Notas da palavra-chave

Dor e sofrimento

Tema: Palavras-chave principais e transversais 🌟 · PĂĄgina 10 de 12

Conforto de leitura

EMF 185.6 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Os pobres homens poderiam objetar: “E então, por que permites que se formem tempestades isoladas ou generalizadas?”

Se Eu, com o meu poder destruĂ­sse o Mal, qualquer que ele fosse, vĂłs chegarĂ­eis a acreditar que sois autores do Bem, o que na realidade seria um dom meu, e nunca mais vos lembrarĂ­eis de Mim. Nunca mais. Tendes necessidade da dor, Ăł meus pobres filhos, para fazer-vos lembrar de que tendes um Pai. Foi assim que aconteceu com o filho prĂłdigo, que sĂł se lembrou de que tinha um pai, quando a fome o afligiu.

As desventuras servem para que persuadidos do vosso nada: da vossa insensatez, que Ă© a causa de tantos erros, da vossa maldade, que Ă© causa de tantos lutos e dores; das vossas culpas, causa de punição, que dais a vĂłs mesmos; e da Minha existĂȘncia, do meu poder e da Minha bondade. Isto Ă© o que vos diz o Evangelho de hoje. É o “vosso” Evangelho da presente hora, meus pobres filhos.

Chamai-Me. Jesus sĂł dorme quando estĂĄ angustiado, ao ver-se nĂŁo amado por vĂłs. Chamai-Me e virei.

Detalhe

O significado de infortĂșnio.

Palavras-chave

EMF 188.4 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

NĂŁo Ă©s mau
 EstĂĄs somente com uma grande ferida aberta, e ninguĂ©m a cura
 A tua bondade foge dela, como o sangue das feridas. Mas, se houver quem cuide de ti e cure a tua ferida, meu pobre irmĂŁo, a tua bondade — nĂŁo mais eliminada Ă  medida que se forma — cresceria em ti


Palavras-chave

EMF 205.5 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Eu vou voltar para o meu pai! É uma estultice minha este orgulho, que me mantĂ©m aqui preso. E por quĂȘ? Por que ficar sofrendo assim no corpo, e mais ainda no coração, quando eu posso obter o perdĂŁo e ter alĂ­vio? Eu vou voltar para o meu pai. EstĂĄ dito.

Palavras-chave

EMF 208.7-11 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

O pĂŽr do sol começa, quando Betsur jĂĄ vem aparecendo sobre a colina e, quase de repente, na estrada secundĂĄria, que tomaram para virem, eis que os rebanhos dos pastores vĂȘm chegando com os pastores. Mas, quando Elias vĂȘ que Maria tambĂ©m estĂĄ lĂĄ, levanta os braços com espanto e fica nessa posição, nem podendo crer no que estĂĄ vendo.

– A paz esteja contigo, Elias. Sou eu mesma. Havia sido prometido a ti, mas em JerusalĂ©m nĂŁo foi possĂ­vel ver-nos
NĂŁo pense mais nisso. Agora nos estamos vendo –diz Maria com doçura.

– Oh! Mãe, mãe!


Elias nem acha o que dizer. Depois, finalmente encontra:

– Agora! Minha PĂĄscoa eu vou fazĂȘ-la agora
 É o mesmo, e melhor ainda.

– Mas, Ă© verdade, Elias. NĂłs fizemos uma boa venda. E agora bem que podemos matar um cordeirinho. Oh! Sede bem-vindos Ă  nossa pobre mesa
 –Pede Levi, e tambĂ©m JosĂ©.

– Nesta tarde estamos cansados. Deixai para amanhã. Escutai. Conheceis uma certa Elisa casada com Abraão de Samuel?

– Sim. Ela estĂĄ na casa dela em Betsur. Mas AbraĂŁo morreu e, no ano passado morreram os filhos dele. O primeiro morreu com uma doença que durou poucas horas, e ninguĂ©m ficou sabendo de que foi que ele morreu. O outro foi-se indo lentamente e nada cortou a doença. NĂłs lhe dĂĄvamos o primeiro leite de uma cabra, porque os mĂ©dicos diziam que isso era bom para o doente, e ele bebia muito leite que lhe era levado por todos os pastores, pois sua pobre mĂŁe o tinha mandado procurar com todos os que tivessem no rebanho alguma cabra de primeiro leite. Mas nĂŁo adiantou nada. Quando voltamos Ă  planĂ­cie, o jovem jĂĄ nem se alimentava mais. E, quando voltamos, no mĂȘs de Adar, jĂĄ havia duas luas que ele tinha morrido.

– Pobre de minha amiga! No Templo ela me queria bem. Era-me parenta num antepassado. Era tĂŁo boa. Saiu para ir casar-se com AbraĂŁo, ao qual estava prometida desde pequena, dois anos antes de mim! E lembro quando ela veio fazer a oferta do seu primogĂȘnito ao Senhor. Ela mandou me chamar, nĂŁo a mim sozinha, mas me quis depois sozinha, por mais tempo
 E agora, ela Ă© que estĂĄ sozinha
Oh! Preciso apressar-me em ir consolĂĄ-la! VĂłs, ficai aqui. Eu vou com Elias, e entrarei sozinha. A dor exige respeito ao redor de si


– Nem Eu posso ir, mãe?

– Tu podes sempre. Mas os outros
 Nem mesmo tu, pequenino. Seria uma dor. Vem, vem, Jesus!

– Esperai-nos na praça do povoado. Procurai um abrigo para a noite. Adeus –ordena Jesus a todos.

208.8

E, sozinhos com Elias, Jesus e a mãe vão até uma espaçosa casa, toda fechada e silenciosa, a cuja porta o pastor bate com o seu cajado. Uma serva mostra o rosto por uma janelinha, perguntando quem é. Maria vai à frente e diz:

– Maria de Joaquim e seu Filho, de NazarĂ©. Vai dizer isto Ă  tua patroa.

– É inĂștil. Ela nĂŁo quer ver ninguĂ©m. Quer chorar atĂ© morrer.

– Experimenta.

– NĂŁo. Eu sei como ela me repele, quando procuro distraĂ­-la. NĂŁo quer saber de ninguĂ©m, nem ver a ninguĂ©m, nĂŁo quer falar com ninguĂ©m. Ela fica falando com a lembrança dos filhos.

