Notas da palavra-chave

Milagres de Jesus Cristo

Tema: Palavras-chave principais e transversais 🌟 · PĂĄgina 2 de 8

Conforto de leitura

EMF 60.1-6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

60.1 Pedro fala a Jesus:

– Mestre, eu queria pedir-te que vás à minha casa. Não tive coragem de dizer isso no sábado passado. Mas
 queria que fosses.

– Em Betsaida?

– Não, aqui
 na casa de minha mulher, quero dizer, a casa nativa.

– Por que tens esse desejo, Pedro?

– Ah!
 por muitas razĂ”es
 e, alĂ©m disso, hoje me disseram que minha sogra estĂĄ doente. Se quisesses curĂĄ-la, talvez te


– Acaba de falar, Simão.

– Eu queria dizer
 se Tu te aproximasses, ela acabaria
 sim, em suma, Tu sabes, uma coisa Ă© ouvir falar de alguĂ©m e outra Ă© vĂȘ-lo e ouvi-lo e, se essa pessoa depois fica sĂŁ, entĂŁo


– EntĂŁo, tambĂ©m o Ăłdio se acaba, queres dizer.

– Não, ódio não. Mas Tu sabes
 o povoado está dividido em muitos pareceres e ela
 não sabe a quem dar razão. Vai, Jesus.

– Eu vou. Vamos. Avisarás aos que estão esperando que da tua casa falarei a eles.

60.2 Vão até uma casa baixa, mais baixa ainda do que a de Pedro em Betsaida e ainda mais próxima ao lago. Estå separada deste por uma pequena faixa da margem e creio que nas borrascas as ondas ve­nham a morrer contra as paredes da casa que, se é baixa, é em compensação bem espaçosa, como se fosse habitada por mais pessoas.

Na horta-pomar, que estĂĄ Ă  frente da casa, perto do lago, nada mais hĂĄ do que uma videira jĂĄ velha e nodosa que se estende em uma rĂșstica parreira e uma velha figueira que os ventos do lago curvaram em direção Ă  casa. A fronde despenteada da ĂĄrvore roça as paredes e bate contra as venejiadas das janelinhas que estĂŁo fechadas para servirem de proteção contra o sol forte que bate sobre a baixa casa. Nada mais hĂĄ alĂ©m desta figueira e desta videira e de um poço raso com um muro esverdeado.

– Entra, Mestre.

Algumas mulheres estĂŁo na cozinha, umas ocupadas em consertar as redes, outras em preparar a comida. Elas saĂșdam a Pedro e depois se inclinam confusas diante de Jesus; entretanto, olham-no de soslaio, com curiosidade.

– A paz esteja nesta casa. Como vai a doente?

– Fala, tu que Ă©s a nora mais velha –dizem trĂȘs mulheres a uma que estĂĄ enxugando as mĂŁos na barra da veste.

– A febre estĂĄ forte, muito forte. NĂłs fizemos com que o mĂ©dico a visse, mas ele disse que ela estĂĄ velha para sarar e que quando aquele mal dos ossos chega ao coração e dĂĄ febre, especialmente naquela idade, o doente morre. Ela nĂŁo estĂĄ comendo mais
 Eu procuro fazer-lhe comidas boas, mesmo agora, vĂȘ SimĂŁo? Eu lhe estava preparando aquela sopa de que ela gostava tanto. Escolhi o peixe melhor que peguei com os cunhados. Mas acho que ela nĂŁo vai poder comer. E depois
 estĂĄ tĂŁo inquieta! E se lamenta, grita, chora, pragueja


– Tende paciĂȘncia, como se fosse vossa mĂŁe e tereis merecimento diante de Deus.

60.3 Levai-me a ela.

– Rabi
 Rabi
 nĂŁo sei se ela irĂĄ querer te ver. NĂŁo quer ver a ninguĂ©m. Eu nem tenho coragem de dizer-lhe: “Agora vou te trazer o Rabi.”

Jesus sorri sem perder a calma. Depois se vira para Pedro:

– Cabe a ti, SimĂŁo. Tu Ă©s homem, e o mais velho dos genros, como me disseste. Vai.

Pedro faz uma careta muito significativa mas obedece. Ele atravessa a cozinha, entra em um quarto; através da porta fechada atrås dele, eu o ouço conversar com uma mulher. Depois, pÔe a cabeça e uma mão fora da porta e diz:

– Vem, Mestre. Anda depressa!

E acrescenta, em voz mais baixa, sĂł o tanto necessĂĄrio para ser entendido:

– Antes que ela mude de idĂ©ia.

Jesus atravessa råpido a cozinha e abre a porta toda. De pé, à porta, Ele diz a sua doce e solene saudação:

– A paz esteja contigo.

Em seguida, entra, nĂŁo obstante nĂŁo tenha recebido resposta. Vai para perto da enxerga sobre a qual estĂĄ estendida uma pequena mulher toda grisalha, descarnada e ofegante pela forte febre que lhe torna corado o rosto abatido.

Jesus se inclina para o pequeno leito e sorrindo para a velhinha, diz:

– Que estás sentindo?

– Eu estou morrendo!

– Não. Não estás morrendo. Podes crer que Eu te posso curar?

– E por que irias fazer isso? Não me conheces.

– Por causa de SimĂŁo, que pediu a mim
 e tambĂ©m por causa de ti, para dar tempo Ă  tua alma de ver e amar a Luz.

– Simão? Ele faria melhor em
 Como Simão foi capaz de pensar em mim?

– Porque ele Ă© melhor do que pensas. Eu o conheço e sei. Eu o conhe­ço e estou contente por vir atendĂȘ-lo.

– E, então, tu me curarias? Não vou mais morrer?

– Não, mulher. Por enquanto não morrerás. Podes crer em Mim?

– Creio, creio. Basta-me não morrer!

60.4 Jesus sorri ainda. E a pega pela mĂŁo. A mĂŁo enrugada e de veias inchadas desaparece na mĂŁo juvenil de Jesus que se endireita e toma aquele aspecto de quando faz um milagre; exclama:

– SĂȘ curada! Eu quero! Levanta-te!

Solta-lhe a mĂŁo que recai sem que a velha se lamente, enquanto que antes, mesmo tendo-a Jesus pegado com muita delicadeza, sĂł de tĂȘ-la movido jĂĄ tinha sido causa de um lamento por parte da enferma.

Houve um breve tempo de silĂȘncio. Depois a velha exclama com voz forte:

– Oh! Deus de nossos pais! Mas eu não tenho mais nada! Estou curada! Vinde! Vinde!

Acorrem as noras.

– Mas olhai! –dizia a velha–. Eu me movo, e nĂŁo sinto mais dor! E nĂŁo tenho mais febre! Vede como estou com saĂșde. E o coração nĂŁo se parece mais com o martelo do ferreiro. Ah! NĂŁo vou mais morrer!

E nĂŁo tem nenhuma palavra para o Senhor!

Mas Jesus não leva isso em consideração. Ele diz à mais velha das noras:

– Vesti-a para que se levante. Ela já pode levantar-se.

E vai-se encaminhando para sair.

SimĂŁo, mortificado, se vira para a sogra:

– O Mestre te curou. E não lhe dizes nada?

