na qual atĂ© um retardado Ă© capaz de distinguir o bem do mal, pelo menos de modo rudimentar. Mas hĂĄ crianças que muito antes sĂŁo capazes de discernir, entender e querer, usando de uma razĂŁo jĂĄ suficientemente desenvolvida. A pequena Imelde Lambertini, Rosa de Viterbo, Nellie Organ, Nennolina, vos sirvam de base, Ăł doutores difĂ­ceis, para crerdes que minha mĂŁe podia pensar e falar assim. NĂŁo citei mais do que quatro nomes por acaso, no meio de milhares de santas crianças que povoam o meu ParaĂ­so, depois de terem raciocinado como adultos sobre a terra, umas com mais, outras com menos idade.

7.8

Qual Ă© a razĂŁo? Um dom de Deus. Portanto, Deus o pode dar na medida que quiser, a quem quiser e quando quiser. A razĂŁo Ă© uma das coisas que mais vos tornam semelhantes a Deus, EspĂ­rito inteligente e raciocinante. A razĂŁo e a inteligĂȘncia foram graças dadas por Deus ao homem no ParaĂ­so terrestre. Quanto elas eram vivas, junto com a graça ainda intacta, operando no espĂ­rito de nossos dois Primeiros Pais!

No livro de Jesus Bar Sirac estĂĄ escrito[5]: “Toda sabedoria vem do Senhor Deus, e sempre esteve com Ele, mesmo antes dos sĂ©culos.” Quanta sabedoria teriam, entĂŁo, os homens, se tivessem permanecido filhos de Deus?

As lacunas em vossas inteligĂȘncias sĂŁo o fruto natural do vosso decaimento da graça e da honestidade. Perdendo a Graça, vĂłs vos afastastes, por sĂ©culos, da Sabedoria. Como os meteoros, que se escondem atrĂĄs de uma nebulosidade de muitos quilĂŽmetros, a Sabedoria nĂŁo chegou mais atĂ© vĂłs com os seus nĂ­tidos fulgores, mas somente atravĂ©s de um nevoeiro, que as vossas prevaricaçÔes foram tornando cada vez mais graves.

Depois veio o Cristo, e vos deu a Graça, dom supremo do amor de Deus. Mas, vĂłs sabeis guardar esta gema tĂŁo lĂ­mpida e pura? NĂŁo. Quando nĂŁo a destruis com a vossa vontade individual de pecado, a sujais com contĂ­nuas culpas menores, as vossas fraquezas, as vossas simpatias para com o vĂ­cio, e tambĂ©m aquelas simpatias que nĂŁo chegam ainda a ser verdadeiros casamentos com o vĂ­cio septiforme, mas, sĂŁo um enfraquecimento da luz da Graça e de sua atividade. Depois, tivestes sĂ©culos e sĂ©culos de cor­rupçÔes, para enfraquecer ainda mais a magnĂ­fica luz da inteligĂȘncia que Deus havia dado aos Primeiros, corrupçÔes que se repercutem como nocivas sobre o fĂ­sico e sobre a mente.

7.9

Maria porém era não somente a Pura, a nova Eva, criada de novo para a alegria de Deus: era a super-Eva, a Obra-Prima do Altíssimo, a cheia de graça, a mãe do Verbo na mente de Deus.

“O Verbo Ă© a Fonte da Sabedoria”, diz Jesus Bar Sirac. O Filho, entĂŁo, nĂŁo terĂĄ posto a sua sabedoria sobre os lĂĄbios da prĂłpria mĂŁe?

Se a um profeta[6] foi-lhe purificada a boca com carvÔes ardentes, porque devia dizer aos homens as palavras que o Verbo, a Sabedoria, lhe confiava, não terå o Amor à sua esposa ainda menina, mas que um dia iria trazer em si a Palavra, a linguagem limpa e exaltada, não terå este Amor feito com que ela não falasse mais como menina, nem mais tarde, como mulher, mas somente e sempre como uma criatura celeste, unida à grande luz e sabedoria de Deus?

O milagre nĂŁo estĂĄ em uma inteligĂȘncia superior, demonstrada por Maria em sua idade infantil, como depois aconteceu Comigo. Mas o milagre estĂĄ em poder conter em si a InteligĂȘncia infinita, que nela habitava, dentro dos diques preparados para nĂŁo assombrar as multidĂ”es e nĂŁo despertar a atenção satĂąnica.