– Vai, mulher, eu te ordeno. Dize a ela: “AĂ­ estĂĄ a pequena Maria de NazarĂ©, aquela que no Templo era como tua filha
” VerĂĄs que ela me quer.

A mulher lå se vai, sacudindo a cabeça.

Maria explica ao Filho e ao pastor:

– Elisa era muito mais velha do que eu. Ficava esperando no Templo a volta do seu esposo, que tinha ido ao Egito ver uns negĂłcios de herança e por lĂĄ ficou atĂ© uma idade bem avançada. Ela tem quase dez anos mais do que eu. As mestras costumavam dar Ă s pequeninas algumas discĂ­pulas mais adultas, que as guiassem
 e ela foi a minha companheira-mestra. Era boa e
 aĂ­ vem vindo a mulher.

De fato, a criada vem correndo, admirada, e abre um portĂŁo bem largo:

– Entra, entra –diz ela.

E depois, em voz baixa:

– Bendita sejas se a fizeres sair daquele quarto.

Elias se despede, e entram Maria e o Filho.

– Mas este homem, na verdade
 Por piedade! Tem a idade de Levi


– Deixa-o entrar. É meu Filho e a consolará mais do que eu.

A mulher encolhe os ombros e vai na frente, pelo longo vestíbulo de uma bela, mas triste casa. Tudo aí está limpo, mas tudo parece morto


208.9

Uma mulher alta, mas que vem vindo inclinada e com vestes escuras, vem adiante, na penumbra.

– Elisa! Querida! Eu sou Maria! –diz Maria, correndo ao seu encontro e abraçando-a.

– Maria? Tu
 Pensava que tu tambĂ©m tinhas morrido. Tinham-me contado
 quando foi? NĂŁo me lembro mais
 Eu estou com um vazio aqui na cabeça
 Tinham-me dito que tu estavas morta, com muitas outras mĂŁes, depois da vinda dos Magos. Mas quem foi que me disse que eras a mĂŁe do Salvador?

– Talvez os pastores


– Oh! Os pastores!

A mulher tem uma explosão de pranto cheio de aflição:

– NĂŁo me fales naquele nome. Ele me faz lembrar a Ășltima esperança para a vida de Levi
 E, no entanto
 sim
 um pastor me falou do Salvador e eu matei meu filho, levando-o ao lugar onde se dizia que estava o Messias, perto do JordĂŁo. Mas lĂĄ nĂŁo havia ninguĂ©m
 e o meu filho voltou a tempo para morrer
 O cansaço, o frio
eu o matei
 Mas eu nĂŁo quis ser uma assassina. Diziam-me que Ele, o Messias, curava as doenças
 e eu lĂĄ fui para conseguir a cura. Agora meu filho me acusa de tĂȘ-lo matado


– Não, Elisa. És tu que pensas assim. Escuta. Eu creio que teu filho, ao contrário, foi quem me tomou pela mão e me disse: “Vai à casa de minha mãe. Leva-lhe o Salvador. Eu estou melhor aqui do que na terra. Mas ela só dá ouvidos ao seu pranto e não pode ouvir as palavras que eu lhe sussurro por entre beijos, a pobre da minha mãe, que está possuída por um demînio, que a tenta para levá-la ao desespero, porque quer nos ver separados. Enquanto que, se ela se resignar e crer que Deus tudo faz para um bom fim, estaremos unidos para sempre com o pai e com o irmão. Jesus pode fazer isso.” E eu vim
 com Ele
 Não o queres ver?


Maria assim falou, conservando sempre entre os seus braços a desventurada, beijando-a sobre os cabelos cinzentos e com uma doçura que só ela pode ter.

– Oh! Se fosse verdade! Mas, por que, por que, entĂŁo, Daniel nĂŁo foi a ti, para dizer-te que viesses antes?
Mas, quem foi que me disse, hĂĄ tempo, que tu estavas morta? NĂŁo me lembro
nĂŁo me lembro
 tambĂ©m por isso eu fiquei esperando, para ir ao Messias. Mas me haviam dito que Ele tinha morrido, Ele, tu e todos em BelĂ©m


– Não fiques pensando em quem disse isto.

208.10

Vem, olha, aqui estå o meu Filho. Vem até Ele. Faze que fiquem contentes teus filhos e tua Maria. Sabes que eståvamos sofrendo ao te vermos assim?

E a leva para Jesus que se tinha colocado num Ăąngulo escuro e sĂł agora vem adiante, iluminado agora por uma luz que a empregada pendurou em um alto escrĂ­nio.

A pobre mĂŁe levanta a cabeça
 e ali vejo que Elisa esteve tambĂ©m sobre o CalvĂĄrio, entre as piedosas mulheres. Jesus lhe estende as mĂŁos com um gesto de convite, todo cheio de amor. A desventurada reluta um pouco, depois lhe confia as suas mĂŁos e, por fim, de repente, se abandona ao peito de Jesus, gemendo:

– Dize-me, dize-me que eu não tenho culpa da morte de Levi! Dize-me que eles não estão perdidos para sempre! Dize-me que logo estarei com eles!


– Sim, sim. Escuta. Eles estĂŁo cheios de uma grande alegria, neste momento em que tu estĂĄs em meus braços. Dentro de pouco tempo, eu irei atĂ© eles e que devo dizer-lhes entĂŁo: Que tu nĂŁo te conformas com o Senhor? É isto que Eu devo dizer? As mulheres de Israel, as mulheres de Davi, tĂŁo fortes, tĂŁo sĂĄbias, serĂĄ que vĂŁo ser desmentidas por ti? NĂŁo. Tu estĂĄs sofrendo, mas Ă© porque ficaste sofrendo sozinha. A tua dor e tu. Tu e a dor. NĂŁo podes suportar assim. NĂŁo te lembras das palavras[2] de esperança a respeito daqueles que a morte nos tomou? “Eu vos trarei de vossos sepulcros e vos conduzirei para a terra de Israel. E vĂłs ficareis sabendo que Eu sou o Senhor, quando Eu tiver aberto as vossas tumbas e vos tiver tirado dos vossos sepulcros. Quando Eu tiver infundido em vĂłs o meu espĂ­rito, vĂłs tereis vida.” A terra de Israel, para os justos que dormiram no Senhor, Ă© o Reino de Deus. Eu o abrirei e o darei aos que o estĂŁo esperando.