– Está certo! Não pensei nisso. Obrigada. Que posso fazer para mostrar-te o meu agradecimento?

– Ser boa, muito boa. Porque o Eterno foi bom para contigo. E, se não te for muito incîmodo, deixa-me repousar hoje em tua casa. Percorri nesta semana todos os povoados vizinhos e cheguei ao despertar desta manhã. Estou cansado.

– Certo! Certo! Fica, sim, se assim te agrada.

Mas nĂŁo existe muito entusiasmo em suas palavras.

60.5 Jesus, com Pedro, André, Tiago e João vai sentar-se no pomar.

– Mestre!


– Que há, meu Pedro?

– Eu estou mortificado.

Jesus faz um gesto, como se dissesse: “Deixa para lá.” Depois, diz:

– NĂŁo Ă© esta a primeira nem serĂĄ a Ășltima que nĂŁo sinto um reconhecimento imediato. Mas Eu nĂŁo peço reconhecimento. Basta-me dar Ă s almas o modo de se salvarem. Faço o meu dever. A elas cabe fazer o delas.

– Ah! Então já houve outros assim? Onde?

– SimĂŁo curioso! Mas Eu quero te contentar, embora nĂŁo goste de curiosidades inĂșteis. Foi em NazarĂ©. Lembras-te da mĂŁe de Sara? Estava muito doente quando chegamos a NazarĂ© e nos disseram que a menina estava chorando. Para nĂŁo fazer dela, que Ă© boa e dĂłcil, uma ĂłrfĂŁ e amanhĂŁ uma enteada, fui procurar a mulher
 Eu queria curĂĄ-la. Mas, ainda nĂŁo tinha posto os pĂ©s na casa dela, quando o seu marido e um irmĂŁo me expulsaram, dizendo: “Vai embora, vai embora! NĂŁo queremos aborrecimentos com a sinagoga.” Para eles, para muitos, Eu jĂĄ sou um rebelde
 mas Eu a curei do mesmo jeito
 por causa de seus filhos. E Ă  Sara, que estava na horta, Eu disse, acariciando-a: “Eu curo tua mĂŁe. Vai para casa. NĂŁo chores mais.” E a mulher ficou curada no mesmo instante; a menina foi dizer isso a ela, e tambĂ©m ao pai e ao tio
 E foi castigada por ter falado Comigo. Eu sei, porque a menina veio correndo atrĂĄs de Mim, quando Eu jĂĄ ia deixando o povoado
 Mas nĂŁo importa.

– Eu faria com que ela ficasse doente de novo!

– Pedro!

Jesus estĂĄ severo:

– É isso que Eu ensino a ti e aos outros? Que foi que ouviste dos meus lĂĄbios desde a primeira vez que me ouviste? De que Ă© que Eu tenho sempre falado como primeira condição para serdes meus verdadeiros discĂ­pulos?

– É verdade, Mestre. Eu sou um verdadeiro animal. Perdoa-me. Mas
 não posso suportar que não te amem!

– Ó Pedro, verĂĄs um desamor bem maior! Quantas surpresas terĂĄs, Pedro! HĂĄ pessoas que o mundo chamado “santo” despreza como publicanos, e que, ao invĂ©s, serĂŁo exemplos para o mundo, e um exemplo nĂŁo seguido por aqueles que as desprezam. HĂĄ gentios que estarĂŁo entre os meus maiores fiĂ©is. HĂĄ meretrizes que se tornam puras, por vontade e por penitĂȘncia. Pecadores que se emendam


– Escuta, que se emende um pecador
 ainda pode ser. Mas uma meretriz e um publicano!


– Tu não acreditas?

– Eu não.

– Estás errado, Simão.

60.6 Mas, eis tua sogra que estĂĄ vindo a nĂłs.

– Mestre
 eu te peço que te assentes à minha mesa.

– Obrigado, mulher. Deus te recompense por isto.

Entram na cozinha e se assentam à mesa e a velha serve aos homens com grande distribuição de peixe ensopado e assado.

– Não há mais do que isso –ela se desculpa.

E, para nĂŁo perder o costume, diz a Pedro:

– Os teus cunhados fazem atĂ© demais, sozinhos como ficaram, desde quando foste para Betsaida! E ao menos se prestasses a fazer mais rica a minha filha
 Mas ouço dizer que freqĂŒentemente estĂĄs ausente e que nĂŁo vais pescar.

– Eu sigo o Mestre. Estive com Ele em JerusalĂ©m e aos sĂĄbados estou com Ele. NĂŁo perco o tempo em farras.

– Mas nĂŁo ganhas nada com isso. Farias melhor, jĂĄ que queres ser o servo do Profeta, que venhas para cĂĄ de novo. Pelo menos aquela pobre criatura, que Ă© a minha filha, enquanto tu ficas aĂ­ te fazendo de santo, terĂĄ os parentes que lhe matem a fome.

– Mas, não te envergonhas de falar assim diante Dele que te curou?

– Eu nĂŁo o critico. Ele faz o seu trabalho. Eu critico Ă© a ti, que vives como um mandriĂŁo. Afinal, tu nĂŁo serĂĄs nunca um profeta, nem um sacerdote. És um ignorante e um pecador, Ă©s um bom para nada.

– Tens razão, porque Ele está aqui, senão


– SimĂŁo, tua sogra te deu um Ăłtimo conselho. Podes pescar tambĂ©m aqui. Pescavas tambĂ©m antes em Cafarnaum, pelo que ouço. Podes voltar atĂ© agora.

– E morar aqui de novo? Mas Mestre, Tu não


– Bom, meu Pedro, se ficares aqui estarás no barco sobre o lago, ou Comigo. Por isso, para ti que diferença há entre estar ou não estar nesta casa?

Jesus pĂŽs a mĂŁo sobre o ombro de Pedro e parece que a calma de Jesus passa para Pedro que jĂĄ estava fervendo.

– Tens razão. Sempre tens razão. É assim que eu vou fazer. Mas
 e estes? –e mostra João e Tiago, seus sócios.

– NĂŁo poderĂŁo vir eles tambĂ©m?

– Oh! O nosso pai, e principalmente a nossa mãe, estarão sempre mais felizes, se souberem que estamos Contigo, do que com eles. Eles não criarão obstáculos.

– Talvez tambĂ©m Zebedeu virĂĄ –diz Pedro.

– É mais que provável. E com eles outros. Viremos, Mestre. Viremos sem falta.

Detalhe

Nota: Hå dois milagres neste extrato, o da sogra de Pedro e o da mãe de Sara em Nazaré (cf. 60.5).

Anotação

Mateus 8:14-15

Quando Jesus entrou em casa de Pedro, viu a sogra dele deitada na cama com febre. Ele tocou-lhe na mĂŁo e a febre deixou-a. Ela levantou-se e serviu-o. Ela levantou-se e serviu-o.

Marcos 1, 29-31

Depois de terem saído da sinagoga, foram com Tiago e João a casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama com febre. Eles contaram imediatamente a Jesus sobre ela. Jesus veio, pegou-lhe na mão e levantou-a. A febre deixou-a, e ela passou a servir os outros. A febre deixou-a, e ela passou a servi-los.