Ainda voltarei a falar sobre este assunto, que reaparece sempre naquele “lembrar-se” de Deus, que Ă© prĂłprio dos Santos.

Detalhe

Ditado depois de Maria ter assistido a um episĂłdio da infĂąncia de Maria, em que esta mostra uma inteligĂȘncia viva e recorda textos bĂ­blicos que conta como se tivesse estado lĂĄ. Ana exclama: "Como Ă© que tu sabes estas coisas santas? Quem te ensinou? O teu pai?" "NĂŁo. NĂŁo sei quem foi. Sinto-me como se sempre as tivesse sabido. Mas se calhar Ă© alguĂ©m que as diz, mas eu nĂŁo vejo. Talvez seja um dos anjos que Deus envia para falar Ă s pessoas boas. E Jesus comenta este episĂłdio.

Palavras-chave

EMF 8.3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Ana, a profetisa, tomarĂĄ muito cuidado desta flor de Davi e de ArĂŁo. Neste momento ela Ă© o Ășnico lĂ­rio de sua estirpe santa, que Davi ainda tem no Templo, e cuidaremos dela como de uma pĂ©rola real. Visto que os tempos vĂŁo chegando ao fim, as mĂŁes da estirpe deveriam consagrar suas filhas ao Templo, dado que hĂĄ de ser de uma virgem, da estirpe de Davi, que nascerĂĄ o Messias. No entanto, por um relaxamento na fĂ©, os lugares das virgens estĂŁo vazios. SĂŁo muito poucas no Templo, e nenhuma da estirpe real, depois que Sara, a esposa de Eliseu, saiu para se casar, hĂĄ trĂȘs anos. É verdade que ainda faltam seis lustros para o fim, mas
 ainda bem! Esperemos que Maria seja a primeira de muitas outras virgens da estirpe de Davi diante do Sagrado VĂ©u. E depois
 quem sabe


Zacarias nĂŁo diz mais nada, mas, pensativo olha para Maria.

Detalhe

Ana, Joaquim e Maria estĂŁo em JerusalĂ©m. A MĂŁe do Salvador prepara-se para entrar no Templo aos trĂȘs anos de idade. A eles junta-se Isabel, que os deixa entrar numa casa amiga. O marido dela chega entretanto e Joaquim revela-lhes a sua tristeza.

Anotação

A profetisa Ana cuidarĂĄ muito bem desta flor de David e de AarĂŁo. Maria Ă© descendente de David, atravĂ©s de seu pai Joaquim, e de AarĂŁo (irmĂŁo de MoisĂ©s), atravĂ©s de sua mĂŁe Ana. Era, portanto, de ascendĂȘncia real e sacerdotal. A sua ascendĂȘncia sacerdotal Ă© deduzida da sua relação com Isabel (Lc 1,5), e a sua raça real Ă© deduzida, em particular, do seu casamento com JosĂ© "da descendĂȘncia de David". Ora, segundo a lei de MoisĂ©s, a herdeira ĂłrfĂŁ (NĂșmeros 27,9) devia casar-se no mesmo clĂŁ (NĂșmeros 36,8).

Os tempos estão a chegar ao fim: alusão à profecia de Daniel sobre as setenta semanas (anos) antes da vinda do Messias (cf. Daniel 9,22-27). Esta profecia era muito difundida na época de Cristo.

Os lugares reservados às virgens no Templo estão vazios. O Messias devia ser descendente de David (Isaías 11,1f). Ele nasceria de uma virgem (Isaías 7,13-14), mas a crença de que essa virgem teria sido educada no Templo não é mencionada. Ana Catarina Emmerich menciona-o na sua Vida da Virgem Maria (capítulo 35): atribui-o, como Maria Valtorta o faz aqui, a uma tradição não especificada. Provavelmente, a sua origem estå na estima que as virgens do Templo tinham e na qualidade do seu recrutamento.

Faltam ainda seis lustres para a data prevista. Uma lustra é um período de 5 anos. Na época romana, era o período no final do qual eram eleitos os censores (magistrados supremos). Era também o intervalo entre dois recenseamentos.

