Notas do tema

Factos sobre a Paixão de Jesus Cristo

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Conforto de leitura

EMF 78.3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

O meu caminho!… O meu palácio real! Oh! Que angústia há neles! Sabes onde é que serei Rei? Quando serei proclamado Rei? Quando Eu for levantado no madeiro infame, e por púrpura terei o meu Sangue, por coroa uma grinalda de espinhos, por insígnia um cartaz de escárnio, por trombetas, címbalos, órgãos e cítaras, para saudar o Rei proclamado, Eu ouvirei as blasfêmias de um povo inteiro: do meu povo. E sabes por obra de quem, tudo isso? De um que não me terá entendido. Que nada terá entendido. Coração de bronze vazio, cuja soberba, sensualidade, e avareza terão destilado os seus humores, e estes terão gerado um nó de serpentes que servirão como correntes para Mim e… como maldição para ele. Os outros não sabem tão claramente a minha sorte. E, te peço, não digas qual é. Que isto fique entre Mim e ti.

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EMF 78.5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Obrigado a estes cidadãos que ao Verbo do Pai, ao Pai do qual Eu sou o Verbo, abriram os seus corações. Para que saibais que não é ao Filho do homem, que vos fala, mas ao Senhor Altíssimo é que vão rendidas graças e honra por este tempo de paz com que Ele reata sua quebrantada paternidade com os filhos do homem. Louvemos o Senhor verdadeiro, o Deus de Abraão, que teve piedade e amor para com o seu povo, e lhe concede o Redentor prometido. Não a Jesus, servo da eterna Vontade, mas glória e louvor a esta Vontade de amor.

Detalhe

Jesus dirigiu-se ao chefe da sinagoga de Queriote e disse-lhe

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EMF 78.7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Como Te devemos chamar, se não és rei?

– Mestre, Jesus, como quiserdes. Mestre Eu sou, e sou Jesus, o Salvador.

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EMF 78.8

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Estou com oitenta e quatro anos… a estrada está chegando ao fim… Não esperava mais encontrar a Graça de Deus. Mas, ao invés, Te encontrei… e agora não desejo mais ver outra luz que não seja a tua. Sim. Eu Te vejo como és, sob esta veste de piedade que é a carne que assumiste. Eu Te vejo! Ouvi a voz deste que ao morrer vê a Luz de Deus!

As pessoas se aglomeram ao redor do idoso inspirado, que está no grupo de Jesus e que, não mais sustentando-se em sua bengala, levanta os braços trêmulos, a cabeça toda encanecida, com uma barba comprida e repartida, uma verdadeira cabeça de patriarca ou profeta.

– Eu vejo Este: O Eleito, o Supremo, o Perfeito, descido aqui por força do Amor, subir de volta à destra do Pai, e tornar-se Um com Ele. Mas eis! Não Voz e Essência incorpórea, como Moisés viu o Altíssimo, e como o Gênesis diz que os nossos Primeiros o conhecessem e com Ele falassem, no vento da tarde. Como verdadeira Carne o vejo subir ao Eterno. Carne fulgurante! Carne gloriosa! Oh! pompa de Carne divina! Oh! Beleza do Homem-Deus! É o Rei! Sim. É o Rei. Não de Israel: do mundo. A Ele se inclinam todas as realezas da ter­ra e todos os cetros e coroas se anulam no fulgor do seu cetro e de suas jóias. Uma coroa, uma coroa Ele tem em sua fronte. Um cetro, um cetro Ele tem em sua mão. Sobre o peito tem um racional: pérolas e rubis de um esplendor nunca visto estão nele. Chamas dele saem como de uma fornalha sublime. Em seus pulsos há dois rubis, e uma fivela de rubis está sobre os seus santos pés. Luz, luz dos rubis! Olhai­, ó povos, o Rei eterno! Eu Te vejo! Eu Te vejo! Eu subo Contigo… Ah! Senhor! Nosso Redentor! A luz cresce no meu olho da alma…­ O Rei está adornado com o seu próprio Sangue! A coroa é uma coroa de sangrentos espinhos, o cetro é uma cruz… Eis o homem! Ei-lo! És Tu!… Senhor, pela tua imolação, tem piedade do teu servo. Jesus­, à tua piedade, entrego o meu espírito.

O velho, até então em pé, tornado jovem no fogo do profetizar, prostra-se de repente, e cairia, se Jesus prontamente não o amparasse contra o seu peito.