Lucas 4:38-39

Jesus saiu da sinagoga e entrou em casa de Simão. A sogra de Simão estava com febre alta, e eles pediram a Jesus que fizesse alguma coisa por ela. Ele inclinou-se sobre ela, ameaçou a febre, e esta deixou-a. Imediatamente a mulher levantou-se e serviu-os.

Palavras-chave

EMF 61.3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Jesus, entĂŁo, ordena aos discĂ­pulos:

– Fazei que os pobres venham para a frente. Para eles Eu tenho a rica oferta de alguĂ©m que a eles se recomenda para obter o perdĂŁo de Deus.

VĂȘm avante trĂȘs velhinhos esfarrapados, dois cegos e um encolhido; depois uma viĂșva com sete meninos macilentos.

Jesus os olha fixamente um por um, sorri para a viĂșva e especialmente para os orfĂŁozinhos. Antes diz a JoĂŁo:

– Que essas pessoas sejam colocadas lá no pomar. Quero falar com elas.

Mas Ele se torna severo, com os olhos flamejantes, quando a Ele se apresenta um dos velhinhos. Porém, não diz nada no momento.

Jesus chama Pedro e faz com que ele lhe dĂȘ a bolsa recebida pouco antes e uma outra cheia de moedas menores, esmolas diversas recolhidas entre os bons. Despeja tudo sobre o banco que estĂĄ junto ao poço, conta e divide. Faz seis partes: uma delas bem grande, toda com moedas de prata; cinco menores em dimensĂŁo, com muito bronze e sĂł uma ou outra moeda grande. Chama os pobrezinhos doentes e lhes pergunta:

– Não tendes nada a dizer-me?

Os cegos se calam. Mas o encolhido diz:

– Que Aquele de quem vens te proteja.

E nada mais.

Jesus lhe pÔe a esmola na mão sã. O homem lhe diz:

– Que Deus te recompense. Mas, mais do que isto, eu de Ti queria a cura.

– Tu não a pediste.

– Sou pobre, um verme que os grandes pisam, não ousava esperar que Tu tivesses piedade de um mendigo.

– Eu sou a Piedade que se inclina sobre toda misĂ©ria que clama por Mim. NĂŁo rejeito ninguĂ©m. NĂŁo peço mais do que amor e fĂ©, para dizer: “Eu vou te atender.”

– Oh! Meu Senhor! Eu creio! Eu te amo! Salva-me, então! Cura o teu servo!

Jesus pÔe a mão sobre aquele dorso curvado e a faz deslizar como que acariciando-o; diz então:

– Quero que sejas curado.

O homem se endireita, ĂĄgil e Ă­ntegro, com palavras de bĂȘnçãos infinitas.

Detalhe

Curar um corcunda.

Palavras-chave

EMF 61.4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Jesus dá a esmola aos cegos, e espera um momento para despedi-los
depois os deixa ir.

Chama os velhos. DĂĄ ao primeiro uma esmola e o conforta ajudando-o a pĂŽr na cinta as moedas.

Jesus se interessa piedoso pelas desventuras do segundo, que lhe conta a doença de uma filha:

– SĂł tenho essa! E agora ela estĂĄ mor­rendo. Que serĂĄ de mim? Oh! Se Tu pudesses ir lĂĄ! Ela nĂŁo pode vir, nĂŁo se mantĂ©m em pĂ©. Queria
 Mas nĂŁo pode. Mestre, Senhor, Jesus, tem piedade de nĂłs!

– Onde moras, pai?

– Em Corozaim. Pergunta por Isaque de Jonas, chamado o Adulto. Irás mesmo? Não te vais esquecer da minha desventura? E curarás a minha filha?

– Podes crer que Eu a possa curar?

– Oh! Se eu creio! Por isso Ă© que Te estou falando dela.

– Vai para casa, pai. Tua filha estará à porta para te saudar.

– Mas ela estĂĄ de cama e nĂŁo pode levantar-se hĂĄ trĂȘs
 Ah! Compreendi! Oh! Obrigado, Rabi! Bendito Ă©s Tu e Aquele que Te enviou! Louvor a Deus e ao seu Messias!

O velho vai chorando, coxeando, o mais rĂĄpido que pode. Mas quando jĂĄ estĂĄ quase saindo do pomar, ele diz:

– Mestre, mas irĂĄs assim mesmo Ă  minha pobre casa? Isaque Te espera para beijar-te os pĂ©s, lavĂĄ-los com suas lĂĄgrimas e oferecer-te o pĂŁo do amor. Vai Jesus, eu falarei de Ti aos da cidade.

– Irei. Vai em paz e sĂȘ feliz.

Detalhe

Cura da filha de um velho, que jĂĄ nĂŁo podia andar. O seu nome era Isaac de Jonas.

Palavras-chave

EMF 61.7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Piedade, Senhor! Este meu filho Ă© mudo, por causa de um demĂŽnio que o maltrata.

– E este meu irmĂŁo Ă© semelhante a um animal imundo: ele se revolve na lama e come excrementos. E um espĂ­rito maligno o arrasta; ele, mesmo sem querer, faz coisas imundas.

Jesus se dirige para o grupo que o estå implorando. Ele ergue os braços e ordena:

– Sai deles. Deixai a Deus as suas criaturas.

Entre gritos e barulho, os dois infelizes ficam curados. As mulheres que os conduziam prostram-se dando louvores a Deus.

– Ide para as vossas casas e sede reconhecidos a Deus. A paz esteja com todos. Ide.

A multidĂŁo vai-se, comentando os fatos. Os quatro discĂ­pulos colocam-se ao redor do Mestre.

– Amigos, em verdade Eu vos digo que em Israel estĂŁo todos os pecados, e os demĂŽnios aĂ­ fizeram sua morada. E nĂŁo sĂŁo possessĂ”es sĂł aquelas que tornam mudos os lĂĄbios e levam os homens a viver como animais comendo sujeiras. Mas as mais verdadeiras e numerosas sĂŁo aquelas que tornam os coraçÔes mudos para a honestidade e para o amor, fazendo deles um antro de vĂ­cios imundos. Oh! Meu Pai!

Jesus, abatido, se assenta.

– Estás cansado, Mestre?

– Cansado nĂŁo, meu JoĂŁo. Mas desolado pelo estado dos coraçÔes e pela pouca vontade de se emendarem. Eu vim
 mas o homem
 o homem
 oh! Meu Pai!


– Mestre, eu Te amo, nós todos Te amamos.

– Eu sei disso. Mas sois tĂŁo poucos
 e meu desejo de salvar Ă© tĂŁo grande!

Jesus abraça João e mantém a cabeça dele sobre a sua. Estå triste. Pedro, André, Tiago, ao redor Dele, olham-no com amor e tristeza.

E a visĂŁo cessa assim.

Palavras-chave

EMF 63.1-5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

63.1 Com a precisão de uma fotografia perfeita, tenho diante de minha­ vista espiritual, desde esta manhã, antes até da aurora, um pobre leproso.

