(...) Eu te digo: “Segue-me.” Ao meu lado, e seguindo-me, encontrarás Pai e filhos. Levanta o olhar, Simão. Lá o verdadeiro Pai te está sorrindo. Olha pelos espaços da terra, pelos continentes, pelas regiões. Há neles filhos e filhos, filhos de alma para os sem filhos. Estão à tua espera e a espera de muitos outros como tu. Sob o meu sinal não há mais abandonos. No meu sinal não há mais solidões nem diferenças. É um sinal de amor. E amor dá.
– (...) Certos delitos não são perdoados. Não podem ser perdoados.
– És tu quem diz isso. E assim será, se o homem assim quiser. Mas em verdade, oh!, em verdade Eu te digo que, mesmo depois do delito dos delitos, se o culpado corresse aos pés do Pai — Ele se chama Pai para isso, Judas, e é um Pai de perfeição infinita — e chorando lhe suplicasse o perdão, oferecendo-se à expiação, mas sem desespero, o Pai lhe daria o modo de expiar para poder merecer o perdão e salvar sua alma.