– Saul!

– Saul está morrendo!

– Socorro!

– Correi.

– Paz ao justo que morre –diz Jesus, que lentamente se ajoelhou para poder sustentar melhor o velho cada vez mais pesado.

Faz-se silêncio. Depois, Jesus o deposita completamente no chão. E se endireita.

– Paz ao seu espírito. Morreu vendo a Luz. Na expectativa, que será breve, ele já verá a face de Deus, e será feliz. Não há morte, ou seja, separação da vida, para aqueles que morrem no Senhor.

78.9 As pessoas, depois de algum tempo, afastam-se comentando. Ficam os maiorais, Jesus, os seus discípulos e o sinagogo.

– Ele profetizou, Senhor?

– Os seus olhos viram a Verdade. Vamos.

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EMF 80.11

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Os primeiros contatos com o mundo já me tinham causado náuseas e desconforto. É feio demais. Agora a minha alma nutriu-se com o tutano do leão: da união com o Pai, na oração e na solidão. E posso voltar ao mundo para tomar de novo a minha cruz, a minha primeira cruz de Redentor: aquela do contato com o mundo. Com o mundo no qual bem poucas são as almas que têm o nome de Maria e de João…

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EMF 83.7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Oh! Como verdadeiramente Eu sou Homem entre os homens. Sou o Homem. Por isso, sofro, ao ver o traidor e os ingratos. Por isso Eu me alegrava com quem me amava, ou a Mim se convertia. Por isso Eu fremo e choro, diante do cadáver espiritual que é Judas. Fremo e choro como diante de um amigo falecido. Mas sabia que o teria chamado à vida, e alegrava-me, ao vê-lo já com o seu espírito no Limbo. Aqui… tenho pela frente o demônio. Não digo mais nada.

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EMF 84.3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– (...) Que nós de Israel esperamos senão a Ti?

– E tu crês que Eu seja o Esperado?

– Simão nunca mentiu, nem é um rapazinho que se exalte por nuvens de mentiras. A idade e a dor o tornaram maduro como um sábio. Além disso… ainda que ele não te houvesse conhecido pela verdade do teu Ser, as tuas obras falariam, e te teriam proclamado “Santo”. Quem faz as obras de Deus, deve ser homem de Deus. E Tu as fazes. E as fazes de um modo que nos diz quanto Tu és o Homem de Deus. Ele, o meu amigo, foi a Ti por teres a fama de operar milagres, e recebeu de Ti o milagre. E estou sabendo que o teu caminho está marcado por outros milagres. Por que, então, não crer que Tu és o Esperado? Oh! É tão doce crer o que é bom! Em tantas coisas não boas nós devemos fingir que cremos serem boas, por amor à paz, pela impossibilidade de poder mudá-las; há tantas palavras dissimuladas, que parecem adulações, elogios, benignidade, e ao invés, são sarcasmo, censura, veneno coberto de mel, e devemos mostrar que cremos nelas, mesmo sabendo que são veneno, censura e sarcasmo… Devemos fazê-lo porque… Não se pode fazer de outro modo. Somos fracos diante de todo um mundo que é forte, e estamos sozinhos diante de todo um mundo que nos é inimigo… Por que, então termos dificuldade em crer no que é bom? Afinal, os tempos estão maduros, e os sinais dos tempos aí estão. Quanto ainda poderá faltar para tornar grande o nosso crer, e livre de toda dúvida, supre-o a nossa vontade de crer e de aplacar o coração na certeza de que a espera terminou e que o Redentor já está aqui, e que aqui está o Messias… Aquele que dará a paz a Israel e aos filhos de Israel, Aquele que… nos permitirá morrer sem ânsias, pois saberemos que já estamos remidos, e viver sem aquele aguilhão de saudade de nossos mortos… Oh! Os mortos! Por que haveremos de continuar chorando-os, senão porque, não tendo mais os filhos, não têm ainda o Pai, que é Deus?

– Há muito tempo que morreu teu pai?

– Há três anos, e há sete que morreu minha mãe… Mas já faz algum tempo que não os choro mais… Eu também queria estar onde espero que eles estejam, esperando o céu.

– Não terias então o Messias como teu hóspede.

– É verdade. Agora eu sou mais do que eles, porque te tenho comigo… e meu coração se acalma com esta alegria.

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