Este Ă© verdadeiramente um farrapo humano. Eu nĂŁo saberia dizer que idade ele pode ter, de tĂŁo devastado estĂĄ pelo mal. Definhado, seminu, mostra o seu corpo reduzido ao estado de uma mĂșmia corroĂ­da, com as mĂŁos e os pĂ©s retorcidos, e jĂĄ lhe faltando algumas partes, de tal modo que aquelas pobres extremidades nem parecem mais ser de um corpo humano. As mĂŁos, como garras e retorcidas, mais parecem patas de algum monstro alado; os pĂ©s parecem quase cascos de boi, de tĂŁo decepados e desfigurados.

E a cabeça, entĂŁo!
 Eu creio que sĂł alguĂ©m que tivesse ficado insepulto e mumificado pelo sol e pelo vento Ă© que poderia ter ficado com uma cabeça semelhante a esta. Poucos fios de cabelo ainda lhe restam, espalhados aqui e ali, agarrados a uma pele amarelenta e cheia de crostas, parecendo poeira seca sobre uma caveira. Olhos apenas entreabertos e muito encovados, lĂĄbios e nariz roĂ­dos pelo mal, mostrando jĂĄ as cartilagens e as gengivas; as orelhas sĂŁo dois embrionĂĄrios pavilhĂ”es em ruĂ­nas e sobre tudo isto, estĂĄ uma pele ressequida, amarela como certos caulins, sob a qual os ossos penetram. Parece que recebeu a incumbĂȘncia de reunir esses pobres ossos dentro do seu saco sujo, todo cheio de remendos de cicatrizes ou dilaceraçÔes de feridas jĂĄ apodrecidas. Uma ruĂ­na!

Penso até em uma Morte que esteja vagante pela terra e recoberta por uma pele mirrada sobre o esqueleto, envolvida em um manto sujo todo em tiras e tendo na mão, não a foice, mas um bastão cheio de nós, certamente arrancado de alguma årvore.

Ele estĂĄ Ă  porta de uma caverna afastada da estrada, uma verdadeira espelunca, tĂŁo desmoronada que nem sei dizer se no princĂ­pio foi um sepulcro, ou uma cabana de lenhadores, ou os restos de alguma casa demolida. Ele olha para a estrada, que estĂĄ a uns cento e poucos metros do seu antro, uma estrada mestra poeirenta e ainda cheia de sol. A perder de vista, sol, poeira e solidĂŁo reinam sobre a estrada. Muito mais acima, a noroeste, deve haver um povoado, ou cidade. Vejo as primeiras casas. EstarĂĄ Ă  distĂąncia de pelo menos um quilĂŽmetro.

O leproso olha e suspira. Depois, pega uma tigela quebrada, enche-a com ågua de um córrego e bebe. Entra em um emaranhado de sarças, atrås do antro, inclina-se, arranca do chão umas raízes selvagens. Volta ao córrego, limpa-as da poeira mais grossa com a sua ågua escassa, e as come devagar, levando-as até à boca com dificuldade por causa de suas mãos arruinadas. As raízes devem estar duras como uns gravetos. Custa a mastigå-las e muitas ele até cospe, sem as poder engolir embora procure ajudar-se bebendo uns goles de ågua.

63.2 – Onde estás, Abel? –grita uma voz.

O leproso estremece e tem algo sobre os låbios parecido com um sorriso. Mas estão de tal modo reduzidos aqueles låbios, que é também informe esta sombra de sorriso. Responde com uma voz estranha, estridente (me faz pensar no grito de certos påssaros dos quais ignoro o nome exato):

– Estou aqui! Eu pensei que tu nĂŁo viesses mais! Pensei que tivesse te acontecido algum mal; fiquei triste
 Se tu tambĂ©m me faltares, que restarĂĄ ao pobre Abel?

Ao dizer isso, ele caminha em direção à estrada até o ponto em que, segundo a Lei, ele podia chegar e, por isso, a uma certa distùncia, ele se detém.

Pela estrada vem vindo um homem, quase correndo, de tĂŁo rĂĄpido que vem.

– Mas Ă©s tu mesmo, Samuel? Oh! Se nĂŁo Ă©s tu, a quem eu espero, sejas lĂĄ quem fores, nĂŁo me faças mal!

– Sou eu, Abel, sou eu mesmo. E sĂŁo. Olha como eu corro. Estou atrasado, eu sei. E jĂĄ estava com pena de ti. Mas, quando souberes
 Oh! Tu ficarĂĄs feliz! E aqui te trago, nĂŁo sĂł os costumeiros pedaços de pĂŁo, mas um pĂŁo inteiro, fresco e bom, todo para ti; trago tambĂ©m um bom peixe e um queijo. Tudo para ti. Quero que faças festa, meu pobre amigo, para preparar-te para uma festa maior.

– Mas, como Ă© que estĂĄs assim tĂŁo rico? Eu nĂŁo entendo


– Agora vou te contar.

– E estás são. Nem pareces mais Tu!

63.3 – EntĂŁo escuta. Eu soube que em Cafarnaum estava aquele Rabi que Ă© santo, e para lĂĄ fui


– Pára, pára, eu estou infeccionado.

– Oh! Não tem importñncia! Não tenho mais medo de nada.

O homem, que outro nĂŁo Ă© senĂŁo aquele pobre encolhido curado e ajudado por Jesus no pomar da sogra de Pedro, chegou de fato com o seu passo rĂĄpido a poucos passos do leproso; falou, caminhando e rindo feliz.

Mas o leproso lhe diz ainda:

– PĂĄra, em nome de Deus. Se alguĂ©m te vĂȘ


– Eu vou parar. Olha, vou colocar aqui as provisĂ”es. Come, enquanto eu falo.

Ele pÔe sobre uma pedra grande um pequeno embrulho e o abre. Depois, då um passo atrås, enquanto o leproso avança e se atira sobre o alimento inusitado.

– Oh! Quanto tempo faz que eu nĂŁo comia assim! Como Ă© bom! E eu pensando que iria dormir com o estĂŽmago vazio. NĂŁo veio hoje um piedoso
 nem mesmo tu
 Eu mastiguei algumas raĂ­zes


– Pobre Abel! Eu estava pensando. Mas dizia: “Bom. Agora, ele deve estar triste, mas depois ficará feliz!”

– Feliz, sim, por esta comida tão boa. Mas depois


– Não! Serás feliz para sempre.

O leproso sacode a cabeça.

– Escuta, Abel. Se puderes ter fĂ©, serĂĄs feliz.

– Mas fĂ© em quem?

– No Rabi. No Rabi que me curou.

– Mas eu sou leproso e estou no fim! Como poderá me curar?

– Oh! Ele pode. É santo.

– Sim. TambĂ©m Eliseu curou NaamĂŁ, o leproso
 eu sei
 Mas eu
 Eu nĂŁo posso ir ao JordĂŁo.

– Tu serĂĄs curado, sem precisar de ĂĄgua. Escuta: este Rabi Ă© o Messias, entendes? O Messias! É o Filho de Deus. E cura todos aqueles que tĂȘm fĂ©. Ele diz: “Eu quero”, e os demĂŽnios fogem, e os membros se endireitam, e os olhos cegos vĂȘem.

– Oh! Se eu tivesse fĂ©! Mas como posso ver o Messias?