– E ao meu Daniel tambĂ©m? E tambĂ©m ao meu Levi?
 Ele tinha tanto medo da morte!
 NĂŁo podia nem pensar em ficar longe de sua mamĂŁe. Por isto eu queria morrer e ir ao lado dele para o sepulcro


– Mas no sepulcro eles não estavam com a sua parte viva. Lá estavam as coisas mortas, que não te podiam ouvir. Eles estão no lugar de espera


– Mas existe mesmo? Oh! NĂŁo fiques escandalizado comigo. A minha memĂłria lĂĄ se foi com o pranto! Estou com a cabeça cheia pelo rumor do pranto e dos estertores dos filhos. Que estertores! Que estertores! Eles me dissolveram o cĂ©rebro. NĂŁo tenho nada mais do que aqueles estertores aqui dentro


– Mas Eu vou colocar-te aĂ­ dentro as palavras da vida. Semearei a Vida, porque Eu sou a Vida, onde estĂĄ o fragor da morte. Lembra-te do grande Judas Macabeu, que quis que se oferecesse um sacrifĂ­cio pelos mortos, pensando corretamente que eles estĂŁo destinados a ressurgir, e que Ă© preciso acelerar a chegada da paz para eles, por meio de oportunos sacrifĂ­cios. Se Judas Macabeu nĂŁo tivesse tido a certeza da ressurreição, teria ele rezado, ou feito rezar pelos mortos? Mas, ao contrĂĄrio, como estĂĄ escrito[3], ele pensou como Ă© grande a recompensa que estĂĄ reservada Ă queles que morrem piedosamente, como certamente aconteceu com os teus filhos
 VĂȘs, pois, como estĂĄs dizendo sim? Portanto, nĂŁo desesperes. Mas santamente reza pelos teus mortos a fim de que os seus pecados sejam cancelados, antes da minha ida a eles. E, se assim for feito, irĂŁo comigo para o CĂ©u. Porque Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, e conduzo, e digo a Verdade e dou a Vida a quem crĂȘ em minha Verdade, e me segue. Dize-me: Os teus filhos acreditavam na vinda do Messias?

– Com certeza, Senhor. Eles haviam aprendido de mim esta crença.

– E Levi acreditava que era possível a cura por minha vontade?

– Sim, Senhor. Nós esperávamos em Ti, mas
 não adiantou. Ele morreu desconsolado, depois de ter esperado tanto


O pranto da mĂŁe recomeça, mais calmo, mas mais desolado em sua calma, do que estava, em sua fĂșria de antes.

– NĂŁo digas que nĂŁo adiantou. Quem crĂȘ em Mim, ainda que tenha morrido, viverĂĄ para sempre


208.11

A tarde vem caindo, mulher. Eu vou reunir-me aos meus apóstolos. Eu te deixo a minha mãe


– Oh! Fica Tu tambĂ©m!
 Tenho medo que, indo-te embora, me assalte de novo aquele tormento
. Começando apenas a acalmar-se a tempestade, ao som das tuas palavras


– Não tenhas medo! Tens Maria contigo. Amanhã, Eu virei de novo. Eu tenho que ir dizer algumas coisas aos pastores. Posso dizer a eles que venham para a tua casa?

– Oh! Sim. Eles vinham atĂ© aqui no ano passado, por causa do meu filho
 AtrĂĄs da casa hĂĄ um jardim e, depois dele, hĂĄ um pĂĄtio rĂșstico. Eles podem ir para lĂĄ, como faziam, para recolher os seus rebanhos


– EstĂĄ bem. Eu virei. SĂȘ boa. Lembra-te de que Maria no Templo estava confiada a ti. Eu tambĂ©m a confio, por esta noite.

– Sim. Fica tranquilo. Eu cuidarei dela,
 Tenho que ir pensar na ceia dela, no seu descanso
 Há quanto tempo, não penso nestas coisas! Maria, queres dormir no meu quarto, como fazia Levi em sua doença? Eu, no leito do filho e tu no meu. E, então, me parecerá estar ouvindo novamente a sua respiração
 Ele ficava sempre segurando a minha mão


– Sim, Elisa. Mas antes vamos falar de muitas coisas.

– Não. Tu estás cansada. Precisas dormir.

– Tu tambĂ©m.

– Oh! Eu! Há meses que não tenho dormido
 Fico chorando
 chorando
 Já nem sei fazer outra coisa!

– Mas nesta noite vamos rezar, depois vamos para a cama, e tu dormirĂĄs
 Dormiremos de mĂŁos dadas, nĂłs duas tambĂ©m. Vai, pois, meu Filho, e reza por nĂłs


– Eu vos abençîo. A paz esteja convosco e com esta casa!

E Jesus vai com a empregada, que estĂĄ assombrada e sĂł fica repetindo:

– Que milagre, Senhor! Que milagre! Depois de tantos meses, ela falou, ela pensou! Oh! Que coisa admirĂĄvel!
 Diziam que ela ia morrer louca
 E eu ficava com pena dela, porque Ă© muito boa.

– Sim, Ă© boa, e por isso Deus a ajudarĂĄ. Adeus, mulher. A paz esteja contigo tambĂ©m.

Jesus sai pela estrada semi-escura, e tudo termina.

Detalhe

O caso de uma mãe que perdeu os seus dois filhos por doença. Jesus vem consolå-la com a Virgem Maria.

Anotação

A Elise era muito mais velha do que eu. Cerca de dez anos. Portanto, ela estĂĄ nos seus sessenta e poucos anos.

Quando regressĂĄmos, no mĂȘs de Adar, ele jĂĄ estava morto hĂĄ duas luas. Adar Ă© em fevereiro/março.

NĂŁo vos lembrais das palavras de esperança sobre aqueles que a morte nos tirou? "Tirar-vos-ei dos vossos tĂșmulos e reconduzir-vos-ei Ă  terra de Israel. EntĂŁo sabereis que eu sou o Senhor, quando eu abrir os vossos tĂșmulos e vos fizer levantar das vossas sepulturas. Porei dentro de vĂłs o meu espĂ­rito e vivereis. "Veja Ezequiel 37:11-14 abaixo.