Palavras-chave

EMF 8.7-8

O Evangelho como me foi revelado

Citação

8.7 Jesus diz:

– O Sumo Sacerdote havia dito: “Caminha em minha presença, e sĂȘ perfeita.” Ele nĂŁo sabia que estava falando Ă  mulhe­r que era inferior em perfeição sĂł a Deus. Mas ele falava em nome de Deus e, por isso, sua ordem era sagrada. Sempre sagrada, especialmente quando dada Ă quela que Ă© cheia de sabedoria.

Maria havia merecido que a “Sabedoria fosse ao seu encontro mostrando-se primeiro a ela”, porque, “desde o começo de sua vida, tinha ficado vigiando à sua porta, desejando instruir-se por amor, quis ser pura para conseguir o perfeito amor e merecer ter a sabedoria por mestra”.

Em sua humildade, nĂŁo sabia que a possuĂ­a desde antes de nascer, e que sua uniĂŁo com a Sabedoria nĂŁo era outra coisa, senĂŁo a continuação das divinas palpitaçÔes do ParaĂ­so. Ela nem podia imaginar isso. E, quando, no silĂȘncio do coração, Deus lhe dizia palavras sublimes, Ela humildemente pensava que fossem pensamentos de orgulho, e, elevando a Deus seu coração inocente, suplicava: “Tem piedade de tua serva, Senhor!”

Oh! É bem verdade que a verdadeira sĂĄbia, a virgem eterna, teve um sĂł pensamento, desde a aurora do seu dia: “Dirigir a Deus o seu coração, desde a manhĂŁ de sua vida, estando atenta Ă  vontade do Senho­r, orando diante do AltĂ­ssimo”, pedindo perdĂŁo pela fraqueza do seu coração, como sua humildade lhe sugeria, sem saber que estava antecipando os apelos de perdĂŁo que haveria de fazer pelos pecadores, aos pĂ©s da Cruz, em companhia de seu Filho, quase morto.

“Quando[2], pois, o Senhor o quiser, ela ficarĂĄ cheia do EspĂ­rito de inteligĂȘncia”, compreendendo, entĂŁo, sua sublime missĂŁo. Por enquanto, nĂŁo Ă© senĂŁo uma pequenina que, na sagrada paz do Templo, abraça, tornando mais estreitos com Deus, os laços de seus colĂłquios, de seus afetos e de suas recordaçÔes.

Isto Ă© para todos.

8.8

Mas para ti, pequena Maria, nĂŁo terĂĄ nada em particular para dizer-te o teu Mestre? “Caminha na minha presença: e portanto sĂȘ perfeita.” Modifico ligeiramente a frase sagrada fazendo dela uma ordem para ti: sĂȘ perfeita no amor, na generosidade, no sofrer.

Olha uma vez mais para minha mãe. E medita sobre aquilo que tantos ignoram ou querem ignorar, porque a dor é uma matéria por demais dura para o seu paladar e o seu espírito. A dor. Maria teve-a desde as primeiras horas da vida. Ser perfeita assim era possuir uma sensibilidade também perfeita. Portanto mais agudo ainda devia ser o seu sacrifício, sendo, então, mais meritório também. Quem possui pureza, possui amor, quem possui amor possui sabedoria, quem possui sabedoria, possui generosidade e heroísmo, porque sabe o motivo pelo qual se sacrifica.

Eleva para o alto o teu espírito, mesmo quando a cruz te perturba, te estraçalha, te mata. Deus estå contigo.

Anotação

Livro da Sabedoria 6, 13

Sabedoria6, 13 : Ela avisa os que a procuram e mostra-se primeiro a eles.

Livro de Ben Sira, o SĂĄbio 39, 6

Si 39, 6: Se o Senhor Soberano quiser, ele encher-se-å do espírito de compreensão, derramarå as suas palavras de sabedoria como uma chuva e, na oração, darå graças ao Senhor.

Palavras-chave

EMF 9.2

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Eu me fiz rodear de såbios, que foram meus parentes mortais. Ana, Joaquim, José, Zacarias e ainda mais, Isabel, e depois o Batista. Acaso não são eles verdadeiros såbios? Não falo de minha mãe, na qual a Sabedoria fez sua morada.

Detalhe

Jesus disse:

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