– Eis-me aqui
 eu vim para isso. Ele estĂĄ lĂĄ, naquele povoado. Sei onde estarĂĄ nesta tarde. Se quiseres
 Eu disse: “Eu falo a Abel, e se Abel sente que tem fĂ© o conduzo ao Mestre.”

– Estás louco, Samuel? Se eu me aproximar das casas, serei apedrejado.

– NĂŁo nas casas. A tarde estĂĄ para cair. Eu te levarei atĂ© aquele pequeno bosque e depois irei chamar o Mestre. Eu te levarei


– Vai, vai logo! Eu vou por mim mesmo atĂ© aquele ponto. Cami­nha­rei no fosso, entre a sebe, mas tu vai, vai
 Oh! vai, meu bom amigo! Se soubesses o que Ă© ter este mal e o que Ă© esperar sarar!
 O leproso nĂŁo pensa em mais nada, nem em comer. Ele chora e gesticula, implorando ao amigo.

– Eu vou, e tu vais.

O ex-encolhido vai embora correndo.

63.4 Abel desce com dificuldade no fosso que costeia a estrada, todo cheio de sarças que cresceram no fundo seco. Ali hĂĄ apenas um fio de ĂĄgua ao centro. A tarde desce enquanto o infeliz escorrega por entre as sarças, sempre alerta se ouve qualquer passo. Duas vezes agacha-se no fundo: a primeira, por causa de um cavaleiro que percorre a trote a estrada; a segunda, por causa de trĂȘs homens que vĂŁo levando cargas de feno para o povoado. Depois ele prossegue.

Mas Jesus e Samuel chegam antes dele ao pequeno bosque.

– Daqui a pouco ele estarĂĄ aqui. Ele anda devagar por causa das feridas. Tem paciĂȘncia!

– Não tenho pressa.

– Tu o curarás?

– Ele tem fĂ©?

– Oh!
 Ele estava morrendo de fome e estava vendo aquele alimento depois de anos de abstinĂȘncia; no entanto, depois de ter comido poucos bocados, deixou tudo para correr aqui.

– Como tu o conheceste?

– Sabes
 eu vivia de esmolas, depois da minha desventura, percorrendo os caminhos, indo de um lugar para outro. Por aqui eu passava cada sete dias quando conheci aquele pobrezinho
 num dia em que, constrangido pela fome, ele impeliu-se, sob um temporal, que teria posto em fuga atĂ© os lobos, indo atĂ© o caminho que leva ao povoado, a procura de alguma coisa. Buscava entre as imundĂ­cies, como um cĂŁo. Eu tinha­ pĂŁo seco no alforje, donativo de pessoas boas; dividi ao meio com ele. Desde entĂŁo, somos amigos e cada semana eu o reabasteço. Com aquilo que tenho
 se tenho muito, dou muito; se pouco, pouco. Faço o que posso, como se fosse meu irmĂŁo. E Ă© desde aquela tarde em que me curaste, bendito sejas Tu, que eu venho pensando nele
 e em Ti.

– Tu Ă©s bom, Samuel; por isso a graça te visitou. Quem ama merece tudo de Deus.

63.5 Mas eis ali qualquer coisa entre as ramagens


– És tu, Abel?

– Sou eu.

– Vem. O Mestre está te esperando aqui, debaixo da nogueira.

O leproso emerge do fosso, sobe para a borda, atravessa-a e entra pelo prado. Jesus, com as costas apoiadas em uma nogueira muito alta, o espera.

– Mestre, Messias, Santo, tem piedade de mim!

E se lança todo entre a relva, aos pés de Jesus. Com o rosto no chão, diz ainda:

– Ó meu Senhor! Se queres, podes limpar-me!

Depois, toma coragem para pĂŽr-se de joelhos, estende os braços esquelĂ©ticos, com aquelas mĂŁos retorcidas e ergue o rosto ossudo e devastado
 As lĂĄgrimas descem das Ăłrbitas doentes para os lĂĄbios corroĂ­dos.

Jesus o olha com muita piedade. Olha para aquela sombra de homem que o mal horrendo devora, que sĂł uma verdadeira caridade pode suportar perto de si de tĂŁo repugnante e mal cheiroso que ele estĂĄ. Contudo, eis que Jesus lhe estende uma mĂŁo, a sua sĂŁ e bonita mĂŁo direita, como que para acariciar o pobrezinho.

Este, sem se levantar, afasta-se sobre seus calcanhares, e grita:

– Não me toques! Tem piedade de Ti!

Mas Jesus då um passo à frente. Solene, bom, suave, Ele pousa os seus dedos sobre aquela cabeça carcomida pela lepra e diz, com voz baixa e cheia de amor, mas imperiosa:

– Eu quero! Fica limpo!

A mão ainda permanece, por alguns minutos, sobre a pobre cabeça.

– Levanta-te. Vai ao sacerdote. Cumpre tudo o que a Lei prescreve. E nĂŁo fales do que Eu te fiz: somente sĂȘ bom. NĂŁo peques mais. Eu te abençÎo.

– Oh! Senhor! Abel! Mas tu estás curado!

Samuel, que vĂȘ a metamorfose do amigo, grita de alegria.

– Sim. EstĂĄ sĂŁo. Ele o mereceu por sua fĂ©. Adeus. A paz esteja contigo.

– Mestre! Mestre! Mestre! Eu não te deixo! Não posso te deixar.

– Faze tudo o que a Lei quer. Depois nos veremos ainda. Pela segunda vez esteja sobre ti a minha bĂȘnção.

Jesus se pĂ”e a caminho, fazendo sinal a Samuel para que fique. E os dois amigos choram de alegria, enquanto, Ă  luz de um quarto de lua, voltam Ă  caverna para uma Ășltima parada naquele antro de desventura.

Assim cessa a visĂŁo.

Detalhe

Cura de um leproso.

Samuel chega em 63.2. O milagre tem lugar em 63.4. Para compreender o contexto completo, Ă© aconselhĂĄvel reler MTS 61.3 e todo o MTS 62.

Anotação

Evangelho de Marcos 1, 40-45

Mc 1,40-45 : Um leproso aproximou-se dele, suplicou-lhe, pÎs-se de joelhos e disse: "Se quiseres, podes tornar-me limpo". Tomado de compaixão, Jesus estendeu a mão, tocou-o e disse: "Quero; fica limpo". Imediatamente a lepra o deixou e ele ficou limpo. Jesus mandou-o embora com firmeza, dizendo-lhe: "Tem cuidado, não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e då pela tua purificação o que Moisés prescreveu na Lei: serå um testemunho para o povo. Depois de se ter ido embora, o homem começou a proclamar e a espalhar a notícia, de modo que Jesus jå não podia entrar abertamente numa cidade, mas mantinha-se afastado em lugares desertos. Mas as pessoas vinham ter com ele de todo o lado.

Evangelho de Lucas 5, 12-14

Lc 5,12-14 : Jesus estava numa cidade, quando apareceu um homem coberto de lepra que, ao ver Jesus, se prostrou com o rosto em terra e lhe implorou: "Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo. Jesus estendeu a mão e tocou-o, dizendo: "Eu quero; fica limpo. A lepra deixou-o imediatamente. Então Jesus ordenou-lhe que não contasse a ninguém: "Em vez disso, vai mostrar-te ao sacerdote e då pela tua purificação o que Moisés ordenou; isso serå um testemunho para todos."