Lembrai-vos do grande Judas Macabeu que queria fazer um sacrifício pelos mortos, porque pensava, com razão, que eles estavam destinados a ressuscitar e que a hora da paz devia ser-lhes apressada por sacrifícios oportunos. Se Judas Macabeu não tivesse a certeza da ressurreição, teria rezado e mandado rezar pelos mortos? Pelo contrårio, como estå escrito, ele pensava que estava reservada uma grande recompensa para aqueles que morressem piedosamente, como certamente fizeram os vossos filhos... Ver o segundo livro dos Macabeus 12, 43-46 abaixo.

Livro de Ezequiel 37, 11-14

Ezequiel37, 11-14: E ele disse-me: "Filho do homem, estes ossos sĂŁo toda a casa de Israel. Eis que eles dizem: 'Os nossos ossos estĂŁo secos, a nossa esperança morreu, estamos perdidos! Por isso, profetiza e diz-lhes: "Assim diz o Senhor JavĂ©: 'Eis que vou abrir os vossos tĂșmulos e levantar-vos das vossas sepulturas, Ăł meu povo, e vou reconduzir-vos Ă  terra de Israel. E sabereis que eu sou o Senhor JavĂ©, quando eu abrir os vossos tĂșmulos e vos levantar das vossas sepulturas, povo meu. Porei dentro de vĂłs o meu EspĂ­rito, e vivereis; dar-vos-ei descanso na vossa terra, e sabereis que eu, JavĂ©, digo e faço, - orĂĄculo de JavĂ©!"

Segundo Livro dos Macabeus 12, 43-45

2 M 12, 43-46: Depois, tendo recolhido a soma de duas mil dracmas, enviou-a a JerusalĂ©m, para ser utilizada num sacrifĂ­cio expiatĂłrio. Uma ação bela e nobre, inspirada pelo pensamento da ressurreição! Porque, se ele nĂŁo acreditasse que os soldados mortos em combate ressuscitariam, teria sido inĂștil e fĂștil rezar pelos mortos. 45 AlĂ©m disso, ele considerou que uma recompensa muito boa estĂĄ reservada para aqueles que adormecem na piedade, e este Ă© um pensamento santo e piedoso. Foi por isso que ele fez este sacrifĂ­cio expiatĂłrio pelos mortos, para que eles pudessem ser libertados dos seus pecados.

Palavras-chave

EMF 208.10 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Tu estĂĄs sofrendo, mas Ă© porque ficaste sofrendo sozinha. A tua dor e tu. Tu e a dor. NĂŁo podes suportar assim. NĂŁo te lembras das palavras de esperança a respeito daqueles que a morte nos tomou? “Eu vos trarei de vossos sepulcros e vos conduzirei para a terra de Israel. E vĂłs ficareis sabendo que Eu sou o Senhor, quando Eu tiver aberto as vossas tumbas e vos tiver tirado dos vossos sepulcros. Quando Eu tiver infundido em vĂłs o meu espĂ­rito, vĂłs tereis vida.” A terra de Israel, para os justos que dormiram no Senhor, Ă© o Reino de Deus. Eu o abrirei e o darei aos que o estĂŁo esperando.

Detalhe

Jesus fala a uma mĂŁe viĂșva, enlutada pela morte dos seus dois filhos.

Palavras-chave

EMF 209.5-7 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– A paz esteja convosco. Ontem Eu ouvi falar de dois infelizes. Um, ainda na aurora da vida e o outro, no fim: duas almas que choravam na desolação.

Eu chorei com elas em meu coração, vendo quanta dor existe nesta terra e como sĂł Deus pode aliviĂĄ-la. Deus! SĂł o conhecimento exato de Deus, de sua grande e infinita bondade, da sua constante presença, das suas promessas. Eu vi como o homem pode ser torturado pelo homem e como pode ser atropelado pela morte com desolaçÔes, nas quais trabalha satanĂĄs, para aumentar a dor e para produzir ruĂ­nas. Eu disse, entĂŁo, a Mim mesmo: “NĂŁo devem os filhos de Deus sofrer com esta tortura das torturas. Demos o conhecimento de Deus a quem nĂŁo o tem, demo-lo de novo a quem o esqueceu, envolvido nas tempestades da dor.” Mas Eu vi tambĂ©m que, por Mim sĂł, Eu nĂŁo basto mais para satisfazer Ă s infinitas necessidades dos irmĂŁos. E decidi chamar a muitos, em nĂșmero cada vez maior, a fim de que todos os que tĂȘm necessidade do conforto do conhecimento de Deus o possam ter.

Estes doze sĂŁo os primeiros. Como meus seguidores, sĂŁo capazes de conduzir atĂ© Mim e, por isso, ao conforto, todos aqueles que estĂŁo encurvados sob os pesos de dores grandes demais. Em verdade, Eu vo-lo digo: Vinde a Mim todos os que estais angustiados, desgostosos, com o coração ferido, cansados, e Eu compartilharei da vossa dor e vos darei paz. Vinde, por meio dos meus apĂłstolos, por meio dos meus discĂ­pulos e discĂ­pulas, que cada dia aumentam com novos voluntĂĄrios. Encontrareis o consolo em vossas dores, companhia em vossas solidĂ”es, o amor dos irmĂŁos para fazer-vos esquecer o Ăłdio do mundo, encontrareis, como mais alto do que todos, como mais consolador do que todos, como o companheiro perfeito, o amor de Deus. NĂŁo dĂșvidareis de mais nada. E nunca mais direis: “Para mim, tudo acabou!” Mas direis: “Tudo para mim estĂĄ começando, num mundo sobrenatural, que abole as distĂąncias e acaba com as separaçÔes” e pelo qual os filhos ĂłrfĂŁos serĂŁo reunidos aos seus pais, levados ao seio de AbraĂŁo, e os pais e as mĂŁes, as esposas e os viĂșvos, reencontrarĂŁo os filhos perdidos, e o consorte perdido.