Palavras-chave

EMF 64.1.3-4.5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

64.1 Vejo as margens do lago de GenezarĂ©. E vejo os barcos dos pescadores, arrastados para a margem. Junto a eles estĂŁo Pedro e AndrĂ©, ocupados em consertar as redes, que os empregados levam, gotejantes, depois de as terem enxaguado no lago, para limpĂĄ-las dos detritos que nelas ficaram presos. À distĂąncia de uns dez metros, JoĂŁo e Tiago, encurvados sobre seu barco, estĂŁo ocupados a pĂŽ-lo em ordem, ajudados por um empregado e por um homem de seus cinqĂŒenta a ciqĂŒenta e cinco anos, que eu penso ser Zebedeu, porque o empregado o chama de “patrĂŁo”, e porque ele Ă© muito parecido com Tiago.

Pedro e AndrĂ©, de costas para o barco, trabalham em silĂȘncio para reatar os fios e as bĂłias de sinal. De vez em quando, trocam algumas palavras, a respeito do trabalho deles que, pelo que eu pude entender, foi infrutĂ­fero.

Pedro se queixa, nĂŁo pela bolsa vazia, nem pelo trabalho inĂștil, mas diz:

– Isso me aborrece porque
 como faremos para alimentar aqueles pobrezinhos? A nĂłs sĂł sĂŁo feitas raras ofertas, e aquelas dez moedas e sete dracmas que recolhemos nestes quatro dias, nelas eu nĂŁo toco. SĂł o Mestre me deve indicar a quem e como vĂŁo ser dadas aquelas moedas. E atĂ© o sĂĄbado Ele nĂŁo volta! Se eu tivesse feito uma boa pesca!
 O peixe mais miĂșdo, eu o cozinharia, e o daria Ă queles pobres
 e, se alguĂ©m em casa resmungasse, eu nĂŁo daria importĂąncia a isso. Os sĂŁos podem ir procurĂĄ-lo. Mas os doentes!


– Aquele paralĂ­tico, por exemplo!
 Andaram tanto para trazĂȘ-lo aqui
 –diz AndrĂ©.

(...) [Jesus volta para junto dos seus discĂ­pulos e o Mestre profere um sermĂŁo na casa do seu apĂłstolo.]

O povo se aglomera na grande sala posterior, destinada Ă s redes, cabos, cestas, remos, velas e provisĂ”es. VĂȘ-se que Pedro a colocou Ă  disposição de Jesus, amontoando tudo em um canto, para dar mais espaço. O lago nĂŁo se vĂȘ daqui. Ouve-se dele apenas o marulho lento. O que se vĂȘ Ă© sĂł o muro esverdeado do pomar, onde estĂĄ a velha videira e a figueira frondosa. As pessoas estĂŁo atĂ© na estrada, transbordando da sala para o pomar, e deste para a estrada.

64.4 Jesus começa a falar. Na primeira fila — tendo aberto caminho com gestos prepotentes e graças ao temor que deles tem o povo — estão cinco pessoas
 influentes. Paludamentos, vestes ricas e soberba, os denunciam como fariseus e doutores. (...)

64.5 – Mestre! – grita Pedro do meio da multidĂŁo–, aqui estĂŁo os doentes. Dois podem esperar que Tu saias, mas este estĂĄ comprimido por esta multidĂŁo e, alĂ©m disso, nĂŁo se aguenta mais
 E nĂłs nĂŁo podemos passar. Devo mandĂĄ-lo de volta?

– Não. Descei-o pelo telhado.

– Está bem. Vamos fazer isso já.

Ouve-se o barulho dos pés sobre o telhado baixo da sala que não sendo propriamente uma parte da casa não tem por cima nenhum assentamento com argamassa, mas somente um telhadinho de madeira coberto de cascalhos semelhantes a ardósia. Mas não sei que pedra era. Eles fazem uma abertura e, por meio de cordas, fazem descer a pequena padiola sobre a qual estå o doente. Desce exatamente diante de Jesus. O povo se aglomera mais ainda para ver.

– Tiveste grande fĂ©, e contigo tambĂ©m quem te trouxe.

– Oh! Senhor! Como nĂŁo ter fĂ© em Ti?

– Portanto, Eu te digo: filho (o homem Ă© muito jovem) sĂŁo-te perdoados todos os teus pecados.

O homem o olha chorando
 talvez se sinta um pouco decepcionado, porque esperava a cura do corpo.

Os fariseus e os doutores cochicham entre si, torcendo o nariz, a fronte e a boca, com desdém.

– Por que estais murmurando, e mais ainda com o coração do que com os lĂĄbios? Segundo vĂłs Ă© mais fĂĄcil dizer ao paralĂ­tico: “EstĂŁo perdoados os teus pecados”, ou dizer-lhe: “Levanta-te, pega a tua cama e anda”? VĂłs pensais que sĂł Deus pode perdoar os pecados. Mas nĂŁo sabeis responder o que Ă© mais importante, porque este, tendo perdido a tal ponto a saĂșde do corpo, gastou seus haveres para recuperĂĄ-la, sem nada conseguir. NĂŁo o pode, a nĂŁo ser por Deus. Ora, para que saibais que tudo Eu posso, para que saibais que o Filho do homem tem poder sobre a carne e sobre a alma, na terra e no CĂ©u, Eu digo a este: “Levanta-te, toma a tua cama e anda. Vai para a tua casa e sĂȘ santo.”

O homem sente um choque, då um grito, pÔe-se de pé, lança-se aos pés de Jesus, beija-os e os acaricia, chora e ri; com ele os parentes e a multidão que, depois, se abre para deixå-lo passar, como se fosse em triunfo, e o segue toda festiva. A multidão, não os cinco invejosos, que vão-se embora, altivos e duros como estacas.

Anotação

Mateus 9:1-8

Jesus entrou num barco, fez a travessia de novo e foi para a sua cidade natal, Cafarnaum.

Trouxeram-lhe um homem paralítico, deitado numa maca. Vendo a fé deles, Jesus disse ao paralítico: "Acredita, meu filho, os teus pecados estão perdoados. E eis que alguns dos escribas diziam entre si: "Este homem blasfema.

Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, perguntou-lhes: "Porque pensais mal? O que Ă© que Ă© mais fĂĄcil? Dizer: "Os teus pecados estĂŁo perdoados", ou dizer: "Levanta-te e anda"? Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra o poder de perdoar os pecados... - EntĂŁo Jesus disse ao paralĂ­tico: "Levanta-te, pega na tua maca e vai para casa". Ele levantou-se e foi para casa.

Quando as multidÔes viram isto, ficaram aterrorizadas e deram glória a Deus, que tinha dado tal poder aos homens.

Marcos 2, 1-12

Alguns dias depois, Jesus regressou a Cafarnaum e chegou a notĂ­cia de que estava em casa. Tinha-se juntado tanta gente que nĂŁo havia lugar nem mesmo diante da porta, e ele estava a pregar-lhes a Palavra.

Chegaram algumas pessoas e trouxeram-lhe um homem paralítico, transportado por quatro homens. Como não podiam aproximar-se dele por causa da multidão, abriram o teto por cima dele, fizeram uma abertura e baixaram a maca onde estava deitado o paralítico. Vendo a fé deles, Jesus disse ao paralítico: "Filho, os teus pecados estão perdoados.

Mas alguns dos escribas estavam ali sentados e pensavam: "Porque Ă© que este homem fala assim? Ele blasfema. Quem Ă© que pode perdoar os pecados senĂŁo Deus? Jesus viu imediatamente o que eles estavam a pensar e disse-lhes: "Porque Ă© que vocĂȘs estĂŁo a pensar assim? O que Ă© que Ă© mais fĂĄcil? Dizer a este paralĂ­tico: "Os teus pecados estĂŁo perdoados", ou dizer-lhe: "Levanta-te, pega na tua maca e anda"? Pois bem! Para que saibam que o Filho do Homem tem autoridade para perdoar pecados na terra... - Jesus disse ao paralĂ­tico: "Digo-te que te levantes, pegues na tua maca e vĂĄs para casa". Ele levantou-se, pegou imediatamente na maca e saiu Ă  frente de toda a gente. Todos ficaram admirados e deram glĂłria a Deus, dizendo: "Nunca vimos nada assim.

Lucas 5:17-26

Um dia, quando Jesus estava a ensinar, estavam presentes fariseus e doutores da Lei, vindos de todas as aldeias da Galileia e da Judeia, e também de Jerusalém; e o poder do Senhor actuava para que ele fizesse curas.

Chegaram algumas pessoas que traziam numa maca um homem paralĂ­tico e procuravam trazĂȘ-lo para o colocar diante de Jesus. Mas, como nĂŁo viam como o fazer por causa da multidĂŁo, subiram ao telhado e, afastando as telhas, baixaram-no com a maca mesmo em frente de Jesus. Quando Jesus viu a fĂ© deles, disse: "Homem, os teus pecados te sĂŁo perdoados. Os escribas e os fariseus começaram a discutir: "Quem Ă© este homem? Ele diz blasfĂ©mias! Quem Ă© que pode perdoar os pecados senĂŁo Deus? Mas Jesus, compreendendo os seus pensamentos, respondeu-lhes: "Porque estĂŁo estes pensamentos nos vossos coraçÔes? O que Ă© mais fĂĄcil? Dizer: "Os vossos pecados estĂŁo perdoados", ou dizer: "Levanta-te e anda"? Pois bem! Para que saibam que o Filho do Homem tem na terra autoridade para perdoar pecados", Jesus dirigiu-se ao paralĂ­tico: "Eu digo-te: levanta-te, pega na tua maca e volta para tua casa.

Jesus disse ao paralĂ­tico: "Levanta-te, pega na tua maca e vai para tua casa. Imediatamente ele se levantou Ă  frente deles, pegou na sua cama e foi para casa, dando glĂłria a Deus. Todos ficaram admirados e deram glĂłria a Deus. Cheios de medo, diziam: "Hoje vimos coisas extraordinĂĄrias!

Palavras-chave

EMF 64.6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

64.6 Assim pÎde entrar a mãe com seu pequenino: uma criança ainda de peito, esquelética. Ela o estende, e diz só isto:

– Jesus, Tu amas a estes. Tu o disseste. Por este amor e por Tua mãe!
 –e chora.

Jesus pega o bebĂȘ que estĂĄ mesmo Ă  morte, coloca-o sobre o seu coração, mantĂ©m-no assim por um momento, com aquele rostinho cĂ©reo, os lĂĄbios arroxeados e as pĂĄlpebras jĂĄ fechadas, leva-o de encontro Ă  sua boca. MantĂ©m-no assim por um momento
, e quando o afasta de sua barba loira, o rostinho jĂĄ estĂĄ rosado, a boquinha jĂĄ faz um daqueles sorrisos incertos, como as crianças fazem, os olhinhos olham­ ao redor, vivos e curiosos, as mĂŁozinhas, antes fechadas e abandonadas, apalpam entre os cabelos e a barba de Jesus que ri.

– Oh! Meu filho! –grita a mãe feliz.

– Pega-o, mulher. SĂȘ feliz e boa.

E a mulher pega o filho renascido e o aperta ao seio. O pequenino reclama logo os seus direitos ao alimento e procura, abre, encontra e mama, mama, ĂĄvido e contente.

Jesus abençoa e då uns passos até à porta onde estå o doente de febre alta.

– Mestre! SĂȘ bom!

– E tu tambĂ©m. Usa a saĂșde na justiça.

Jesus o acaricia e sai.

Detalhe

Jesus acaba de curar o paralĂ­tico e a multidĂŁo vai-se embora.

Palavras-chave

EMF 64.6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Jesus abençoa e då uns passos até à porta onde estå o doente de febre alta.

– Mestre! SĂȘ bom!

– E tu tambĂ©m. Usa a saĂșde na justiça.

Jesus o acaricia e sai.

Palavras-chave

EMF 67

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Jesus estå sozinho. Encontra dois homens que discutem e tentam esfaquear-se um ao outro. Cristo intervém novamente, avisando-os para pararem; depois, como eles não ouvem, faz um milagre e as lùminas partem-se.

Enquanto os soldados de Roma chegam, Jesus faz um breve sermĂŁo aos homens de Israel e, depois, tambĂ©m aos pagĂŁos presentes, ordenando-lhes que amem e lembrando-lhes que nĂŁo Ă© pela violĂȘncia que se vence, mas pela santidade. A cĂłlera Ă© um pecado que nos pode afastar da bĂȘnção de Deus, e os filhos do Senhor devem ser bondosos uns com os outros e amar-se mutuamente.

Quando acabou de falar, perguntaram-lhe se ele era o Messias, e Jesus não o negou. Perguntaram-lhe de novo se fazia milagres, e ele também não o negou, e até fazia milagres quando lhe traziam os doentes. A multidão alegra-se e Jesus abençoa.

Depois chega Judas e pergunta-lhe o que aconteceu. Pergunta se ele vai ficar em JerusalĂ©m, mas Jesus diz-lhe que vai partir para a Judeia e promete ir a Querot. Por fim, os dois falam de JoĂŁo Batista, que Herodes prendeu. Se Jesus Ă© a Bondade, o Precursor Ă© a PenitĂȘncia. A visĂŁo termina aqui.

Palavras-chave

EMF 67.2-5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Dois homens estĂŁo numa briga sĂ©ria, porque o burro de um deles resolveu passar bem, comendo toda uma bonita cesta de alface do burro do outro. Talvez nĂŁo seja mais do que um pretexto para algum antigo rancor. O fato Ă© que de sob as vestes curtas atĂ© Ă s barrigas das pernas, eles jĂĄ tiraram dois cutelos pequenos e da largura de um palmo: parecem umas adagas quebradas, mas bem pontiagudas, e que brilham ao sol. Gritos de mulheres e vozerio de homens. Mas ninguĂ©m intervĂ©m para apartar os dois, que estĂŁo prontos para o rĂșstico duelo.