209.6

Nesta terra da Judeia, aqui perto de BelĂ©m de Noemi, Eu vos lembro que o amor alivia a dor e traz alegria. Olhai, vĂłs que estais chorando, para a desolação de Noemi[1], depois que sua casa ficou sem homens. Ouvi suas palavras de desconsoladas despedidas a Orfa e a Rute: “Voltai daqui para a casa de vossa mĂŁe. Que o Senhor use de misericĂłrdia convosco, como vĂłs usastes para com aqueles que morreram e para comigo
” Ouvi as suas cansadas insistĂȘncias. JĂĄ nĂŁo esperava mais nada da vida aquela que, tempos atrĂĄs, era a bela Noemi, e que agora era a trĂĄgica Noemi, esmagada pela dor, sĂł esperava voltar aos lugares em que tinha sido feliz no tempo de sua juventude, entre o amor do marido e os beijos dos filhos, para lĂĄ morrer. Ela dizia: “Ide, ide. É inĂștil ficar comigo
 Eu estou como morta
Minha vida jĂĄ nĂŁo Ă© mais aqui, e sim, lĂĄ na outra vida, onde eles estĂŁo. NĂŁo sacrifiqueis mais a vossa juventude, ao lado de uma coisa que estĂĄ morrendo. Porque realmente eu sou ‘uma coisa’. Tudo me Ă© indiferente. Deus me tomou tudo. Eu sou uma angĂșstia. E faria a vossa angĂșstia
 e esta me pesaria no coração. E o Senhor me pediria contas. Ele, que tanto jĂĄ me feriu, porque ter-vos vivas junto de mim jĂĄ morta, seria um egoĂ­smo meu. Portanto, ide para vossas mĂŁes
”

Mas Rute ficou para consolar aquela dolorosa velhice. Rute havia compreendido que hĂĄ dores sempre maiores do que a nossa, e que sua dor de jovem viĂșva era menor do que a da mulher que havia perdido, alĂ©m do marido, os dois filhos; assim como a dor do menino ĂłrfĂŁo, que se vĂȘ obrigado a viver pedindo esmola, sem receber nunca mais as carĂ­cias, e nunca mais os bons conselhos, Ă© bem maior do que a da mĂŁe privada dos filhos; assim como a dor de quem, por um complexo de motivos, chega a ter Ăłdio do gĂȘnero humano, e vĂȘ em cada homem um inimigo, que ele deve temer e do qual se defender Ă© ainda maior do que as outras dores, porque envolve, nĂŁo somente a carne, o sangue e a mente, mas atĂ© o espĂ­rito com os seus deveres e direitos sobrenaturais, e o leva a perder-se. Quantas mĂŁes sem filhos, e filhos sem mĂŁe hĂĄ neste mundo! Quantas viĂșvas sem prole existem, para terem piedade das velhices solitĂĄrias! Quantos hĂĄ, que ficaram privados de seus amores, para se dedicarem totalmente aos infelizes, segundo a necessidade que sentem de amor, combatendo assim o Ăłdio, dando a si mesmo, dando sempre amor Ă  Humanidade infeliz, que estĂĄ, sempre mais, sofrendo, porque estĂĄ sempre odiando.

209.7

A dor Ă© cruz, mas tambĂ©m Ă© asa. O luto despoja, mas Ă© para revestir. Levantai-vos, vĂłs que estais chorando! Abri os olhos, saĂ­ de vossos pesadelos, saĂ­ das trevas, dos egoĂ­smos! Olhai
O mundo Ă© como uma terra ĂĄrida e inculta, onde se chora e se morre. E ele grita: ‘Acudi-me!’ O mundo grita pela boca dos ĂłrfĂŁos, dos doentes, dos que estĂŁo sozinhos, dos que nĂŁo sabem o que fazer, e pelas bocas daqueles que uma traição ou uma crueldade tornaram prisioneiros do rancor. Ide a estes que estĂŁo gritando. Esquecei-vos dos esquecidos. Fazei a cura dos doentes! Esperai entre os desesperados. O mundo estĂĄ aberto Ă s boas vontades de servir a Deus no prĂłximo e de conquistar o CĂ©u: a uniĂŁo com Deus e a reuniĂŁo com aqueles pelos quais choramos. Aqui Ă© o campo das competiçÔes. LĂĄ estĂĄ o triunfo.

Vinde. Imitai Rute, estando ao lado de todas as dores. Dizei, vĂłs tambĂ©m: “Eu estarei convosco atĂ© Ă  morte.” E, se vos respondem essas desventuras que se julgam incurĂĄveis: “NĂŁo me chameis Noemi, mas chamai-me Mara, porque Deus me cumulou de amarguras”, persisti. E Eu, em verdade, vos digo que um dia, pela vossa persistĂȘncia nessas desventuras ainda exclamarĂŁo: “Seja bendito o Senhor, que tirou minha amargura, minha desolação, minha solidĂŁo, por obra de uma criatura, que soube fazer sua dor produzir frutos bons. Deus a abençoe para sempre, porque ela foi a minha salvadora.”

O ato bom de Rute para com Noemi, pensai nisso, deu ao mundo o Messias, porque de Davi, filho de Isaí, de Isaí, filho de Obed veio o Messias, como Obed de Booz, Booz de Salmon, Salmon de Naasson, Naasson de Aminadab, Aminadab de Aram, Aram de Esron, Esron de Farés, e eles vieram para povoar os campos de Belém, preparando os antepassados do Senhor. Todo ato bom då origem a grandes coisas nas quais vós nem pensais. O esforço de alguém contra o seu egoísmo pode provocar uma tal onda de amor, que é capaz de subir, subir, conservando em sua pureza aquele que a provocou, até o ponto de levå-lo ao pé do altar, ao coração de Deus.

Deus vos dĂȘ a paz.

E Jesus, sem voltar ao jardim pelo portãozinho, aberto na sebe, toma cuidado para que ninguém se aproxime da sebe, do outro lado da qual se ouve um grande pranto
 Só depois quando todos aqueles de Betsur foram-se embora, distancia-se com os seus, sem perturbar aquele pranto salutar


Detalhe

O cerne desta pregação estå condensado na seguinte nota.

Anotação

Ontem ouvi falar dois grandes infelizes, um na aurora da vida, o outro no seu crepĂșsculo: sĂŁo duas almas que choram com o peso da sua desgraça. SĂŁo elas Marziam(EMV 208.1-4) e Elise(EMV 208.7-11). Este discurso Ă© feito para ambas.

Em verdade vos digo: vinde a mim, todos vĂłs que estais aflitos e desgostosos, todos vĂłs que estais fracos e cansados; eu partilharei a vossa dor e vos trarei a paz. Cf. Mateus 11, 28-29 abaixo.

É nesta terra da Judeia, ainda perto da BelĂ©m de Noemi, que vos recordo como o amor alivia a dor e traz a alegria. Cf. o livro de Rute, capĂ­tulo 1, 1-22.