Jesus, que procedia pensativo, levanta a cabeça, vĂȘ o que estĂĄ acontecendo e, a passos rĂĄpidos, se pĂ”e entre os dois.

– Parem, em nome de Deus! –ordena.

– Não! Eu quero acabar com este maldito cão!

– Eu tambĂ©m! Gostas de franjas? Farei para ti uma franja com as tuas tripas.

Os dois rodeiam Jesus, esbarrando nele, insultando-o para que saia do meio, procurando golpearem-se, sem o conseguirem, porque Jesus, com sĂĄbios movimentos do seu manto, desvia os golpes e impede que acertem o alvo. O manto de Jesus jĂĄ estĂĄ rasgado.

O povo grita:

– Vem para cá, nazareno, antes que te tirem do meio.

Mas Ele nĂŁo se move de lĂĄ e procura induzir os dois Ă  calma, evocando-os a Deus. InĂștil! A ira enlouquece os dois contendedores.

Jesus emite um milagre. Ordena-lhes pela Ășltima vez:

– Eu vos mando que deixeis disso!

– Não! Retira-te daqui! Pega o teu caminho, nazareno!

Jesus entĂŁo estende as mĂŁos, com o seu aspecto de potĂȘncia fulgurante. NĂŁo diz uma palavra. Mas as lĂąminas caem esmigalhadas no chĂŁo, como se fossem de vidro e se tivessem chocado contra uma rocha.

Os dois homens olham para os cabos curtos e inĂșteis que ficaram entre os dedos. O espanto embota a ira. A multidĂŁo tambĂ©m grita de espanto.

67.3 – E agora? –pergunta Jesus, severo–. Onde está a vossa força?

AtĂ© os soldados que estavam de guarda Ă  porta, tendo chegado quando ouviram os Ășltimos gritos, olham assombrados; um deles se inclina para apanhar os fragmentos das lĂąminas e os experimenta sobre a unha, incrĂ©dulo que fossem de aço.

– E agora? –repete Jesus–. Onde estĂĄ a vossa força? Sobre o que Ă© que baseĂĄveis o vosso direito? Sobre estes pedaços de metal que agora estĂŁo quebrados no meio da poeira? Sobre estes pedaços de metal que nĂŁo tinham outra força, senĂŁo a do pecado da ira contra um irmĂŁo, tirando de vĂłs, por aquele pecado, toda a bĂȘnção de Deus e, portanto, toda força? Oh! Infelizes daqueles que se baseiam em meios humanos para vencer e nĂŁo sabem que nĂŁo Ă© a violĂȘncia, mas a santidade que nos faz vitoriosos sobre a terra, e mais alĂ©m dela! Porque Deus estĂĄ com os justos.

Ouvi, ó vós todos de Israel, e vós também, soldados de Roma. A Palavra de Deus fala a todos os filhos do homem, e não serå o Filho do homem que irå recuså-la aos gentios.

O segundo dos preceitos do Senhor Ă© o preceito do amor para com o prĂłximo. Deus Ă© bom e nos seus filhos quer benevolĂȘncia. Quem nĂŁo Ă© benevolente com o seu prĂłximo, nĂŁo pode dizer-se filho de Deus e nĂŁo pode ter Deus consigo. O homem nĂŁo Ă© um animal irracional, que se arroja e morde pelo direito de fazer uma presa. O homem tem uma razĂŁo, e uma alma. Pela razĂŁo deve saber conduzir-se como homem. Pela alma deve saber conduzir-se como santo. Quem assim nĂŁo faz, coloca-se abaixo dos animais, desce ao abraço com os demĂŽnios, porque ele endemoninha sua alma com o pecado da ira.

Amai. Eu não vos digo outra coisa. Amai ao vosso próximo, como o Senhor Deus de Israel o quer. Não sejais sempre do sangue de Caim. E por que é que o sois? Por poucas moedas, vós podíeis agora ser uns homicidas. Outros, por uns poucos palmos de terra. Por uma posição melhor. Por uma mulher. Que são estas coisas? Eternas? Não. Duram muito menos do que a vida, a qual dura um instante da eternidade. E que é que perdeis, seguindo essas coisas? A paz eterna, que estå prometida aos justos e que o Messias vos trarå, junto com o seu Reino. Vinde para o caminho da Verdade. Segui a Voz de Deus. Amai-vos. Sede honestos. Sede continentes. Sede humildes e justos. Ide e meditai.

67.4 – Quem Ă©s Tu, que falas semelhantes palavras e quebras as espadas sĂł com a tua vontade? SĂł hĂĄ um que pode fazer estas coisas: o Messias. Nem mesmo JoĂŁo Batista Ă© mais do que Ele. Por acaso, Ă©s Tu o Messias? –perguntam-lhe uns trĂȘs ou quatro.

– Eu sou.

– Tu? Tu Ă©s aquele que cura os doentes e pregas a Deus pela GalilĂ©ia?

– Sou Eu.

– Eu tenho minha velha mãe que está morrendo. Salva-a!

– E eu, estás vendo? Estou perdendo as forças pelas dores que sinto. Tenho filhos ainda pequenos. Cura-me!

– Vai para a tua casa. Tua mĂŁe, esta tarde, te prepararĂĄ a tua janta; E tu, sĂȘ curado. Eu quero!

A multidĂŁo dĂĄ um grito. E depois lhe perguntam:

– O teu Nome? Qual o teu Nome?

– Jesus de NazarĂ©!

– Jesus! Jesus! Hosana! Hosana!

A multidão estå exultante. Os burros podem fazer aquilo que quiserem que ninguém se preocupa mais. As mães chegam lå do meio da cidade, compreende-se que a notícia jå correu e erguem seus pequeninos. Jesus abençoa e sorri. E procura romper o círculo que o aclama, para entrar na cidade, e ir aonde quer. Mas a multidão não quer saber disso.

– Fica conosco! Na JudĂ©ia! Na JudĂ©ia! NĂłs tambĂ©m somos filhos de AbraĂŁo! –grita.

67.5 – Mestre!

Judas corre para Jesus.

– Mestre, me precedestes. Mas, que Ă© que estĂĄ acontecendo?

– O Rabi fez um milagre! Na GalilĂ©ia nĂŁo; aqui, aqui o queremos conosco.

– EstĂĄs vendo, Mestre? Todo Israel Te ama. É justo que Tu fiques tambĂ©m aqui. Por que Te esquivas?

– Eu nĂŁo me esquivo, Judas. Eu vim justamente sĂł para que a rudeza dos discĂ­pulos galileus nĂŁo aborreça a sutileza judĂ©ia. Eu quero reunir todas as ovelhas de Israel sob o cetro de Deus.

– Por isso Ă© que eu Te disse: “Toma-me Contigo.” Eu sou judeu, e sei como tratar os meus iguais. FicarĂĄs, entĂŁo, em JerusalĂ©m?

– Por poucos dias. Para esperar um discĂ­pulo que tambĂ©m Ă© judeu. Depois, Eu irei pela JudĂ©ia


– Oh! Eu irei Contigo. Eu Te acompanharei. Irás ao meu povoado. Eu Te levarei à minha casa. Irás, Mestre?

– Irei


Detalhe

Milagres de lĂąminas partidas.

Palavras-chave