O Messias descende de David, que descende de Jessé, ele próprio descendente de Jobed, e Jobed de Booz e Rute. Boaz de Salmon, Salmon de Naasson, Naasson de Aminadab, Aminadab de Aram, Aram de Esron, Esron de Phares. Esta é a genealogia de Jesus. Cf. Mateus 1, 1-16 e Lucas 3, 23-38.

Evangelho de Mateus 11,28-29

Mt 11,28-29: Vinde a mim, todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.

Livro de Rute 1, 1-22

Rt 1, 1-22 : No tempo em que os juízes governavam, havia fome na terra. Um homem de Belém de Judå foi com a sua mulher e os seus dois filhos viver para os campos de Moab. O nome desse homem era Elimeleque, e o nome de sua mulher era Noemi, e os nomes de seus dois filhos eram Maalon e Quelon; eram efrateus de Belém de Judå. Foram para os campos de Moab e ali se estabeleceram.

Quando Elimeleque, marido de Noemi, morreu, ela ficou sozinha com os seus dois filhos, que tomaram mulheres moabitas, uma das quais se chamava Orfa e a outra Rute, e viveram ali cerca de dez anos. Morreram tambĂ©m Maalon e Queljon, e a mulher ficou sem os seus dois filhos e o seu marido. Levantou-se entĂŁo, ela e as suas noras, e deixou os campos de Moab, porque tinha ouvido dizer no paĂ­s de Moab que o Senhor tinha visitado o seu povo e lhe tinha dado pĂŁo. Assim, ela e as suas duas noras saĂ­ram do lugar onde se tinham instalado e puseram-se a caminho para regressar Ă  terra de JudĂĄ. Noemi disse Ă s suas duas noras: "VĂŁo e voltem, cada uma para a casa de sua mĂŁe. Que o Senhor JavĂ© seja bondoso para convosco, como foi para os que morreram e para mim! Que o Senhor faça com que cada uma de vĂłs encontre descanso na casa de um marido! E ela beijou-os. Eles levantaram a voz e choraram, e disseram-lhe: "NĂŁo; nĂłs voltaremos contigo para o teu povo". Noemi disse: "Voltai, minhas filhas; por que haverĂ­eis de vir comigo? Ainda tenho filhos no meu ventre que possam vir a ser vossos maridos? Voltem, minhas filhas, vĂŁo-se embora. Estou demasiado velha para voltar a casar. E quando eu digo: tenho esperança; quando eu fosse esta mesma noite para um marido e desse Ă  luz filhos, esperarĂ­eis por isso atĂ© que eles crescessem? NĂŁo, minhas filhas. É muito amargo para mim, por vossa causa, que a mĂŁo do Senhor tenha descido sobre mim. E, levantando a voz, voltaram a chorar. EntĂŁo Orfa beijou a sua sogra, mas Rute agarrou-se a ela.

Noemi disse a Rute: "Eis que a tua cunhada voltou para o seu povo e para o seu deus; volta para a tua cunhada". Rute respondeu: "NĂŁo me pressiones a deixar-te, quando eu me afastar de ti. Para onde fores, irei eu; onde habitares, habitarei eu; o teu povo serĂĄ o meu povo, e o teu Deus serĂĄ o meu Deus; onde morreres, morrerei e serei sepultada lĂĄ. Que o Senhor seja severo comigo se outra coisa que nĂŁo seja a morte me separar de ti! Vendo que Rute estava decidida a ir com ela, Noemi parou com as suas sĂșplicas.

As duas seguiram o seu caminho atĂ© chegarem a BelĂ©m. Quando entraram em BelĂ©m, toda a cidade se comoveu com elas, e as mulheres diziam: "É esta Noemi? "20Ela respondeu-lhes: "NĂŁo me chameis Noemi, chamai-me Mara, porque o Todo-Poderoso me amargurou. Parti com as mĂŁos cheias, e o Senhor traz-me de volta de mĂŁos vazias. Por que me chamarias Noemi, depois de o Senhor ter testemunhado contra mim e de o Todo-Poderoso me ter afligido?"

Noemi regressou, e com ela a sua nora, Rute, a moabita, que tinha vindo dos campos de Moab. Chegaram a Belém no início da colheita da cevada.

Evangelho de Mateus 1,1-16

Mt 1,1-16: Genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacó; Jacó gerou Judå e seus irmãos; Judå de Tamar gerou Farés e Zara; Farés gerou Esron; Esron gerou Arão; Arão gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson; Naasson gerou Salmon; Salmon de Raabe gerou Boaz; Boaz de Rute gerou Obed; Obed gerou Jessé; Jessé gerou o rei Davi.

Davi foi pai de Salomão, da mulher de Urias; Salomão foi pai de Roboão; Roboão foi pai de Abias; Abias foi pai de Asa; Asa foi pai de Jeosafå; Jeosafå foi pai de Jeorão; Jeorão foi pai de Uzias; 9 Uzias foi pai de Joatão; Joatão foi pai de Acaz; Acaz foi pai de Ezequias; Ezequias foi pai de Manassés; Manassés foi pai de Amom; Amom foi pai de Josias; Josias foi pai de Jeconias e de seus irmãos, no tempo da deportação para a Babilónia.

Depois da deportação para a BabilĂłnia, Jeconias foi pai de Salatiel; Salatiel foi pai de Zorobabel; Zorobabel foi pai de Abiud; Abiud foi pai de Eliacim; Eliacim foi pai de Azor; Azor foi pai de Sadoc; Sadoc gerou Acim; Acim gerou Éliud; Éliud gerou ElĂ©azar; ElĂ©azar gerou MatĂŁ; MatĂŁ gerou JacĂł; JacĂł gerou JosĂ©, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama Cristo.

Evangelho de Lucas 3, 23-38

Lc 3,23-38: Jesus tinha cerca de trinta anos quando começou o seu ministério; Era filho de José, filho de Heli, filho de Matthat, filho de Levi, filho de Melchi, filho de Janå, filho de José, filho de Matatias, filho de Amós, filho de Naum, filho de Hesli, filho de Nagge, filho de Maath, filho de Matatias, filho de Semei, filho de Josec, filho de Judå, filho de Joanã, filho de Resa, filho de Zorobabel, filho de Salatiel, filho de Neri, filho de Melqui, filho de Adi, filho de Cosão, filho de Elmadã, filho de Her, filho de Jesus, filho de Eliézer, filho de Jorim, filho de Matatå, filho de Levi, filho de Simeão, filho de Judå, filho de José, filho de Jonã, filho de Eliaquim, filho de Meleå, filho de Menå, filho de Matatå, filho de Natã, filho de Davi, filho de Jessé, filho de Obede, filho de Boaz, filho de Salmom, filho de Naassom, filho de Aminadabe, filho de Arão, filho de Esron, filho de Farés, filho de Judas, filho de Jacó, filho de Isaque, filho de Abraão, filho de Taré filho de Naor, filho de Sarug, filho de Reu, filho de Phaleg, filho de Heber, filho de Salé, filho de Cainã, filho de Arfaxad, filho de Sem, filho de Noé, filho de Lameque, filho de Matusalém, filho de Enoque, filho de Jarede, filho de Malaleel, filho de Cainã, filho de Enos, filho de Sete, filho de Adão, filho de Deus.

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EMF 209.6 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

A dor do menino ĂłrfĂŁo, que se vĂȘ obrigado a viver pedindo esmola, sem receber nunca mais as carĂ­cias, e nunca mais os bons conselhos, Ă© bem maior do que a da mĂŁe privada dos filhos; assim como a dor de quem, por um complexo de motivos, chega a ter Ăłdio do gĂȘnero humano, e vĂȘ em cada homem um inimigo, que ele deve temer e do qual se defender Ă© ainda maior do que as outras dores, porque envolve, nĂŁo somente a carne, o sangue e a mente, mas atĂ© o espĂ­rito com os seus deveres e direitos sobrenaturais, e o leva a perder-se.

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EMF 209.7 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

A dor Ă© cruz, mas tambĂ©m Ă© asa. O luto despoja, mas Ă© para revestir. Levantai-vos, vĂłs que estais chorando! Abri os olhos, saĂ­ de vossos pesadelos, saĂ­ das trevas, dos egoĂ­smos! Olhai
O mundo Ă© como uma terra ĂĄrida e inculta, onde se chora e se morre. E ele grita: ‘Acudi-me!’ O mundo grita pela boca dos ĂłrfĂŁos, dos doentes, dos que estĂŁo sozinhos, dos que nĂŁo sabem o que fazer, e pelas bocas daqueles que uma traição ou uma crueldade tornaram prisioneiros do rancor. Ide a estes que estĂŁo gritando. Esquecei-vos dos esquecidos. Fazei a cura dos doentes! Esperai entre os desesperados. O mundo estĂĄ aberto Ă s boas vontades de servir a Deus no prĂłximo e de conquistar o CĂ©u: a uniĂŁo com Deus e a reuniĂŁo com aqueles pelos quais choramos. Aqui Ă© o campo das competiçÔes. LĂĄ estĂĄ o triunfo.

Vinde. Imitai Rute, estando ao lado de todas as dores. Dizei, vĂłs tambĂ©m: “Eu estarei convosco atĂ© Ă  morte.” E, se vos respondem essas desventuras que se julgam incurĂĄveis: “NĂŁo me chameis Noemi, mas chamai-me Mara, porque Deus me cumulou de amarguras”, persisti. E Eu, em verdade, vos digo que um dia, pela vossa persistĂȘncia nessas desventuras ainda exclamarĂŁo: “Seja bendito o Senhor, que tirou minha amargura, minha desolação, minha solidĂŁo, por obra de uma criatura, que soube fazer sua dor produzir frutos bons. Deus a abençoe para sempre, porque ela foi a minha salvadora.”

Anotação

Se estes infelizes, que se julgam incurĂĄveis, te disserem: "NĂŁo me chames mais Noemi, mas Mara, porque Deus me encheu de amargura", persiste. Cf. Rute 1, 1-22.

Livro de Rute 1, 1-22

Rute1, 1-22: No tempo em que os juízes governavam, havia fome na terra. Um homem de Belém de Judå foi com a sua mulher e os seus dois filhos viver para os campos de Moab. O nome desse homem era Elimeleque, e o nome de sua mulher era Noemi, e os nomes de seus dois filhos eram Maalon e Quelon; eram efrateus de Belém de Judå. Foram para os campos de Moab e ali se estabeleceram.

Quando Elimeleque, marido de Noemi, morreu, ela ficou sozinha com os seus dois filhos, que tomaram mulheres moabitas, uma das quais se chamava Orfa e a outra Rute, e viveram ali cerca de dez anos. Maalon e Queljon tambĂ©m morreram, e a mulher ficou sem os seus dois filhos e o seu marido. EntĂŁo, ela e as suas noras levantaram-se e deixaram os campos de Moab, pois tinham ouvido dizer no paĂ­s de Moab que o Senhor tinha visitado o seu povo e lhe tinha dado pĂŁo. Assim, ela e as suas duas noras saĂ­ram do lugar onde se tinham instalado e puseram-se a caminho para regressar Ă  terra de JudĂĄ. Noemi disse Ă s suas duas noras: "VĂŁo e voltem, cada uma para a casa de sua mĂŁe. Que o Senhor JavĂ© seja bondoso para convosco, como foi para os que morreram e para mim! Que o Senhor faça com que cada uma de vĂłs encontre descanso na casa de um marido! E ela beijou-os. Eles levantaram a voz e choraram, e disseram-lhe: "NĂŁo; nĂłs voltaremos contigo para o teu povo". Noemi disse: "Voltai, minhas filhas; por que haverĂ­eis de vir comigo? Ainda tenho filhos no meu ventre que possam vir a ser vossos maridos? Voltem, minhas filhas, vĂŁo-se embora. Estou demasiado velha para voltar a casar. E quando eu digo: tenho esperança; quando eu fosse esta mesma noite para um marido e desse Ă  luz filhos, esperarĂ­eis por isso atĂ© que eles crescessem? NĂŁo, minhas filhas. É muito amargo para mim, por vossa causa, que a mĂŁo do Senhor tenha descido sobre mim. E, levantando a voz, voltaram a chorar. EntĂŁo Orfa beijou a sua sogra, mas Rute agarrou-se a ela.

Noemi disse a Rute: "Eis que a tua cunhada voltou para o seu povo e para o seu deus; volta para a tua cunhada". Rute respondeu: "NĂŁo me pressiones a deixar-te, quando eu me afastar de ti. Para onde fores, irei eu; onde habitares, habitarei eu; o teu povo serĂĄ o meu povo, e o teu Deus serĂĄ o meu Deus; onde morreres, morrerei e serei sepultada lĂĄ. Que o Senhor seja severo comigo se outra coisa que nĂŁo seja a morte me separar de ti! Vendo que Rute estava decidida a ir com ela, Noemi parou com as suas sĂșplicas.

As duas seguiram o seu caminho atĂ© chegarem a BelĂ©m. Quando entraram em BelĂ©m, toda a cidade se comoveu com elas, e as mulheres diziam: "É esta Noemi? "20Ela respondeu-lhes: "NĂŁo me chameis Noemi, chamai-me Mara, porque o Todo-Poderoso me amargurou. Parti com as mĂŁos cheias, e o Senhor traz-me de volta de mĂŁos vazias. Por que me chamarias Noemi, depois de o Senhor ter testemunhado contra mim e de o Todo-Poderoso me ter afligido?"

Noemi regressou, e com ela a sua nora, Rute, a moabita, que tinha vindo dos campos de Moab. Chegaram a Belém no início da colheita da cevada.

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EMF 212.2 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

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Mas Cristo se refugia nos coraçÔes fiĂ©is e de lĂĄ olha, de lĂĄ fala, de lĂĄ abençoa a Humanidade, e depois
 e depois se dĂĄ a esses coraçÔes e eles atingem o CĂ©u com sua bem-aventurança, ainda que permaneçam aqui, mas incendiando-se, atĂ© terem com isto um delicioso tormento em todo o seu ser: nos sentidos e nos ĂłrgĂŁos, nos sentimentos e no pensamento e, finalmente, no espĂ­rito
 LĂĄgrimas e sorrisos, gemidos e canto, o desfalecimento e atĂ© uma pressa de viver sĂŁo os nossos companheiros, mais do que companheiros, sĂŁo o nosso prĂłprio ser, porque, como os ossos estĂŁo na carne, e as veias e os nervos por baixo da epiderme, e tudo faz um sĂł homem, assim, igualmente, todas essas coisas incendiadas, nascidas por ter-se dado Jesus a nĂłs, estĂŁo em nĂłs, na nossa pobre humanidade. E, que somos nĂłs, naqueles momentos que nĂŁo poderiam durar para sempre, porque, se durassem mais do que aquele tanto, morrerĂ­amos queimados e despedaçados? NĂłs nĂŁo somos mais homens. NĂŁo somos mais os animais dotados de razĂŁo, que vivem sobre a terra.. Somos, somos, Ăł Senhor! Deixa que eu o diga uma vez, nĂŁo por soberba, mas para cantar as tuas glĂłrias, porque o teu olhar me queima, e me faz delirar
E, entĂŁo, nos tornamos serafins. E por que de mim nĂŁo saem chamas e ardores sensĂ­veis para as pessoas e a matĂ©ria, assim como Ă© nas apariçÔes dos condenados? Por que, se Ă© verdade que o fogo do inferno Ă© tĂŁo forte, que, sĂł um reflexo, saĂ­do de um condenado, pode queimar a madeira e derreter os metais, que nĂŁo serĂĄ o teu fogo, Ăł Deus, que tens tudo o que hĂĄ de infinito e perfeito?

NĂŁo morremos de febre, nĂŁo nos queimamos com ela, nĂŁo nos consumimos de febre pelos males da carne. Tu Ă© que Ă©s nossa febre, Ăł Amor. E com este nos queimamos, com este morremos, com este nos consumimos, com este e por este se dilaceram as fibras do coração, que nĂŁo pode resistir a tudo isso. Mas, eu disse mal, porque o amor Ă© um delĂ­rio, o amor Ă© uma cascata que arrebenta os diques, e desce derrubando tudo o que nĂŁo Ă© ele, o amor Ă© um apinhar-se de sensaçÔes, todas elas verdadeiras, na mente, todas presentes, mas nossa mĂŁo nĂŁo pode transcrevĂȘ-las, de tĂŁo rĂĄpida que Ă© a mente em traduzir o pensamento e os sentimentos que o coração experimenta. NĂŁo Ă© verdade que morremos. NĂłs vivemos. E de uma vida decuplicada. De uma vida dupla, vivendo como homens e como bem-aventurados: a vida da terra e a vida do CĂ©u. Alcança-se e se supera, Oh! disso estou certa, uma vida sem defeitos, sem diminuiçÔes nem limitaçÔes que Tu, Pai, Filho e EspĂ­rito Santo, Tu, Deus Criador, Uno e Trino, tinhas dado a AdĂŁo, como um prelĂșdio da vida depois da assunção a Ti, para gozar no CĂ©u, depois de uma tranquila passagem do ParaĂ­so Terrestre para o Celeste, e uma passagem feita nos amorosos braços dos anjos, assim como foi o doce sono e o doce surgir de Maria ao CĂ©u, para ir a Ti, a Ti, a Ti! Vivemos a verdadeira vida.

E depois nos encontramos aqui e nos envergonhamos de ter andado por tantos outros lugares, e dizemos: “Senhor, eu nĂŁo sou digno de tudo isso. Perdoa, Senhor”, e batemos no peito, porque aterrorizados pelo temor de termos tido soberba, e descemos um vĂ©u mais espesso sobre o esplendor que, se nĂŁo continua a chamejar de novo, com um ardor poderoso, por ter dĂł do nosso ser limitado, recolhe-se, porĂ©m, ao centro do nosso coração, pronto a reinflamar-se poderoso para um novo momento de bem-aventurança querida por Deus. Desce-se o vĂ©u sobre o SacrĂĄrio, onde estĂĄ Deus ardente em seus fogos, em suas luzes, em seus amores
 e extenuados e tambĂ©m regenerados, recomeçamos a andar como
embriagados por um vinho forte e suave, que nĂŁo torna obtusa a nossa razĂŁo, mas nos preserva de ter olhos e pensamentos para o que nĂŁo seja o Senhor, Tu, meu Jesus, anel de uniĂŁo entre a nossa misĂ©ria e a Divindade, meio de redenção para a nossa culpa, Criador de felicidade para a nossa alma, Tu, Filho que, com tuas mĂŁos feridas, colocas as nossas mĂŁos entre as mĂŁos espirituais do Pai e do EspĂ­rito, para que estejamos em VĂłs, agora e sempre. AmĂ©m.

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